Oops! It appears that you have disabled your Javascript. In order for you to see this page as it is meant to appear, we ask that you please re-enable your Javascript!
0
Browsing Tag

Livros

6 In Estilo de Vida

O poder do hábito: um manual para mudar comportamentos!

o poder do hábito - mudar velhos hábitos

O poder do hábito é o motivo que nos leva a fazer o que fazemos na vida, no trabalho, nos relacionamentos…

O Poder do Hábito

O Poder do Hábito é um livro famoso que reúne estudos científicos sobre os efeitos dos hábitos na nossa vida.

HÁBITO é o que nos faz seguir os padrões, bons ou ruins, no modo automático. Seja em relacionamentos, na alimentação, no trabalho.

Os estudos apontados no livro são unânimes em afirmar que quando tomamos consciência do hábito, é muito mais fácil superá-lo. 

Para mudar o poder do hábito é preciso compreender qual é o hábito e os comportamentos que associamos a ele.

Todo hábito tem uma seqüência de três etapas:

  1. O sinal ou o gatilho que desperta o hábito.
  2. A rotina ou o hábito sendo feito.
  3. A recompensa, ou aquilo que buscamos ao repetir o hábito.

Toda vez que fazemos várias vezes a mesma coisa ela se torna cada vez mais automática. Por isso, pensamos cada vez menos pra fazer. Muitas vezes fazemos algo, mas nem sabemos o porquê de estarmos fazendo, o hábito se tornou uma tarefa automática do cérebro.

Ter conversas indevidas, gastar demais, falar palavrão, procrastinar e etc. São exemplos de hábitos que uma pessoa pode cultivar sem nem pensar e quando vê já está “no automático”.

Mas, como mudar o poder do hábito em mim?

Trocando um hábito ruim, por um excelente (ser bom é pouco!) e, criando novos hábitos conscientes, aqueles que você sabe o motivo de estar fazendo.

Primeiro um exemplo de como um hábito ruim, que parece inofensivo, nos leva a frustração sem perceber:

o poder do hábito - tarefas

Aplique isso a “eu quero deixar de fazer tal coisa, de ver tal pessoa, de ser de tal jeito…” Você quer, mas você enrola e se deixa levar pelo caminho mais fácil, depois? Bate a bad e as consequências.

Nosso cérebro trabalha a base de recompensa! Se dê recompensas tão boas quanto os bons hábitos que você quer ter e vença o poder do hábito negativo.

Não importa qual hábito a gente precisa abandonar todos os hábitos podem ser substituídos por outros excelentes, desde que você queira e se esforce.

Para cada vez que você vencer um hábito ruim, criando um bom, se dê um presente. Pode ser uma ligação para dizer um eu te amo, uma pausa pra ver um vídeo (no meu caso fotos dos meus gatos), um final de semana de folga.

Passo a passo para mudar de hábitos:

 o poder do hábito - como mudar hábitos

Se você quiser ler um trecho do livro “O poder do hábito”, foi ele que me ajudou a descobrir na rotina algo bom e valoroso para me tornar uma pessoa melhor. Claro que eu tô na luta e não sou um exemplo de nada 😀

As imagens desse post são da reportagem da Revista Galileu sobre hábitos e suas consequências também vale ler!

 

9 In Empoderamento

Livro | Como ser uma Parisiense em qualquer lugar do mundo?

Sabe aquele livro bobinho, que a gente lê quando não quer pensar em nada?

Comprei o “Como ser uma Parisiense em qualquer lugar do mundo” para me desligar das lógicas e processos de TI.

Funcionou! Eita livro besta Ô! 😀

Exagera no estereótipo, fala de uma mulher desligada do mundo por fora, mas por dentro um tanto neurótica.

Poucos trechos são razoáveis, mas ainda questionáveis:

“Ser feminista e adorar ser cortejada não é necessariamente contraditório, muito pelo contrário. Prestar atenção, esforçar-se: não é assim tão difícil e faz muita diferença. Que alegria, um pouco de graça e atenção nesse mundo de brutos! Ao cultivar seu cavalheirismo, o homem torna-se mais homem e a mulher, mais mulher.”

