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Comportamento

8 In Empoderamento

5 TED Talks para inspirar!

5 TED Talks para inspirar sua vida

TED talks são palestras curtas feitas por personalidades das mais inspiradoras possíveis ao redor do mundo.

Se você busca conhecimento e auto melhoramento contínuo TED Talks são uma excelente ferramenta. Além de temas como ciência, tecnologia, comunicação e psicologia, os Talks ainda trazem histórias de vida reais e inpiradoras.

Cada pessoa vai assistir e tirar proveito do conteúdo de acordo com sua vivência, crenças e maturidade. Eu, por exemplo, já assisti esses mesmos Talks várias vezes e ainda me surpreendo com o que retiro de cada um deles.

Sempre que busco esse tipo de conteúdo tento fazer um paralelo com a minha vida, com situações que vivi e tento analisar onde posso amadurecer a partir desse conhecimento.

Essa lista é o top five TED Talks que mais me tocaram nos últimos tempos.

São os que eu assisto para reforçar ideias que me inspiram e me colocam em movimento!

We should all be feminists – Chimamanda Ngozi Adichie

Se você ouviu a música Flawless da Beyonce deve ter decorado a frase: “Feminist: a person who believe in the social, political and economic equality of the sexes”, que é um trecho dessa palestra.

Constantemente, associam algum comportamento meu ou minha personalidade com o termo feminista. Sempre ouço comentários negativos sobre “quando baixa a feminista cangaceira” em mim. Em geral, vem como ofensa de algum homem com o ego fragilizado pelo meu comportamento…

Hoje quando assisti pela milésima vez esse vídeo eu lembrei que essas são algumas das as melhores características do meu comportamento. Exatamente as que me fizeram chegar até aqui, contrariando as estatísticas.

Como Chimamanda explica no vídeo, a criação dos homens dá “por direito” à eles satisfações e pretextos tão ridículos que oprimem eles mesmos. Moldam desvios de caráter no comportamento masculino que acabam oprimindo mulheres, mas também, homens. São comportamentos que parecem pequenos, mas que são tão enraízados na sociedade que moldam a cultura de opressão que afeta a forma como homens e mulheres são educados.

Exatamente por isso, todos deveríamos ser feministas!

Toda vez que assisto essa palestra eu me lembro que tenho que lutar muito, todo dia, só por ter nascido sob o gênero feminino da moeda. Já assisti milhares de vezes, mas assisto de novo e de novo! Para me lembrar da raiva e da não conformismo que é preciso ter para não me curva e criar um mundo melhor pra Isa e para as mulheres que virão depois de mim.

“Você pode ser ambiciosa, mas não muito. Você deve desejar ser bem sucedida, mas não muito. Caso contrário, você vai ameaçar os homens.
Se você for o arrimo em seu relacionamento com um homem, você tem que fingir que não é, especialmente em público ou você vai “castrá-lo”.
Porque sou do sexo feminino, esperam que eu almeje o casamento, esperam que eu faça as escolhas da minha vida. Mas, sempre tendo em mente que o casamento é o mais importante. O casamento pode ser uma fonte de alegria, amor e apoio mútuo. Mas, por que ensinamos as meninas a ansiar ao casamento e não ensinamos a mesma coisa para os meninos?
Criamos as meninas para serem concorrentes. Não para empregos ou para conquistas, o que pode ser uma coisa boa. Mas, para disputar a atenção dos homens!”

My philosophy for a happy life – Sam Berns

Assistam! Assim no imperativo. É um talk rápido, com uma fala simples e leve.

Sam traz lições que eu, constantemente, preciso me lembrar para não me deixar abater pela negatividade na dificuldade.

Ele abre com a frase: “a vida passa muito rápido. Se você não parar e olhar ao redor, de vez em quando, você pode perdê-la”.

Tem feito muito sentido na minha vida pensar desse modo. Tenho reconhecido muito mais felicidade no meu caminho, mesmo em meio as dores.

