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Diário

2 In Empoderamento

2017: o ano em que não me reconheci

2017 - o ano

2017 foi o ano em que eu mais repeti a frase: eu não me reconheço!

Dificilmente depois desse 2017 eu voltarei a me re-conhecer*. Viu?

*me reconhecer de me ver igual no passado, entende?

2017 foi o ano mais difícil, sendo o ano mais fácil da minha vida, até aqui.

Vivi mudanças profundas e rupturas tão inesperadas que eu custei a entender que esse era o ~destino~ de 2017. Por outro lado, algumas coisas mudaram em mim de forma tão natural, que quase acreditei no poder sobrenatural da minha mediunidade.

Acreditaria nisso, se eu não fosse tão mais cética hoje do que era em 2016. Não perdi a fé, mas…

Em 12 meses eu mudei, fui do meu mal ao meu pior! Fiz das tripas coração para não sucumbir na maldade alheia e não me tornar uma pessoa pior, mas não deu.

Não foi sem luta, mas sei que fecho 2017 sendo a pior versão que eu poderia ser de mim. Terminei pior por dentro, pra mim mesma e para a felicidade daqueles que queriam o meu mal e me fizeram isso.

Mas, eu sei da minha responsabilidade. Eu quem sucumbiu, eu que não me reconheci no meio de tanta coisa nebulosa.

Bendito 2017 que me fez refletir mais sobre o sofrimento envolvido nos prazeres da (minha) vida. Na responsabilidade que tenho, mesmo quando estou vivendo só pro meu prazer

Foi nesse 2017 que, logo eu, que sempre fui tão sedenta de vida e segura das escolhas que havia feito precisei aprender a viver com o luto da perda (em vida) e com a quebra da minha (auto) confiança em todas as áreas da minha vida.

Agora reconheço que sempre fui um pouco escrava do meu imenso auto-controle e da falsa confiança que eu via na vida que construí.

Foi assim que eu optei por me esvaziar.

Me esvaziar de rótulos, de certezas, de status para poder reencontrar o meu tesão por viver. Meu tesão por mim mesma, por tudo que sou e tenho de bom e ruim.

No meio do caminho não teve nada nem ninguém comigo.
Não teve uma ajuda especial.
Não teve força sobrenatural, nem milagre.
Não teve acontecimento marcante.

Teve a vida sendo a vida. Um ciclo sem fim de começos e finalizações.

Teve também muitos questionamentos éticos e morais que domaram a minha raiva impulsiva. Outros tantos questionamentos que me fizeram racionalizar desejos e ponderar decisões.

Tudo isso doeu em lugares inéditos pra mim, lugares que eu nem sabia que existiam.

Admito que, algumas vezes, só as lágrimas fizeram meus olhos brilhar. Não teve decência nem dignidade na luta, teve muita dor, admito, teve ódio que cega…

Por opção e pela dor eu recuei, me afastei e não deixei ninguém se aproximar.
Estive vulnerável e tentando entender o que acontecia comigo. Por isso, o isolamento foi o meu caminho.

Mas, por sorte, o amor, o trabalho e as amizades sobreviveram de um jeito que não mereço e sou infinitamente grata por isso.

Disso tudo eu refiz uma vida, catando as sobras do que eu tinha ali a minha disposição.
Cuidei da minha casa, que é também um reflexo da minha alma.
Trabalhei muito mais horas e muito mais duro do que em qualquer outro ano da minha vida.

Quase perdi um dos meus gatos e quase morri junto com ele. Mas, foi olhando no olhinho abatido dele, deitado na mesa fria do hospital veterinário que eu reaprendi o valor da vida.

Foi na morte do meu Pai que eu aprendi o que tem mesmo valor nessa vida.

