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Autoajuda

0 In Beleza e Bem-Estar/ Vida em Casa

Autocuidado simples em casa: Self-care Sunday.

Meu relato sobre o self-care Sunday, um autocuidado simples em casa em tempos difíceis…

Não é tudo sobre vaidade… Mas, sabe desde quando eu não lavava meu cabelo com calma?

Fevereiro!

Eu sofri um pequeneníssimo acidente em Fevereiro, imobilizei o pé e acabei engatando uma cirurgia no mês de Abril.

Desde então fiquei uns dias no banho seco (que nem é banho) e dias tomando banho ~tcheco~ sentada, chorando de dor e raiva.

Uns, 20 dias atrás, eu consegui tomar banho e lavar porcamente o cabelo. Estava com, sei lá, 50% da minha mobilidade? Sentia uma dor que nem TRAMAL estava curando. Mas, tomei banho, limpei minhas feridas, refiz meus curativos e voltei pra cama.

Tudo SOZINHA, all by myself!

Deixei o banheiro parecendo uma cena de filme de terror trash dos anos 80… Toalhas, chão, pia, até as paredes… Mas, foi meu primeiro banho pós cirurgia e não deveria ter feito isso sozinha, eu sei.

Não foi bem um momento de autocuidado simples em casa, mas me senti a própria Mulher Maravilha!

Parecia que estava dando pontos em mim mesma no meio de uma guerra, tudo só para refazer os curativos pós cirúrgicos! Foi essa cena bizarra que me lembrou o quanto é gostoso qualquer autocuidado, por mais simples que seja. Melhor ainda se em outras circunstâncias, sem sangue, sem dor e sem pontos.

Já contei aqui que eu não sou das mulheres com a vida mais fácil e mole do mundo, sempre trabalhei muito, por longas horas e longe de casa. Nem sempre tive condições de bancar produtinhos de beleza ou me cuiar com o que fosse.

Meu dia de me cuidar era o Domingo em casa, desde muito nova. O Sábado, ficava para cuidar de alguma coisa da casa, fazer as unhas no máximo e, hoje, tenho aulas da pós graduação.

Nos últimos anos, eu parei de fazer algumas coisas por mim, por imposição, falta de tempo, dinheiro, por preguiça ou pelas circunstâncias… Depois do, desnecessariamente, longo divórcio que vivi eu entendi que precisava voltar a ser eu mesma.

Na verdade, desde o ano passado, eu vinha pensando o quanto eu precisava e merecia me cuidar mais. Afinal, meu corpinho é um só e já tinha sofrido muito até ali… Aí veio o acidente e toda minha vida parou.

Mais sofrimento!

Dessa vez era muito mais físico que emocional, ainda assim eu precisei olhar para dentro e suportar.

Pois bem, essa semana eu senti menos dor, me forcei uns alongamentos. Acho que estou com 80 ou 90% de mobilidade mesmo com alguns pontos para retirar. Organizei esse momento de autocuidado simples em casa para me lembrar como é bom prestar atenção em mim.

  • Comecei organizando meus produtos de beleza.

Eu sabia que tinha algumas coisas guardadas e que poderia usar. Para minha surpresa achei maravilhosos sais de banho 🙂 entre outros creminhos e óleos.

Minha ideia era usar óleo de coco e sal grosso, mas achei produtos quase vencendo, seria desperdício não usá-los.

Defini o que eu queria e poderia fazer no cabelo e corpo.

Como fiz as unhas no sabado, me preocupei mais com o cabelo. Que por conta dos antibióticos e da anestesia estão caindo mais do que sempre.

Alguns produtos da foto estavam guardados em uma caixa, sem uso!

Sabia que precisava de uma restauração e um óleo de brilho. Não sou ótima na escova, mas decidi escovar os cabelos para dar um up!

Para o corpo e rosto o básico: esfoliação e hidratação. Com mais atenção as cicatrizes da cirurgia para tentar clareá-las.

  • Planejei um tempo para estar tranquila.

A meta era só tomar café e assistir a missa com a minha mãe.