Nunca houve em mim uma busca pela felicidade externa, padronizada ou inatingível. Mas, já tive meus momentos de cegueira onde não vi a felicidade genuína presente na minha vida.

Pra mim, a grande lição aqui é a simplicidade de viver o melhor que se pode aceitando as dores e delícias da vida, como gosto de dizer. Vivendo e estando de fato presente é possível manter a firme esperança de que, em pequenas coisas, a vida se faz plena, mas não perfeita.

Associo essa filosofia ao texto que postei no stories essa semana:

Se as pessoas se separam tem uma série de incovenientes, se as pessoas não se separam tem uma série de incovenientes. Se as pessoas ficam juntas, tem algumas vantagens, se as pessoas não ficam juntas, também tem vantagens.

Qualquer opção é sempre uma opção dentro do samsara. O samsara é caracterizado por: tem algumas coisas das quais eu gosto, tem algumas coisas das quais eu não gosto, a gente quer o que gosta, não quer o que não gosta. Isso é o samsara. Não temos possibilidade de obter êxito nisso. Porque aquilo que a gente quer e parece favorável dali a pouco apresenta problemas. E aquilo que a gente não quer é desfavorável, é penoso, mas dali a pouco apresenta algumas vantagens. É assim. É melhor desistir disso. Não criticar o samsara. O samsara tem essa característica. – Lama Padma Samten.

Become who you really are | Andrea Pennington

O pior momento da minha vida foi quando eu percebi que as frases: “Podemos ser funcionais, mas não estamos realizados. Podemos ser bem sucedidos, mas não estamos satisfeitos” descreviam a minha realidade.

Eu já conhecia esse TED Talks e já havia tido as minhas experiência com fundo do poço e grandes adversidades. Mas, pouco tempo atrás o fundo do poço ficou mais fundo. Não por erro meu, mas por que alguém foi lá e cavou. Entendem a metáfora?

Revendo essa palestra eu encontrei o entendimento para a sensação de vazio, de falta, que eu vivi por algum tempo e que preencheu uma relação que era boa, mas se tornou ruim com o tempo.

Foi refletindo sobre ser eu mesma que comecei a ver que eu não tinha culpa elo que estava acontecendo e encontrei algumas respostas valiosas até sobre o comportamento alheio.

Esse vídeo é um super material de apoio para a terapia, viu? Mas, te adianto que pode ser um tanto too much autoajuda para pessoas céticas, como eu 😀

How to stop screwing yourself over | Mel Robbins

Eu resumo meu mantra motivador da vida com: faça o que tem que ser feito! Começo meus dias, bons e ruins, repetindo esse mantra.

Nesse talk Mel Robins soma a energia de “comece a fazer o básico”, ao comportamento adulto que é preciso ter quando se é um adulto (oras) e a outros comportamentos que ela vai explicando com bom humor.

Ela fala tudo com uma clareza hilária e dá tapas na cara do nosso comodismo. Todos os pensamentos desse discurso vem de encontro a minha crença de que o que estraga a nossa vida somos nós mesmos, com o nosso comportamento.

The Secret of Becoming Mentally Strong | Amy Morin

Todos os pensamentos desse TED podem ser aplicados em tantas áreas da nossa vida, tantos comportamentos, que nem sei numerar.

Amy começa explicando que o preço dos nossos pequenos hábitos/atitudes é o que rouba nossa saúde mental e emocional.

O que mais me tocou nesse TED Talks foi a história pessoal de Amy. Ela relata uma situação extrema da vida onde ela viu que ter bons hábitos/comportamentos não era o suficiente. Eu passei por alguns processos doloridos e tive as mesmas constatações.

Se manter de pé, fazendo o que é preciso ou até mais que isso, às vezes, não é o suficiente. É preciso ter força de não alimentar o que nos faz mal para nos mantermos fortes nos momentos mais necessários.

