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A diferença entre gratidão e dívida

A diferença entre gratidão e dívida

A diferença entre gratidão e dívida faz muito sentido, pra mim, no dia de ação de graças.

Nos últimos 10 anos eu celebrei o Thanksgiving com uma atitude de gratidão. Poucas vezes tive a oportunidade de celebrar com um jantar. Na maior parte dos anos me fiz um brigadeiro e fui à Igreja agradecer.

Esse ano não comemorei nem mesmo coisas corriqueiras, como meu aniversário e outras datas.

Logo eu que amo uma data comemorativa? Amo um pretexto pra fazer algo especial, amo qualquer dia que seja festivo. Sempre gostei até das datas puramente comerciais para ter um pretexto de festa.

Eu fazia muita questão dos dias especiais serem marcados por pequenos prazeres.

Nunca foi a festa, presente, grana ou algo assim, sempre foi só a celebração das coisas simples com a maior empolgação do mundo.

Celebrar era como pagar uma dívida comigo mesma ou com o universo. Era como se eu devesse ao universo esse gesto de “gratidão” pela tal data feliz.

Mas, os acontecimentos desse ano mexeram com algo que era quase sagrado pra mim. Mudaram o quanto eu enxergava o “especial” na minha vida como um “favor”, seja de Deus ou da vida.

Já falei do meu passado aqui algumas vezes. Não só na infância e adolescência pobre que eu buscava ter esse olhar especial pras coisas, sabe?

Eu sempre levei uma vida ferrada pra caramba! Nunca foi easy peasy, sempre foi luta, suor e quase sempre all by myself! Ainda assim, eu achava que vivia um conto de fadas.

Sempre dei um jeito de ver que tinha sorte de estar onde estava e ter o que tinha. Eu tinha um encantamento, via um conto de fadas na minha vida, sabe?

Por isso que eu TINHA que ser grata, não que eu me forçasse, mas essa dívida intrínseca da felicidade estava ali…

Eu sempre tive facilidade de aceitar o karma ruim, a maldade ou até a falta de sorte na vida, mas não as coisas boas. Por isso a gratidão era como pagar uma dívida pelo bem recebido.

A diferença entre gratidão e dívida

2017 não foi um ano fácil, mesmo não tendo sido até aqui um ano ruim. Mas, foi um ano que me mudou naquilo que eu achava ser minha essência.

Aqui que a diferença entre gratidão e dívida começou a ficar latente pra mim.

Embora eu tenha muito a agradecer, sempre temos né? Eu não tenho mais a visão da dívida com nada, nem ninguém, nem mesmo com Deus tá?

Não que eu ache que sou a imensa merecedora de todo o bem do mundo.

Eu só tenho sentido que minha gratidão está mais associada ao que é meu – só meu – do que ao ato de agradecer por algo.

Dar graças à Deus é parte da minha rotina, dou graças constantemente em pequenos pensamentos e em ações concretas que faço no dia a dia… Não necessariamente para pagar uma dívida pelo bem recebido entendem?

Mesmo quando não recebo o bem, eu tenho dado graças, mesmo com raiva e sem o brilho nos olhos de antigamente.

Tá tudo bem comigo e tudo bem em eu me sentir assim.

Eu reconheço a grande dádiva que é ser quem eu sou e estar onde estou. Não sou ingrata com o universo, com Deus ou com a vida, pelo contrário!

Vejo até um divórcio como uma grande oportunidade, why not? Vejo as pessoas e situações que me fizeram mal como influencia na força que se mostrou em mim, why not?

Mas, não vejo com olhos fofinhos soltando arco-íris pela barriga.

A diferença entre gratidão e dívida

Não vou dizer que sou grata pela vida de quem me fez mal, mas tô tranquila com relação a existência dessas pessoas.

Aqui que eu começo a falar da gratidão que faz sentido pra mim esse ano:

Eu tô tranquila com tudo que acontece na minha vida, bom ou ruim. Seja o karma se manifestando ou se limpando pra vida poder seguir. Estou ainda mais tranquila com tudo o que fiz esse ano, por mim, pelos outros e no meu dia a dia.

Apesar de sentir que minha essência foi mudada, se é que isso é possível, eu me sinto tranquila com a mudança.

Me sinto tranquila com a raiva, com a cangaceira dentro de mim. Até com a tentativa diária de seguir adiante de um jeito diferente, sem conto de fadas e com sangue nos olhos.