Em 2017 não foi diferente…

Foi na noite mais escuro da minha alma que entendi que preciso, todos os dias, despertar com o Sol dentro de mim. Por que no mundo, as pessoas com luz são tão raras…

Quando a minha vida parou bruscamente eu tive tempo de olhar pro lado, pra mim.
Comecei a me interessar e pesquisar sobre assuntos novos. Um desejo de estudar mais, me habilitar para novas atividades. Neurociências, psicologia comportamental, inteligência artificial, filosofias orientais, gênero, criptomoedas, investimentos…

Aprendi mais sobre o meu propósito com o blog, sobre a razão desse espaço existir na minha vida.
Busquei entender meu corpo, minha saúde e a falta dela.
Assumi posições importantes no trabalho, meti a cara e fui fazendo.
Aperfeiçoei meu currículo, estudei mais o idioma que quero me tornar proficiente e vi os frutos disso tudo em convites e propostas de trabalho!

Estive sozinha, não que tivesse tido alguma ajuda no passado. Mas, ainda me espanto com as revoluções que consigo fazer all by myself.
Encarei as batalhas mais difíceis, rindo e chorando a cada derrota ou vitória.

Nesse processo todo eu vi, de novo, a vida sendo a vida.

Em 2017 pude comprovar que todo aquele que merece, recebe a felicidade em dobro, depois de combater o bom combate!

Mais que um testemunho, pela vida que chega, a esperança se tornou viva pra mim!

Fecho o ano esperando ansiosamente a chegada do Bernardo. Que é um sinal de fé e esperança na bondade da vida.

Vai ser nos olhos do Bernardo que vou enxergar quem quero ser daqui pra frente.

Vai ser pela esperança que ele me trouxe, pela Isa e pelo Gu que vou construir um mundo novo.

E pela Gio, que vai casar, eu vou acreditar que toda tampa tem sua panela <3.

Pode vir 2018, eu sei o que me guia.

4 In Estilo de Vida

Viajar de carro, sem destino, sem planos…

No dia 30 de outubro saí para viajar de carro, sem destino e sem planos…

Logo eu a louca do planejamento que sou tão organizada que não faço quase nada sem ter um mínimo planejamento aceitável.

Mas, né?

Esse ano não pude planejar minhas férias, entre ficar em casa e sair por aí, eu preferi sair…

O destino inicial era Curitiba no Paraná, com uma ideia de ir conhecer Laguna em Santa Catarina. Mas, como eu sempre digo o blog me traz sempre as melhores experiências (ou lições)!

No Instagram a viagem ganhou outro corpo, outra cara, outra pegada!

Contei que iria viajar de carro rumo a região Sul do Brasil, começando por Curitiba.

Entre uma dica e outra, fui para praias desertas, restaurantes deliciosos e novas cidades…

Tudo seguindo as dicas das @’s amigas do blog! Estou no oitavo dia de viagem e passei por 7 cidades só seguindo dicas recebidas no Instagram, aproveita e me segue no lis.life!

Viajar de carro, sem destino, sem planos virou uma aventura com outra conotação.

Mais do que falando stories pra dividir estou mostrando onde vocês me mandaram ir. 😃 Até agora não teve uma dica furada!

Desde restaurantes até passeios: todos acertaram em cheio e tem sido delicioso compartilhar.

Tirando o fato da internet não funcionar aqui, minha rede 4G pelo visto só alcança até Curitiba. 😔

Como não pude subir todos os vídeos, postar todas as fotos, eu estou escrevendo sobre a viagem. Registrando no meu bloco de notas e vou publicar assim que voltar pra casa.

Já são tantas memórias pra escrever! Até um desejo que compartilhei no stories, no início da viagem. se concretizou.

Existe uma fonte de vinho! E não foi só piada minha 😀

A viagem vai durar mais alguns dias, mas já estou seguindo na rota sentido São Paulo.

Sem dúvida, está sendo uma das melhores experiências desse ano!

1 In Vida em Casa

Limpar casa, um desafio vida real!

limpar casa - desafio

Limpar casa não é das coisas que mais amo nessa vida, sempre que posso, pago pra fazerem isso por mim.