Desde que começou o isolamento social, sou eu quem coloco a missa pra ela assisir pelo Facebook da paróquia que ela frequenta.

Já fui bem mais católica, viu? Mas, essa rotina de domingo me reaproximou da missa, depois de muitos anos lutando, muitas idas à Igreja de São Judas na rua de baixo onde fica minha casa e nada me fazia voltar…

O bônus, foi a paz que me invadiu como o calor do Sol pela janela. Olhava meus gatinhos amontoados com a gente e a homília ia marejando meus olhos… Há muito tempo não sentia isso.

Me aproximo de Deus ao ver minha mãe rezando, me aproximo do céu ao ver a fé que ela preserva depois de tanta coisa que viveu… Sou uma filha medíocre, mas meu amor e gratidão pela mãe que tenho é imenso.

Acredito que esse tenha sido o maior tesouro do meu dia.

A liturgia do dia falava sobre um dos presente que recebemos de Jesus, em seu amor incontestável e incompreensível.

“Não se turbe o vosso coração crede em Deus e também em Mim… Eu rogarei ao Pai, Ele vos dará o Consolador e o Espírito da Verdade que o mundo não pode receber… Se alguém me amar, será amado por meu Pai, eu também o amarei e me manifestarei a ele…”

Certamente, isso foi um cuidado de Deus comigo… Não que eu mereça!

Tomei meu banho em silêncio. Não precisava falar mais nada para mim mesma, apenas ri com os tais sais de banho, sem ter uma banheira. Me fiz uma esfolliação maravilhosa, ok?

Para fechar, limpei as sobrancelhas, que como são espessas nem parecem muito bagunçadas, mas gosto. E o buço gente… Porquê ele cresce mesmo? Acabei por fazer ele também. Comigo de bigode? Nem o diabo pode!

Fechei meu momento ao som da minha playlist favorita para domingos de autocuidado, estava até ensaiando uns passinhos quando alguém interrompeu entrando no quarto.

Eu até poderia deixar a lista de produtinhos de beleza aqui, mas não precisa.

A magia está em olhar com atenção para o que se tem e se fixar no presente, a cura acontece nesse tempo.

Seja um banho de 1 hora ou 10 minutos contemplando alguém que se ama.

Qualquer coisa que te faça ver que SUAS forças não são suas e reconhecer que, mesmo em tempos difíceis, você também tem muito pelo que agradecer e deve fazer bom uso do seu presente.

0 In Empoderamento

Tenho plena ciência de que planos dão errado…

Tenho plena ciência de que planos dão errado…

Pensei muito nessa semana sobre como estamos sendo lembrados que temos pouco (ou nenhum) controle sobre o que é substancial na vida.

Admito que, para mim, é uma lição difícil de engolir. Já tem uns 5/6 anos que tento aprender… Lenta eu né? 🤭

Pegando minha vida nesses anos: vivi um trauma emocional enorme, tive depressão, perdi o emprego, mudei de casa, de rotina, voltei a trabalhar por conta e quando estava tudo PERFEITO, entrando nos trilhos… Do nada, uma lesão no pé, incerteza financeira e uma disputa judicial a começar.

O caos a minha volta, um vírus no mundo…

Nesse contexto, numa sala de espera, me dei conta que se eu fosse menos “planejadora”, menos controlada (and controladora) eu estaria muito pior – acredita em mim, eu sei que meu fundo do poço sempre pode afundar mais, já testei.

Grandes planos que tive deram errado e nada pude fazer para mudar. Mesmo fazendo de tudo! Então, de que me serve ainda planejar, poupar, cumprir minhas responsabilidades, seguir a fé, fazer o bem e me “ferrar” mesmo assim?

Se eu tivesse resposta pra isso eu não estaria aqui sofrendo.

Por hora, eu sei que viveremos dias ainda mais estranhos na economia. Teremos gurus vendendo aulas virtuais pra ganhar dinheiro na crise, aulas de home-office, de organização e produtividade. Teremos “mestres” e experts em tudo… Mas, e nós? Mortais. O que faremos na pequena parcela que nos cabe da realidade humana?

