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Empatia

1 In Empoderamento

Ter mais mulheres ao meu redor me fez uma mulher melhor!

ter mais mulheres ao meu redor me fez uma mulher melhor_sororidade
Para completar esse texto, eu recomendo que você leia: O PROBLEMA DA FRASE “TENHO MAIS AMIGOS HOMENS”.

Mesmo tendo vindo de uma família matriarcal, a maioria é mulher e mulher porreta! Eu sempre tive mais amigos homens. Me torno “brother” dos caras com muita facilidade!

Minha natureza sempre foi ser bem moleca, boca dura e com personalidade de quem bate a pica na mesa (direta demais pra uma mulher).

Taí um padrão bem machista de que só homens podem ter uma postura assertiva, imponente ou durona, né.

Assim como a maioria das mulheres, cresci ouvindo que mulheres não são amigas, são rivais. Mulheres se vestem para competir com outras mulheres. Mulheres são cheias de dramas, de mimimi e só vivem pensando em homem. Mulheres não são, nem deveriam ser da zoeira. A mulher mais atraente sempre é aquela que destrói outras mulheres. Mulher não fala alto, não ri de piada suja, não sabe ser direta…

Usei muito mais roupas “de menino” enquanto crescia por depender das doações que ganhava. Sempre gostei de subir em árvore, soltar pipa, pular do telhado, andar de skate, tazzo, bolinha de gude, Cavaleiros do Zodíaco.

Cresci sendo comparada (e me comparando) com a minha irmã mais próxima de idade. Ela a delicadinha, gostava de vôlei, boneca e brincar de casinha. Boazinha de temperamento, amiga de todas as meninas na rua. Eu a irmã mais nova, a atentada, briguenta e não tinha espaço na roda das meninas.

Já adultas, minha irmã era a que tinha vocação para mãe e esposa perfeita (isso ela é mesmo e ainda é a melhor tia do mundo) e eu teria sorte se conseguisse ser ótima profissional com esse temperamento.

Por outro lado, mesmo sendo a única mulher da rodinha dos homens nunca carreguei o estigma de ser a vagaba promíscua. Nunca fui odiada pelas namoradas, pelo contrário, sempre fui a mina mais firmeza da banca pra todos!

Minha personalidade, postura e caráter me blindaram de certos julgamentos, mas me expuseram a outros tão pesados quanto.

Julgam que eu me porto de modo masculino e não sou feminina – oi? – só por não ser APARENTEMENTE de personalidade delicada ou frágil.

Sempre convivi em meios masculinos no trabalho, faculdade, internet, até na Igreja e ministério que exercia. Desenvolvi um bro code interno e reproduzi em mim o discurso de que eu “me dou melhor com homens do que com mulheres” justificando que tenho uma personalidade forte, não sou de dramas, gosto de ser direta e blábláblá…

Ou seja, eu interiorizei um julgamento como se fosse um defeito meu e me afastei de outras mulheres, por anos!

A American Pshychological Association diz que mulheres que tem mais amigos homens são propensas a ter uma deformação de caráter. São mais inseguras e tem padrões distorcidos em relação a outras mulheres e seu papel na sociedade.

Um estudo mostrou que mulheres que tem mais amigos homens acabam criando padrões mentais e de comportamento, como:

  • Sexualidade de aspecto negativo, são propensas a promiscuidade.
  • Não se relacionam de modo saudável com outras mulheres que julgam mais bonitas ou superiores.
  • Tendem a competir e depreciar, a todo custo, mulheres que enxergam como melhores em qualquer aspecto. Seja competindo diretamente, falando mal, menosprezando e etc.
  • São mulheres que não se enxergam bem como mulher (a história de ter um jeito masculino). Que associam fatores negativos ao ser mulher (cheias de drama, mimimi, sou mais direta e tal).
  • São mulheres que reforçam a rivalidade e camuflam seus defeitos no discurso de que são diferente das demais, como forma de chamar atenção.
  • Tendem a se dar bem e se relacionar apenas com mulheres que julgam inferiores, feias ou desinteressantes.

A neurociência afirma que mulheres que se cercam de homens tendem a ser mais desejadas por outros homens. Algumas usam isso a seu favor, criando mais rivalidade.

A psicologia diz que mulheres que se cercam mais de homens mascaram insegurança e inabilidade de ser decentes com outras mulheres e consigo mesma. São mulheres que se mostram “frágeis” ou mais “gente boa” com homens do que com mulheres. Por isso, fica a percepção de que elas se dão melhor com homens, por que elas se fecham para outras mulheres.

A meu ver, só se fecham por que não lidam bem com o seu jeito de ser mulher, com as próprias nuances delas mesmas.

