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Estilo

16 In Beleza e Bem-Estar

Como se vestir bem com pouco dinheiro e pouca roupa?

Se vestir bem

 

Me vestir bem com pouco dinheiro e pouca roupa hoje não é um sacrifício, mas já foi a única opção que eu tinha durante um tempo da minha vida.

Se você não conhece minha história, leia esse texto:

 

Como eu fiquei 1 ano sem comprar roupas.

 

 [Tweet “Minha relação com o que eu visto se tornou parte do meu processo de auto-conhecimento. Hoje, mesmo podendo ter mais quantidade [de peças], eu escolho ter mais qualidade.”]

Mas, como?

A quantidade de peças de roupas que tenho não faz diferença porque eu já vivi com a incrível quantidade de 18 peças! Bem antes da moda do armário cápsula e do minimalismo…

Teve uma época que eu dividia uma calça “de sair” com a minha irmã e o restante das minhas roupas eram doadas, a maioria vinha de primos, igreja, vizinhos… É no perrengue que a gente aprende a se virar!

Desde 2012 eu escolho manter meu armário com “poucas” peças, variando a quantidade de acordo com o meu momento de vida. Por isso, no padrão de consumo atual, parece que eu sempre tenho poucas roupas.

Mas, matematicamente, é possível formar 153 looks do dia combinando 2 peças, de um total de 18. Esse cálculo cai no ENEM, viu? Análise combinatória!

É um exercício de criatividade e de conhecer o meu guarda-roupas para otimizar as combinações.

Com alguns exemplos básicos que eu aplico todo dia fica mais fácil de entender essa minha ideia de como se vestir bem com pouco dinheiro e pouca roupa.

Cores

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Eu amo cores básicas, azul, preto, rosa, cinza e branco. Ter cores básicas ajuda a não ter problemas na hora de combinar, todas as cores “conversam” e é mais fácil misturar.

Se você gosta de mais colorido abre o armário e procura quais peças podem combinar. Pense em combinações que você nunca tentou, experimenta e vê como você se sente.

Prove suas roupas de várias formas, tire um dia para ir na frente do espelho e conhecer seu corpo e suas peças. Aproveita e vai arrumando, fazendo a sacolinha de doação com as peças que estão só fazendo volume no armário.

Combinações e Adaptações

Já pensou em usar vestido como blusinha? Acha que não dá? Olha aqui:
Como se vestir bem com pouco dinheiro?
Um vestido simples, com bom tecido e uma estampa que eu amei em relevo que eu só usaria com facilidade em festa de final de ano. Mas, com uma saia sobreposta ele vira uma blusinha.
[Tweet “Adaptação é a palavra chave quando a questão é se vestir bem com pouco dinheiro e pouca roupa.”]

Repita, misture e reuse

Precisamos aceitar que repetir roupa não é feio! Quem ama repete <3 meu lema.
Uma das peças que eu repeti até o forro rasgar é meu blazer branco. Faço combinações de vários estilos com ele, desde o jeans com tênis, até o socialzinho mais chic.

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Outra coisa bem legal na hora de se vestir bem com pouco dinheiro e pouca roupa é misturar estampas. Minhas escolhas são simples para não errar. Misturo blusa de listras e calça de bolinha, coloco uma cor mais forte no sapato ou cinto e pronto, mudei a cara das minhas roupas básicas.

Vamos falar de sapatos!

Compro modelos que posso usar com a maioria das minhas roupas e que são adequados ao meu dia a dia. Eu tenho sempre (pelo menos) 1 scarpin preto e mantenho os saltos entre 6/8 centímetros que são confortáveis.

Outro segredo pra se vestir bem é fazer boas escolhas. Por isso, escolha roupas que mostrem seu estilo e não só a moda.
Ah, todas as fotos desse post mostram peças que eu repeti muito, algumas já foram pra doação e outras seguem aqui no armário com alguns anos de vida.
Um update necessário:

Eu vivi com 18 peças num período onde eu estava começando a trabalhar em uma empresa de telemarketing, não escondo minha origem pobre aqui no blog. Foi na dificuldade que eu aprendi a comprar minhas roupas consciente de que, mesmo tendo dinheiro e podendo TER mais, não é preciso muito para se vestir bem.