Tenho uma faxina quinzenal, mas é impossível que a casa fique limpa sem fazer mais nada.
Mesmo quando eu ficava fora e só dormia em casa casa, os gatos curtiam o espaço e a limpeza não durava os 15 dias de intervalo.

Graças a Deus tenho uma casa grande, com vida, dois gatos e etc. mas, ela não é auto-limpante ainda. Whyyyy?

Hoje eu valorizo ainda mais e agradeço todos os dias pela vida da minha mãe. Mesmo sendo faxineira, trabalhando no pesado todo dia e morando em casas ruins com mofo, sem piso… Ela cuidava tão bem de tudo e todos!

Foi com a minha mãe que aprendi tudo que sei sobre limpar casa, mesmo sendo uma péssima aluna. Já contei, aqui no texto Como ser Independenteque esse ano um dos meus desafios foi mudar forçadamente minha vida em todos os sentidos.

Entre outras coisas, precisei pegar gosto de novo pela minha casa e por tudo que inclui ser dona do meu próprio nariz. Tudo mesmo, até lavar, passar, limpar casa…

Até o final desse ano quero criar o hábbito de fazer a rotina de limpar casa ser menos massante no pouco tempo que tenho.

Já tentei seguir o método Fly Lady, as rotinas de limpeza dos blogs de organização mas, nada funcionou na minha vida real.

Por isso, decidi me desafiar e fazer essas rotinas de dona de casa se tornarem um bom hábito.

Afinal, eu não sou a dona da P* toda? Então!

Eu perdi completamente o prazer de viver na casa que comprei – e tô pagando. Faz tempo que olhar pra cada móvel que eu mesma desenhei e mandei fazer não trazia mais nenhuma satisfação.

As coisas físicas e materiais se tornaram só coisas e não foi só nesse último ano. Foi com o tempo, com o cansaço da rotina de trabalho e o desgaste de manter o meu foco em outras coisas.

Mas, foi com as lições que esse ano me trouxe que eu parei para respirar e ver minha casa como parte de quem eu sou!

Mesmo sendo um espaço físico transitório, entendi que ninguém vive com plenitude a experiência de ter uma casa (ou bens materiais) de verdade sem cuidar deles fisicamente. Não é só o desfrutar que nos faz ter um lar, é construir esse lar, é cuidar, manter e isso inclui limpar casa, passar roupa, organizar…

O que fazia das casinhas que morei com minha família ser um lar era o amor e cuidado da minha mãe. Mesmo na casa mais simples que moramos, que tinha paredes mofadas, ratos, baratas e etc a minha mãe cuidava como se fosse um palácio. Ela cuida até hoje da casa dela com um esmero que eu desejo ter na vida!

Graças a Deus, fiquei muito mais próxima da minha mãe nesse momento difícil que passei e ela me fez entender que o espaço físico que vivo reflete meu estado interior.

Cuidar daquilo que tenho, por mais simples que seja, é essencial para que eu sinta gratidão. O usufruir é ótimo, mas é o cuidar que toca nossa alma e nos faz ser gratos de verdade.

Não pensem que isso é apego a bens materiais, eu acredito que tudo é muito temporário. Em um instante as coisas que conquistamos podem nos ser tiradas. Por isso, cuidar delas, mesmo que um pouquinho, não deve ser um sacríficio, mas sim motivo de alegria e satisfação.

É parte da minha filosofia de vida buscar brilho em todas as coisas, mesmo nas pequenas e não agradáveis.

Osho diz que tudo que fazemos pode ser uma forma de meditação e conexão com o sagrado.

Amo ficar sentada no sofá fazendo vários nadas e isso não vai mudar. Mas, percebi que ter só isso pra fazer todo dia quando chego em casa é quase como morrer lentamente.

Passei a acreditar que o pouco tempo que tenho para cuidar da minha casa, é também uma forma de meditar, de me acalmar da loucura que é a vida.

