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Diário

3 In Estilo de Vida

Viajar de carro, sem destino, sem planos…

No dia 30 de outubro saí para viajar de carro, sem destino e sem planos…

Logo eu a louca do planejamento que sou tão organizada que não faço quase nada sem ter um mínimo planejamento aceitável.

Mas, né?

Esse ano não pude planejar minhas férias, entre ficar em casa e sair por aí, eu preferi sair…

O destino inicial era Curitiba no Paraná, com uma ideia de ir conhecer Laguna em Santa Catarina. Mas, como eu sempre digo o blog me traz sempre as melhores experiências (ou lições)!

No Instagram a viagem ganhou outro corpo, outra cara, outra pegada!

Contei que iria viajar de carro rumo a região Sul do Brasil, começando por Curitiba.

Entre uma dica e outra, fui para praias desertas, restaurantes deliciosos e novas cidades…

Tudo seguindo as dicas das @’s amigas do blog! Estou no oitavo dia de viagem e passei por 7 cidades só seguindo dicas recebidas no Instagram, aproveita e me segue no lis.life!

Viajar de carro, sem destino, sem planos virou uma aventura com outra conotação.

Mais do que falando stories pra dividir estou mostrando onde vocês me mandaram ir. 😃 Até agora não teve uma dica furada!

Desde restaurantes até passeios: todos acertaram em cheio e tem sido delicioso compartilhar.

Tirando o fato da internet não funcionar aqui, minha rede 4G pelo visto só alcança até Curitiba. 😔

Como não pude subir todos os vídeos, postar todas as fotos, eu estou escrevendo sobre a viagem. Registrando no meu bloco de notas e vou publicar assim que voltar pra casa.

Já são tantas memórias pra escrever! Até um desejo que compartilhei no stories, no início da viagem. se concretizou.

Existe uma fonte de vinho! E não foi só piada minha 😀

A viagem vai durar mais alguns dias, mas já estou seguindo na rota sentido São Paulo.

Sem dúvida, está sendo uma das melhores experiências desse ano!

1 In Vida em Casa

Limpar casa, um desafio vida real!

limpar casa - desafio

Limpar casa não é das coisas que mais amo nessa vida, sempre que posso, pago pra fazerem isso por mim.

Tenho uma faxina quinzenal, mas é impossível que a casa fique limpa sem fazer mais nada.
Mesmo quando eu ficava fora e só dormia em casa casa, os gatos curtiam o espaço e a limpeza não durava os 15 dias de intervalo.

Graças a Deus tenho uma casa grande, com vida, dois gatos e etc. mas, ela não é auto-limpante ainda. Whyyyy?

Hoje eu valorizo ainda mais e agradeço todos os dias pela vida da minha mãe. Mesmo sendo faxineira, trabalhando no pesado todo dia e morando em casas ruins com mofo, sem piso… Ela cuidava tão bem de tudo e todos!

Foi com a minha mãe que aprendi tudo que sei sobre limpar casa, mesmo sendo uma péssima aluna. Já contei, aqui no texto Como ser Independenteque esse ano um dos meus desafios foi mudar forçadamente minha vida em todos os sentidos.

Entre outras coisas, precisei pegar gosto de novo pela minha casa e por tudo que inclui ser dona do meu próprio nariz. Tudo mesmo, até lavar, passar, limpar casa…

Até o final desse ano quero criar o hábbito de fazer a rotina de limpar casa ser menos massante no pouco tempo que tenho.

Já tentei seguir o método Fly Lady, as rotinas de limpeza dos blogs de organização mas, nada funcionou na minha vida real.

Por isso, decidi me desafiar e fazer essas rotinas de dona de casa se tornarem um bom hábito.

Afinal, eu não sou a dona da P* toda? Então!

Eu perdi completamente o prazer de viver na casa que comprei – e tô pagando. Faz tempo que olhar pra cada móvel que eu mesma desenhei e mandei fazer não trazia mais nenhuma satisfação.

As coisas físicas e materiais se tornaram só coisas e não foi só nesse último ano. Foi com o tempo, com o cansaço da rotina de trabalho e o desgaste de manter o meu foco em outras coisas.

Mas, foi com as lições que esse ano me trouxe que eu parei para respirar e ver minha casa como parte de quem eu sou!