É uma tristeza sem tamanho saber que (às vezes) aquela mina firmeza ali do grupo não lida bem nem com ela mesma! Por isso precisa estar ao redor de homens fingindo sua insegurança e carência afetiva.

E, o ponto mais tocante, é que algumas escondem seu medo, suas incapacidades e se perdem no ser mulher com outras mulheres.

Isso explica o bendito fruto de anos de machismo construído em todos nós! Anos de padrões não questionados que moldaram até a psiqué das mulheres. Moldou nossa percepção uma das outras para nos separar.

  • Estudem o contexto da rivalidade feminina desde a antiguidade e vocês vão ver que a sociedade se beneficia dessa separação entre mulheres em vários momentos.

Enquanto homens seguem unidos, vivendo seus BRO CODE a cena abaixo, de apoio mútuo em algo comum, ainda é um tabu entre mulheres.

A amiga Miss @KarenPorfiro tira foto da amiga Blogueira @cindereladementira. Só amor e parceria, sem exaltação, egotrip, rivalidade 🙂

 

É assim com todas as mulheres que tem mais amigos homens? Não generalizo! Existe culpa de todas as mulheres ou todos os homens? Não também!

Até destaquei aqui no texto pontos onde eu sou vista de modo “diferente” pro bem e pro mal

Mas, são raras as pessoas que conseguem questionar seu comportamento a ponto de sair do modo automático. Por isso EMPATIA é tão importante para TODOS os seres humanos!

Mas, SORORIDADE é algo que nós mulheres precisamos desenvolver e espalhar como um vírus!

ter mais mulheres ao meu redor me fez uma mulher melhor_sororidade_vamos juntas

Sororidade é a união e aliança entre mulheres A origem da palavra sororidade está no latim sóror, que significa “irmãs”. Este termo pode ser considerado a versão feminina da fraternidade, que se originou a partir do prefixo frater, que quer dizer “irmão”.

 

Respira e pensa comigo!

Feminilidade não tem nada a ver com fragilidade. Esses padrões criam mulheres cada vez mais inseguras e longe do seu sagrado feminino único.

A máscara de mulher bem resolvida e isolada de outras mulheres não cura nossas feridas emocionais.

Conviver com mulheres incríveis que tem histórias mais lindas ou tão feias quanto a nossa, nos ajuda a evoluir!

Só uma mulher curada ou tão ferida como nós estamos consegue respeitar, ajudar e nos levar a amar nosso jeito de ser mulher.

A pesquisa Strong Men Caring Woman, que postei no meu Linkedin, mostra que os mesmos adjetivos são usados de forma diferente para homens e mulheres. Por exemplo:

  • Powerful (poderoso) é 67% positivo quando associado a homens, mas é 92% negativo quando associado a mulheres.
  • Strength (força) é listada como uma característica positiva para homens e negativa para as mulheres.
  • Liderança e ambição são características mais valorizadas em homens do que em mulheres.
  • Agressivo e masculino são vistos como traços negativos em geral, mas são mais frequentemente utilizados negativamente para as mulheres.
  • Compaixão e cuidado são consideradas características positivas para as mulheres, mas são vistas negativamente para os homens.
  • Palavras como multitarefa, independente e promíscuo são majoritariamente atribuídas para mulheres.

Todos esses dados mostram que os padrões que nos limitam enquanto mulheres na essência da nossa personalidade ainda são fortes.

Em pleno 2018 traços relacionados à força e à ambição são especialmente valorizados para os homens. Já compaixão, bondade e responsabilidade são valorizadas, quase exclusivamente, para mulheres.

O que isso quer dizer?

Que por anos nos fizeram ir contra nossa real natureza. Nossa essência única, linda e que nos torna um universo imenso por nós mesmas! Cada uma a seu jeito, por isso, muitas vezes, só uma mulher vai entender o que outra mulher passa.

Eu tenho sorte de me cercar de mulheres empoderadas, com uma empatia ímpar e maturidade para me ajudar.

Mas, enquanto reproduzirmos o consenso de rivalidade entre mulheres não vamos longe. Pelo contrário, nos limitaremos cada vez mais.

Levei anos para construir uma relação saudável com o meu lado “oposto” do convencionado para as mulheres. Hoje questiono quando alguém fala que eu tenho que mudar meu tom de voz, que eu sou agressiva no trabalho, que eu sou dura demais…

Será que falariam isso para um homem na mesma posição que eu? Vivendo as mesmas situações?

Nos últimos dois anos eu me cerquei de mulheres incríveis! Mais inteligentes, mais bonitas, mais ricas, empoderadas e bem sucedidas que eu!

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a gente sai de olho fechado, mas com o sorriso tão sincero que nem liga <3

 

E, não me sinto nem um pouco menos que elas. Não me sinto competindo, nem em desvantagem, me sinto abençoada por ter cada uma delas no meu caminho.