É uma opção esquecer que o amanhã pode chegar tenebroso, ou não; fazer estoques, aumentando a demanda e escassez sem pensar que os preços levarão muitos meses a se ajustar e, talvez, não seja pra baixo esse ajuste. Sem pensar que o próximo pode não ter quando precisar, que o morador de rua não tem nem o básico… O que faremos daqui uns dias? Estaremos produzindo o triplo pra tirar o atraso e poluindo tão mais? Preços aumentando e salários congelados por conta da quebra na receita? Não sabemos!

Parece que estou pintando um cenário onde só tem lado ruim. Mas, foi pensar nisso, nessa sala de espera que me fez respirar aliviada!

Eu sei, do fundo do poço de quem já viveu o caos visceralmente e, que talvez nem estivesse aqui, se fosse por vontade própria: há um jeito certo de lidar com o caos até ele passar.

Reforcemos isso em nós!

Eu aqui, agora, pensei em cada centavo que não gastei nos últimos anos e valeu a pena só por não ter que esperar na fila do SUS. Eu já fiquei com o braço luchado em casa porque meus pais não podiam me levar ao médico, quando fomos de ônibus eu gritava AAAAIIIII a cada lombada. Agradeci agora pelo Uber e pelo cartão de crédito, amém.

Paguei médico pra conseguir lidar com a dor do pé mais rápido, paguei exames pra eliminar riscos, comprei os remédios, ganhei livros e um Kindle dos amigos pra ajudar a cuidar da cabeça em casa.

Estou bem hospedada sob um teto amigo, minha mãe que é minha primeira casa. E, se nessa vida, ouso pensar que não tenho tudo que gostaria sei que ainda tenho tempo de trabalhar para ter.

Se eu não fosse uma pessoa resiliente e de uma fé (pequena e falha), com certeza o vazio do medo do futuro teria me consumido. Eu teria sucumbido por fixar o olhar só nos planos que não deram certo. Eu olho pra eles, sim, o tempo todo. Mas, me sinto tão mais forte quando vejo que na parcela que me cabe da vida eu sigo com esperança – quase cega – de que sempre posso ver e fazer o melhor naquilo que me cabe.

Tenho plena ciência de que planos dão errado, mas eles são um exercício da esperança que dá frutos no tempo necessário.

Façam planos, organizem a vida para quando a circunstância exigir estarmos de pé para encontrar a melhor esperança no caminho com resiliência e fé.

6 In Empoderamento

Ano novo, de novo!

Coloquei a prova minha crença no poder das pequenas metas e fiz acontecer todas as 10 coisas que listei 15 dias antes do final do ano.

Em, 31 de Dezembro, eu estava me arrumando para celebrar o ano novo – de verdade – pela primeira vez desde 2017.

Passei esses aninhos sem o tal sentimento de esperança do ano novo, por força da vida ou fraqueza minha mesmo. Estava anestesiada de tanto sofrer e, por dentro, era como se estivesse sentada vendo o circo da minha vida pegar fogo, sem problema algum…

Por fora, estive mais ativa, mais metida, mais forte, dando porrada a 3×4. Por dentro eu tinha um f*da-se gigante acionado pra vida, uma sensação de tanto faz o que virá… Talvez, por isso, é que eu estivesse tão “forte” por fora.

Nada me tocava nem me fazia sentir aquele momento “uhuuuuu feliz ano novo!”.

Olha que eu sempre gostei de celebrar, mesmo pequenas coisas. Porém, eu olhava para as circunstâncias e pensava que o certo seria desejar Feliz Ano Velho, afinal, nada havia mudado e nem mudaria no dia 01 de Janeiro.

NADA mesmo, essa era minha única certeza! Quem me devia não iria pagar, o trabalho seria sempre um trabalho, a família ia seguir igualzinha, muita injustiça ia rolar impune no mundo todo, as contas vencendo, gente morrendo, filha da puta se dando bem, algumas coisas boas rolando, mas…

Errada eu não estava, viu?