É fácil espalhar paz e amor quando tudo é doce. Mas, sem o menor cuidado com a vida – relativamente feliz – muita gente não sabe ser grata pelo que tem e escorrega no quiabo desandando tudo.

É quase um circulo vicioso da vida.

Se você não se sente grata de verdade pelo que tem, dificilmente se empenha em manter ou melhorar as coisas. Se você se sente em dívida com alguém ou com a vida, dificilmente se sente tranquila pra viver o que lhe é merecido ou até mesmo imposto.

A gratidão não nasce da dívida, mas sim do reconhecimento do que tenho, do que sou e do que recebi no caminho. Na minha revisão das metas do ano e quando revejo os meus desejos para a vida eu consigo entender que vivi um processo de anos e que culmiram nessas mudanças em mim.

Os meus motivos pra agradecer são os mesmos, quem mudou fui eu, por dentro.

E, tá tudo bem em mudar!

Aliás, a capacidade de mudar é um dos motivos pelos quais eu mais me sinto grata hoje!

Vai ver minha essência não mudou… Só se alinhou com o sentimento de gratidão e não mais com o de dívida.

Não sei se vai fazer sentido, mas o texto abaixo meio que resume o que eu sinto em relação a diferença entre gratidão e dívida.

“Ontem eu destravei uma metralhadora em cima de uma pessoa, depois até fiquei com pena!
A pessoa, virou pra mim e falou que eu não sou a mesma Carol que morava no Preventorio. Falou que eu sou ambiciosa, falou que eu sou fria que não amo ninguém e falou que eu sempre to armada e que eu n sou mais humilde!

Muitas pessoas acham isso e realmente eu mudei! Mudei muito, na época que essa pessoa me conheceu a minha maior ambição era conseguir um emprego de carteira assinada no posto de gasolina. Comprar um dvd e comprar todas as cores da melissa/dona, que na época só quem tinha na favela mais de 2, era as mulher de Bandido.

Hoje eu tenho ambição de ter umas 2 mansões, na praia e no campo, ter uns 3 carroes, uma xj6, um onibus personalizado pra fazer show, um jatinho, uma lancha! Eu quero ter dinheiro pra contratar o Roberto Carlos pra cantar no aniversário da minha bisavó e sobre a melissa eu tenho ambição de ser patrocinada pela marca.

Sobre ser fria, não me acho tanto assim não, eu gosto de crianças e de pássaros! Eu nunca fui muito sentimental/carente, eu aprendi cedo a não precisar de ninguém pra ser feliz, a ter amor próprio e, se tiver que morar 1 anos nos Estados Unidos sozinha, pra fazer dinheiro, eu vou sem olhar pra trás.

Ganância é quando você pisa em qualquer um pra conseguir o quer.
Ambição é quando você se sacrificar sem pisar em ninguém para ter o melhor.

Se aquela Carol que morava, naquele barraco sem porta nem janela, agradava mais e era humilde, desculpe! Eu não vou me diminuir pra caber em ninguém, eu já aceitei muita humilhação nessa vida… Humilhação, assédio, opressão!

Sabe o que é cantar com 4 bandido passando o fuzil e a mão na sua perna? Sabe o que é um contratante da casa de show, querer tirar você do soro no hospital, te ameaçando armado?
Sabe o que é um cara passar a mão na sua xereca tu subindo pro palco pra trabalhar?
Sabe quando vem aquela vontade de ver a pessoa sangrando, quando você fica cego e só consegue ouvir sua respiração?

Isso aconteceu comigo, mas eu precisava daquele dinheiro pra pagar meu aluguel!
Eu segurei minhas lágrimas, minha personalidade! Segurei anos o leão dentro de mim, porque eu precisava da grana.

Eu durmo e acordo armada porque ninguém vai me esculachar nunca mais!”*

Cara, me identifico em tantos níveis com esse texto!

Lembremo-nos sempre que a diferença entre gratidão e dívida é que gratidão se sente e dívida se paga.

*corrigi algumas palavras e as pontuações, mas o texto na íntegra é da MC Carol!
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Ainda dá tempo de fazer em 2017!

Ainda dá tempo de fazer em 2017!

Um título afirmativo: Ainda dá tempo de fazer em 2017!

Sim, reforço mentalmente: dá tempo.