Não é um projeto, ok? É assim que eu gosto de viver.
Assim, as peças que tenho são de maior qualidade que as de antigamente e custam mais caro, mas comprar a marca X ou Y não faz diferença. A qualidade e o caimento é o que determinam o investimento, não a etiqueta.
O modelo matemático da análise combinatória é um incentivo a pensar fora da caixinha, a sair do seu desejo por TER mais e partir para o USAR MAIS e USAR MELHOR.

Como se vestir bem com poucas roupas?

Combinações possíveis

Em um armário com 18 peças é possível ter: 7 partes de cima e 12 partes de baixo, usando vestidos como blusinha e como saia.

  • Sem repetição você tem: 84 possibilidades de look do dia.
  • Com repetições as possibilidades aumentam para 153 (aproximadamente).

Camisas viram coletes, sobreposições de vestido + saia, camisa + vestido, vestido + calça e etc.

Uma lição que aprendi com meu armário de 18 peças foi ter menos calças e mais opções de blusinhas/camisas. Na época eu usava muita roupa ganhada e não tinha opção de escolher, mas fica a dica 🙂

Você ainda acha que não dá pra se vestir bem com pouco dinheiro e pouca roupa?

26 In Estilo de Vida

Como eu fiquei mais de 1 ano sem comprar roupas?

Um ano sem compras

Fiquei 1 ano sem comprar roupas e não sai por aí pelada, viu? Olha que eu nunca tive um closet abarrotado de roupas e sapatos. Mas, em um certo momento da minha vida eu fiz esse propósito e aprendi muitas coisas.

Gosto de contar que eu venho de uma família humilde, sofri muito bullying por não ter roupa, tênis, cadernos e etc… O bullying só não doía mais do que a falta, as vezes, da comida.

Consequência disso, minha auto estima nunca foi das melhores e minha visão do TER era associada a SER alguém mais bem vista, mais querida e mais aceita, com mais amigos.

Entre 2009 e 2010 minha vida passou por grandes mudanças e eu estava vivendo o luto do meu Pai e o aprendizado de toda uma fase de batalha pela vida e resgate dos laços familiares.

A situação financeira em casa havia melhorado, saímos do aluguel, eu estava trabalhando, entrei numa boa faculdade como bolsista e estava recebendo novas referências de vida.

Com novos ambientes, vieram novas cobranças (internas e externas) de adaptação, aceitação e, novamente, a sensação de SER menos que os outros.

Nesse novo cenário, uma encarada de cima a baixo fazia eu me sentir feia, pequena e pobre. De novo a sensação de não ser aceita e o bullying que rola solto nas empresas e faculdades, igual era na 5º série!

Foi aqui que eu tive minha fase Becky Bloom de Confessions of a Shopaholic, tive meu primeiro (e único) cartão da C&A com R$ 100 de limite e que, na época, dava pra fazer a festa com R$ 100!

Gastava como forma de preencher um vazio, me sentir aceita como parte de um grupo e não ser mais a menina pobre que usava roupas doadas de menino.

Isso não aumentou a minha auto estima, só aumentou minha cobrança interna, sofri, me endividei e por dentro eu ainda era a mesma menina favelada que se sentia menos do que os outros.

Em 2011, terminei um relação abusiva e violenta – com uma pessoa toda estudada, que zombava do meu “vender o almoço pra comer na janta”, mas todo mundo dizia ser um bom rapaz de futuro e que eu que não era boa o suficiente (olha o que a baixa auto estima me fez passar!).

Mas, 2011 foi o ano que eu caí na real e percebi que mais do que TER eu preciso SER! Nesse ano, pra organizar minha vida, comecei a exercer o consumo consciente e construir meu estilo de vida baseado nos meus valores.

Desde então tenho trabalhado minha auto-estima, conheci o minimalismo e mais recentemente a simplicidade voluntária.

Tudo isso me fez entender que para ficar 1 ano (pelo menos) sem compras eu precisava resgatar coisas de dentro de mim, entender meu estilo pessoal e principalmente as necessidades da minha vida.

Foi dessa etapa nebulosa que eu comecei a entender o que se tornaria meu lema: “mais caráter que roupa e mais atitude que riqueza”.

Já em 2012, com a vida financeira em ordem eu pude comprar as roupas que precisava para completar meu armário.

Fiz uma limpeza, arrumei o que tinha e vi o que precisava realmente.

Doei muitas roupas que não falavam nada sobre o meu estilo pessoal e não eram adequadas para minha vida, mas estavam boas para o uso.

começou a parte difícil: quando eu via algo lindo que poderia comprar, mas não precisava!