Mesmo sendo um espaço físico transitório, entendi que ninguém vive com plenitude a experiência de ter uma casa (ou bens materiais) de verdade sem cuidar deles fisicamente. Não é só o desfrutar que nos faz ter um lar, é construir esse lar, é cuidar, manter e isso inclui limpar casa, passar roupa, organizar…

O que fazia das casinhas que morei com minha família ser um lar era o amor e cuidado da minha mãe. Mesmo na casa mais simples que moramos, que tinha paredes mofadas, ratos, baratas e etc a minha mãe cuidava como se fosse um palácio. Ela cuida até hoje da casa dela com um esmero que eu desejo ter na vida!

Graças a Deus, fiquei muito mais próxima da minha mãe nesse momento difícil que passei e ela me fez entender que o espaço físico que vivo reflete meu estado interior.

Cuidar daquilo que tenho, por mais simples que seja, é essencial para que eu sinta gratidão. O usufruir é ótimo, mas é o cuidar que toca nossa alma e nos faz ser gratos de verdade.

Não pensem que isso é apego a bens materiais, eu acredito que tudo é muito temporário. Em um instante as coisas que conquistamos podem nos ser tiradas. Por isso, cuidar delas, mesmo que um pouquinho, não deve ser um sacríficio, mas sim motivo de alegria e satisfação.

É parte da minha filosofia de vida buscar brilho em todas as coisas, mesmo nas pequenas e não agradáveis.

Osho diz que tudo que fazemos pode ser uma forma de meditação e conexão com o sagrado.

Amo ficar sentada no sofá fazendo vários nadas e isso não vai mudar. Mas, percebi que ter só isso pra fazer todo dia quando chego em casa é quase como morrer lentamente.

Passei a acreditar que o pouco tempo que tenho para cuidar da minha casa, é também uma forma de meditar, de me acalmar da loucura que é a vida.

É movimento! Movimento deixa nossa cabeça mais sã e nossa energia mais canalizada.

Aqui eu falo com mulheres das mais diversas realidades, por isso adianto que não vou dar somente dicas para limpar casa. Vou falar de como essas pequenas tarefas ajudam a lidar com problemas maiores, como a depressão, a raiva e outras coisas que vivi na pele.

Como coisas pequenas do dia a dia, podem ser responsáveis por mudanças na nossa energia e em quem somos, no que temos e até no que desejamos.

A medida que vou me adaptando a essa rotina, aprendendo e testando, vou escrever e compartilhar dentro da categoria Vida em Casa, que já tem textos de decoração e tudo que envolve casa.

Para começar o que eu já fiz até aqui:

  • Eu havia cancelado o serviço de limpeza profissional, mas vi que não consigo fazer tudo sozinha.
  • Optei por contratar um serviço de limpeza quinzenal que fosse mais barato, mesmo sabendo que eu perderia em qualidade.
  • Me acostumei a lavar e passar roupas também a cada 15 dias.
  • Cancelei a lavanderia por um tempo e estou aprendendo a cuidar das minhas roupas mais “caras” e difíceis.
  • Tenho usado lavanderia profissional para casacos, vestidos de festa e edredons, somente.
  • Criei o hábito de usar a lava louças, uma vez ao dia, sempre antes de dormir (se tiver jantado em casa). Minha mãe sempre disse que pia limpa deixa a cozinha mais arrumada.
  • Tento, pelo menos uma vez na semana, zerar uma tarefa que só dependa de mim. Minhas roupas, limpar eletrodomésticos e as coisas dos gatos, por exemplo.
  • Descobri coisas que podem me ajudar muito nessas tarefas com o tempo curto que tenho. Desde produtos, cheiros e até equipamentos.

Mostrei ontem no stories a compra de “dona de casa”, foi um MOP spray que eu pesquisei por meses até me decidir que valia a pena. No stories eu mostro tudo em tempo real, algumas dicas de como faço as coisas e produtos que tenho usado.

O que eu ganhei com isso:

  • Mais dinheiro na conta. Fato: fazer as tarefas de casa é mais econômico.
  • Tenho gostado de passar mais tempo em casa e curtido muito mais as coisas materiais que tenho.
  • Parei de reclamar por não poder mais ter a empresa que gostava limpando a casa, por não poder ter mais a lavanderia.
  • Passei a olhar cada centímetro da casa que tenho como sendo um paraíso que me foi emprestado por um tempo.
  • Estou mais calma e mais feliz.
  • Tenho descoberto gostos, sonhos e até talentos que eu desconhecia em mim.

Hoje é segunda, seria o dia da empresa vir limpar e eles me deram um bolo. Mas, antes de reclamar eu acho que foi providencial: vou colocar minha rotina a prova.