Li um texto esses dias, sobre o que ainda dá tempo de fazer em 2017…

Fiquei pensando o quanto a gente se desespera antecipadamente com o final do ano. Sou uma das pessoas que reclama que o ano passou rápido – não esse, 2017, nem 2016 que eu quero mais que fiquem lá no passado logo!

Mas, em 90% das conversas que tive, desde Outubro, teve alguém reclamando que o ano acabou e não fez nada.

Mas, gente? Como assim o ano acabou?

Aqui só acaba quando termina – tirando a merda de 2016 que se repetiu em 2017, 7×0 que não acaba…

(tô rindo de nervoso)

Falando sério.

Falta 1 mês (pelo menos) para o ano acabar e eu, que nem otimista sou, sei que ainda dá tempo de fazer um bocado de coisa em 2017!

Sou do tipo de pessoa que gosta de se puxar pra frente, que se desafia a fazer mais e melhor. Não vou deixar esse ano vai passar com a marca de ter sido um péssimo ano.

Fiz um compromisso mental, agora público, de coisas que dá ainda tempo de fazer em 2017.

Tenho de hoje até dia 31 de dezembro, 40 dias, para conciliar a vida/trabalho e fazer estas coisas:

  • Organizar meus objetos pessoais e meu closet.
  • Organizar roupas de cama e banho.
  • Organizar e limpar os armários da minha cozinha.
  • Separar tudo que puder ser doado nessa organização.
  • Fazer o backup e arrumar arquivos digitais.
  • Terminar, pelo menos, 3 cursos que comprei.
  • Ler mais 1 livro.
  • Pequenos cuidados pessoais – minha lista tem 5 coisas que preciso/vou me dar.
  • Fazer os exames do check up pedido pelo endócrino.
  • Adotar mais cartinhas do Papai Noel dos Correios.

Olhando aqui, de longe, parece pouco e até sem valor né?

Mas, essas coisas pequenas são as que eu fui deixando de priorizar, colocando de lado, mas que queria fazer! Só não dava tempo, nunca… Na verdade, eu não arranjava tempo!

Em 40 dias muita coisa pode acontecer e a verdade é que da tempo mesmo de fazer muita coisa!

Basta querer 🙂

Uma das atitudes mais empoderadoras e difíceis da vida é saber que nós somos responsáveis por como vivemos. A gente não controla o tempo, mas controla o que fazemos com ele e como vivemos apesar dele.

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Mudar a energia de dentro pra fora

Mudar a energia de dentro pra fora - energia

Não esse não é um blog esotérico, tão pouco, místico ou religioso. Embora eu seja uma curiosa da espiritualidade e tenha aqui muita fé nas coisas.

Descobri que é possível mudar a energia que sinto e emano para viver melhor, mesmo em meio as tribulações.

Esse aprendizado na verdade é a soma de práticas que eu acredito na vida, mas passando por um momento específico desse ano eu precisei resgatar tudo isso dentro de mim.

Eu chutei algumas bundas esse ano, tomei umas boas rasteiras também, travei batalhas imensas, perdi algumas, ganhei outras… A guerra ainda está em andamento e mudar a energia de dentro pra fora está fazendo com que eu me recupere cada vez mais rápido dessas batalhas.

Eu acredito no poder transformador das coisas simples e consideradas pequenas, são elas que nos mostram milagres no dia a dia.

Levou 3 meses até que eu percebesse que pequenas mudanças na minha energia pessoal me sustentaram nas decisões mais difíceis.

Aqui é tiro, porrada e bomba, mas mesmo assim, eu comecei do básico: ficando na merda!

A merda* é aquele momento em que tudo dá errado, você tá sozinha no lugar mais fundo do que o fundo do poço e fica onde? Na merda! 🙂

Mas, de merda nessa vida eu entendo! As maiores lições e bençãos da minha vida saíram de momentos como esse. Eu odeio quando acontece merda na minha vida, mas depois que passa eu entendo que quando não é benção, é lição – mas, pode ser as duas coisas ao mesmo tempo agora!

Mudar a energia é um gesto de amor próprio, é uma decisão intíma e que só depende de nós. Mas, os resultados não vem só para nós internamente, viu? Isso que é o mais lindo!

Mudar a energia de dentro pra fora - frase

Eu comecei a mudar a energia dentro de mim quando reconheci os meus monstros.