É movimento! Movimento deixa nossa cabeça mais sã e nossa energia mais canalizada.

Aqui eu falo com mulheres das mais diversas realidades, por isso adianto que não vou dar somente dicas para limpar casa. Vou falar de como essas pequenas tarefas ajudam a lidar com problemas maiores, como a depressão, a raiva e outras coisas que vivi na pele.

Como coisas pequenas do dia a dia, podem ser responsáveis por mudanças na nossa energia e em quem somos, no que temos e até no que desejamos.

A medida que vou me adaptando a essa rotina, aprendendo e testando, vou escrever e compartilhar dentro da categoria Vida em Casa, que já tem textos de decoração e tudo que envolve casa.

Para começar o que eu já fiz até aqui:

  • Eu havia cancelado o serviço de limpeza profissional, mas vi que não consigo fazer tudo sozinha.
  • Optei por contratar um serviço de limpeza quinzenal que fosse mais barato, mesmo sabendo que eu perderia em qualidade.
  • Me acostumei a lavar e passar roupas também a cada 15 dias.
  • Cancelei a lavanderia por um tempo e estou aprendendo a cuidar das minhas roupas mais “caras” e difíceis.
  • Tenho usado lavanderia profissional para casacos, vestidos de festa e edredons, somente.
  • Criei o hábito de usar a lava louças, uma vez ao dia, sempre antes de dormir (se tiver jantado em casa). Minha mãe sempre disse que pia limpa deixa a cozinha mais arrumada.
  • Tento, pelo menos uma vez na semana, zerar uma tarefa que só dependa de mim. Minhas roupas, limpar eletrodomésticos e as coisas dos gatos, por exemplo.
  • Descobri coisas que podem me ajudar muito nessas tarefas com o tempo curto que tenho. Desde produtos, cheiros e até equipamentos.

Mostrei ontem no stories a compra de “dona de casa”, foi um MOP spray que eu pesquisei por meses até me decidir que valia a pena. No stories eu mostro tudo em tempo real, algumas dicas de como faço as coisas e produtos que tenho usado.

O que eu ganhei com isso:

  • Mais dinheiro na conta. Fato: fazer as tarefas de casa é mais econômico.
  • Tenho gostado de passar mais tempo em casa e curtido muito mais as coisas materiais que tenho.
  • Parei de reclamar por não poder mais ter a empresa que gostava limpando a casa, por não poder ter mais a lavanderia.
  • Passei a olhar cada centímetro da casa que tenho como sendo um paraíso que me foi emprestado por um tempo.
  • Estou mais calma e mais feliz.
  • Tenho descoberto gostos, sonhos e até talentos que eu desconhecia em mim.

Hoje é segunda, seria o dia da empresa vir limpar e eles me deram um bolo. Mas, antes de reclamar eu acho que foi providencial: vou colocar minha rotina a prova.

Me segue no Instagram @lis.life pra acompanhar meus “momentos blogueirinha da vida real”. Eu falo de tudo, papo de casa, maquiagem, beleza, carro, roupas, vida e claro mostro meus gatinhos!

6 In Empoderamento

Como foi o 2° papo na piscina do F-utilidades?

Me dei um final de semana diferente e fui na pool party do Papo na Piscina do blog F-utilidades.

Uma das experiências aleatórias que quis fazer nesse ano, por isso vale o texto-diário.

Numa reunião com a Tayra e a Laila elas me contaram que blogs grandes estavam se reposicionando pra falar da vida real, sem padrões e com uma pegada muito mais essência que aparência. A reunião era justamente pra falar de como eu tão pequenininha me achava o patinho feio dos blogs e queria uma visão comercial do mercado.

Elas me apresentaram o F-utilidades, comentaram do reposicionamento das meninas e me colocaram no grupo de discussões no Facebook.

Fiquei um mês só lendo, observando e vendo se era de verdade ou só mais um marketing bem feito.

