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Sobre 2019 por Isaac Asimov

Sobre 2019, por Isaac Asimov

35 anos atrás, Isaac Asimov foi convidado pelo The Star para prever o mundo de 2019.

Sobre 2019 por Isaac Asimov

Aqui está o que ele escreveu:

*tradução livre

Se olharmos para como o mundo pode ser no final de outra geração, digamos 2019? Daqui a 35 anos, será o mesmo número de anos desde 1949. Quando o [livro] 1984 de George Orwell foi publicado pela primeira vez. Três considerações devem dominar nossos pensamentos:

1. guerra nuclear. 2. Informatização. 3. Utilização do espaço.

Se os Estados Unidos e a União Soviética divergirem a qualquer momento entre agora e 2019, não há absolutamente nenhuma utilidade em discutir como será a vida naquele ano! Poucos de nós, nossos filhos e netos, estaremos vivos para que haja algum ponto em descrever a condição precisa da miséria global naquele momento futuro.

Suponhamos, portanto, que não haverá guerra nuclear – não necessariamente uma suposição segura – e continuemos daí.

A informatização, sem dúvida, continuará inevitavelmente. Os computadores já terão se tornado essenciais para os governos das nações industrializadas e para a indústria mundial. Agora, em 2019, estarão começando a se sentir confortáveis dentro das casas.

Como um produto secundário essencial, o objeto computadorizado móvel, ou robô, estará inundando a indústria e, no decorrer da próxima geração, penetrará nas casas.

Certamente haverá resistência à marcha dos computadores, mas, salvo uma revolução ludita bem-sucedida, que não aparece nas cartas, a marcha continuará.

A crescente complexidade da sociedade tornará impossível passar sem os robôs, exceto cortejando o caos. As partes do mundo que ficam para trás a esse respeito sofrerão tão obviamente que seus dirigentes clamarão pela informatização como agora clamam por armas.

O efeito imediato da intensificação da informatização será, naturalmente, mudar totalmente nossos hábitos de trabalho. Isso já aconteceu antes.

Antes da Revolução Industrial, a grande maioria da humanidade estava engajada na agricultura e indiretamente nas profissões aliadas. Após a industrialização, a mudança da fazenda para a fábrica foi rápida e dolorosa.

Com a informatização, a nova mudança da fábrica para algo novo será ainda mais rápida e, em conseqüência, ainda mais dolorosa.

Não é que a informatização signifique menos empregos como um todo. Pois o avanço tecnológico sempre criou, no passado, mais empregos do que destruiu. Não há razão para pensar que isso não será verdade também [em 2019].

No entanto, os empregos criados não são idênticos aos empregos que foram destruídos. Em casos semelhantes no passado, a mudança nunca foi tão radical.

Sobre 2019, destruindo nossas mentes…

Os empregos que desaparecerão tenderão a ser apenas aqueles trabalhos rotineiros clericais e de linha de montagem que são simples o bastante, repetitivos e estupidificantes a ponto de destruir as mentes finamente equilibradas daqueles seres humanos desafortunados o suficiente para terem sido forçados a passar anos fazendo isso para ganhar a vida, mas ainda complicados o suficiente para ficar acima da capacidade de qualquer máquina que não seja um computador ou nem computadorizada.

São estes os computadores e os robôs para os quais eles são perfeitamente projetados.

Os trabalhos que aparecerão envolverão, inevitavelmente, o design, a fabricação, a instalação, a manutenção e o reparo de computadores e robôs, e a compreensão de novas indústrias que essas máquinas “inteligentes” tornarão possíveis.

Isso significa que uma grande mudança na natureza da educação deve ocorrer, e populações inteiras precisam ser “alfabetizadas em computadores” e devem ser ensinadas a lidar com um mundo de “alta tecnologia”.

Mais uma vez, esse tipo de coisa já aconteceu antes.