Eu aceitei que dentro de mim vivem monstros que crescem, às vezes. Eles me assustam, assustam os outros, mas foi olhando pra eles que eu entendi que preciso controlá-los.

Fácil? Óbvio que não! Mas, todo dia tô aqui olhando meus monstros e aprendendo tentando a controlar eles um pouquinho.

Mudar a energia de dentro pra fora - monstros

Eu achava que ter inteligência/maturidade/equilíbrio emocional era não sentir dor ou, pelo menos, conseguir não mostrar que esses montros existem. Já que não ter monstros em si é impossível pra nós humanos mortais.

Mas, eu, no meu processo de evolução, preciso me harmonizar com os MEUS monstros.

Seja a raiva, ódio, ressentimento, medo, violência, mau humor, falta de flexibilidade e etc… (Se eu for escrever todos os meus monstros daria duas Bíblias.)

Eu entendi que fugir é pior, que não deixar sair me corrói por dentro, que viver de aparência é mais nocivo que admitir o pior lado do meu temperamento. Quando fujo dos meus monstros eles ficam num cantinho da minha cabeça isolados e crescendo, uma hora eles podem voltar ainda maiores.

Por isso, hoje, quando um desses monstros aparece eu simplesmente tento entender de onde ele veio, o que atiçou a fera em mim? Quando consigo, eu respiro e faço uma oração. Eu ainda não evolui a ponto de controlar eles, mas sempre digo que matar é crime, então sou um ser humano controlado pelas leis… Brincadeira, mas é verdade!

Depois que os monstros saem de mim, às vezes, eu choro, ou fico aliviada, ou dou risada da situação ou fico envergonhada se julgar que me excedi. Essa sou eu reconhecendo que posso ser melhor, mas também sem fingir, sendo eu mesma.

Cada dia é uma reação e um aprendizado.

Encarando meus defeitos eu aprendo e evoluo com eles. Quando passa a tempestade eu tenho certeza que exorcizei um demônio de dentro de mim e dei um passo adiante.

Isso é mais um exercício de maturidade mental e emocional que qualquer outra coisa, quando não estamos maduros a gente foge da dor, dos problemas, dos nossos monstros e busca a forma mais fácil para se iludir.

Outra coisa que me ajudou a mudar a energia da minha vida foi ter uma prática espiritual e física.

Eu coloco no mesmo nível de importância, praticar uma atividade física e uma espiritual. São dois pesos que me mantém em equílibrio, que me organizam por dentro e por fora.

Ter uma atividade física traz inúmeros benefícios pra saúde mental. Libera ocitocina, o hormônio do bem estar, melhora a saúde, aumenta a concentração e tem me ajudado a ter algumas horas pensando só em mim e no meu corpo.

Se não dá pra ir na academia fazer aula de yoga uma vez na semana, eu caminho na rua ou no parque, é de graça e faz um bem enorme pra mim.

Mudar a energia de dentro pra fora - atividade fisica

Como atividade espiritual eu acredito que cada pessoa encontra o seu caminho. Eu oro, muito e sempre! Vejo Deus como uma força onipresente que eu posso me conectar o tempo todo. Até quando tô no meio de uma discussão acalorada eu tento pedir uma força do céu pra me acalmar, porque meus monstros me vencem nessas horas.

Acredito na meditação contemplativa e voltei a praticar há 1 mês, também não é fácil com a cabeça cheia de energia densa e ruim, mas ao final eu me sinto muito mais leve.

Para mudar a energia da minha casa eu tenho usado a aromaterapia, farei um texto só sobre isso. Os gatinhos adoram os cheiros novos pela casa, uso até uma essência só para eles. 🙂

Minha energia e da minha casa tem impacto na vida e saúde dos meus filhotes. Tanto que eles andam bem doentinhos e eu precisei aprender cuidados para melhorar a saúde deles, mas também a energia e a ansiedade dos gatos. O veterinário me disse esses dias que eles estão abatidos pelas mudanças, mas a energia vital deles está preserevada e muito bem cuidada.

Mudar a energia de dentro pra fora - aromaterapia

Uso óleos essenciais para deixar a casa mais aconchegante e trazer sensações positivas através do olfato. Minha mãe usava muito Alfazema e Lavanda em casa para “acalmar as energias” quando eu era criança. A Alfazema e Lavanda têm efeitos relaxantes, calmantes, antiespasmódicos, analgésicos e antidepressivos, uso no banho, na roupa de cama e até algumas gotinhas para inalar antes de dormir.