Bom, se eu fui de São Paulo até o Rio, vocês podem imaginar o que eu conclui né?

O papo na piscina e o piquenique do Futi – que fui no começo do ano – são eventos que elas promovem para celebrar o mote do blog: um papo sobre autoestima.

Mais que eventos e marketing esse tema é uma causa que criou uma comunidade de mulheres e que precisa ser espalhada e conhecida pelo mundo.

O que acontece ao redor dessa comunidade que o F-utilidades uniu é TUDO DE VERDADE! Ninguém entra ali pra babar ovo de blogueiras* ou colocar o ego num pedestal.

*Explicando: quando comentei que iria viajar para um evento de um blog que eu leio, me perguntaram se eu estava virando Fã da Kéfera. Fazendo alusão ao comportamento de fãs de pessoas famosas da internet que gastam dinheiro para ver seus ídolos mesmo que só atrás de um vidro.

Não era esse o caso, mas era sim uma viagem bem diferente dos programas que costumo fazer e mostrar aqui.

  • Lá na festa…

Agora é o meu momento querido diário, não tirei fotos, fiz poucos stories e passei a maior parte do tempo olhando e admirando todas as mulheres maravilhosas que estavam ali. Foi sorte meu celular estar com pouca bateria e não ter tomadas disponíveis, eu gravei na memória muitas coisas que observei sem julgamentos.

Judgment free <3

Como foi o 2° papo na piscina do F-utilidades?

Eu perdi a primeira edição por pura bobeira, mas nessa edição eu quis viver o combo completo!

Fiz questão de me hospedar no hotel com o código de desconto do F-utilidades. Fiz questão de interagir em todos os posts sobre a festa, até dos patrocinadores e marcas, o que sou bem relutante em fazer, viu?

Fiz questão por que não vejo outros influenciadores grandes falando com tanta verdade de empoderamento, aceitação e autoestima como a Carla e a Joana. Sei que comprando dos patrocinadores e usando os códigos do Futi ajudo as meninas a mostrar para as grandes marcas que a causa é relevante e isso se reverte em ações pra elas e mais conteúdo empoderador pra internet.

A comunidade que se criou no grupo do Facebook só existe por que o Futi nos deixa livres para sermos nós mesmas. Sem diferenciação entre as donas do Futi, sua equipe e amigas blogueiras do restante das participantes.

Na festa eu não conhecia nenhum funk se quer – eu avisei que só sabia Furacão 2000 e Axé bahia 1999 – mas, fiquei na pista com todo mundo, curtindo a alegria e a liberdade de estar num local seguro e aberto para nós mulheres sermos nós mulheres!

O preciosismo da equipe do Futi em levar presentes, ter tudo do bom e do melhor para nós na festa foi notável! Na preparação da festa vimos em cada post da equipe que elas estavam ralando pra ter patrocínios bacanas e que não só se alinham com o discurso do blog, mas que se esforcem para fazer do empoderamento feminino algo real.

Não tenho parâmetros para provar, mas acho que nunca vi um blog fazer algo assim sem ter como objetivo a auto promoção. O que o Futilidades ganha em monetização comercial com o papo sobre autoestima, papo na piscina e piquenique do futi e a audiência do grupo não é o objetivo, é consequência da exposição real e sem máscaras, sem ser forçado, sem pedestal!

Por isso que até uma pessoa cética com influenciadores e pé atrás com marcas, como eu, está dando audiência pra elas! Mais que isso, eu compro dos patrocinadores do Futi só por que acho que isso ajuda o Futi e a causa.

Uma observação: causas reais unem e engajam muito mais que discursos e imagens vazias! Desde quando me especializei em comunicação e marketing eu sentia que esse seria o futuro das interações. Vivemos, cada dia mais, a era da verdade e a busca por essência. Pessoas buscam conexões através de valores essenciais e vão buscar a cada dia mais marcas, produtos, blogs e comunidades que tenham ou apoiem essas conexões.