Uma força de trabalho industrializada deve, necessariamente, ser mais instruída do que a agrícola. As mãos de campo podem se dar bem sem saber ler e escrever. Os funcionários da fábrica não podem.

Consequentemente, a educação pública em larga escala teve que ser introduzida nas nações industrializadas no decorrer do século XIX.

A mudança, no entanto, é muito mais rápida desta vez [em 2019] e a sociedade deve trabalhar muito mais rápido; talvez mais rápido do que eles podem. Isso significa que a próxima geração será de transição difícil, pois milhões de pessoas destituídas se encontram impotentes para fazer os trabalhos que mais precisam.

No ano de 2019, no entanto, devemos descobrir que a transição está acabada. Aqueles que podem ser retreinados e reeducados terão sido. Aqueles que não podem ter sido colocados para trabalhar em algo útil, ou onde os grupos dominantes são menos sábios, terão sido apoiados por algum tipo de arranjo relutante de bem-estar social.

Em todo caso, a geração da transição estará desaparecendo, e haverá uma nova geração crescendo que terá sido educada para o novo mundo. É bastante provável que a sociedade, então, tenha entrado em uma fase que pode ser mais ou menos permanentemente melhorada em relação à situação, como agora existe por uma variedade de razões.

Primeiro: A população continuará a aumentar por alguns anos após o presente e isso tornará as dores da transição ainda mais sofridas.

Os governos não conseguirão esconder de si mesmos o fato de que nenhum problema pode ser resolvido enquanto continuarem a ser intensificados pela adição de números maiores [de pessoas] mais rapidamente do que podem se resolver.

Esforços para impedir que isso aconteça incentivando uma taxa de natalidade menor se tornarão cada vez mais extenuantes. É de se esperar que, em 2019, o mundo como um todo esteja se esforçando para alcançar um patamar populacional.

Segundo: As conseqüências da irresponsabilidade humana em termos de desperdício e poluição se tornarão mais aparentes e insuportáveis ​​com o passar do tempo e as tentativas de lidar com isso se tornarão mais árduas.

É de se esperar que, até 2019, os avanços na tecnologia colocarão ferramentas em nossas mãos que ajudarão a acelerar o processo pelo qual a deterioração do meio ambiente será revertida.

Terceiro: O esforço mundial que deve ser investido nisso e em geral para aliviar as dores da transição pode, assumindo a presença de um nível mínimo de sanidade entre os povos do mundo – mais uma vez não é uma suposição segura – enfraquecer em comparação as causas que alimentaram as disputas consagradas pelo tempo entre e dentro das nações sobre o ódio e as suspeitas mesquinhas.

Em suma, haverá crescente cooperação entre as nações e entre os grupos dentro das nações. Não por qualquer crescimento súbito de idealismo ou decência, mas de uma percepção a sangue-frio de que qualquer coisa menos do que isso significará destruição para todos.

Então, em 2019, pode ser que as nações estejam se dando bem o suficiente para permitir que o planeta viva sob a aparência de um governo mundial por meio da cooperação, mesmo que ninguém admita sua existência.

Além desses avanços negativos – a derrota próxima da superpopulação, poluição e militarismo -, haverá avanços positivos também.

A educação, que deve ser revolucionada no novo mundo, será revolucionada pela própria agência que requer a revolução – o computador.

As escolas, sem dúvida, ainda existirão, mas uma boa professora não pode fazer mais do que inspirar a curiosidade que um aluno interessado pode satisfazer em casa no console de seu computador.

Haverá finalmente uma oportunidade para todos os jovens e, na verdade, todas as pessoas, aprenderem o que querem aprender. Em seu próprio tempo, a sua própria velocidade, a seu próprio modo.

A educação tornar-se-á divertida, porque surgirá a partir de dentro e não será forçada de fora.

Enquanto os computadores e robôs estarão fazendo o trabalho escravo da sociedade para que o mundo, em 2019, pareça cada vez mais estar “correndo”, mais e mais seres humanos se encontrarão vivendo uma vida rica em lazer.