Me segue no Instagram @lis.life pra acompanhar meus “momentos blogueirinha da vida real”. Eu falo de tudo, papo de casa, maquiagem, beleza, carro, roupas, vida e claro mostro meus gatinhos!

6 In Empoderamento

Como foi o 2° papo na piscina do F-utilidades?

Me dei um final de semana diferente e fui na pool party do Papo na Piscina do blog F-utilidades.

Uma das experiências aleatórias que quis fazer nesse ano, por isso vale o texto-diário.

Numa reunião com a Tayra e a Laila elas me contaram que blogs grandes estavam se reposicionando pra falar da vida real, sem padrões e com uma pegada muito mais essência que aparência. A reunião era justamente pra falar de como eu tão pequenininha me achava o patinho feio dos blogs e queria uma visão comercial do mercado.

Elas me apresentaram o F-utilidades, comentaram do reposicionamento das meninas e me colocaram no grupo de discussões no Facebook.

Fiquei um mês só lendo, observando e vendo se era de verdade ou só mais um marketing bem feito.

Bom, se eu fui de São Paulo até o Rio, vocês podem imaginar o que eu conclui né?

O papo na piscina e o piquenique do Futi – que fui no começo do ano – são eventos que elas promovem para celebrar o mote do blog: um papo sobre autoestima.

Mais que eventos e marketing esse tema é uma causa que criou uma comunidade de mulheres e que precisa ser espalhada e conhecida pelo mundo.

O que acontece ao redor dessa comunidade que o F-utilidades uniu é TUDO DE VERDADE! Ninguém entra ali pra babar ovo de blogueiras* ou colocar o ego num pedestal.

*Explicando: quando comentei que iria viajar para um evento de um blog que eu leio, me perguntaram se eu estava virando Fã da Kéfera. Fazendo alusão ao comportamento de fãs de pessoas famosas da internet que gastam dinheiro para ver seus ídolos mesmo que só atrás de um vidro.

Não era esse o caso, mas era sim uma viagem bem diferente dos programas que costumo fazer e mostrar aqui.

  • Lá na festa…

Agora é o meu momento querido diário, não tirei fotos, fiz poucos stories e passei a maior parte do tempo olhando e admirando todas as mulheres maravilhosas que estavam ali. Foi sorte meu celular estar com pouca bateria e não ter tomadas disponíveis, eu gravei na memória muitas coisas que observei sem julgamentos.

Judgment free <3

Como foi o 2° papo na piscina do F-utilidades?

Eu perdi a primeira edição por pura bobeira, mas nessa edição eu quis viver o combo completo!

Fiz questão de me hospedar no hotel com o código de desconto do F-utilidades. Fiz questão de interagir em todos os posts sobre a festa, até dos patrocinadores e marcas, o que sou bem relutante em fazer, viu?

Fiz questão por que não vejo outros influenciadores grandes falando com tanta verdade de empoderamento, aceitação e autoestima como a Carla e a Joana. Sei que comprando dos patrocinadores e usando os códigos do Futi ajudo as meninas a mostrar para as grandes marcas que a causa é relevante e isso se reverte em ações pra elas e mais conteúdo empoderador pra internet.

A comunidade que se criou no grupo do Facebook só existe por que o Futi nos deixa livres para sermos nós mesmas. Sem diferenciação entre as donas do Futi, sua equipe e amigas blogueiras do restante das participantes.

Na festa eu não conhecia nenhum funk se quer – eu avisei que só sabia Furacão 2000 e Axé bahia 1999 – mas, fiquei na pista com todo mundo, curtindo a alegria e a liberdade de estar num local seguro e aberto para nós mulheres sermos nós mulheres!

O preciosismo da equipe do Futi em levar presentes, ter tudo do bom e do melhor para nós na festa foi notável! Na preparação da festa vimos em cada post da equipe que elas estavam ralando pra ter patrocínios bacanas e que não só se alinham com o discurso do blog, mas que se esforcem para fazer do empoderamento feminino algo real.

Não tenho parâmetros para provar, mas acho que nunca vi um blog fazer algo assim sem ter como objetivo a auto promoção. O que o Futilidades ganha em monetização comercial com o papo sobre autoestima, papo na piscina e piquenique do futi e a audiência do grupo não é o objetivo, é consequência da exposição real e sem máscaras, sem ser forçado, sem pedestal!

Por isso que até uma pessoa cética com influenciadores e pé atrás com marcas, como eu, está dando audiência pra elas! Mais que isso, eu compro dos patrocinadores do Futi só por que acho que isso ajuda o Futi e a causa.

