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Consumo

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Dicas para comprar roupas na liquidação!

Mores, esse post completa uma série de stories que eu fiz falando sobre compras e renovação do meu guarda roupa depois de perder +15kg e diminuir 4 tamanhos no manequim. Se você não segue o Instagram do blog deveria, porque além de mostrar minha vida real eu ainda lanço altos papos cabeça com a mulherada 🙂

Antes de dar minhas dicas para comprar roupas na liquidação, eu preciso te alertar que faz um ano que todas as lojas vivem com liquidação, promoção e etc.

Graças a crise financeira, o comércio precisou usar das placas de liquidação pra atrair pessoas. Mas, veja bem, não é só porque tem uma placa de liquidação que vale a pena, tá?

Dica 1: Pesquisar bem os preços é ideal, sabemos que metade do dobro rola muito aqui na terrinha né?

Eu não sou consumista, nem mão de vaca, me considero bem econômica com supérfulos. Por isso, eu decidi esperar para renovar meu guarda roupa quando já tivesse emagrecido tudo que poderia e tivesse dinheiro sobrando na conta.

Eu decidi gastar um BOM dinheiro em roupas entre Junho e Julho porque eu sabia que ia comprar roupas em dois tipos de liquidação: a saída das peças de verão e entrada do inverno.

Mas, antes de comprar roupas na liquidação eu reformei as roupas que foram possíveis pra reaproveitar, doei tudo que poderia ser usado e guardei dinheiro pra comprar a vista.

Sério não dava mais pra usar calças 44/46 com manequim 38 😀 até usei com cintos, mas tava feio demais – legging e roupa de academia viraram meus aliados pra não andar pelada na rua.

Dica 2: analise seu armário e pegue ideias ou referências antes de ir as compras.

Eu confesso que não gosto de ir no shopping pra ficar batendo perna e procurando coisas sem rumo. Por isso, antes de ir as compras nas liquidações eu olhei meu guarda roupa e busquei inspirações na internet para saber o que eu precisava/poderia comprar para completar meu armário.

No meu caso, eu precisei comprar desde os básicos: lingerie, calças e blusas, por conta do emagrecimento. Mas, veja o que você precisa mesmo ou quer para comprar e completar seu armário.

No Pinterest tem ideias ótimas de looks

Dica 3: Pense em Qualidade x Uso x Preço

Quando vou comprar roupas eu sempre penso em quantas vezes vou usar aquela peça. Se usarei no trabalho, para sair ou um evento específico. Quanto mais eu for usar a peça (trabalho/sair) mais eu invisto.

Uma roupa de menor qualidade vai durar menos, por isso não vale pagar caro nela. Olhar bem tecidos e padronagens (que não vão enjoar ou sair de moda) ajuda a decidir quanto pagar por cada peça.

Por exemplo: comprei nas liquidações de verão alguns vestidinhos e saias de malha fina. Eu posso usar com meia calça no inverno e com bermudas no verão.

Nessas peças eu paguei entre R$ 29 e R$ 49 realidades, são de tecido sintético e sei que a qualidade é menor. Mas, são peças que vão completar um ou outro look, entendem?

Comprei uma ou duas com tecido ajustado e natural, outras de tecido sintético. Mas, tudo num valor mais acessível.

Já nas calças e casacos que comprei eu escolhi por qualidade e não liguei muito para o preço. Eu uso calça jeans/social/sarja todo dia e os casacos que tenho duram anos, no meu caso vale investir!

Minha regra foi:

Liquidação de verão = pagar menos em peças complementares. Liquidação de inverno = pagar mais em peças principais

Dica 4: Experimentar e combinar!

No meu caso essa dica não conta, eu comprei 100% online esse mês. Se você curte entrar em lojas e provadores você já tem mais uma coisa que facilita a vida: experimentar. Pegue as peças e monte looks, veja o que funciona no seu corpo. Pense em quais combinações você pode montar com as peças que tem em casa e a que você está experimentando.

Nem sempre aquele casaco lindo das blogueiras, que está pela metade do preço na liquidação vai ficar lindo em você ou combinar com as peças que você tem. Pode não valer o preço comprar uma roupa que você vai usar pouco, só por estar na moda.

Dica 5: Saia com dinheiro contado ou seja muito FIEL ao seu orçamento.

Só vale comprar nas liquidações assim para renovar o armário, sabendo quanto você pode gastar e respeitando seu limite.

Como eu comprei tudo online eu determinei quanto eu ia gastar. Pesquisei tudo, olhei os sites, depois fui comprando e pagando no boleto. Deixo meu cartão de crédito para outros tipos de compras 🙂

Dica plus: eu AMO comprar online, 80% das compras que faço – seja para casa, gatos ou carro – são online, por isso eu uso o Meliuz que me dá retorno em dinheiro em várias lojas  – não é jabá, mas poderia 🙂

4 Dicas para escolher e comprar roupas na liquidação:

  1. Veja a composição do tecido, quanto mais fibra natural melhor.
  2. Peças clássicas e básicas sempre são bons achados em liquidação.
  3. Só compre acessórios e roupas mais diferentonas se o valor for muito bom e se você tiver certeza de que vai usar muito.
  4. Nunca compre peças muito grandes ou pequenas só para aprovietar o preço. O ajuste pode não compensar e a peça pode ficar encostada no armário.