Tenho resgatado o meu sagrado feminino do jeito que eu sou, com meus valores e com meu temperamento. Me vejo com outros olhos, muito graças aos olhos das mulheres que tenho a sorte de encontrar no caminho.

O melhor presente que a vida pode me dar <3 a pessoa que ressignificou minha noção de irmandade!

 

Incrivelmente hoje eu ouço que sou uma pessoa fácil de lidar, que sou companheira, leal e até cuidadora: VEJAM SÓ!

Não precisei mudar meu perfil de dar porrada a três por quatro pra isso. Só precisei me cercar de pessoas que me ajudam a olhar com amor para tudo que me torna única.

As mulheres maravilhosas que me cercam me dão porrada a granel quando preciso! Mas, também curam e apoiam cada dor, cada trauma, cada momento onde quero questionar se eu sou um mulherão da porra mesmo.

Quando não estou sendo a melhor mulher que posso ser, elas que me lembram o caminho. Com seus exemplos, seus sorrisos e as broncas.

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Sinceramente, hoje, me sinto tão mais segura de mim, dos meu fracassos e do meu jeito de ser. Graças a convivência com mulheres que são profissionais exemplares, mães, esposas, amigas! Mulheres que mostram em tudo que fazem um caráter admirável e me puxam cada dia mais pra cima.

É no meio das amigas que eu me sinto curada e empoderada para postar minha foto anual de biquíni!

Reconheço que, por ignorância, reproduzi um discurso que me excluía e excluía outras mulheres. Aceito que meu temperamento e personalidade não mudam meu sagrado feminino. Reconheço que tem homem que usa esse pensamento para me diminuir por medo de que eu cresça e diminua eles.

Lamento que existam mulheres que não conseguem conviver bem com outras e sofrem sozinhas com seus monstros. Se debatendo com inseguranças e carências para ter um lugar no mundo exterior e não no seu mundo interior.

Acredito num mundo onde todo mundo respeite o sagrado alheio, sem padrões, sem esteriótipos. Quero um mundo onde nossa mente, nossos medos, os padrões que nos impõe não nos moldem e nem nos mudem.

É isso! 🙂 Impossível não voltar inspirada de um encontro com mulheres do Brasil inteiro se apoiando e admirando em sua natureza!

Ame sua natureza!

Referências que vale ler:

DelPriore, D. J., Bradshaw, H. K., & Hill, S. E. (2018). Appearance enhancement produces a strategic beautification penalty among women. Evolutionary Behavioral Sciences. Advance online publication.
Fisher, M. L., & Candea, C. (2012). You ain’t woman enough to take my man: Female intrasexual competition as portrayed in songs. Journal of Social, Evolutionary, and Cultural Psychology, 6(4), 480-493.
Reiber, C. (2010). Female gamete competition: A new evolutionary perspective on menopause. Journal of Social, Evolutionary, and Cultural Psychology, 4(4), 215-240.
The insecurity of girls with only guy friends

 

Strong Men, Caring Women: How Americans describe what society values (and doesn’t) in each gender

 

 

 

PS: não abandonei meus amigos homens – os de verdade – pelo contrário! 🙂 Continuo fazendo novos amigos do sexo masculino com facilidade, mas já venci o mito de me dar bem (ou melhor) só com homens por conta do meu temperamento.

 

eles que marcaram meu aniversário de 2018 de um modo especial!

2 In Empoderamento

Papai Noel dos Correios: Como mudar o Natal de alguém em 3 horas?

A primeira vez que eu ajudei o Papai Noel dos Correios foi há 7 anos e espero seguir ajudando por muitos anos mais.

Antes de começar a ler assiste o vídeo aqui em cima. Você vai ver como em 3 horas dá pra mudar o Natal e, quem sabe, a vida de alguém.

Depois continua lendo pra saber o porque você deveria fazer isso.

7 anos atrás minha situação financeira não era aquela coisa maravilhosa, mas estava anos luz do que quando eu era criança.

Fui nos Correios e peguei a primeira cartinha da minha vida. Comprei o brinquedo, roupas, material escolar e um chocotone.

Enquanto eu comprava fiquei pensando porquê quando eu era criança eu não sabia que isso existia? Voltaram algumas lembranças da minha vida.

Ser criança pobre da periferia não foi uma tarefa fácil. Pai e mãe analfabetos, a luta diária pelo básico. Não existia esperança de ser ou viver algo melhor. Mesmo que esse “melhor” fosse ter uma bola, uma boneca ou uma roupa. Manter a inocência? Só por um milagre.

Não lembro disso com dor, eu só me lembro, sabe?

Lembro de brincar com folhas de árvore, da fila pela comida na Igreja Santo Antônio, da sacola de roupa doada dos Vicentinos.