Ela explica que o segredo para ser mentalmente forte é abandonar de vez os pequenos mau hábitos, mau comportamentos, desde os menores e imperceptíveis que nos seguram no lugar que estamos ou nos fazem retroceder.

O top five mais autoajuda ever, eu sei!

Essa lista é bem pessoal e fala muito dos momentos recentes da minha vida, de coisas que superei ou não. Mas, cada um desses vídeos me ajudou tanto, que fazer esse compilado é uma forma de não esquecer os aprendizados.

Por mais que sejam simples a gente precisa desse reforço, né?

 

TED  é uma organização sem fins lucrativos que defende as “ideias que merecem ser compartilhadas”. Há 26 anos as conferências TED dão espaço para ideias que tem impacto positivo na sociedade; os eventos sob o nome TEDx são a versão independente e licenciada do TED, são eventos locais que reúnem um número limitado de pessoas para compartilhar experiências. TED é a abreviação de Technology, Entertainment and Design, mas os assuntos abordados nas TED Talks vão muito além disso.

 

0 In Empoderamento

Autoestima e pensamento: duas forças!

Acontecimentos completamente aleatórios da minha vida me mostraram que autoestima e pensamento são forças que posso usar para me mover em tempos difíceis.

Uma reflexão das coisas loucas que acontecem na minha vida e que poderiam ser enredo de uma novela mexicana, mas que fazem sentido na minha jornada pelo auto conhecimento.

No primeiro acontecimento, eu havia começado o tratamento de disfunção da hipófise. Dentre outras coisas, essa disfunção piorou os meus, já graves, problemas hormonais. Ganhei peso, diabetes, um cansaço extremo, dores e me sentia muito triste o tempo todo.

Eu não me reconhecia e senti raiva do meu corpo, daquele cansaço absurdo, do sono infinito, da falta de paladar e da fome gigantesca. Odiava o fato do meu corpo ter uma doença invisível e que me paralisava.

Afinal, quem poderia parar um terremoto humano como eu, se não o meu próprio corpo? Quem poderia boicotar a pessoa mais sangue nos olhos que eu conheço se não a minha própria cabeça?

Tive raiva de mim.

Com a saúde debilitada a cabeça estava indo pro mesmo caminho, mais um bônus dos hormônios… Tive sorte* de encontrar bons médicos que me apoiaram no processo e comecei a busca pela saúde perdida.

Num dia de muita espera nos médicos,  por sorte*, cai num post no Facebook sobre um ensaio fotográfico que aconteceria em São Paulo. A organização era de duas minas que queriam oferecer os ensaios, num valor acessível, só para outras minas.

Eu estava trabalhando no layout do blog (esse aqui que vocês vêem e que eu fiz 95% sozinha) e queria fotos mais bonitas para usar.

Fui lá e fechei… Não pensei em como seria e na hora nem lembrei de como estava minha relação com meu corpo.

Avança para seis meses depois.

Fiz aniversário, a luta com a saúde continuou, descobri adenomas na tireoide que pioram os sintomas da disfunção e tive uma crise de hemorragia uterina disfuncional. Tudo ao mesmo tempo e sem poder usar minha conta bancária, me senti impotente e repensei sobre como ser independente é mais hard do que parece.

Um dia, ao tentar me arrumar pra seguir me arrastar pela vida eu percebi que não tinha mais base em casa e desatei a chorar.

Sério, chorei por conta de uma maquiagem.

Eu uso maquiagem todos os dias e amo, mas com a grana apertada, fodida da vida e com a vida, precisando comprar maquiagem? Puta que me pariu, Lei de Murphy!

Por sorte*, o bloguinho me dá acesso a informações bem legais e nesse mesmo dia recebi um e-mail falando que uma maquiadora da Revlon estaria numa loja perto de casa e a marca tinha anunciado uma diminuição nos preços do produtos.

Eu fui, nem lembrei que eu passaria por um trajeto emocionalmente difícil e todos os outros poréns que eu sentia comigo.