Tem outro texto aqui no blog com tudo sobre como aproveitar promoções no geral 🙂

26 In Estilo de Vida

Como eu fiquei mais de 1 ano sem comprar roupas?

Um ano sem compras

Fiquei 1 ano sem comprar roupas e não sai por aí pelada, viu? Olha que eu nunca tive um closet abarrotado de roupas e sapatos. Mas, em um certo momento da minha vida eu fiz esse propósito e aprendi muitas coisas.

Gosto de contar que eu venho de uma família humilde, sofri muito bullying por não ter roupa, tênis, cadernos e etc… O bullying só não doía mais do que a falta, as vezes, da comida.

Consequência disso, minha auto estima nunca foi das melhores e minha visão do TER era associada a SER alguém mais bem vista, mais querida e mais aceita, com mais amigos.

Entre 2009 e 2010 minha vida passou por grandes mudanças e eu estava vivendo o luto do meu Pai e o aprendizado de toda uma fase de batalha pela vida e resgate dos laços familiares.

A situação financeira em casa havia melhorado, saímos do aluguel, eu estava trabalhando, entrei numa boa faculdade como bolsista e estava recebendo novas referências de vida.

Com novos ambientes, vieram novas cobranças (internas e externas) de adaptação, aceitação e, novamente, a sensação de SER menos que os outros.

Nesse novo cenário, uma encarada de cima a baixo fazia eu me sentir feia, pequena e pobre. De novo a sensação de não ser aceita e o bullying que rola solto nas empresas e faculdades, igual era na 5º série!

Foi aqui que eu tive minha fase Becky Bloom de Confessions of a Shopaholic, tive meu primeiro (e único) cartão da C&A com R$ 100 de limite e que, na época, dava pra fazer a festa com R$ 100!

Gastava como forma de preencher um vazio, me sentir aceita como parte de um grupo e não ser mais a menina pobre que usava roupas doadas de menino.

Isso não aumentou a minha auto estima, só aumentou minha cobrança interna, sofri, me endividei e por dentro eu ainda era a mesma menina favelada que se sentia menos do que os outros.

Em 2011, terminei um relação abusiva e violenta – com uma pessoa toda estudada, que zombava do meu “vender o almoço pra comer na janta”, mas todo mundo dizia ser um bom rapaz de futuro e que eu que não era boa o suficiente (olha o que a baixa auto estima me fez passar!).

Mas, 2011 foi o ano que eu caí na real e percebi que mais do que TER eu preciso SER! Nesse ano, pra organizar minha vida, comecei a exercer o consumo consciente e construir meu estilo de vida baseado nos meus valores.

Desde então tenho trabalhado minha auto-estima, conheci o minimalismo e mais recentemente a simplicidade voluntária.

Tudo isso me fez entender que para ficar 1 ano (pelo menos) sem compras eu precisava resgatar coisas de dentro de mim, entender meu estilo pessoal e principalmente as necessidades da minha vida.

Foi dessa etapa nebulosa que eu comecei a entender o que se tornaria meu lema: “mais caráter que roupa e mais atitude que riqueza”.

Já em 2012, com a vida financeira em ordem eu pude comprar as roupas que precisava para completar meu armário.

Fiz uma limpeza, arrumei o que tinha e vi o que precisava realmente.

Doei muitas roupas que não falavam nada sobre o meu estilo pessoal e não eram adequadas para minha vida, mas estavam boas para o uso.

começou a parte difícil: quando eu via algo lindo que poderia comprar, mas não precisava!

Com as contas em dia, eu sempre tinha uma sobra ali no banco, mas eu não precisava de nada. Com isso vem um pensamento sabotador, o merecimento: “Eu mereço. Eu trabalho tanto, as contas estão em dia e o preço tá tão bom…”

Esse pensamento ainda bate aqui, viu? Mas, minha forma de lidar com ele é: tendo um objetivo!

Comecei nesse ano, a construir objetivos de vida que eu nem sabia que seriam possíveis para mim. Em 2013 meu objetivo era viver esses sonhos.

Teve festa, viagem e muito perrengue para realizar meus sonhos sem nenhuma ajuda.

Ter um objetivo real para meu dinheiro é muito mais satisfatório do que comprar roupas ou qualquer outra coisa, mas exige dedicação e foco.

Posso dizer que desde 2013 eu não comprei mais roupas como forma de preencher nada, sigo com as finanças organizadas, realizei sonhos que eu nem sabia que poderia ter.

Aprendi a me vestir melhor com as roupas que tenho – não andei pelada e fui aumentando a quantidade de peças de acordo com a necessidade.

