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Antes que eu Vá

Antes que eu vá - filme

Eu faço mais reviews de série aqui no blog e deixo pra falar de filmes no stories do Instagram.

Mas, quando contei que eu fui convidada pela Paris Filmes para assistir a pré estreia exclusiva de Antes que eu vá – Before I fall – muita gente se interessou. Então, eis aqui minha resenha sem spoiler, como prometido!

O filme é baseado no livro de Lauren Oliver, autora de livros-novelas para young adults, categoria essa que eu não sou fã, mas até leio pra me distrair.

Mas, o diferencial da Lauren, próximo até do John Green, é que ela escreve uma novela com dramas reais, nada forçado, nem pesado demais. É um texto que te envolve, emociona e até dá pra tirar umas reflexões bacanas no final.

O melhor resumo do filme é que ele é uma mistura de Dia da Marmota com a pegada de Mean Girls, com mais drama envolvido.

Eu não li o livro, mas saquei que o filme foca no essencial e no resumão emocional da trama, o que me parece óbvio e ótimo. Sem enrolar, até mesmo porque, dá até uma irritada na pessoa (eu) ficar vendo o mesmo dia over and over again.

Mas, mesmo essa irritação faz sentido no final.

Antes que eu Vá - Filme

O filme tem uma fotografia linda que te coloca dentro do clima frio, calmo e meio mórbido, em que o enredo se passa. As cores usadas na direção de imagem são sérias e um pouco sombrias, pra nos dar aquela sensação fria, com muito azul e cinza e umas cenas bem lavadas que nos jogam pra dentro do clima chuvoso das montanhas.

Pra mim, o ponto alto do filme são as cenas externas e aéreas, são bem feitas e bem posicionadas pra gente ir se entregando ao drama, aos poucos e gostando da viagem, sabe? As cenas de conceituação nos trajetos das estradas, ruas amplas e vazias, mansões e vistas espetaculares são o que nos colocam dentro da sensação de estranheza da personagem.

antes que eu vá - filme

Outra coisa legal na narrativa é que mesmo sendo um drama ~adolescente~ eles não pesam a mão na infantilidade, nenhum personagem ali está super caricato. Na real, eles mostram o bullying como é e mostram a fragilidade pro trás dos ~bullers~.

Não há um vilão na história, mas se há uma maldade ali no meio do comportamento não é forçado, é real e fácil de nos identificarmos, mesmo quem não é adolescente.

A atuação de Zoey Deutch, como Samantha, me agradou muito, é limpa, bonita e expressiva na medida da personalidade da personagem. Aliás, gostei de todos os atores adolescentes, mas Elena Kampouris, Juliet e Halston Sage, Lindz, se sobressaem!

“Maybe you can afford to wait. Maybe for you there’s a tomorrow. Maybe for you there’s one thousand tomorrows, or three thousand, or ten, so much time you can bathe in it, roll around it, let it slide like coins through you fingers. So much time you can waste it.
But for some of us there’s only today. And the truth is, you never really know.”

É um filme sobre comportamento, consequências e sobre como lidamos e aprendemos (ou não) com as coisas que fazemos. Dá pra tirar boas histórias motivacionais ou pra pensar um pouco sobre nós mesmos, sem deixar de ser um filme leve.

Uma sacada inteligente é que o tema da aula de Sam no dia é Sísifo, o mito grego que fala sobre a esperteza de enganar a morte e ter como punição a repetição eterna da pena.

Pra mim o filme falou de karma, sobre quebrar um ciclo repetitivo de comportamento que pode ter consequências enormes. Sobre como somente aprendendo e nos tornando pessoas melhores a gente pode evoluir. O filma mostra os estágios de um amadurecimento que todo mundo tem que passar nessa vida, senão quiser repetir a pena/erros pra sempre.

No blog Saber é Preciso você lê o mito de Sísifo:

“It amazes me how easy it is for things to change, how easy it is to start off down the same road you always take and wind up somewhere new. Just one false step, one pause, one detour, and you end up with new friends or a bad reputation or a boyfriend or a breakup. It’s never occurred to me before; I’ve never been able to see it. And it makes me feel, weirdly, like maybe all of these different possibilities exist at the same time, like each moment we live has a thousand other moments layered underneath it that look different.”

Ai como eu tô filósofa!

  • Possibilidade de lágrimas: 90%
  • Lágrimas efetivas no cinema: 0% tô insensível, sorry.

Guardando lágrimas e coragem pra assistir A Cabana.

Se assistir o filme vem aqui me contar o que achou 🙂

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2 Comments

  • Reply
    Graziela Cardoso
    maio 25, 2017 at 9:15 am

    Assisti o filme sábado Lis e amei minha sobrinha de 15 anos que me chamou, logo lembrei que você tinha falado sobre Ele.
    Fiquei encantada com a história, sou kardecista e achei a forma que eles colocaram os assuntos foi de uma forma bem bacana sem se torna pesado … Mais também to insensível nem chorei kkkkk

    Senti um tristeza de ver a sala do filme muito vazia por ter um conteúdo tão Bom! Na pré estreia estava assim também?

    • Reply
      Lis
      maio 25, 2017 at 2:28 pm

      Graziela, na pré estreia estava bem cheio! Que bom que gostou e lembrou de mim 🙂

    Vamos conversar?