Uma observação: causas reais unem e engajam muito mais que discursos e imagens vazias! Desde quando me especializei em comunicação e marketing eu sentia que esse seria o futuro das interações. Vivemos, cada dia mais, a era da verdade e a busca por essência. Pessoas buscam conexões através de valores essenciais e vão buscar a cada dia mais marcas, produtos, blogs e comunidades que tenham ou apoiem essas conexões.

O mundo vai mudar, por isso tomo todo cuidado com discursos vazios, blogs que surfam essa onda e marcas que usam a imagem alheia sem profundidade.

SP Squad <3

  • Além da Carla e da Joana, outras blogueiras famosas estavam na festa, viu?

No meu stories umas cinco pessoas me perguntaram especificamente sobre como eram as “blogueiras famosas” que estavam na festa.

Vivemos tempos insanos onde a internet afeta o comportamento das pessoas dos dois lados, quem publica e quem acompanha. O sentimento de conhecer uma pessoa que nunca vimos na vida só por assistir/ler o que ela posta todos os dias vem acompanhado da curiosidade de saber se aquilo é mesmo real, se a pessoa é legal, bonita, sorridente e etc.

Mas, eu sou jeca gente, não tenho essa visão de que blogueira/gente famosa é bicho diferente de nós mortais. Nem se fossem as maiores estrelas de Hollywood. Talvez só com o Papa, os Obama, Sheryl Sandberg e poucas pessoas eu teria uma sensação de “OMG eles são reais!”.

Algumas bloggers que estavam na festa eu realmente nunca tinha visto, nem escutado falar nessa internet. Outras eu já havia esbarrado por que Carla e Joana sempre marcam as amigas, indicam blogs, textos e etc.

Foi ótimo ver que as blogueiras que o Futi indica e se relaciona são bem parecidas com a Carla e a Joana na humanidade que eu tanto me identifico.

*Eu não falei nem tirei foto com nenhuma delas, não sou dessas coisas, mas vou contar o que vi.

Eu comecei a seguir a Maraísa Fidelis no Instagram por que a Joana tagueou ela em algo e amei ver que ela é mesmo essa entidade elegantérrima, que fala com uma classe que a gente até se espanta e ela parece ser uma pessoa muito divertida.

Aliás, quando Maraísa quiser dar aulas para ensinar a ser blogueira e fazer fotos sendo diva eu serei a primeira inscrita!!!

O blog Coisas de Diva já leio há anos, mas só seguia de perto a Sabrina, que adoro e quero ser amiga de infância! Mas, a Thais estava na festa e ver ela trabalhando foi muito bacana, me deu a real noção do quanto eu não sou, nem seria blogueira nessa vida. Ela estava ali pra curtir, mas também a trabalho, né? Mesmo no frio que estava sábado ela tirou as fotos que precisava de biquíni, sorrindo e brincando com a equipe. A Thais ficou uma eternidade com as pernas pra cima numa foto, eu teria desistido da ideia depois de um minuto, quando terminou interagiu de boas com todo mundo que a procurou.

Das surpresas boas: Nina Gabriella, Nathalie Barros e Fala Dantas – um trio e tanto de cacheadas! Eu já tinha visto coisas delas por aí. Acho que já até segui por um tempo, mas voltei a seguir hoje justamente por vê-las na festa.

As três são lindas, mesmo, igual nas fotos. Mas, são muito mais que isso. Parecem gente boníssimas! Dançaram o tempo todo, estavam ali gente como a gente e elas exalam autoestima!

Sério, que autoestima da porra! Sabem a definição de exalar autoestima? Então é Nina Gabriella, Nathalie Barros e Fala Dantas!

A Ju Romano é uma das minas daqui de São Paulo que merecem ter cada vez mais espaço na mídia, que docilidade ela tem na voz minha gente! Dá vontade de abraçar ♥ Carla Lemos, Constanza Fernandez, devo ter esquecido mais blogueiras que estavam ali apoiando a causa, mas, foi lindo ver que blogueiras enormes como elas se apoiam mutuamente.

Por um mundo com mais apoio e menos competição!

Como foi o 2° papo na piscina do F-utilidades (1)

Quero registrar que conheci outras blogueiras através do grupo do Futi, ainda não tão famosas, mas que valem o follow e a admiração: Cinderela de Mentira e Renata Arrudas mandam muito bem nas fotos, postagens e fizeram uma linda cobertura da festa. A Lu Mich, que pude me aproximar mais nessa festa, é um mulherão role model, elegante, segura, consciente e ainda empodera as amigas com suas falas e conselhos.