O mundo vai mudar, por isso tomo todo cuidado com discursos vazios, blogs que surfam essa onda e marcas que usam a imagem alheia sem profundidade.

SP Squad <3

  • Além da Carla e da Joana, outras blogueiras famosas estavam na festa, viu?

No meu stories umas cinco pessoas me perguntaram especificamente sobre como eram as “blogueiras famosas” que estavam na festa.

Vivemos tempos insanos onde a internet afeta o comportamento das pessoas dos dois lados, quem publica e quem acompanha. O sentimento de conhecer uma pessoa que nunca vimos na vida só por assistir/ler o que ela posta todos os dias vem acompanhado da curiosidade de saber se aquilo é mesmo real, se a pessoa é legal, bonita, sorridente e etc.

Mas, eu sou jeca gente, não tenho essa visão de que blogueira/gente famosa é bicho diferente de nós mortais. Nem se fossem as maiores estrelas de Hollywood. Talvez só com o Papa, os Obama, Sheryl Sandberg e poucas pessoas eu teria uma sensação de “OMG eles são reais!”.

Algumas bloggers que estavam na festa eu realmente nunca tinha visto, nem escutado falar nessa internet. Outras eu já havia esbarrado por que Carla e Joana sempre marcam as amigas, indicam blogs, textos e etc.

Foi ótimo ver que as blogueiras que o Futi indica e se relaciona são bem parecidas com a Carla e a Joana na humanidade que eu tanto me identifico.

*Eu não falei nem tirei foto com nenhuma delas, não sou dessas coisas, mas vou contar o que vi.

Eu comecei a seguir a Maraísa Fidelis no Instagram por que a Joana tagueou ela em algo e amei ver que ela é mesmo essa entidade elegantérrima, que fala com uma classe que a gente até se espanta e ela parece ser uma pessoa muito divertida.

Aliás, quando Maraísa quiser dar aulas para ensinar a ser blogueira e fazer fotos sendo diva eu serei a primeira inscrita!!!

O blog Coisas de Diva já leio há anos, mas só seguia de perto a Sabrina, que adoro e quero ser amiga de infância! Mas, a Thais estava na festa e ver ela trabalhando foi muito bacana, me deu a real noção do quanto eu não sou, nem seria blogueira nessa vida. Ela estava ali pra curtir, mas também a trabalho, né? Mesmo no frio que estava sábado ela tirou as fotos que precisava de biquíni, sorrindo e brincando com a equipe. A Thais ficou uma eternidade com as pernas pra cima numa foto, eu teria desistido da ideia depois de um minuto, quando terminou interagiu de boas com todo mundo que a procurou.

Das surpresas boas: Nina Gabriella, Nathalie Barros e Fala Dantas – um trio e tanto de cacheadas! Eu já tinha visto coisas delas por aí. Acho que já até segui por um tempo, mas voltei a seguir hoje justamente por vê-las na festa.

As três são lindas, mesmo, igual nas fotos. Mas, são muito mais que isso. Parecem gente boníssimas! Dançaram o tempo todo, estavam ali gente como a gente e elas exalam autoestima!

Sério, que autoestima da porra! Sabem a definição de exalar autoestima? Então é Nina Gabriella, Nathalie Barros e Fala Dantas!

A Ju Romano é uma das minas daqui de São Paulo que merecem ter cada vez mais espaço na mídia, que docilidade ela tem na voz minha gente! Dá vontade de abraçar ♥ Carla Lemos, Constanza Fernandez, devo ter esquecido mais blogueiras que estavam ali apoiando a causa, mas, foi lindo ver que blogueiras enormes como elas se apoiam mutuamente.

Por um mundo com mais apoio e menos competição!