Isso não significa lazer para não fazer nada, mas lazer para fazer algo que se quer fazer. Ser livre para se envolver em pesquisa científica, na literatura e nas artes, para buscar interesses recônditos e hobbies fascinantes de todos os tipos.

E, se parece impossivelmente otimista supor que o mundo poderia estar mudando nessa direção em meros 35 anos, (apenas mudando, é claro, e não necessariamente tendo alcançado a mudança totalmente), então adicione o item final à mistura.

Adicione minha terceira frase: utilização do espaço.

Não é provável que abandonemos o espaço, tendo chegado até aqui. E, se o militarismo se enfraquecer, faremos mais com ele do que torná-lo outra arena para a guerra. Não vamos simplesmente só fazer viagens através dele.

Nós vamos entrar no espaço para ficar.

Com o foguete como veículo, construiremos uma estação espacial e lançaremos as bases para tornar o espaço um lar permanente para um número crescente de seres humanos.

Em 2019, estaremos de volta à lua com vigor. Não haverá apenas americanos, mas uma força internacional de algum tamanho. Não apenas para coletar rochas lunares, mas estabelecer uma estação de mineração que processe o solo lunar e leve-o a lugares no espaço onde ele possa ser fundido em metais e cerâmicas, vidro e concreto. Materiais de construção para as grandes estruturas que serão colocadas em órbita sobre a Terra.

Uma dessas estruturas, que muito provavelmente poderia estar concluída em 2019, seria o protótipo de uma estação de energia solar, equipada para coletar energia solar, convertê-la em microondas e transmiti-la à Terra.

Seria o primeiro de um cinturão desses dispositivos instalados no plano equatorial da Terra. Seria o começo do tempo em que a maior parte da energia da Terra virá do Sol sob condições que não farão dela propriedade de nenhuma nação, mas do globo em geral.

Tais estruturas serão, em si mesmas, garantias de paz mundial e contínua cooperação entre as nações. A energia será tão necessária para todos e tão claramente entregue somente se as nações permanecerem em paz e trabalharem juntas, que a guerra se tornaria simplesmente impensável – pela demanda popular.

Além disso, observatórios serão construídos no espaço para aumentar nosso conhecimento do universo de forma incomensurável. Como laboratórios, onde podem ser realizados experimentos que podem ser inseguros, ou impossíveis, na superfície da Terra.

Mais importante, em um sentido prático, seria a construção de fábricas que pudessem fazer uso das propriedades especiais do espaço – altas e baixas temperaturas, radiação pesada. Vácuo ilimitado, gravidade zero – para fabricar objetos que poderiam ser difíceis ou impossíveis de fabricar na Terra, para que a tecnologia do mundo pudesse ser totalmente transformada.

Na verdade, os projetos podem até estar nas diretorias de planejamento em 2019 para colocar as indústrias em órbita de maneira ampla. O espaço, você vê, é muito mais volumoso que a superfície da Terra e, portanto, é um repositório muito mais útil para o lixo que é inseparável da indústria.

Nem há coisas vivas no espaço para sofrer com o influxo de lixo. E os resíduos nem sequer permaneceriam na vizinhança da Terra, mas seriam varridos para longe, além do cinturão de asteroides, pelo vento solar.

A Terra estará então em posição de livrar-se dos efeitos colaterais da industrialização e, no entanto, sem se livrar de suas vantagens necessárias. As fábricas vão embora, mas não muito longe, apenas alguns milhares de milhas para cima.

E humanidade, não apenas suas estruturas. acabará por estar no espaço. Em 2019, o primeiro assentamento espacial deve estar nas pranchetas e talvez esteja em construção real.

Seria o primeiro de muitos em que os seres humanos poderiam viver às dezenas de milhares. Em que poderiam construir pequenas sociedades de todos os tipos, dando à humanidade uma nova virada de opções.