Nas duas ocasiões, eu sentei numa cadeira e deixei alguém olhar bem de perto pra minha pele machucada pela acne hormonal, ver minhas olheiras aumentadas pelo cansaço, meus olhos fundos…

Parece idiota, mas isso me deixa super desconfortável, pra dizer o minímo, ainda mais naqueles momentos de fragilidade.

Na sessão de fotos, a Dani Cruz me maquiou e eu precisei deixar a Bruna Ferreira olhar para os ângulos do meu corpo e captar de mim uma beleza que eu mesma não via.

Não cheguei lá com pretensão de ser a Gisele, mas eu estava um caco, meu corpo estava um trapo, então como poderiam ficar as fotos?

Eu não via em mim alguma coisa bonita para ser retratada, mas eu estava lá!

No dia do shopping, a Karol Ortiz me tratou tão bem que eu me senti importante e especial, como há anos não me sentia.

Fiquei sentada, conversando como se nada estivesse acontecendo na minha vida, como se eu não estivesse sangrando por dentro.

Eu não esperava dali nada além da base na cor certa, sabem? A vida já tava uma merda, eu só não queria parecer um Oompa-Loompa.

Mas, o primeiro passo foi criar coragem e ir.

É muito comum, quando não estamos bem conosco, nos paralizarmos em coisas, até que pequenas, como ir ao shopping.

Tirar uma pausa e nos dar um tempo no meio do turbilhão, é normal, tá? O que não podemos é permitir que a falta de autoestima ou nossos próprios pensamentos nos paralisem e impeçam de nos colocarmos em movimento.

Comecemos pelos pequenos momentos, aqueles que não nos damos conta na maioria dos dias. Um passo depois do outro, mas nos movimentar é essencial até para nossa sanidade mental.

No meu caso foi uma sessão de fotos onde ninguém me conhecia e uma ida ao shopping.

Mas, conheço relatos de várias mulheres que deixaram de se colocar no mundo por conta da baixa autoestima. Deixaram de ir à festas, sair com as amigas e até buscar os filhos no colégio.

O tomar coragem, tentar, enfrentar, por a cara na rua, é um exercício diário. Não que seja fácil, mas só traz benefícios ou, pelo menos, experiências.

Vai lá e faz!

Outro passo importante e bem mais complexo pra mim: estar presente.

O estar presente me força, quase que automaticamente, a me abrir para as situações.

Foi me vendo pelos olhos da Bruna, com a ajuda da Dani, e pelo olhar da Karol que eu saí dessas experiências me sentindo melhor comigo mesma. Não pela maquiagem ou pelas fotos mas, por ter me permitido viver aqueles momentos.

Eu estive presente e me abri, sem que ninguém soubesse das minhas lutas, me distraí do meu momento. Durante algumas horas eu me permiti tentar esquecer da dor que sentia e controlei meus pensamentos sabotadores.

Quando me isolo nos pensamentos de insegurança ou tristeza, eu não me abro para o momento e para os outros.

Talvez você pense que por não me abrir, muito provavelmente não vou me machucar ou ter minha autoestima abalada. Eu concordo, embora não tenha garantias. Mas, me fechando não vou sentir o que a atenção genuína e a entrega real aos momentos pode fazer por mim.

Se eu deixo que pensamentos de tristeza ou autocrítica falem mais alto na minha cabeça dificilmente eu vou estar presente para viver momentos que são únicos: encontros, conhecer novas pessoas, uma entrevista de trabalho ou reuniões de família.

Estar presente pode e deve ser seletivo!

Por exemplo, quando estou com pessoas que EU SEI que são maldosas ou me julgam, eu desvio o pensamento para me blindar. Não permito que minha cabeça fique em looping eterno de críticas, questionamentos, inseguranças e etc.