Com as contas em dia, eu sempre tinha uma sobra ali no banco, mas eu não precisava de nada. Com isso vem um pensamento sabotador, o merecimento: “Eu mereço. Eu trabalho tanto, as contas estão em dia e o preço tá tão bom…”

Esse pensamento ainda bate aqui, viu? Mas, minha forma de lidar com ele é: tendo um objetivo!

Comecei nesse ano, a construir objetivos de vida que eu nem sabia que seriam possíveis para mim. Em 2013 meu objetivo era viver esses sonhos.

Teve festa, viagem e muito perrengue para realizar meus sonhos sem nenhuma ajuda.

Ter um objetivo real para meu dinheiro é muito mais satisfatório do que comprar roupas ou qualquer outra coisa, mas exige dedicação e foco.

Posso dizer que desde 2013 eu não comprei mais roupas como forma de preencher nada, sigo com as finanças organizadas, realizei sonhos que eu nem sabia que poderia ter.

Aprendi a me vestir melhor com as roupas que tenho – não andei pelada e fui aumentando a quantidade de peças de acordo com a necessidade.

Hoje quando preciso comprar roupas eu faço consciente de que roupa não dá sentido à vida 🙂

[Tweet “roupa não dá sentido à vida :)”]

Já parou pra pensar que aquele curso de inglês, a reforma da casa ou até a entrada de um carro pode começar com a simples decisão de não comprar roupas (ou coisas) que você não precisa?

Minhas motivações depois de 2013 foram: viagens, uma casa, carro, minha mãe, poder dar suporte as causas que eu acredito…

Cada dia a motivação se renova, mesmo quando bate aquela vontadinha de comprar algo desnecessário eu penso 2 vezes e na 3º eu já desisto.

Se tornou meu estilo de vida, não é um projeto que vai acabar e eu voltar a ser como era.

Hoje eu compro menos, mas compro melhor. Compro roupas de maior qualidade, escolho peças que tem a ver com meu estilo e estou cada dia mais apaixonada pelas roupas que tenho 🙂

Se você está pensando em ficar um ano sem compras, tem muito post aqui que pode te ajudar a usar melhor as roupas que tem, dá uma olhada:

Mesmo vindo de uma realidade diferente, a Daniela Kopsch do Less is the New Black e a Jo Moura do Um Ano Sem Zara fizeram esse um ano sem compras. As duas se tornaram blogueiras de moda famosas por esse projeto, vale a pena conhecê-las.

12 In Beleza e Bem-Estar

O que é estar bem vestida?

O que é estar bem vestida (2)

Estar bem vestida é um conceito pessoal que, como tudo na vida, é regido por valores sociais e características pessoais que são influenciados pela moda, pelo ambiente, classe social, estilo e formação do indivíduo.

Para você, quando te perguntam se uma pessoa está bem vestida qual a primeira coisa que você vê?

A imagem de alguém é quase sempre associada a roupa, mas também a postura e ao comportamento. Avaliar somente a roupa não nos dá uma dimensão total da imagem, é só a primeira impressão.

Bem vestida para quê?

Antes de conceituar o que é estar bem vestida, eu gosto de pensar para qual a ocasião estou me arrumando?

Vou pegar uma mulher linda desse mundo atual: Catherine, Duchess of Cambridge aka Kate Middleton. Ela tem mil protocolos reais para seguir ao se vestir e se portar. A meia calça transparente é de uso obrigatório para as damas da monarquia e, vejam ela tem eventos até esportivos.

O que Kate faz? Se veste seguindo o protocolo, mas varia de acordo com a situação.

O que é estar bem vestida

É isso que nós mortais temos que fazer!

Mas, sabemos que muitas pessoas lindas, usam roupas lindas e inadequadas para as situações em que estão, né? Quem nunca? Eu já!

Deixo meu julgamento aqui sobre shorts em casamentos: não importa se é de alfaiataria, com paetê ou lindo de morrer, pra mim, um short nunca será uma roupa para uma festa de casamento.

Para estar bem vestida eu sempre penso na minha rotina.

Minha agenda BEM real de todo dia:

Saio de casa as 05:30 da manhã todos os dias e só retorno para casa as 20h. Trabalho em um ambiente formal, que não exige social todos os dias. Passo mais de 10h fora de casa e preciso estar confortável.