Na verdade, embora o mundo de 2019 tenha mudado muito em relação ao mundo atual de 1984, isso será apenas um barômetro de mudanças muito maiores planejadas para os anos que ainda estão por vir.

Nota original do Editor

Como e por que o The Star conseguiu que Asimov escrevesse em 1983?

Vian Ewart, que era editor do Insight, diz que a ideia de uma série da Orwell veio naturalmente, e ele relembra o projeto com carinho até hoje. Ele montou uma equipe incluindo um escritor (Ellie Tesher), um ilustrador e designer de layout.

“Asimov era popular na época” por sua ficção científica, diz Ewart, “então eu simplesmente telefonei para ele em sua casa em Nova York e perguntei a ele. Ele adorou a idéia de uma série de 1984 e ficou satisfeito por ser “o escritor de abertura”. Ele era um homem muito gracioso e cobrava US $ 1 por palavra. ”

Sobre 2019, por Isaac Asimov

Minha pergunta lendo esse texto é será que evoluímos como humanidade e sociedade ou só estamos repetindo os passos dos nossos antepassados ainda muito vagarosamente, só mudando a tecnologia em questão?

Texto originalmente publicado em 31 de dezembro de 1983 no Toronto Star, o maior jornal diário do Canadá. Fiz uma tradução livre e adicionei links interessantes para contextualizar.

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Pensamento de Startup: 5 lições de um jovem empreendedor pra nossa vida!

Pensamento de Startup 5 lições de um jovem empreendedor pra nossa vida!

Pensamento de Startup é uma habilidade que todo mundo deveria ter!

Startup Mind set se você quiser estrangeirismo @. Se essa habilidade ainda não foi catalogada pela psicologia, deveria ser!

Dia desses ouvi o Fernando Salaroli falando sobre a sua trajetória com a Lean Survey. De tudo que consegui absorver na apresentação eu defini algo como o pensamento de startup.

Eu estava em uma imersão em inovação que estamos fazendo na firma, mas as ideias tem rendido ensinamentos pra vida.

O Fernando é o típico jovem empreendedor que a gente vê nos filmes. Sei lá, 25 anos? Faz parte da “molecada” das startups que estão crescendo e mudando setores estagnados.

Primeiro conselho da tia Lis! Se você quer desenvolver o pensamento de startup, esquece esse lance de idade biológica.

Assim como o Busarello, o Fernando mostrou que idade não é nada. Ajuda com maturidade e experiência, mas quem tem vontade de fazer, vai lá e faz!

Primeiro pensamento de Startup

Inspire-se nas BOAS pessoas/ideias/postura.

O Fernando comentou que era estagiário na 99 táxis quando teve a vontade de fundar uma startup. Inspirado pelo sucesso dos seus, então, chefes. Ele viu o crescimento rápido da 99, a postura dos fundadores, o ambiente inovador e desafiador que a 99 tinha.

Tudo isso inspirou o Fernando. Mas, imagino que a possibilidade de ganhar muito dinheiro também*.

Ele destaca na sua apresentação que a hoje a 99 táxis é o primeiro unicórnio brasileiro.

*PS: eu só imagino a origem do Fernando, por puro julgamento. Ele fez Poli, pobre loko igual nóis de Utinga ele não é. Mas, garanto que “nóis” que é pobre associa que ganhar dinheiro não pode ser uma motivação, nós somos moldados assim. Eu repito pra mim todo dia: não é feio dizer que dinheiro motiva!

Todo mundo, não só empreendedores, tem que saber valorizar monetariamente o seu trabalho/produto/conhecimento! Vou falar mais disso em breve 🙂

Já emendando no segundo pensamento de startup.

Currículo é bom, ajuda, mas não é o diferencial amiguinhos.

Durante a fala do Fernando, curiosa fui olhar o Linkedin dele (como eu faço com todo mundo da minha área) e vejam só:

 Pensamento de Startup - o que eu aprendi ouvindo um jovem empreendedor!