  • Os gatos dormem muito melhor quando faço uma massagem neles com lavanda. O Fritz – meu gato mais velho – está doente e tem tido dores, nele que eu vejo mais diferença no sono depois da massagem.

Também tenho feito limpezas constantes para tirar roupas, móveis e tudo que esteja parado e sem uso. Isso renova a vida! Fotos, livros e objetos quando ficam parados só acumulam energia e pó.

Aqui tudo que pode ser doado é doado para quem precisa e o que não pode vai pro lixo reciclável.

No carro, quando estou estressada no trânsito, eu procuro mudar a energia ouvindo músicas mais calmas.

Se eu colocar Rage Against the Machine, que eu amo, na hora do rush eu viro o Toretto e acho que tô em Velozes e Furiosos.

Mudar a energia de dentro pra fora - trânsito

Não só mantras ou músicas calmas, ouço músicas que gosto de cantar, alegres e até danço ao volante :D. Quem me acompanha no stories já me viu dançando axé no final do expediente pra exorcizar o mau humor!

Tenho uma rotina com 4 horas no trânsito, todo dia. Então, pela manhã faço minhas orações, cocnverso com o universo, ouço música gospel e áudio books/podcasts.

Mudar a energia também nos aparelhos tecnológicos.

No celular e no computador eu limpei tudo que não uso ou que não faz mais sentido guardar. Peguei minhas HD’s externas, cartões de memória e pen-drives e limpei todos. Armazenei só coisas úteis, como documentos.

Mudar a energia de dentro pra fora - redes sociais delete

Especialmente no celular eu criei o hábito de limpar meu histórico de ligações e conversas do WhatsApp todo dia. O que preciso arquivar eu faço um print e mando por e-mail.

Mudar a energia de dentro pra fora - redes sociais

Outra pequena grande mudança na minha energia foi deletar das redes sociais todas as pessoas que não fazem mais parte da minha vida e que, por qualquer motivo, eu julgue que não quero ter contato ou que vejam o que eu posto.

Eu me perguntei: “como eu conheci essa pessoa? Qual o contato que ela tem comigo hoje? Quero/vou/faz sentido ter contato com ela no futuro?” Fui deletando sem dó e muita gente só percebeu quando bateu a curiosidade de saber da vida alheia, aí vieram curiosar nas redes do blog.

É bem mais fácil barrar bad vibes assim. Nas redes do blog tudo é pessoal, mas é SÓ o que eu quero mostrar e ninguém tem culhão de vir aqui escrever coisas ruins pra mim publicamente, entendem?

Faço momentos de detox em casa para mudar a energia e me recompor.

Eu experimentei alguns dias sem comer carne, sem bebida alcoólica e bebendo mais água pra limpar o corpo. Nesses dias eu quis ficar mais quieta que o normal. Evitei TV, internet, assisti filmes leves e li livros que elevam a mente.

Mudar-a-energia-de-dentro-pra-fora-detox em casa

Virou um ritual de detox pra minha vida. A melhor coisa é que eu me alieno do mundo por uns dias e volto renovada. Não preciso sair da minha casa pra isso, só desligo o celular/TV e fico no meu cantinho fazendo vários nadas seguidos.

Nesses dias de detox eu bebo mais chás, escolho aqueles que se alinham com calma e limpeza. Faço meus banhos de ervas e tento comer tudo o mais natural possível. Além, de ter muitas horas de sono, relaxamento ae reclusão.

  • Sobre os chás e ervas eu dou também para os gatos, eles podem beber certos chás e incluí florais para nós também. A longo prazo tudo isso muda nossa energia, não é milagre é cuidado e dedicação mesmo.

O que isso mudou em mim?

Por dentro me sinto mais forte, mais determinada e assumi mesmo meu lado negro da força. Sinto que mesmo quando bate a bad ela não vem por motivos banais, pessoas pequenas ou raiva.

Se for pra deixar a bad entrar que seja pelos problemas reais, né?

Minha saúde mental, emocional e física melhorou. Parei de focar atenção nas batalhas que não valiam ser lutadas e comecei a focar na guerra que vale ser vencida.

Aprendi que olhar uma situação pelos ângulos pequenos das pessoas medíocres cansa e desgasta. Querer lutar batalhas inúteis é desperdício de energia. Escolho minhas lutas e não ligo de não lutar por certas coisas/pessoas.