Tento substituir esses pensamentos repetindo o mantra foda-se não importa a opinião do outro, eu sei das minhas lutas e sei quem sou. Eu busco também me lembrar de qual o objetivo daquela situação e o que é essencial pra mim em cada momento.

Se precisar ainda faço orações e mentalizações, porque a fé é um bom escudo de proteção.

O mundo já nos pressiona demais, por isso todos os dias tento ignorar meus pensamentos excessivos de irritação e os julgamento. Me esforço para calar a minha mente, equilibrar o que eu penso de mim para não me sufocar.

Meditação, terapia, espiritualidade e bons hobbies são aliados na minha busca.

Em geral, o que de melhor eu posso fazer pela minha vida é viver o momento presente, expirando e expirando para não pirar.

Talvez tudo isso te pareça bulshitagem, mas melhorar a autoestima depende do nosso cuidado mental e emocional, mais do que cuidado físico.

Por isso eu proponho que você faça coisas simples como exercícios práticos para domar o pensamento e autoestima:

  1. Vá numa loja de maquiagem, peça uma maquiagem básica de mostruário. Ou pede pra uma amiga te maquiar, mas que seja alguém te maquiando. Depois coloca uma roupa bacana, uma música, abre um vinho e vai pra frente do espelho. Se olhe mil vezes, faça selfies, encha o Instagram de stories, look do dia, whatever… Fale para você mesmo palavras de apreciação, permita se ver produzida e se amar.
  2. Escolha um dia comum, até inusitado. Faça um ritual, um banho demorado, coloca uma roupa que você gosta, seu perfume e se arrume do jeito que você mais gosta. Saia com as pessoas que mais te fazem bem, esteja mesmo que por skype ou só de passagem com alguém que te faz bem. Sorria e esteja presente. Permita-se esquecer dos pensamentos, foque em estar ali.
  3. Faça, se puder, um ensaio fotográfico sem motivo. Não conta ensaio de casamento, gestante e etc. Tem que ser um ensaio seu e para você, pode ser sensual ou casual. Permita-se ter um registro de quem você é hoje, do que você vive e essas memórias vão te fortalecer no momento certo.

Todos os dias se desafie a não desistir de fazer coisas por insegurança, por medo da dor ou pelas lembranças das frustrações do passado. Se desafie a se colocar do seu melhor modo no mundo, mesmo que o seu melhor seja com dor, cansada, um caos… Desafie-se a se vencer!

É nessa energia de foco e faca na caveira que eu me apoio quando a coisa fica insana e a cabeça começa a pirar, aos poucos que crio minha blindagem emocional e mental.

Com esses dois acontecimentos simples eu entendi como a força do pensamento e a autoestima caminham juntos na minha evolução.

Foram muitas sessões de autoanálise para reconhecer a riqueza dessas duas experiências e como me senti depois delas.

Hoje, me olho nessas fotos e vejo que mulherão da porra que eu sou. Exatamente por que, apesar de tudo que eu estava vivendo eu não me deixei abater. Não deixei nada me parar, nem mesmo minha saúde, minha cabeça, meus medos.

Dou graças pelo sofrimento e por esses aprendizados em coisas tão pequenas, vai ver tudo isso e a sorte* que me colocaram nesses acontecimentos foi alguém lá de cima do Universo querendo me dar um refresco, né?

Nada acontece por acaso e eu sou uma pessoa de fé. 🙂

Uma observação; Fiz questão de citar a marca da maquiagem por que tenho uma relação emotiva com ela. Da infância pobre, de quem começou a trabalhar com 11 anos de idade, mas só foi ter a oportunidade de se dar algumas pequenas coisas aos 18 anos eu faço questão de manter algumas memórias bem vivas, como conquistas mesmo. Eu sempre tive alergia a alguns componentes de maquiagem e Revlon foi a primeira marca de produtos importados que eu me dei de presente na vida.