 

Lembro de ter falado pra Aline que dividia a mesa comigo: “dá vontade de limpar a bunda com o meu CV”. Nesse francês fluente, bem polido e educado, tamanho choque de realidade que tomei.

Não que eu tenha um currículo INVEJÁVEL, pelo contrário sempre digo que estudei onde deu, quando deu e como deu. Mas, tenho experiência profissional, idade e blá blá blá padrões de “sucesso e fracasso” que vem à cabeça quando ouvimos um XÓVEM empreendedor falar.

Aqui entrou a lição de vida, que reforçou o que o Busarello já tinha mostrado (vai lá ler o texto linkado): currículo não é nada gente!

Os tempos mudaram! Certas habilidades não vem com a chancela de faculdade, nem sobrenome de família, nem idiomas que você sabe falar, muito menos, com o cargo que você ocupa.

Esforço, ética, foco, empenho, inteligência, visão e etc…

Claro que para fundar uma startup, ter um pouco de grana pode ajudar. Mas, não é também decisivo ou certeiro, existem casos de startups que nasceram em garagens com pouca grana.

Se você entendeu com isso que você não precisa estudar, volte quatro casas!

O terceiro pensamento de startup é um reforço contra-ponto.

Estude!

Falo muito que o que mudou minha vida foi estudar – sempre e muito! Foi o que abriu portas e oportunidades na minha família. A partir da minha irmã trabalhando e estudando, mesmo sem referências na família que tivessem chegado à faculdade.

Mas, sempre estudei e não só na faculdade, qualquer oportunidade que me dão de aprender eu agarro com unhas e dentes.

O Fernando contou que a ideia do que seria a sua startup surgiu numa mesa de bar, mas só nasceu depois de muito estudo, leituras focadas, discussões e análise de mercado.

É aqui que currículo não faz diferença, mas estudar faz!

A habilidade de aplicar conhecimento e explorar áreas são diferenciais que não vem com diploma. O melhor é que todo mundo pode desenvolver isso.

Entendido, né?

Se eu conseguir coloco a lista de livros que o Fernando mostra na apresentação dele 🙂

UPDATE: O Fernando gentilmente leu meu texto e mandou a lista de livros (os links são da Amazon pra quem quiser ver preços. Algumas versões estão em Inglês, outras em Português):

O quarto pensamento de startup é o mais aplicável na vida!

Foco no problema a ser resolvido = foco no que você resolve melhor.

O Fernando contou que a “expertise core” da Lean Survey era uma área completamente nova para ele e seu sócio. Fora que, nenhum dos dois era programador.

Fundar uma startup de tecnologia é, de cara, querer entregar inovação, disrupção e outros adjetivos que tenho ranço – de tão mal empregados.

Mas, o mundo, as empresas, as pessoas estão cheio de problemas e necessidades. Se você não souber o que você pode resolver, de fato, e qual é o problema real você vai ficar rodando atrás do rabo…

Nunca vai chegar no conceito mais incrível da gestão de inovação: O MVP, Minimum Viable Product.

Aqui o Fernando deu passos bem legais que servem para resolver problemas de todos os tipos:

  1. Divida o problema em partes.
  2. Estude tudo. Ache a parte do problema que vai causar mais impacto de mudança positiva.
  3. Foque em resolver essa parte do problema da melhor e mais simples forma possível.
  4. Faça análises e chegue no produto minimamente viável.

Fechando a palestra…

Eu perguntei se no mercado da Lean Survey existia a possibilidade de melhorar o processo. Com métodos mais humanamente apurados ou até mais tecnológicos.

A Resposta é a cereja do bolo: o método funciona até hoje não tem porque perder tempo tentando mudar.

#LOL 😄 rindo de nervoso com essa resposta.

Moral da história, o quinto pensamento de startup é:

Se não é um problema, não crie um problema!