Todos essess anos começaram e terminaram na vibe vida loka, com guerras novas e antigas, nada muda mesmo só com a passagem do calendário!

Mas, ok, estamos agora em 2020, e aí?

Depois de muito lutar com meu negativismo-realista eu percebi que sigo não estando errada…


Se você tem uma visão Polyana, coloridinha da vida, sorry! A verdade é que as circunstâncias serão, quiçá, cada vez mais difíceis. Especialmente, se você encara responsabilidades e dores fazendo o que tem que ser feito quando a maioria das pessoas simplesmente não o fazem.

Suas contas vão te incomodar, seu peso, suas brigas, seus defeitos. As dores de quem você ama vão te fazer impotente, algumas pessoas vão morrer, outras nascer. As injustiças vão te dar um nó imenso na garganta, o mundo vai se tornar cada vez maior e ao mesmo tempo menor.

Encarar e, dentro das minhas limitações, aceitar isso me ajudou a sair do ostracismo. De fato, VER qual era a minha REALIDADE foi LIBERTADOR.

No fundo eu sabia quais eram as minhas circunstâncias e que somente EU poderia viver nelas. Não havia nada que eu pudesse fazer para mudar o passado, muito menos o presente ferrado. A única coisa que eu posso é encarar e viver, sentindo cada momento mesmo.

Foi o que eu fiz, indo pro lado negro da força… Mas, fiz!

Não me lembro a última vez que fiz uma lista de metas/sonhos ou um plano que eu tenha me dedicado de verdade.

Desde promessas comuns como emagrecer, economizar, uma atividade nova, comprar algo. Todos nós, invariavelmente, uma vez ou mais na vida, chegamos ao final do ano não tendo feito nadica de nada do que “planejamos”…

Seja por circunstâncias que mudam sem nossa ação, morte, desemprego, encerramentos ou merdas que a gente faz mesmo. No meu caso, desde 2017, rolou tudo isso ao mesmo tempo agora!

E o que eu fiz quando tudo isso me aconteceu ao mesmo tempo agora, valendo!?

Eu vivi cada momento com minha intensidade natural, minha teimosia, minha raiva, todo ódio e rancor que um ser humano falho é capaz de sentir e um pouquinho mais porque eu sou ótima em ser uma má pessoa… Vivi com a força transformadora de quem desfaz um mundo com a mesma decisão com que o constrói.

Muito fiz, corri, lutei, mas todas as minhas circunstâncias mudaram de novo em Julho de 2019. Foi a gota d’água, pensei! Mas, prazer, sou Joseph Climber?!

 

As dívidas que me sobraram após um, desnecessariamente, longo divórcio se acumulavam na minha mão sem que ninguém que deveria ser parte da solução se importasse. Lidei sozinha com crises de pânico e com a depressão que eu quase não percebi estar.

Bem aí, no meio de toda as merdas, que eu comecei a sair da sensação de estar anestesiada pela raiva, Senti tanta dor que eu pensei que nunca mais sentiria, senti tudo de novo, mil vezes pior.

Mas, enquanto buscava (sem saber) ajuda eu me coloquei como voluntária para ouvir pessoas que estavam tão deprimidas como eu. Fui estudar psicologia, fui ler sobre religião, karma, fui brigar com Deus. Me enfiei dentro da casa da minha mãe para deixar toda a dor passar sem que eu a piorasse e me machucasse.

Meu mundo se abriu denso, mas se abriu. As nuvens carregadas na minha cabeça já não me paralisavam… Paguei por ajuda, recebi a bondade de estranhos, voltei a acreditar que de alguma forma ainda havia vidam ainda havia o Bempor aí.

Era um tipo de ano novo fora do tempo, em meio a várias perdas e na minha pior versão.

Então eu tomei a decisão mais fracassada da vida adulta, mas a melhor decisão nesse momento. Saí da minha casa e voltei a morar com a minha mãe, o maior passo para trás que eu não escolhi, mas precisei dar na vida.

Se você achou que teria um milagre com algo de extremo sucesso, isso aqui não é um filme da Disney, é a vida real!