Minha cabeça se organizou e meu foco está maior em mim e nas coisas que eu quero. Estou mais certa do que eu quero pra minha vida e para onde estou indo. A clareza mental que mudar a energia me trouxe melhorou até minhas finanças.

Por fora? Pessoas íntimas notaram coisas bem sútis em mim e me disseram isso com alegria. Um sorriso mais aberto, um olho mais brilhante, uma movimentação de sonhos e felicidade que eu havia parado. Um bom humor voltando aqui, uma mudança ali…

Mudar de dentro pra fora me trouxe pessoas novas, fechou ciclos e mesmo nos meus erros eu tive a certeza de que eu estava fazendo o que era certo pra mim e deixando claro quem eu sou (com seus defeitos e qualidades).

Vou seguir mudando minha energia e vibração, movimentando por dentro para refletir por fora. Espero te inspirar a fazer o mesmo!

 

0 In Estilo de Vida

Revisão das resoluções de ano novo!

revisão das resoluções de ano novo

Esse texto começou a ser escrito em Junho, mas sou supersticiosa e deixei o semestre virar para publicar!

Estava pensando sobre tudo o que desejei fazer este ano e esbarrei nas resoluções de Ano Novo mais procuradas no Google*

*Graças a uma empresa de dados chamada iQuanti:

  1. “Get Healthy” – over 62 million searches
  2. “Get Organized” – over 33 million searches
  3. “Live Life to the Fullest” – nearly 19 million searches
  4. “Learn New Hobbies” – over 17 million searches
  5. “Spend Less/Save More” – nearly 16 million searches
  6. “Travel” – nearly 6 million searches

Parece que todo mundo desejou as mesmas coisas que eu! Mas, claro né? Essas são as coisas mais genéricas que todo ano a gente deseja.

Mas, eu sou do time que gosta de realizar, mais do que desejar.

Por isso, o segundo semestre do ano é hora de revisão para saber se estou no caminho com as minhas resoluções de ano novo ou se preciso reajustar as rotas.

Antes de pontuar cada uma das 6 metas eu revi alguns textos que escrevi esse ano e que tiveram tudo a ver com as coisas que realizei até aqui.

O primeiro texto do ano foi sobre 10 atitudes simples para mudar a vida. Entre erros e acertos essas atitudes fizeram todo sentido na minha vida esse semestre.

Em Janeiro ainda eu escrevi sobre o que acontece depois do fim. Hoje eu reconheço que ali eu já estava amadurecendo algumas das vontades que eu concretizaria poucos meses depois. Não sem dor, mas com muita certeza de quem eu sou e pra onde vou.

Esse ano também contei muito aqui sobre minha nova rotina de vida saudável, reeducação alimentar e das atividades físicas que inclui no dia a dia.

Por isso, dei um check no “get healthy” e me tornei mesmo mais saudável! Apesar de ter começado esse processo de busca por emagrecer pelos motivos errados, o resultado foi incrível na minha saúde.

Minha diabetes tá lindamente sob controle, descobri e estou tratando a disfunção da hipófise e os adenomas da tireóide.

Inclui no meu dia a dia terapias alternativas, com meditação, floral e acompanhamento médico. Tenho sentido que mesmo quando rola um desequilíbrio monstro da ansiedade, tristeza ou estresse eu consigo voltar ao meu eixo mais rapidamente.

Outra coisa que é muito importante pra mim é a espiritualidade, que complementa meu tripé de vida saudável. Viver a espiritualidade, seja ela qual for, é tão importante quanto cuidar do corpo e da mente.

Ser mais saudável: estou no caminho!

Eu e o mundo sabemos que no caos pouca coisa se sustenta. Organizar o caos da vida, mesmo quando a gente cria o caos, não é fácil.

Eu escrevi aqui no blog, como me organizar melhor  mais um texto que nasceu dos ajustes que fiz na minha vida.

Hoje, minha rotina está completamente diferente, mais leve e mais livre. Mas, ainda tenho tarefas a cumprir e passo muitas horas longe de casa.

Mas, me vejo muito mais organizada em todos os sentidos: na rotina de cuidados da casa, comigo, com o trabalho e financeiramente.

Ser mais organizada: estou indo bem!