Meu guarda roupa é basicamente composto de calças simples, com bom caimento e que sejam fáceis de combinar com as demais peças que tenho, sem pensar muito.

Vendo meus looks no Instagram você pode pensar: “Falta cor nesse look, falta brilho, falta glamour!”

Mas, não é disso que preciso no meu dia-a-dia, nem é meu estilo, entende? Eu gosto de looks simples e confortáveis, só isso.

Tenho sempre um sapato de salto comigo, mas prefiro andar de flats. Encarar trem e metrô em São Paulo, de salto alto, é um atentado contra a saúde, sério!

Equilíbrio é minha palavra chave. Prezo por ter uma imagem limpa, sem excessos de acessórios ou maquiagem, por quê essa SOU EU DE VERDADE.

Pelo nosso estilo pessoal mostra nossas características.

Mostro toda a minha praticidade, maturidade e responsabilidade através do meu jeito de vestir, andar e falar. Estilo pessoal não é só o tipo de roupa que você usa, tá?

Sua imagem tem que condizer com o que você realmente é (isso é uma busca diária) e seu estilo deve adequar-se as situações que sua vida propõe.

Estar bem vestida também é saber se portar, andar, falar. A roupa sozinha não faz milagres. Estar bem vestida é a soma de vários fatores (cabelo, maquiagem, postura, unhas, asseio e etc…).

A roupa vem complementar cada um destes fatores.

Lema da vida: Simplicidade é o mais alto grau de sofisticação

Esse post foi originalmente escrito em 30 de setembro de 2010 às 12:06, adaptei o texto aos dias atuais mas, meu conceito de estar bem vestida não mudou. 🙂

6 In Beleza e Bem-Estar

10 verdades sobre ter estilo

Esqueça o que você já leu por aí sobre ter estilo.

A gente lê e vê tanta coisa que esquece que ter estilo é um caminho pessoal e único. Por isso, escrevi minhas 10 verdades sobre ter estilo.

Essas verdades me abriram os olhos muitas vezes enquanto eu busquei encontrar o meu estilo.

ter estilo pessoal - lis life

1 – Ter estilo não é algo que se faça com facilidade, requer autoconhecimento e muita autoestima.

Autoconhecimento dói e é difícil pacas.

2- Não adianta fugir, o seu estilo transparece mesmo quando você se esconde ou tenta fingir ser diferente.

Tá bom que você gosta mesmo de tudo que comprou no último ano só para estar na moda, vai!

3 – Quando você ficar mais madura, vai perceber que se tivesse conhecido e respeitado SEU estilo sempre, você teria sido mais feliz.

Vai por mim, mesmo na adolescência se você tivesse seguido seu estilo você se amaria mais. Mesmo quando as pessoas te zoavam, ofendiam, reprimiam por ser diferente teria valido a pena.

4 – Uma pessoa usando todas as tendências do momento não é, necessariamente, uma pessoa que tem estilo.

É só uma pessoa que compra muitas coisas e se usar todas as tendências juntas é uma pessoa brega.

5 – As top bloggers, revistas de estilo, marcas, atrizes e toda a gente que se diz formadora de opinião não vão falar nada sobre o SEU estilo.

Mas, vê-las pode te fazer se achar no meio da multidão.

6 – Sua mãe, suas irmãs, suas amigas de infância sabem falar mais sobre seu estilo que qualquer outra pessoa no mundo.

O que você era na sua essência verdadeira sempre vai ser lembrado por essas pessoas e elas vão te lembrar de quem você é!

7 – Ter estilo não é ter dinheiro, ter fama, ter carro, ter namorado, ter nada… É SER VOCÊ!

Ter estilo não é sobre TER é sobre SER e isso resumiria a lista, mas eu quero seguir escrevendo.

8 – Estilo pessoal é necessário, pra vida!

Todos precisam encontrar o SEU estilo de vestir, de falar, de andar, de decorar, de comer, de ser, de trabalhar, de viver pra ser feliz.

9 – Estilo pessoal é ser autêntico!

Não precisa ser criativo (eu não sou pra moda, por exemplo), nem ser a pessoa mais falante do mundo (eu sou), tem que ser você!

Plus: ter senso-critico e raciocínio analítico (isso eu tenho mesmo!).

10 – Estilo pessoal não é ter tudo desse mundo, mas é dar tudo para ter o seu mundo do seu jeito!

E é a melhor coisa que você pode fazer por si mesmo!