Foi lindo ver mulheres que viajaram para estar ali juntas, dançando, bebendo e vivendo livremente por 4 horas.

Quer saber o que o empoderamento, a aceitação e a força do coletivo podem fazer? Podem inspirar, dar força e nos encorajar a viver mudanças internas tão grandes que faz até quem tem trauma de água e não sabe nadar se jogar na piscina!

Como foi o 2° papo na piscina do F-utilidades (2)

 

Ta aí uma experiência que quero repetir mais vezes e vale o investimento <3

PS: se eu conseguir fotos melhores eu venho aqui trocar, essas foram do celular.

2 In Estilo de Vida

Minha experiência hospedando com o Airbnb

HOSPEDANDO COM O AIRBNB - LIS LIFE

Tempos de crise e precisando levantar uma graninha? Tem um quarto vago aí na sua casa? Deixa eu te contar minha experiência hospedando com o Airbnb que pode ser útil!

O Airbnb é famoso por ser uma opção de hospedagem acessível e muito usada ao redor do mundo. Aqui no Brasil ainda é muito hype ainda mais aqui na minha região. Não vejo muitos hosts do Airbnb falando das suas experiências fora do fórum da comunidade na plataforma.

Eu achava que aqui no ABC, o interior da grande São Paulo*, a procura fosse mínima. Anunciei um quarto da minha casa e em três dias estava alugado!

*só morador pode zoar com o ABC, fechado?

O Airbnb é uma plataforma, não um intermediário ou administrador. Nele tem recursos e suporte tanto para quem hospeda quanto para quem é hospedado.

  • Primeiras percepções da plataforma

Na criação do anúncio o próprio site mostra uma média de preços dos espaços com as mesmas características que o meu. Cada host define o seu preço, o valor de depósito de emergência em caso de danos e a taxa de limpeza. O hóspede paga para o aplicativo e eu recebo na minha conta bancária já pagando a taxa de serviço do site.

Tudo bem explicado e transparente, com a maior segurança para os dois lados.

A taxa de serviço é bem pequena na minha opinião, considerando todo o suporte e a qualidade da plataforma.

Uma boa surpresa foi o serviço de fotografia profissional, disponível em algumas regiões. Veio uma moça fazer fotos da casa e depois de um tempo estavam no meu anúncio já verificado. Essa fotos garantem anúncios reais e mais completos, o que faz a comunidade Airbnb ainda mais sólida.

O Airbnb preza muito pelo espírito de comunidade e mantém fóruns de ajuda e até uma central de suporte global em português.

Aqui na minha região a maior procura de hospedagem são estadias de longo prazo, a partir de 30 dias. Foi nessa modalidade que eu tive minha experiência hospedando com o Airbnb.

  • Coisas que considerei ao criar meu anúncio

Eu pedi um nível de verificação mínimo para os perfis que poderiam me mandar um pedido de reserva. A pessoa deveria ter pelo menos um documento verificado e rede social autenticada. Esse nível de verificação quem define é quem hospeda. Mas, as validações são feitas na plataforma com documentos escaneados que cada usuário fornece e só o Airbnb tem acesso.

Um dado interessante é que a procura na minha região é, na maioria, de homens. Porém, o Airbnb dá a opção de escolher e restringir o sexo dos seus hóspedes.

  • O que foi mais desafiador em alugar uma parte da minha casa

Exatamente o que todo mundo deve considerar antes de anunciar seu espaço no Airbnb e, eu, não pensei como seria.

O quanto você é aberto e flexível para coisas que mudem sua rotina ou costumes mesmo em níveis básicos de leve?

Ter uma pessoa estranha em casa vai mudar coisas como horários, sons, sua liberdade e até o cheiro da sua casa.

Imagina você acordando em modo automático. Desce pra tomar café da manhã de lingerie, liga o fogo do leite e lembra que tem um hóspede em casa! Volta, sobe correndo, rezando pra ele não estar saindo no corredor, tropeça no gato, quase cai e puts… True fact!

Essa situação é a mais básica que pode acontecer… Entre tantas outras desagradáveis ou menos engraçadas que também acontecem.

Hospedando com o Airbnb você precisa saber lidar com todas as situações da forma mais calma e flexível possível.

O Airbnb deixa claro que é o host quem determina as regras da casa e você descreve todas no anúncio.

Mas, só depois do primeiro hóspede de longo prazo, eu fui entender como deveria funcionar para ser bom para mim. As regras devem ser boas para a casa, para você e para interferir o menos possível na sua vida e rotina.