A minha resolução era algo como viver a vida adoidado… Mas, aqui eu achava que eu ia para baladas, conhecer mil corpos por aí e… Eu hein? Que morte lenta e horrível, eu não sou assim!

Na verdade, viver a vida ao máximo para mim sempre foi viver o presente. Encontrar brilho na minha rotininha ~sem graça~ e isso sim eu consegui.

Esse ano eu entendi mesmo a riqueza da minha simplicidade e tudo o que não dê valor a ela foi colocado pra fora. Estou no caminho de viver ao máximo meus potenciais, meus relacionamentos e de curtir muito minha casa, os gatos e meu dinheiro.

Sem loucuras, por que eu já passei dessa fase <3 thanks God!

Viver a vida REAL ao máximo? Sim, estamos! Com suas dores e delícias, lágrimas e sorrisos!

Na parte dos novos hobbies eu falhei. O Youtube era meu novo hobbie desse ano, mas não consegui manter uma regularidade lá, ainda tenho vergonha e falta tempo pra me dedicar. Acho que a vergonha ainda é meu limitador maior, sabem?

Mas, tenho alguns meses pra reverter isso.

Se tem algo em que eu me superei esse ano foi na parte financeira! Foi difícil, mas além de pagar todas as contas (minhas e de outras pessoas) por três meses eu ainda gastei ZERO com supérfulos por dois meses.

Nem vou entrar no mérito de responsabilidades que as pessoas não cumprem, só por que sabem que tem quem segure. Mas, eu me admiro muito no quesito sangue nos olhos e dinheiro! 😀

Até recebi um valor inesperado na minha conta e, no começo desse mês, quem devia me pagou. O universo é generoso com gente honesta, viu?

Gastar menos, poupar mais: Completamente DONE!

Eu só viajei uma vez esse ano, para passar o final de semana na praia com a família. Não posso considerar que realizei o desejo que fiz no final do ano passado, mas tenho alguns meses para fazer pelo menos mais uma viagem e chegar perto :).

No balanço do semestre eu tenho uma lista com mais de 100 tarefas que concluí e não daria para escrever aqui. O projeto principal do blog nesse ano, o concurso para dar 4 vestidos de noiva, está indo muito bem também!

Para completar a inspiração das revisões de semestre, deixo a revisão de trimestre da Thais Godinho bem detalhada e focada em projetos.

E você? Como foi o seu ano até aqui? Me conta pra gente conversar?

2 In Empoderamento

O que acontece depois do Fim?

o que acontece depois do fim - lis.life

2016 foi um ano de encerramentos, segundo a astrologia esse ciclo de finais vai até março de 2017, mas esse texto não é nada místico…

Ano passado vi casais se separando, amigos perderam o emprego, tive derrotas pessoais na bagagem e parece que o mundo inteiro passou por grandes finalizações.

O Brasil, em especial, viu encerramentos no cenário político e econômico bem difíceis, empresas faliram, sociedades se desfizeram e a povo ficou com aquela cara de “meu Deus do céu, onde isso vai parar?!”

Nos meus encerramentos pessoais alguns são fracassos e outros desapegos de deixar ir aquilo que não me serve mais. Nada que se compare ao sofrimento de perder um ente querido ou ver um sonho se desfazer, mas me fez pensar sobre finais e recomeços.

Acho que todo mundo em algum momento já se perguntou o que acontece depois do Fim? Pra onde a gente vai quando as coisas dão errado? Onde a gente se firma depois que perde o chão?

O Fim é uma força da natureza, é uma entidade poderosa e mal interpretada.

Ele, quase sempre, vem fazendo machucados e deixa uma bagunça na passagem. Mesmo pra quem deseja muito que o Fim chegue, quando ele se manifesta dói.

Todo o poder do Fim é também uma responsabiliade.

O Fim tem a obrigação incubida pelos céus desde todos os tempos de chegar, se instalar, fechar portas e abrir caminhos para outras duas fortes entidades.

O Começo e a Aceitação, não nessa mesma ordem.

O Começo é sempre o mais desejado, querido, celebrado. Porém, ele não tem o poder do Fim pra conseguir se movimentar e chegar na vida das pessoas.

a Aceitação é calma, quieta e eu acho que ela é muda, mas não tenho certeza. Vai ver ela é só incompreendida, porque a gente nunca abre os braços pra ela logo cara… Mas, os poderes da Aceitação são fortes e duram pra vida toda e libertam!