Hoje quando preciso comprar roupas eu faço consciente de que roupa não dá sentido à vida 🙂

[Tweet “roupa não dá sentido à vida :)”]

Já parou pra pensar que aquele curso de inglês, a reforma da casa ou até a entrada de um carro pode começar com a simples decisão de não comprar roupas (ou coisas) que você não precisa?

Minhas motivações depois de 2013 foram: viagens, uma casa, carro, minha mãe, poder dar suporte as causas que eu acredito…

Cada dia a motivação se renova, mesmo quando bate aquela vontadinha de comprar algo desnecessário eu penso 2 vezes e na 3º eu já desisto.

Se tornou meu estilo de vida, não é um projeto que vai acabar e eu voltar a ser como era.

Hoje eu compro menos, mas compro melhor. Compro roupas de maior qualidade, escolho peças que tem a ver com meu estilo e estou cada dia mais apaixonada pelas roupas que tenho 🙂

Se você está pensando em ficar um ano sem compras, tem muito post aqui que pode te ajudar a usar melhor as roupas que tem, dá uma olhada:

Mesmo vindo de uma realidade diferente, a Daniela Kopsch do Less is the New Black e a Jo Moura do Um Ano Sem Zara fizeram esse um ano sem compras. As duas se tornaram blogueiras de moda famosas por esse projeto, vale a pena conhecê-las.

1 In Estilo de Vida

Tudo sobre como aproveitar promoções!

Tudo sobre como aproveitar promoções

Se tem uma coisa nessa vida que eu gosto  é aproveitar promoções, na verdade, promoções em geral.

Não digo de promoções de “ganhar coisas” estou falando de SALE nas vitrines, anúncios de TODA A LOJA COM 50% OFF e etc…

Mas, quero reforçar minha filosofia de vida nesse assunto: comprar muito não é sinônimo de comprar bem, muitas vezes comprar muito só pelo preço da “oportunidade” é fazer escolhas erradas e só acumular peças.

Mas, se eu preciso comprar algo, pagar um preço mais amigo é sempre bom né?

Eu tenho minhas técnicas de como aproveitar promoções e dão certo, vem ver!

Sempre vale reforçar, comece organizando suas roupas. Veja tudo que tem, principalmente as que mais usa. Anote ou fotografe as que não estiverem servindo, estiverem desgastadas ou que quiser substituir.

Depois, pense o que você precisa e saiba o que você quer.

  • O que você precisa: itens que você usa muito, precisa pra trabalhar ou pra substituir algo velho ou quebrado. Uma bolsa, um sapato, camisas, calças, geladeira, fogão, uma mesa nova. Tudo o que for de uso constante na sua vida tende a ter um desgaste maior, então precisa ter mais qualidade para ter maior durabilidade.

Minha regra é: se vou usar muito  o produto vai “se pagar” com o uso, invisto sempre um pouco mais pra ter mais qualidade.

Então, se você usa muito calça social (como eu) e tem promo de calças naquela loja bem boa: vá lá e compre duas, mas tire duas antigas para a caridade, please!

Outra regra da minha vida: entrou algo novo? Sai algo velho! Se esse velho ainda estiver bom pra usar, eu dôo! Se não, reciclo!

  • O que você quer? Uma joia, um vestido mais bonito, uma sandália pra sair, uma maquiagem, uma panela nova, uma máquina de wafles? Se permita comprar, se você quiser, esses são itens casuais, que você vai usar uma vez ou outra, então vale pagar menos. Pesquise e entre nas lojas que você gosta e que estejam com a maior margem de desconto, faça a sua vontade sem gastar o que não tem.

Regra que eu sigo: só compre se você for usar! O que você acha que tá fazendo jogando dinheiro em algo que não vai usar nunca? Doida! (eu falo assim comigo, tá?).

Época das promoções é a hora do olho aberto!

Repare nos detalhes atentamente, veja defeitos, prazos de validade ou de troca, pergunte tudo antes de comprar. É fácil ser enganada na empolgação.

Pesquise, pesquise, pesquise.

Mesmo que você tenha que voltar nas lojas por dias seguidos! Veja todas as promoções, experimente os produtos e, se não tiver certeza da compra, vá embora e volte outro dia se quiser. Em época de promoção os estoques são baixos, mas nunca compre nada na dúvida, porque é meio caminho andado para perder dinheiro.

  • Nas lojas: não compre gato por lebre. Se a promoção diz blusinhas por 50% off e a vendedora insiste que levando 4 compensa, gata, faz as contas!

Eletrônicos são sempre uma coisa difícil de ter desconto bom, vale pesquisar e calcular! Saiba bem os preços antes de sair comprando.

Quais tipos de coisas que vale comprar em promoção?

Todas as coisas que você use, mas especialmente aquelas que você quer/usa muito, mas nunca teve coragem de pagar o preço integral.

Ah e negocie o modo de pagamento, quase sempre dá pra ter mais desconto à vista.

Amo não pagar o preço total das coisas, amo desconto, mas amo ainda mais quando compro o que preciso e vou usar. Acumular coisas não é comigo 🙂