  • Dicas da minha experiência

Você não está recebendo um familiar, amigo ou sendo pago como um hotel. Por isso, reserve espaços da sua casa para a convivência familiar, mesmo que você more sozinha. Isso previne várias situações constrangedoras e que geram climão na convivência.

Liberar o uso total da casa ou não estabelecer regras claras de uso vai te gerar situações desconfortáveis ou até danos. Já pensou um hóspede sem querer quebrar um vaso de valor sentimental? Como você cobra isso na taxa de segurança?

No meu caso um hóspede colocou um copo (que ele não deveria ter usado) na lava louça (que ele não sabia usar) e desbotou toda a coloração do copo. Estragou meu jogo de Whisky que era um xodó.

Foi só um copo, mas é chato, né?

Se você não for flexível em coisas como essa, hospedar com o Airbnb não é para você!

Pessoas tem hábitos diferentes. É mais fácil e menos constrangedor falar sobre barulho e horários do que sobre hábitos de higiene, conceitos de limpeza e organização.

Deixe regras de limpeza dos espaços (inclusive chão) e de eletrodomésticos bem claras. Mas, nada disso garante que a pessoa vai ter o mesmo “padrão” que você, ou vice-versa.

Por via das dúvidas, coloque uma taxa de limpeza que cubra o custo de uma eventual faxina extra, vai que precisa?

Eu tinha três regras básicas na minha casa:

  • Não entro nas dependências de hóspedes.
  • Sujou, limpou.
  • Quebrou, pagou.

Tenho quatro banheiros em casa, um exclusivo para o quarto de hóspedes e por regra eu não entrava nem no quarto, quem dirá no banheiro? Mesmo assim a moça que limpa aqui em casa falava comigo de coisas que estavam fora do meu território, entendem? Por serem coisas muito pessoais eu optava por fazer a Egípcia e fingir que não vi!

No máximo, eu lavava uma louça pro hóspede, deixava comida e até dividi uma pizza e um japa… Uma das partes boas boas de ter mais gente em casa.

Ma, coisas constrangedoras acontecem… Em família já é difícil imagina com estranhos? Agora entendo a utilidade de ter FreeCo em casa 😀 santa Jout Jout já havia previsto que temos menos um problema!

  • A parte boa, além do dinheiro extra…

Se o hóspede for aberto e você também boas amizades podem nascer. Você tem contato com um jeito diferente de viver, novos pontos de vista e até rola uns bons desabafos.

Eu tive interações ricas e bons hóspedes. Meus problemas foram ínfimos perto do quanto eu cresci hospedando com o Airbnb.

O suporte deles foi incrível quando precisei e a grana extra chegou em boa hora 😃

Se você tem perfil para ser host e estava querendo um incentivo: se joga! Usa as ferramentas da plataforma a seu favor, coloque regras e faça um espaço vazio na sua casa virar dinheiro.

Do limão, a gente sempre faz uma limonada, se não der pra fazer uma caipirinha <3

0 In Empoderamento

Autoestima e pensamento: duas forças!

Acontecimentos completamente aleatórios da minha vida me mostraram que autoestima e pensamento são forças que posso usar para me mover em tempos difíceis.

Uma reflexão das coisas loucas que acontecem na minha vida e que poderiam ser enredo de uma novela mexicana, mas que fazem sentido na minha jornada pelo auto conhecimento.

No primeiro acontecimento, eu havia começado o tratamento de disfunção da hipófise. Dentre outras coisas, essa disfunção piorou os meus, já graves, problemas hormonais. Ganhei peso, diabetes, um cansaço extremo, dores e me sentia muito triste o tempo todo.

Eu não me reconhecia e senti raiva do meu corpo, daquele cansaço absurdo, do sono infinito, da falta de paladar e da fome gigantesca. Odiava o fato do meu corpo ter uma doença invisível e que me paralisava.

Afinal, quem poderia parar um terremoto humano como eu, se não o meu próprio corpo? Quem poderia boicotar a pessoa mais sangue nos olhos que eu conheço se não a minha própria cabeça?

Tive raiva de mim.

Com a saúde debilitada a cabeça estava indo pro mesmo caminho, mais um bônus dos hormônios… Tive sorte* de encontrar bons médicos que me apoiaram no processo e comecei a busca pela saúde perdida.

Num dia de muita espera nos médicos,  por sorte*, cai num post no Facebook sobre um ensaio fotográfico que aconteceria em São Paulo. A organização era de duas minas que queriam oferecer os ensaios, num valor acessível, só para outras minas.