 

2 In Empoderamento

O que acontece depois do Fim?

o que acontece depois do fim - lis.life

2016 foi um ano de encerramentos, segundo a astrologia esse ciclo de finais vai até março de 2017, mas esse texto não é nada místico…

Ano passado vi casais se separando, amigos perderam o emprego, tive derrotas pessoais na bagagem e parece que o mundo inteiro passou por grandes finalizações.

O Brasil, em especial, viu encerramentos no cenário político e econômico bem difíceis, empresas faliram, sociedades se desfizeram e a povo ficou com aquela cara de “meu Deus do céu, onde isso vai parar?!”

Nos meus encerramentos pessoais alguns são fracassos e outros desapegos de deixar ir aquilo que não me serve mais. Nada que se compare ao sofrimento de perder um ente querido ou ver um sonho se desfazer, mas me fez pensar sobre finais e recomeços.

Acho que todo mundo em algum momento já se perguntou o que acontece depois do Fim? Pra onde a gente vai quando as coisas dão errado? Onde a gente se firma depois que perde o chão?

O Fim é uma força da natureza, é uma entidade poderosa e mal interpretada.

Ele, quase sempre, vem fazendo machucados e deixa uma bagunça na passagem. Mesmo pra quem deseja muito que o Fim chegue, quando ele se manifesta dói.

Todo o poder do Fim é também uma responsabiliade.

O Fim tem a obrigação incubida pelos céus desde todos os tempos de chegar, se instalar, fechar portas e abrir caminhos para outras duas fortes entidades.

O Começo e a Aceitação, não nessa mesma ordem.

O Começo é sempre o mais desejado, querido, celebrado. Porém, ele não tem o poder do Fim pra conseguir se movimentar e chegar na vida das pessoas.

a Aceitação é calma, quieta e eu acho que ela é muda, mas não tenho certeza. Vai ver ela é só incompreendida, porque a gente nunca abre os braços pra ela logo cara… Mas, os poderes da Aceitação são fortes e duram pra vida toda e libertam!

A verdade é que só o Fim tem o poder de dar espaço para a Aceitação e para o Começo.

O Começo não abre portas, nem chega em lugar nenhum sem ter tido o Fim por ali antes. Já a Aceitação não vem só com o Fim, ela vem com o Começo também, mas de formas diferentes.

Porque quando o Fim chega ele deixa o espaço sinalizado pra Aceitação. Mas, a Aceitação não vem assim rápido, correndo.

A Aceitação não é instantânea no Fim como ela é no Começo, porque com o Começo a Aceitação tá ali nos fazendo sentir merecedores e unindo seus poderes com o poder eufórico do Começo.

Já com o Fim, a Aceitação não soma forças, ela fica só ali olhando, em silêncio e se manifesta só com o Tempo.

O Tempo é aquele cara que está o tempo todo ali e não damos valor sabe? Não adianta lutar o Tempo está sempre trabalhando na nossa vida e não importa o que façamos. Não vou falar muito do Tempo porque ele tá aqui e aí, ao mesmo tempo… Ele é complexo, temperamental e tão poderoso que merece uma prosa só pra ele.

Na minha vida quando o Fim passou o Tempo demorou muito pra manifestar a Aceitação. Ou talvez eu que demorei pra ver que ela estava ali…

Só sei que quando ela chegou, aí sim eu vi, na minha cara, o Começo que estava ali.

E tudo fez sentido.

O Começo estava ali o Tempo todo, depois do Fim, imediatamente manifestado. Eu não vi. Que cega!

Pra viver o Começo eu precisava abraçar de verdade a Aceitação. Não só da boca pra fora e pensando lá no fundo do coração que eu não “merecia” esse Fim.

Quando a Aceitação entra de verdade, tudo se encaixa, a roda gira e a gente encontra até a Gratidão pelo Fim.

Só com a Aceitação a gente consegue usar um poder que é só nosso: o poder de abrir novas portas!

As pessoas acham que é o Começo quem abre novas portas, mas não, esse poder é nosso.