Eu voltei pra dormir num sofá, me desfiz de todos os meus bens materiais que haviam restado, estava sem trabalhar, tomei um calote grande, não resolvi nem 5% dos problemas que ficaram no meu colo mas, sobrevivi e segui.

Chegou 2020 e eu fiz novas pequenas metas, baby steps ainda com medo.

Eu sei, só agora, que a coisa mais restauradora que fiz nesse tempo de morte e ressurreição foi ajudar o outro com a minha dor. Ver e ouvir pessoas sofrendo por coisas maiores ou menores. Estar ali pro outro me salvou.

Ainda na intenção de ajudar decidi falar no Instagram das minhas pequenas e vergonhosas metas de 2020. Aí o Fernando Pinheiro, me cedeu um e-book para compartilhar com quem me segue no Instagram.

Recomendo que leiam o “Inabalável, atingindo todas as metas” tem excelentes ferramentas.

Eu queria fazer mais por quem me segue ali nas redes sociais, queria sair do mundo virtual e ajudar efetivamente. Foi por isso que criei um grupo para compartilhar de perto a minha evolução (ou não) com 3 seguidoras que se interessaram pelas minhas metas.

No grupo temos dividido histórias e experimentado curas tão profundas que eu nem sei como isso acontece. Na verdade, eu sei.

Minha vida hoje está arrumadinha, linda e restaurada? É por isso que acho que posso ajudar alguém? Óbvio que não! Mas, eu tô viva, não estou? Só me resta me colocar a serviço onde eu estiver!

Foi vivendo o dia a dia, fazendo as tarefas mais básicas que a vida voltou às minhas narinas. Desde fazer a cama, organizar minha bolsa com atenção a realidade das moedinhas que tinha. Até estar presente de verdade no voluntariado dando amor e atenção a quem precisasse, mesmo quando era eu quem precisava de ouvido e amor.

Fui construindo um ano novo me reconstruindo de novo.

Comecei buscando uma fuga, queria movimentar a vida e jogar a dor pra fora. Até que passei a não sentir mais tanta vergonha do que me aconteceu, sei que tudo que não estava nos meus planos é parte de algo muito maior!

Por isso, que desejo nesse e tantos anos quanto nós vivermos poder colocar a vida em movimento fazendo o bem e com o olhar voltado para a realidade como ela é.

Afinal, “o futuro é uma quantidade infinita de incertezas” – Marcelo Rubens Paiva em Feliz Ano Velho

É isso que nos fortalece e nos dá mais do que novos anos, uma nova vida!

“conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” – João 8:32.

1 In Empoderamento

15 dias para o fim do ano!

Okay! Okay! Antes da Simone surgir cantando eu ainda acredito no poder das pequenas metas!

Simone:

make action GIFs 15 dias para o fim do ano

Faltam 15 dias para o fim do ano e eu sei que ainda dá tempo de fazer alguma coisa.

Seja encerrar, organizar ou ver que F**eu mesmo, já era…

A Thais, do Vida Organizada, escreveu um texto ótimo com 20 coisas bem práticas para serem feitas antes de 2020 e de organização ela entende, viu?

Embora a passagem de dias no calendário possa não ser algo significativo para todo mundo, boa parte de nós humanos não vira a folhinha sem pensar um pouquinho naquilo que queria (ou quer) e o que, de fato, fez.

A pressão da data de um novo ano normalmente implica em olhar para o ano que passou e pensar no que virá. Meio que pelo impulso social ou por nosso instinto mesmo, meio sem motivo, mas é isso.

Eu decidi que quero esses dias mais leves, me centrando na realidade e não nas minhas tentativas de controlar tudo e me isolar do mundo. Porque eu cansada mesmo e para que eu conclua coisas que me comprometi, seja elas quais forem.

Assumindo essa responsabilidade eu me determinei a fazer 10 coisas nesses 15 dias para o fim do ano!