Eu estava trabalhando no layout do blog (esse aqui que vocês vêem e que eu fiz 95% sozinha) e queria fotos mais bonitas para usar.

Fui lá e fechei… Não pensei em como seria e na hora nem lembrei de como estava minha relação com meu corpo.

Avança para seis meses depois.

Fiz aniversário, a luta com a saúde continuou, descobri adenomas na tireoide que pioram os sintomas da disfunção e tive uma crise de hemorragia uterina disfuncional. Tudo ao mesmo tempo e sem poder usar minha conta bancária, me senti impotente e repensei sobre como ser independente é mais hard do que parece.

Um dia, ao tentar me arrumar pra seguir me arrastar pela vida eu percebi que não tinha mais base em casa e desatei a chorar.

Sério, chorei por conta de uma maquiagem.

Eu uso maquiagem todos os dias e amo, mas com a grana apertada, fodida da vida e com a vida, precisando comprar maquiagem? Puta que me pariu, Lei de Murphy!

Por sorte*, o bloguinho me dá acesso a informações bem legais e nesse mesmo dia recebi um e-mail falando que uma maquiadora da Revlon estaria numa loja perto de casa e a marca tinha anunciado uma diminuição nos preços do produtos.

Eu fui, nem lembrei que eu passaria por um trajeto emocionalmente difícil e todos os outros poréns que eu sentia comigo.

Nas duas ocasiões, eu sentei numa cadeira e deixei alguém olhar bem de perto pra minha pele machucada pela acne hormonal, ver minhas olheiras aumentadas pelo cansaço, meus olhos fundos…

Parece idiota, mas isso me deixa super desconfortável, pra dizer o minímo, ainda mais naqueles momentos de fragilidade.

Na sessão de fotos, a Dani Cruz me maquiou e eu precisei deixar a Bruna Ferreira olhar para os ângulos do meu corpo e captar de mim uma beleza que eu mesma não via.

Não cheguei lá com pretensão de ser a Gisele, mas eu estava um caco, meu corpo estava um trapo, então como poderiam ficar as fotos?

Eu não via em mim alguma coisa bonita para ser retratada, mas eu estava lá!

No dia do shopping, a Karol Ortiz me tratou tão bem que eu me senti importante e especial, como há anos não me sentia.

Fiquei sentada, conversando como se nada estivesse acontecendo na minha vida, como se eu não estivesse sangrando por dentro.

Eu não esperava dali nada além da base na cor certa, sabem? A vida já tava uma merda, eu só não queria parecer um Oompa-Loompa.

Mas, o primeiro passo foi criar coragem e ir.

É muito comum, quando não estamos bem conosco, nos paralizarmos em coisas, até que pequenas, como ir ao shopping.

Tirar uma pausa e nos dar um tempo no meio do turbilhão, é normal, tá? O que não podemos é permitir que a falta de autoestima ou nossos próprios pensamentos nos paralisem e impeçam de nos colocarmos em movimento.

Comecemos pelos pequenos momentos, aqueles que não nos damos conta na maioria dos dias. Um passo depois do outro, mas nos movimentar é essencial até para nossa sanidade mental.

No meu caso foi uma sessão de fotos onde ninguém me conhecia e uma ida ao shopping.

Mas, conheço relatos de várias mulheres que deixaram de se colocar no mundo por conta da baixa autoestima. Deixaram de ir à festas, sair com as amigas e até buscar os filhos no colégio.

O tomar coragem, tentar, enfrentar, por a cara na rua, é um exercício diário. Não que seja fácil, mas só traz benefícios ou, pelo menos, experiências.

Vai lá e faz!

Outro passo importante e bem mais complexo pra mim: estar presente.

O estar presente me força, quase que automaticamente, a me abrir para as situações.

Foi me vendo pelos olhos da Bruna, com a ajuda da Dani, e pelo olhar da Karol que eu saí dessas experiências me sentindo melhor comigo mesma. Não pela maquiagem ou pelas fotos mas, por ter me permitido viver aqueles momentos.

Eu estive presente e me abri, sem que ninguém soubesse das minhas lutas, me distraí do meu momento. Durante algumas horas eu me permiti tentar esquecer da dor que sentia e controlei meus pensamentos sabotadores.

Quando me isolo nos pensamentos de insegurança ou tristeza, eu não me abro para o momento e para os outros.

Talvez você pense que por não me abrir, muito provavelmente não vou me machucar ou ter minha autoestima abalada. Eu concordo, embora não tenha garantias. Mas, me fechando não vou sentir o que a atenção genuína e a entrega real aos momentos pode fazer por mim.