A verdade é que só o Fim tem o poder de dar espaço para a Aceitação e para o Começo.

O Começo não abre portas, nem chega em lugar nenhum sem ter tido o Fim por ali antes. Já a Aceitação não vem só com o Fim, ela vem com o Começo também, mas de formas diferentes.

Porque quando o Fim chega ele deixa o espaço sinalizado pra Aceitação. Mas, a Aceitação não vem assim rápido, correndo.

A Aceitação não é instantânea no Fim como ela é no Começo, porque com o Começo a Aceitação tá ali nos fazendo sentir merecedores e unindo seus poderes com o poder eufórico do Começo.

Já com o Fim, a Aceitação não soma forças, ela fica só ali olhando, em silêncio e se manifesta só com o Tempo.

O Tempo é aquele cara que está o tempo todo ali e não damos valor sabe? Não adianta lutar o Tempo está sempre trabalhando na nossa vida e não importa o que façamos. Não vou falar muito do Tempo porque ele tá aqui e aí, ao mesmo tempo… Ele é complexo, temperamental e tão poderoso que merece uma prosa só pra ele.

Na minha vida quando o Fim passou o Tempo demorou muito pra manifestar a Aceitação. Ou talvez eu que demorei pra ver que ela estava ali…

Só sei que quando ela chegou, aí sim eu vi, na minha cara, o Começo que estava ali.

E tudo fez sentido.

O Começo estava ali o Tempo todo, depois do Fim, imediatamente manifestado. Eu não vi. Que cega!

Pra viver o Começo eu precisava abraçar de verdade a Aceitação. Não só da boca pra fora e pensando lá no fundo do coração que eu não “merecia” esse Fim.

Quando a Aceitação entra de verdade, tudo se encaixa, a roda gira e a gente encontra até a Gratidão pelo Fim.

Só com a Aceitação a gente consegue usar um poder que é só nosso: o poder de abrir novas portas!

As pessoas acham que é o Começo quem abre novas portas, mas não, esse poder é nosso.

O Começo fica ali na esquina, depois do Fim, esperando a gente abrir novas portas que vão aparecendo com o Tempo.

Não falei que o Tempo era poderoso?

Ele traz umas portas por aí no lugar daquelas que o Fim fechou e ainda deixa a gente abrir… Mas, lembra que ele é temperamental, viu? As portas não ficam ali pra sempre.

O Tempo é generoso e se encarrega de mostrar que, mesmo quando o Fim não é uma uma visita desejada e machuca nossa alma, ele, o Tempo, sempre traz a Aceitação e nos faz ver que o Começo estava o tempo todo aqui, junto com o Fim esperando a gente abrir nossas portas.

Se eu posso responder, de algum jeito, a pergunta do título é que o que acontece depois do Fim é movimento, são forças agindo e nos levando pra outro lugar, outro momento…

Quem está agindo na sua vida com você hoje? O Fim, o Tempo, a Aceitação ou o Começo?

*Esse texto nasceu da minha reflexão sobre quando perdi meu Pai e todo o processo de me despedir dele. Sempre me lembro de como minha mãe passou por esse momento sentindo cada dor e depois enfrentando suas lutas diárias. Já faz alguns anos que isso aconteceu, mas o aprendizado é forte na minha vida e me ensina como passar por esses momentos de finalização.

Todo fim chega trazendo um começo.
Mesmo sem saber ou se movimentar, quando algo acaba estamos já indo pra outro momento.
Mesmo que seja empurrado, forçado, sem vontade, depois do fim sempre vem um começo.
Precisamos entender isso com gratidão.
Mesmo no sofrimento do momento da partida, existe ali depois da esquina um lugar pra recomeçar.

Se você teve um final “voluntário” ou um fim inesperado e dolorido saiba que existe um começo para você e ele está logo ali.
Qualquer final por mais amigável e consensual que seja dói, deixa um vazio, uma vontade de ficar parada esperando a ferida fechar.
Mas, eu te digo: não fique parada no final.
Levanta chorando e sentindo a dor do fim, mas, vai atrás do seu começo.
Deixe a dor te acompanhar por um tempo e em algum momento ela se solta e você nem se lembra mais dela.
Faça coisas que te ocupem e acalmem.
Ache um novo lugar pra viver, corta o cabelo, arrisca um novo tempero na cozinha ou senta no sol um pouquinho.
É o movimento que nos renova.