Como foi o 2° papo na piscina do F-utilidades (1)

Quero registrar que conheci outras blogueiras através do grupo do Futi, ainda não tão famosas, mas que valem o follow e a admiração: Cinderela de Mentira e Renata Arrudas mandam muito bem nas fotos, postagens e fizeram uma linda cobertura da festa. A Lu Mich, que pude me aproximar mais nessa festa, é um mulherão role model, elegante, segura, consciente e ainda empodera as amigas com suas falas e conselhos.

Foi lindo ver mulheres que viajaram para estar ali juntas, dançando, bebendo e vivendo livremente por 4 horas.

Quer saber o que o empoderamento, a aceitação e a força do coletivo podem fazer? Podem inspirar, dar força e nos encorajar a viver mudanças internas tão grandes que faz até quem tem trauma de água e não sabe nadar se jogar na piscina!

Como foi o 2° papo na piscina do F-utilidades (2)

 

Ta aí uma experiência que quero repetir mais vezes e vale o investimento <3

PS: se eu conseguir fotos melhores eu venho aqui trocar, essas foram do celular.

2 In Estilo de Vida

Minha experiência hospedando com o Airbnb

HOSPEDANDO COM O AIRBNB - LIS LIFE

Tempos de crise e precisando levantar uma graninha? Tem um quarto vago aí na sua casa? Deixa eu te contar minha experiência hospedando com o Airbnb que pode ser útil!

O Airbnb é famoso por ser uma opção de hospedagem acessível e muito usada ao redor do mundo. Aqui no Brasil ainda é muito hype ainda mais aqui na minha região. Não vejo muitos hosts do Airbnb falando das suas experiências fora do fórum da comunidade na plataforma.

Eu achava que aqui no ABC, o interior da grande São Paulo*, a procura fosse mínima. Anunciei um quarto da minha casa e em três dias estava alugado!

*só morador pode zoar com o ABC, fechado?

O Airbnb é uma plataforma, não um intermediário ou administrador. Nele tem recursos e suporte tanto para quem hospeda quanto para quem é hospedado.

  • Primeiras percepções da plataforma

Na criação do anúncio o próprio site mostra uma média de preços dos espaços com as mesmas características que o meu. Cada host define o seu preço, o valor de depósito de emergência em caso de danos e a taxa de limpeza. O hóspede paga para o aplicativo e eu recebo na minha conta bancária já pagando a taxa de serviço do site.

Tudo bem explicado e transparente, com a maior segurança para os dois lados.

A taxa de serviço é bem pequena na minha opinião, considerando todo o suporte e a qualidade da plataforma.

Uma boa surpresa foi o serviço de fotografia profissional, disponível em algumas regiões. Veio uma moça fazer fotos da casa e depois de um tempo estavam no meu anúncio já verificado. Essa fotos garantem anúncios reais e mais completos, o que faz a comunidade Airbnb ainda mais sólida.

O Airbnb preza muito pelo espírito de comunidade e mantém fóruns de ajuda e até uma central de suporte global em português.

Aqui na minha região a maior procura de hospedagem são estadias de longo prazo, a partir de 30 dias. Foi nessa modalidade que eu tive minha experiência hospedando com o Airbnb.

  • Coisas que considerei ao criar meu anúncio

Eu pedi um nível de verificação mínimo para os perfis que poderiam me mandar um pedido de reserva. A pessoa deveria ter pelo menos um documento verificado e rede social autenticada. Esse nível de verificação quem define é quem hospeda. Mas, as validações são feitas na plataforma com documentos escaneados que cada usuário fornece e só o Airbnb tem acesso.

Um dado interessante é que a procura na minha região é, na maioria, de homens. Porém, o Airbnb dá a opção de escolher e restringir o sexo dos seus hóspedes.

  • O que foi mais desafiador em alugar uma parte da minha casa

Exatamente o que todo mundo deve considerar antes de anunciar seu espaço no Airbnb e, eu, não pensei como seria.

O quanto você é aberto e flexível para coisas que mudem sua rotina ou costumes mesmo em níveis básicos de leve?

