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Zeitgeist, inspiração em altíssima octanagem

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Zeitgeist, inspiração em altíssima octanagem.

Meu primeiro contato com o Romeo Busarello, o Busa, foi exatamente há um mês atrás. Levei um fucking entire mês pra assimilar os impactos da apresentação dele. Por isso, escrevo pra guardar na memória depois de muito pensar.

Pensa num impacto?!? Então guarda essa palavra: Zeitgeist!

A “palestra” dele marcou um mês que começou com propostas tão incríveis que, logo eu, precisava de uma inspiração “divina”. Para ter confiança e dar os primeiros passos de uma nova empreitada…

Na verdade, eu já havia dado o primeiro passo, cambaleante, mas havia… A inspiração divina era mais uma confirmaçãozinha que meu lado crédulo precisava pra manter meu lado cético sob controle.

Sim, nada faz sentido na introdução desse texto, mas vai fazer no final. Vem comigo!

O Busa é um daqueles caras que você vê na rua e saca logo que ele é diferente.

Eu tenho vibe de gente velha, por isso, reconheci logo a energia dele, sabem? Ele tem vibe de gente jovem, enérgica e altamente incômoda.

(Eu pensei incomodadora, mas as palavras que eu invento só fazem sentido na minha cabeça).

O Busa me fez ter vergonha da minha idade mental. O discurso dele incomoda, tanto quanto a energia que me deixou com inveja.

Tudo bem que eu estava sem dormir no dia, era cedo, final da semana, mas poxa ele é mais jovem que eu. Shame on me!

A fala do Busa naquele dia foi um mix de cutucão na costela, com soco no estômago e chacoalhão segurando pelos braços.

Busarello é Diretor de Marketing da Tecnisa. Imerso em inovação, tecnologia e tem uma postura/visão totalmente diferente do esteriótipo dos professores do Insper. Escola que leciona como convidado, assim com a FIA e ESPM.

Apesar das frases prontas, que todo palestrante tem no PPT, o conteúdo por trás do clichê me chamou muito a atenção.

Quando Busarello fala da sua carreira, família, escolhas e, principalmente, da sua postura, é diferente de todos os diretores que ouvi nos últimos anos.

Das frases impactantes e do comportamento por trás delas, eu destaco algumas:

“Saio todos os dias para o trabalho com o currículo debaixo do braço”.

Ele explica que ser diretor não é um ponto de chegada, nem local de descanso, pelo contrário! Com pouco mais de 17 anos a frente do Marketing da Tecnisa ele não se sente nem perto de ser “indispensável” para a empresa.

Olha que ele é membro do board, é diretor! Ou seja: ele paga a conta e nem por isso se acomoda no “job title” pra não se atualizar.

Seria só um discurso bonito se ele não provasse durante toda a apresentação que ele se atualizou (e muito). Ele passeia bem por temas tão recentes de tecnologia que nem artigos publicados existem!

Convenhamos! Diretores e gerentes que dominam os assuntos do momento pelos links do Linkedin, tá cheio né?

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“Muita conversinha e pouca conversão”

Com um tom de voz quase tão irônico quanto maldoso, o Busa disse:

“Você não é criativo, você não é inovador, sua ideia não é nada. Se não traz resultado é só conversinha, nome bonito pra pouca coisa”.

Na hora lembrei dos inúmeros “líderes” de inovação que se vendem montando sala de design thinking sem nem saber o que é, como faz e etc… Eita, que nosso mundo de inovação em TI, Marketing e whatever tá cheio de nome bonito sem aplicação prática.

É muito discurso e pouco retorno.

Tenho certeza que muito profissional/empresa que se vende como blá blá blá “digital transformation” deveria se envergonhar de colocar isso no Linkedin.

Digo por mim também, viu? Passei o último mês recapitulando ações “inovadoras”, ideias e vendo o quanto de resultado obtive, ou não, com elas para as empresas por onde passei.

“Mantenha o Zeitgeist”

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O termo se traduz como espírito da época, espírito do tempo ou sinal dos tempos. A vibe, a perfomance e o discurso do Busa desenham bem o que é o Zeitgeist.

Cursos aleatórios, passeios, co-working e muita curiosidade focada em absorver conteúdo útil, Busarello destacou o que faz para manter esse espírito.

Cheguei a conclusão que manter o espírito do seu tempo é mais do que se atualizar profissionalmente. É abrir a mente, evoluir com o mundo e como pessoa no mundo. É viver a mundança como protagonista dela em todas as áreas da vida. Porque não existe mais essa do “excelente profissional” que é um merda na vida, uma hora a conta não fecha!

Quando isso não acontece é o que o Busa exemplificou como sendo o comportamento de executivos, gerentes e coordenadores que destoaram o conhecimento técnico das habilidades pessoais de adaptação, mudança e desenvolvimento.

Aliás, outra provocação ótima do Busarello é:

“Mudança de cultura ou cultura de mudança”

Passamos da era onde a mudança é algo 100% planejado e que ocorre aos poucos com uma transição linear em um Project.

Aliás, isso funcionou em algum momento? Pergunto porque na minha experiência a era da mudança de cultura sempre foi muito papo e pouca realidade. Não sei…

Agora, a mudança tem que estar no DNA das pessoas e empresas. Assim como inovação, criatividade, empatia, transparência, ética e tantas outras coisas… Que no passado ficavam fixadas nas paredes como “missão, visão e valores”, mas não refletiam no comportamento de líderes e pessoas.

A mudança precisa ser respirada por todos com adaptabilidade e flexibilidade de processos. Ser condizente com profissionais e perfis alinhados que tenham postura para lidar com esse cenário. É isso que faz uma empresa viver a cultura de mudança que vai determinar sua longevidade nessa era.