  1. Meu TCC: tenho a primeira parte a ser entregue (exatamente hoje, dia que eu escrevo!). Sentei em cima por meses, mas vou terminar no prazo, assim seja, amém! Feito, dia 16/12!
  2. Finanças (in/out): preciso organizar as coisas aqui, ver o que entrou e o que saiu para fechar o ano sabendo o que posso fazer ano que vem com meu dinheiro até dia 30/12.
  3. Projeto: tenho um projeto estratégico em andamento, preciso concluir 3 tarefas dele até dia 31/12.
  4. Livro: tenho que terminar um livro que enrolei pacas e preciso escrever um artigo sobre ele. O livro é ruim, mas me comprometi a fazer até dia 28/12.
  5. Autocuidado e auto-mimo: vou me dar uns dias/horas de autocuidado, dane-se se eu já sou mimimi demais, se não deveria investir nisso. Eu tive um ano difícil e eu vou me cuidar, tenho uma lista de 4 coisas para fazer só por prazer mesmo.
  6. Curso Linkedin Essencial: preciso concluir as 3 últimas aulas até dia 21/12. Me comprometi com o Reinaldo e farei só por isso.
  7. Organizar o espaço físico que chamo de casa: hoje moro no meu antigo quartinho, emprestado na casa da minha mãe, depois de sair da minha casa de 200 metros! Ou seja, tem caixa até dizer chega para arrumar, dar fim, doar e etc. Preciso desapegar dessas coisas.
  8. Doar roupas: já tenho poucas roupas, mas muitas não condizem mais comigo. Vou tirar 5 peças para doar antes de virar o ano.
  9. Tratamento de saúde: tenho um exame para ficar pronto dia 18 e eu preciso voltar no médico até dia 29, empurrei isso até aqui. Minha saúde não é uma coisa exemplar, então preciso voltar antes dele sair de férias em Janeiro.
  10. Encontrar, agradecer, pedir perdão e dizer eu te amo para pessoas importantes… Essa meta é a que eu quero dobrar o máximo que der nesses 15 dias. Já comecei hoje, 16/12, almoçando com uma amiga muito querida!

Pode parecer pouco, bobo e sem sentido para você, eu sei, deve ser mesmo. Mas, para mim, essas 10 coisas tão pequenas são suficientes para que eu me livre dos pesos, sirva onde posso e viva melhor esse tempo de passagem.

Esse ano fecha um ciclo de 3 anos de mudanças significativas, encerra uma fase marcante na minha vida.

Por isso, meu motivo é só fazer coisas simples, pequenas e cumprir o que me comprometi. fechar esse ano tão intenso, que me mudou e moldou na base da porrada.

Quero focar no que ainda posso fazer aceitando que a realidade é essa mesmo.

Eu tenho esses problemas ou pendências? Não! Mas, você acha mesmo que vou resolver alguma coisa nesses 15 dias que não resolvi nos 350 outros dias do ano?

Me? Really?

Grandes coisas me aconteceram sem que eu pudesse evitar ou mudar, nada de significativo estava sob meu controle e precisei lidar com coisas que nunca imaginei. Então, minha reta intenção é manter o foco nessas pequenas coisas agradecer pelo TUDO que tenho, NADA que sou e por QUEM (e todos) me sustentou até aqui.

Qualquer meta maior que essas seria só mais um peso e eu fracassaria lindamente.

E você o que vai fazer com esses dias? Não precisa ser nada grande, enorme, mudar o mundo, mas ainda dá tempo de fazer coisas úteis com motivo e significado nesses dias.

Temos 15 dias para o fim do ano, usemos com sabedoria e intensidade!

0 In Empoderamento

Organizar a vida

carros estacionados na garagem, o dia que iniciou essa ideia de começar a organizar a vida

Duas semanas atrás eu estava com hóspedes em casa e uma cena cotidiana me rendeu uma reflexão sobre organizar a vida.

Na euforia do final de semana, chegamos todos em casa e, pronto, não cabiam os carros na garagem.