Até meus 15 anos a gente dependia muito de doação, especialmente mantimentos pra comer. Como eu comecei a trabalhar com 11 anos, eu ganhava roupa das patroas, dos filhos delas.

Minha família precisava dessa ajuda “do Papai Noel” mas a gente não sabia que poderia escrever pra ele. Mesmo assim a ajuda nunca deixou de chegar.

Eu acredito que toda ajuda que recebemos me permitiu chegar até aqui hoje, mesmo sem oportunidades, sonhos ou expectativas. Eu tô aqui graças a cada pessoa que me ajudou.

Por isso poder fazer esse carinho em crianças que precisam é tão importante pra mim!

Depois do primeiro ano eu não parei mais e fui contagiando a família. Minhas irmãs, nos últimos anos, pegam várias cartas e saem distribuindo e arrecadando ajuda.

Ano passado os Correios atenderam mais de 350 mil cartas.

Dessas 350 mil, umas 50 crianças foram ajudadas aqui em casa! Minhas irmãs, seus colegas de trabalho e eu fizemos nossa força tarefa de Natal.

A Nani (minha irmã) conseguiu 3 bicicletas, vários patins e muito brinquedo para atender os pedidos. Ela fez a organização de 50 cartas sozinha! Viu quem poderia contribuir e montou as sacolonas. Sacolas tão generosas que não dá pra chamar de sacolinha.

Esse ano a Kelly, minha outra irmã, se encarregou de 30 cartinhas com muitas crianças.

– Entre colegas de trabalho e família as 30 cartinhas desse ano já foram atendidas!

Como a maioria das cartinhas tem mais de uma criança, esse temos de novo a média de 50 crianças que vão receber presentes do Papai Noel dos Correios!

O número pode ser maior porque tem cartas com 5 crianças, por exemplo. Mas, não importa o número de crianças, minha mãe sempre diz que “o pouco com Deus é muito”, então vamos fazer o nosso pouco!

O que importa mesmo é restaurar um pouco da esperança e inocência nessas crianças.

E, claro, retribuir ao universo um pouco da ajuda que recebemos!

Mas, o trabalho não é só no Natal. Aqui em casa temos nossos dois pequenos.

O Gu de 6 anos não acredita no Papai Noel. Mas, ficou na dúvida quando falei que só se eu me comportar e trabalhar direito eu ganho dinheiro pra comprar presente. E que isso é o mesmo que um presente do Papai Noel.

Já a Isa de 5 anos acredita, mas tá começando a ficar na dúvida pelas conversas com os amigos da escola. Esse ano ela me perguntou se eu não tinha “Natal” quando era criança e me fez escrever uma carta pro Papai Noel porque ainda dava tempo!

Pra eles entenderem porquê a gente recebe as cartinhas de outras crianças, a gente explica que somos ajudantes do Papai Noel.

Lemos todas as cartas em casa e explicamos o tempo todo o quanto hoje nós somos abençoados por ter tudo o que temos. Mas, que não podemos esquecer de quem não tem esse privilégio e que precisamos dividir o que temos com quem precisa.

É um trabalho diário criar crianças generosas, que saibam reconhecer os privilégios que tem e sejam solidárias com quem precisa.

Ser ajudante do Bom Velhinho é só um passo na nossa jornada e que posso dizer que nos dá a melhor sensação do mundo!

Não só pela nossa história de vida, mas porque é uma sensação única de felicidade genuína! Poder ajudar alguém sem esperar nada em troca nos preenche de um amor tão incrível que nos transforma!

Papai Noel dos Correios: Como mudar o Natal de alguém em 3 horas?

Pra comprar tudo isso aí da foto (acima) eu gastei só R$ 400,00. Cada criança vai receber em 2 trocas de roupas com meias e 2 brinquedos. Eu quis comprar mais do que elas pediram, mas com certeza dá pra ajudar gastando menos.

Você pode ajudar com o que tiver ou juntar uma galera pra dividir os custos de uma cartinha. Os pedidos são bem simples tenho certeza que você vai achar uma cartinha pra ajudar.

vídeo lá em cima é da Karol Pinheiro, mostra que não precisa mais do que 3 horas para fazer a diferença da vida de uma criança!

Se você fica na dúvida se deve ou não ajudar por conta dos problemas dos Correios. (sumiço de produtos, desvios de correspondência e etc.) eu acredito que o processo do Natal é diferente.

Tem como consultar se os presentes foram entregues e o que não for entregue é enviado para ONGS conhecidas e respeitadas.

No site Papai Noel dos Correios tem muita informação, dá até para entender como funciona a seleção das cartinhas.

A retirada das cartas e entrega dos presentes pode ser feita até o dia 16/12 nas agências listadas no site.

Vamos seguir firmes e fortes na missão de ajudantes do Papai Noel todos os dias do ano? Eu vou!