Se me falassem só o cargo do Busarello, vice-presidente da Tecnisa, eu imaginaria um senhor de terno e com a típica postura shark tank de ser. E claro, teria ido lá com os dois pés atrás.

Como eu cheguei no workshop sem saber nada sobre o evento, nem sobre ele, uma outra frase me deixou bem feliz.

“A era dos Tubarões no mundo corporativo acabou!”

A postura das lideranças deve ser colaborativa, aberta para aprender e se manter em constante evolução pessoal e profissional.

Chefes/empresas-tubarões vão ser engolidos por profissionais/startups-cardumes. Já temos algumas amostras no mercado com Spotify, Netflix, Facebook e etc..

O Busa diz que para o mercado, em idade, ele é “velho” para estar a frente do Marketing e Inovação de uma empresa.

Comparando com líderes jovens, a postura, mentalidade e a capacidade de adaptação dele. Somados a experiência profissional e de vida, o colocam numa posição que muito gestor novinho não vai atingir nunca.

Ou vai ralar muito a bunda no chão pra conseguir.

No mercado/mundo atual, bons profissionais buscam por “meaning” e não somente “money“! O líder/empresa vazios, com muito discurso e pouco conteúdo tendem a ser engolidos ou tropeçar no próprio ego.

De modo bem pessoal, me identifiquei com a faísca que o Busa mostrou da jornada da sua vida. A busca por evolução pessoal, os conflitos que ele fala por alto e com delicadeza. Sobre levar anos para ir “pra cama” como pessoa física e não mais jurídica. Sobre sua família e sobre a importância dela e o que define o sucesso para ele ser o casamento, os filhos, a vida fora da empresa.

A frase que ele repete várias vezes:

“Não se apaixone pela meretriz”

e o contexto de “não se perca no caos” é um choque de realidade pra quem está crescendo na carreira. Pra mim, foi um abraço na alma por saber que meu caminho sempre esteve certo, mesmo na contramão.

“Não se perder no caos é sempre estar atento aos 4 S da vida. Sobrevivência (até a faculdade), sucesso (construção de família, carreira, receitas), significado (vida com qualidade) e sossego.

Para nós [profissionais de marketing, tecnologia e inovação] isso é fundamental. Principalmente, cuidar da segunda etapa da vida. Quando um CMO/CTO já não é tão atraente aos 50 anos… Assim como um jogador de futebol ou uma modelo”.

Do texto do Projeto Draft sobre uma aula do Busa.

Ah! Aqui eu completo com o famoso termo que ele cunhou:

“Hora-bar”.

A vida além dos happy hours “da sujeira” do mundo corporativo.

Ele fala para termos mais hora-bar entre equipes e empresas. Aproveitar momentos de descontração com foco em criar laços, conhecer ideias, compartilhar histórias. Conhecer pessoas e formar uma sólida rede de contatos.

Mas, antes que eu levantasse da mesa enjoada, ele completou, ufa!

“Hora bar não é oba-oba (vulgo putaria) é hora-bar com gente que acrescenta, senão é perda de tempo. Não se faz hora-bar com todo mundo o tempo todo.”

Hora-bar só serve se for pra somar alguma coisa, na sua vida e dos outros!

Não é todo mundo que tem postura e maturidade pra lidar com o crescimento da carreira, com mil oportunidades a sua frente e que sabe fazer do happy-hour uma hora-bar produtiva para usar o tanto de novidade que nosso mercado tem…

Ainda bem! Sobra mais oportunidade pra quem é bom de verdade mostrar a que veio nesse mundo.

Os universitários que criam start-ups na mesa do boteco provam isso! Falarei de uma start-up que nasceu assim no próximo texto sobre Carreira aqui!

O problema não é o happy-hour é você perder a vida nele 😉.

No final, perguntei, como é lidar com conflitos de valores pessoais e morais (conflitos internos) numa posição hierárquica tão alta.

Na lata, ele disse:

“Quanto mais você sobe, mais sujeira você vê, mais gente podre se aproxima. O jeito é não se perder do que é essencial. Saber ponderar as situações sempre olhando para o que tem mais valor na sua vida e na empresa. Muitas vezes, você vai ter que tomar decisões dolorosas, amargas. Mas, sendo a melhor decisão você toma com coragem e segue.”

Me fala se essas frases não chutam nossas bundas e fazem o “pense fora da caixa” ser muito mais amplo? Pra mim, fez todo sentido!

Clique aqui para ler mais sobre o Romeo Busarello e, aqui tem artigos assinados por ele na Endeavor.

Renovei meu Zeitgeist com uma ponta de fé no futuro do mundo corporativo.

O Busa quase foi padre, eu quase fui freira… Foi por isso, também, que bateu uma sensação de me abraça aqui e obrigada pelos sinais Universo!

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3 Comments

  • Reply
    Carolina Leal
    junho 13, 2018 at 5:16 am

    Caracolis Lis, que texto foda! Ontem estava falando com um amigo que estou sentindo falta de trabalhar com pessoas inteligentes, que discutem sobre o negócio, que me agregam algo na vida. Claro que não estou mais em uma área que me favoreça a isso, mas não é impossível aprender algo novo em lugares nunca pensados….

  • Reply
    Vida online x Vida offline | Lis.Life | Estilo de Vida |
    junho 22, 2018 at 4:34 pm

    […] sempre falo que não podemos separar nossa vida em caixinhas isoladas. Somos o que somos e devemos nos posicionar no mundo com […]

  • Reply
    Pensamento de Startup: 5 lições de um jovem empreendedor pra vida! | Lis.Life
    julho 2, 2018 at 7:55 am

    […] como o Busarello, o Fernando mostrou que idade não é nada. Ajuda com maturidade e experiência, mas quem tem […]

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