 Sobre a “tensão” da independência da mulher com seu amado:

 “Ajude-o a entender que você precisa dele. Sim, você sabe abrir uma garrafa de Bordeaux sozinha. Mas deixe que ele abra. A igualdade entre os sexos também passa por aí.”

Acho OK esse modo de pensar. Gosto que abram a porta do carro, carreguem sacola pesada, abram potes de vidro, entre outras coisas. Gosto também que saibam e, eu sei, que posso fazer tudo isso sozinha.

Gostar de ser “cortejada” não limita a mulher a ser uma bonequinha de luxo. A verdade é que comportamento é pessoal e intransferível, o ideal é não julgar nem padronizar, pra ninguém!

Esteriótipos e imagem são muito superficiais para julgar ou definir uma pessoa.

Analisa algumas verdades a meu respeito e reflita nos esteriótipos que elas te trazem a mente:

Sou mulher, da periferia, filha de retirantes semi-analfabetos. Que esteriótipo essa introduação real da minha vida te passa?

Me maquio todo dia, faço look do dia e falo de moda num bloguinho na internet. Certeza que agora você pensou em outro esteriótipo. 

Levanto 5 horas da manhã pra encarar o busão até o trabalho, trabalho desde os 11 anos e sou independente desde os 16. Agora parece que sou outra pessoa, não?

Entendem?

Reforçar esteriótipos só cria padrões que não se encaixam na realidade.

O “menos pior” é que o livro se foca nos clichês das relações entre homem e mulher, tá? Mas, se entrar em outras searas o livro mais reforça esteriótipos negativos para as mulheres do que outra coisa.

Tenho muito a aprender sobre o feminismo, mas penso que generalizar e forçar a mão em qualquer estereótipo é criar mais preconceito, mais padrões e mais dificuldade na vida das mulheres.

É aqui que o livro erra, ele força a barra no estereótipo da mulher perfeita, louca e linda!

O livro passa a ideia de que a mulher “perfeita” para nosso século é a Parisiense. A que não se cobra por levar o filho pequeno ao bar só para curtir a vida ou que não aceita homens que “copiem” o prato que ela pede no primeiro encontro por achar ele submisso. Ou seja, uma mulher politicamente incorreta, que é doida pra ter um companheiro perfeito, mas que segue sendo inatingível e dona de um perfeito mundo ilusório.

Mas, então o livro é bom ou ruim?

É bom quando ele fala de moda, dicas de vestir, comidas, sobre a cultura de Paris e em trechos que são equilibrados. Mas, é péssimo porque prega um estereótipo, um padrão inatingível e irreal – pra não dizer ridículo.

Peguei um trecho do blog da Lola, doutora em Literatura em Língua Inglesa pela UFSC, feminista e blogueira que diz:

“é primordial que passemos a buscar maneiras de incentivarmos umas às outras coisas maiores que somente nossa aparência, e principalmente pararmos de julgar umas às outras baseadas nela.”

Penso exatamente assim, tento trabalhar meu feminino como forma de satisfação pessoal, nunca de julgamento ou exclusão porque eu sou boni-ta-ta e você não é-é!

O livro força muito a imagem de como a Parisiense se preocupa com o manequim, com a roupa, com a amiga que não sabe usar um mix de estampas. Mas, fala isso como se a tal Parisiense o fizesse sem esforço, sem maldade, sem sofrimento. Vem cá, na vida real, eu sei e te digo: essa preocupação (quando desequilibrada) NUNCA é sem sofrimento, seu ou de alguém!

Sou a favor da reafirmação do estilo pessoal, da nossa essência. Não prego nem busco um padrão, mas sim, o conhecimento de si mesmo, aceitação e auto-melhoramento para uma vida mais feliz, mais leve.

O livro fala que a Parisiense é “mandona e cheia de opiniões, mas também meiga e romântica”. Romantizando o que é próprio do nosso lado humano, não?

Pra quê endeusar um padrão se podemos nos mudar a cada dia e ser cada vez melhores?

No final das contas, não quero ser uma Parisiense, quero ser a minha melhor versão!

 Texto originalmente publicado em Janeiro de 2015.