Se eu deixo que pensamentos de tristeza ou autocrítica falem mais alto na minha cabeça dificilmente eu vou estar presente para viver momentos que são únicos: encontros, conhecer novas pessoas, uma entrevista de trabalho ou reuniões de família.

Estar presente pode e deve ser seletivo!

Por exemplo, quando estou com pessoas que EU SEI que são maldosas ou me julgam, eu desvio o pensamento para me blindar. Não permito que minha cabeça fique em looping eterno de críticas, questionamentos, inseguranças e etc.

Tento substituir esses pensamentos repetindo o mantra foda-se não importa a opinião do outro, eu sei das minhas lutas e sei quem sou. Eu busco também me lembrar de qual o objetivo daquela situação e o que é essencial pra mim em cada momento.

Se precisar ainda faço orações e mentalizações, porque a fé é um bom escudo de proteção.

O mundo já nos pressiona demais, por isso todos os dias tento ignorar meus pensamentos excessivos de irritação e os julgamento. Me esforço para calar a minha mente, equilibrar o que eu penso de mim para não me sufocar.

Meditação, terapia, espiritualidade e bons hobbies são aliados na minha busca.

Em geral, o que de melhor eu posso fazer pela minha vida é viver o momento presente, expirando e expirando para não pirar.

Talvez tudo isso te pareça bulshitagem, mas melhorar a autoestima depende do nosso cuidado mental e emocional, mais do que cuidado físico.

Por isso eu proponho que você faça coisas simples como exercícios práticos para domar o pensamento e autoestima:

  1. Vá numa loja de maquiagem, peça uma maquiagem básica de mostruário. Ou pede pra uma amiga te maquiar, mas que seja alguém te maquiando. Depois coloca uma roupa bacana, uma música, abre um vinho e vai pra frente do espelho. Se olhe mil vezes, faça selfies, encha o Instagram de stories, look do dia, whatever… Fale para você mesmo palavras de apreciação, permita se ver produzida e se amar.
  2. Escolha um dia comum, até inusitado. Faça um ritual, um banho demorado, coloca uma roupa que você gosta, seu perfume e se arrume do jeito que você mais gosta. Saia com as pessoas que mais te fazem bem, esteja mesmo que por skype ou só de passagem com alguém que te faz bem. Sorria e esteja presente. Permita-se esquecer dos pensamentos, foque em estar ali.
  3. Faça, se puder, um ensaio fotográfico sem motivo. Não conta ensaio de casamento, gestante e etc. Tem que ser um ensaio seu e para você, pode ser sensual ou casual. Permita-se ter um registro de quem você é hoje, do que você vive e essas memórias vão te fortalecer no momento certo.

Todos os dias se desafie a não desistir de fazer coisas por insegurança, por medo da dor ou pelas lembranças das frustrações do passado. Se desafie a se colocar do seu melhor modo no mundo, mesmo que o seu melhor seja com dor, cansada, um caos… Desafie-se a se vencer!

É nessa energia de foco e faca na caveira que eu me apoio quando a coisa fica insana e a cabeça começa a pirar, aos poucos que crio minha blindagem emocional e mental.

Com esses dois acontecimentos simples eu entendi como a força do pensamento e a autoestima caminham juntos na minha evolução.

Foram muitas sessões de autoanálise para reconhecer a riqueza dessas duas experiências e como me senti depois delas.

Hoje, me olho nessas fotos e vejo que mulherão da porra que eu sou. Exatamente por que, apesar de tudo que eu estava vivendo eu não me deixei abater. Não deixei nada me parar, nem mesmo minha saúde, minha cabeça, meus medos.

Dou graças pelo sofrimento e por esses aprendizados em coisas tão pequenas, vai ver tudo isso e a sorte* que me colocaram nesses acontecimentos foi alguém lá de cima do Universo querendo me dar um refresco, né?

Nada acontece por acaso e eu sou uma pessoa de fé. 🙂

Uma observação; Fiz questão de citar a marca da maquiagem por que tenho uma relação emotiva com ela. Da infância pobre, de quem começou a trabalhar com 11 anos de idade, mas só foi ter a oportunidade de se dar algumas pequenas coisas aos 18 anos eu faço questão de manter algumas memórias bem vivas, como conquistas mesmo. Eu sempre tive alergia a alguns componentes de maquiagem e Revlon foi a primeira marca de produtos importados que eu me dei de presente na vida.