Olhei por uns segundos com cara de quem sabia o que tava fazendo, mas não sabia… Por sorte, tinha alguém ali que sabia o que fazer; 2 minutos, todos os carros acomodados, em uma organização nível Tetris.Gif animado mostrando ônibus se encaixando

Nunca havia colocado 3 carros grandes na garagem de casa, provavelmente, se eu estivesse sozinha, não conseguiria nem manobrar um que era idêntico ao meu; muito menos colocar outro sedan na frente.

jogo Tetris

Sempre fui péssima no Tetris!

O que isso tem a ver com organizar a vida?

Minha mãe diz que depois de qualquer mudança o primeiro passo é: organizar!

2019 foi um ano calmo, se comparado aos meus dois anos anteriores. Todo sofrimento externo que me torturava foi ficando pra trás, fui vivendo altos e baixos até que chegou uma calmaria  por aqui.

Foi então que chegou a hora, agora mesmo, que me perguntei se era calmaria ou comodismo.

Respondo sem (com) vergonha: comodismo!

Eu me acomodei em tantas coisas boas e ruins nesse ano. Na família, com os amigos, na rotina sem rotina, em casa, no trabalho e na faculdade.

Logo eu? Toda cheia de querer ser a ativa, planejadora e os caramba. Fui me acomodando a ficar bem na merda depois de 2017 e 2018.

Passou tanto tempo e só agora eu vi que preciso começar a organizar a vida.

Organizar a vida toooodaaaaa mesmo!

Desde os espaços vazios, dos móveis que estão saindo da minha casa nos próximos dias, até meus novos cursos para concluir.

Foi pensando nisso que lembrei do dia dos carros.

Naquela dia eu dei a chave na mão de uma pessoa que sabia o que estava fazendo. Ele foi lá, acertou meu carro, outro carro e depois o outro… Eu fiquei de lado, olhando, porquê né? A gente confia desconfiando, mas deu certo.

Lembrei que em 2018, no auge de toda merda que me aconteceu, eu fiz a mesma coisa para organizar a casa. Arrumei uma pessoa de confiança, que eu podia pagar, para manter meus gatos vivos e a casa em ordem.

Depois de um tempo, essa pessoa virou meu coração em casa. Ela que organizou tudo lá, eu fui dando as diretrizes, dizendo o que poderia sair e ela ia lá e tirava. Hoje, ela sabe quem entra e sai, o que tem lá dentro e cuida de todas as minhas coisas.

Teve momentos dela ter que me tirar da cama, arrastada, mas eu levantava e ia trabalhar. Graças a essa ajuda eu me dei conta que, mesmo não conscientemente, eu já havia começado a organizar a vida.

Mesmo terceirizando, pagando para alguém fazer, foi assim que eu consegui me colocar no caminho.

Hoje, ainda está tudo uma bagunça desde a vida financeira a acadêmica, ainda não tenho rotina nenhuma. Mas, me sinto mais feliz com essa bagunça, com a zona dos carros lá em casa, com a Iandressa cuidando de tudo que eu não quero cuidar.

Por isso, se eu fosse responder, como começar a organizar a vida, eu diria:

  • Peça ajuda e confie em Deus, há pessoas boas no mundo ainda.
  • Se coloque em movimento, mesmo arrastada.
  • Faça uma coisa de cada vez e tudo bem se você falhar.
  • Não demore a voltar a ter um planejamento, metas, sonhos.
  • Volte a ser você mesma, como der e comece a se organizar por dentro. Depois que o interno fica bem, tudo ao redor se torna mais digerível.

Lembre-se: a única bagunça aceitável e que não deve nunca ser organizada é a que a gente faz com todo amor na vida. É aquela que esquenta o coração, que preenche a vida de alegria e louça pra lavar!

Desse modo, a vida vai ser sempre colorida, mesmo nos momentos mais cinzas e você vai dar conta de qualquer mudança que vier!

cirianças e a tia Lis comendo na cama, fazendo bagunça

Com meus sobrinhos, Isa e Gu, comendo McLanche Feliz na cama em um sábado as 22h… Coisa de Titi!

 

bebê Bernardo, mamando no colo da titia Lis

Com o Bernardo, meu sobrinho mais novo, curtindo uma preguiça no sofá.