O Começo fica ali na esquina, depois do Fim, esperando a gente abrir novas portas que vão aparecendo com o Tempo.

Não falei que o Tempo era poderoso?

Ele traz umas portas por aí no lugar daquelas que o Fim fechou e ainda deixa a gente abrir… Mas, lembra que ele é temperamental, viu? As portas não ficam ali pra sempre.

O Tempo é generoso e se encarrega de mostrar que, mesmo quando o Fim não é uma uma visita desejada e machuca nossa alma, ele, o Tempo, sempre traz a Aceitação e nos faz ver que o Começo estava o tempo todo aqui, junto com o Fim esperando a gente abrir nossas portas.

Se eu posso responder, de algum jeito, a pergunta do título é que o que acontece depois do Fim é movimento, são forças agindo e nos levando pra outro lugar, outro momento…

Quem está agindo na sua vida com você hoje? O Fim, o Tempo, a Aceitação ou o Começo?

*Esse texto nasceu da minha reflexão sobre quando perdi meu Pai e todo o processo de me despedir dele. Sempre me lembro de como minha mãe passou por esse momento sentindo cada dor e depois enfrentando suas lutas diárias. Já faz alguns anos que isso aconteceu, mas o aprendizado é forte na minha vida e me ensina como passar por esses momentos de finalização.

Todo fim chega trazendo um começo.
Mesmo sem saber ou se movimentar, quando algo acaba estamos já indo pra outro momento.
Mesmo que seja empurrado, forçado, sem vontade, depois do fim sempre vem um começo.
Precisamos entender isso com gratidão.
Mesmo no sofrimento do momento da partida, existe ali depois da esquina um lugar pra recomeçar.

Se você teve um final “voluntário” ou um fim inesperado e dolorido saiba que existe um começo para você e ele está logo ali.
Qualquer final por mais amigável e consensual que seja dói, deixa um vazio, uma vontade de ficar parada esperando a ferida fechar.
Mas, eu te digo: não fique parada no final.
Levanta chorando e sentindo a dor do fim, mas, vai atrás do seu começo.
Deixe a dor te acompanhar por um tempo e em algum momento ela se solta e você nem se lembra mais dela.
Faça coisas que te ocupem e acalmem.
Ache um novo lugar pra viver, corta o cabelo, arrisca um novo tempero na cozinha ou senta no sol um pouquinho.
É o movimento que nos renova.

1 In Estilo de Vida

Minha história com o blog

Não consigo falar do blog, sem contar um pouco da minha história de vida.

Vou aproveitar que estamos inaugurando o novo layout e me reapresentar aqui. Quero abrir – de novo – o coração e te contar um pouco de quem sou eu e a minha história com o blog.

Das 9h as 18h eu trabalho em uma consultoria de TI com Processos de Negócios – mas já fui operadora de telemarketing, babá e recepcionista de academia entre outras coisas nessa vida.
Sou formada em Publicidade e Propaganda com especialização em comunicação digital e em Tecnologia de Informação com ênfase em Gestão de Projetos.
Eu já estudei fotografia, design thinking, moda, dança, mitologia, música, teologia, teatro e acho que ainda vou estudar outras mil coisas nessa vida.
Mas, antes da minha vida ser essa que eu compartilho aqui eu precisei mudar todo o meu mundo com pequenas ações de bondade comigo mesma. Foi onde decidi escrever sobre tudo o que me fazia feliz como forma de distração.
Aos poucos, o meu primeiro blog – Coisitas de Luxo – se tornou um blog-bazar que entre as poucas horas na lan house ou na escola me ensinou a construir a minha visão de beleza, moda e consumo.
Hoje eu sei que quando comecei a blogar eu estava vivendo uma época muito triste, mas que foi  transformadora.
Eu era uma menina pobre, com baixa auto estima e complexo de inferioridade que estava batendo a cara na parede. Me despedia do meu Pai e das poucas seguranças que pensava ter. Foi uma batalha achar o caminho de volta a vida depois do luto.
Mas, ao mesmo tempo, com o Coisitas eu ganhei a primeira graninha vinda da Internet. Seguida de várias outras graninhas que salvaram, várias vezes, a vida lá em casa.
Foi nesse mundo de blogs, internet e descobertas que eu comecei a sonhar. Até meus 20 e poucos anos, eu não tinha sonhos e nem sabia que era possível sonhar.
O blog foi minha válvula de escape, eu coloria meus dias falando de moda e beleza, lugares e sabores… Começava assim uma grande mudança na minha vida.
A partir do blog eu comecei a trabalhar com internet, escrever para empresas e construi uma carreira freelancer em comunicação. Nem preciso dizer que os freelas salvaram ($) a vida muitas vezes, né?
Aí a vida seguiu, os freelas se tornaram empregos, depois uma faculdade, especialização e até uma empresa…
O prazer de ter meu espaço virtual nunca me abandonou, mesmo em meio a depressão: escrever me faz mais leve.
Por isso, aqui estamos!
11 anos depois de colocar o meu primeiro blig (RIP) no ar eu continuo escrevendo… Continuo tendo o blog como parte da minha vida.
Há quem não entenda, mas essa é minha história 🙂
3 In Estilo de Vida