Ter uma pessoa estranha em casa vai mudar coisas como horários, sons, sua liberdade e até o cheiro da sua casa.

Imagina você acordando em modo automático. Desce pra tomar café da manhã de lingerie, liga o fogo do leite e lembra que tem um hóspede em casa! Volta, sobe correndo, rezando pra ele não estar saindo no corredor, tropeça no gato, quase cai e puts… True fact!

Essa situação é a mais básica que pode acontecer… Entre tantas outras desagradáveis ou menos engraçadas que também acontecem.

Hospedando com o Airbnb você precisa saber lidar com todas as situações da forma mais calma e flexível possível.

O Airbnb deixa claro que é o host quem determina as regras da casa e você descreve todas no anúncio.

Mas, só depois do primeiro hóspede de longo prazo, eu fui entender como deveria funcionar para ser bom para mim. As regras devem ser boas para a casa, para você e para interferir o menos possível na sua vida e rotina.

  • Dicas da minha experiência

Você não está recebendo um familiar, amigo ou sendo pago como um hotel. Por isso, reserve espaços da sua casa para a convivência familiar, mesmo que você more sozinha. Isso previne várias situações constrangedoras e que geram climão na convivência.

Liberar o uso total da casa ou não estabelecer regras claras de uso vai te gerar situações desconfortáveis ou até danos. Já pensou um hóspede sem querer quebrar um vaso de valor sentimental? Como você cobra isso na taxa de segurança?

No meu caso um hóspede colocou um copo (que ele não deveria ter usado) na lava louça (que ele não sabia usar) e desbotou toda a coloração do copo. Estragou meu jogo de Whisky que era um xodó.

Foi só um copo, mas é chato, né?

Se você não for flexível em coisas como essa, hospedar com o Airbnb não é para você!

Pessoas tem hábitos diferentes. É mais fácil e menos constrangedor falar sobre barulho e horários do que sobre hábitos de higiene, conceitos de limpeza e organização.

Deixe regras de limpeza dos espaços (inclusive chão) e de eletrodomésticos bem claras. Mas, nada disso garante que a pessoa vai ter o mesmo “padrão” que você, ou vice-versa.

Por via das dúvidas, coloque uma taxa de limpeza que cubra o custo de uma eventual faxina extra, vai que precisa?

Eu tinha três regras básicas na minha casa:

  • Não entro nas dependências de hóspedes.
  • Sujou, limpou.
  • Quebrou, pagou.

Tenho quatro banheiros em casa, um exclusivo para o quarto de hóspedes e por regra eu não entrava nem no quarto, quem dirá no banheiro? Mesmo assim a moça que limpa aqui em casa falava comigo de coisas que estavam fora do meu território, entendem? Por serem coisas muito pessoais eu optava por fazer a Egípcia e fingir que não vi!

No máximo, eu lavava uma louça pro hóspede, deixava comida e até dividi uma pizza e um japa… Uma das partes boas boas de ter mais gente em casa.

Ma, coisas constrangedoras acontecem… Em família já é difícil imagina com estranhos? Agora entendo a utilidade de ter FreeCo em casa 😀 santa Jout Jout já havia previsto que temos menos um problema!

  • A parte boa, além do dinheiro extra…

Se o hóspede for aberto e você também boas amizades podem nascer. Você tem contato com um jeito diferente de viver, novos pontos de vista e até rola uns bons desabafos.

Eu tive interações ricas e bons hóspedes. Meus problemas foram ínfimos perto do quanto eu cresci hospedando com o Airbnb.

O suporte deles foi incrível quando precisei e a grana extra chegou em boa hora 😃

Se você tem perfil para ser host e estava querendo um incentivo: se joga! Usa as ferramentas da plataforma a seu favor, coloque regras e faça um espaço vazio na sua casa virar dinheiro.

Do limão, a gente sempre faz uma limonada, se não der pra fazer uma caipirinha <3