Porquê ter um blog?

Ter um blog?

Quando eu comecei a pensar sobre um novo blog, de novo, as dúvidas foram as primeiras a surgir.

Com quase 29 anos completos, dois gatos, um bom emprego, uma casa bacana que nem terminei de decorar, carro novo na garagem, rotina, casamento, casa, vida… Tudo se tornou motivo para me questionar porquê ter um blog?

Sem contar a opinião alheia, que é outro capítulo da minha história. 

Depois de meses pensando e colocando impecílios eu comecei a lembrar os motivos que me fizeram criar o meu primeiro blog: o Coisitas de Luxo, em 2005.

Lembrei daquela época difícil, que foi seguida de uma depressão terrível, onde a única coisa que me fazia pensar em coisas “melhores” era o blog.

Escrever e pensar sobre coisas que eu gostava, mas que eram anos-luz distantes da minha realidade, foi o que me manteve viva por esse período de luto e perdas.

Foi com essa motivação que eu reinventei meu espaço na internet e aos poucos recupero o gosto por escrever, cada dia algumas linhas…

Escreva de qualquer jeito.

Faça isso por você.

Mesmo que não seja um sucesso

Mesmo que não seja realmente profundo

Mesmo se você não for auto-confiante

Mesmo se você pensar que vai fazer isso mais tarde (confie em mim, você não vai)

Mesmo que alguém escreveu sobre a mesma coisa esta manhã

Mesmo se é sexta-feira e ninguém vai ver seu texto

Mesmo que seja apenas alguns pensamentos aleatórios

Mesmo que seja muito íntimo

Mesmo se você só tem alguns minutos

Mesmo se você nem sequer termine

Escreva de qualquer jeito.

Você não precisa escrever uma obra-prima.

Escreva seus pensamentos mais simples.

Comece com uma linha.

Coloque algumas idéias pra fora de sua cabeça.

Coloque em palavras.

Veja o que acontece em seguida.

Faça isso agora.

Porque, por que não?

Sabe, meu pai está com quase 60 anos hoje.

Ele me disse que sempre sonhou em escrever um livro, desde seus 20 anos.

Ele nunca fez isso.

Porque ele não encontrou o título perfeito.

Ele acabou desistindo.

Você também vai passar 40 anos pensando em escrever algo antes de começar?

Faça.

Se você pensar sobre escrever

Mesmo que seja só para você

Escreva de qualquer jeito.

[Tweet “Se você pensar sobre escrever, mesmo que seja só para você, escreva de qualquer jeito.”]

Esse texto foi publicado por Thomas Despin e respondeu as minhas dúvidas sobre porquê ter um blog, então aqui estamos!