Mas, startups tem muito de usa o que funciona, otimiza, melhora, mas não cria um problema onde não existe. Talvez você não possa resolver o problema que criou e vai desprender tanta energia, dinheiro e etc… Que não vai valer a pena.

E aí volta no pensamento anterior, foco no que você resolve melhor. O mundo, a vida, já tem problemas demais, não dá pra resolver tudo, mas dá pra não criar mais um. 😄

Isso não é uma bela lição pra vida?

Pensamento de Startup lições de um jovem empreendedor pra nossa vida!

(a metodologia usada para pesquisa de mercado quantitativa é a mesma desde sempre)
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Vida online x Vida offline: a vida esfrega as coisas na minha cara!

vida real

Vida online x vida offline: uma longa história sobre como a vida esfrega as coisas na minha cara!

Faz uns 13 anos que mantenho meu diário virtual nessa internet. Via de regra, nunca falo exatamente do meu trabalho ou vida pessoal aqui.

Embora, tudo seja muito pessoal eu sei como publicar com reserva os assuntos.

Já comentei em textos, grupos e até no Instagram, que no passado enfrentei situações bem pesadas por conta do blog. Desde preconceito à constrangimentos. Por postar “look do dia”, selfies, por falar de produtos de beleza, expressar opiniões e etc.

Essas coisas são tidas como “fúteis, inúteis e inferiores”. Tive chefes que afirmaram que meu blog depreciaria minha identidade profissional.

Até clientes, que chegando aqui, me julgavam mal e usavam o que viam aqui para destilar maldade. Ouvi coisas como: “nossa você não tem nada a ver com esse meio, você é tão inteligente pra que manter um blog.?” ou “jura que você tem um blog de moda, mas trabalha com tecnologia?!”. “Você é tão novinha e bonita demais pra entender de finanças”.

Como se ter um blog fosse coisa de gente burra ou diminuísse minha competência na minha profissão.

Sem contar, as inúmeras chacotas e piadinhas de corredor. Dos colegas mais próximos, sempre levei na boa. Mas, a gente enxerga quando é maldade falada pra só pra diminuir e atacar.

Eu trabalho num meio majoritariamente masculino. Mas, por incrível que pareça, as piores críticas sempre vieram de mulheres.

Isso reflete bem o motivo que devemos ensinar mais mulheres sobre o que é sororidade.

Pra lidar com “o problema” eu desassociei qualquer tipo de trabalho daqui. Passei a usar só meu apelido e nunca publiquei nada sobre meu trabalho, estudos, temas que amo e etc.

Mas, aí vem a vida senhoras e senhores.

Dia desses no trabalho, recém chegada, não conhecia ninguém e uma pessoa fala: “você não é a Lis.Life?” e eu em choque falo “sim, como você sabe?”.

Mantive a cabeça baixa arrumando minha bolsa, extremante constrangida!

Pô já me “reconheceram” na rua, mas nunca no escritório, na frente do meu gerente ali.

Tremi!

Mas, olha só a contradição: num texto pouco antes desse eu escrevi que: bons profissionais não podem ser pessoas de merda!

E, me esconder, ter vergonha do meu hobby mais querido, faz de mim uma pessoa de merda! Claro, isso aqui é meu espaço de criação, de desabafo, é uma extensão do meu mind palace.

Vida online vida offline mental palace

Eu sempre falo que não podemos separar nossa vida em caixinhas isoladas. Somos o que somos e devemos nos posicionar no mundo com transparência.

Nunca menti sobre ter um blog, mas não falava dele pra quase ninguém. Escondia não por vergonha, mas por muita gente “atrasada” nesse mundo. Falava pra um ou dois colegas mais próximos. Mas, nunca levei ele numa apresentação ou quando me perguntavam qual o meu hobby numa entrevista.

Mas, que sorte a minha!

Eu aceito que a escrita terapia (ainda vou explicar aqui como funciona) é parte de mim. O blog carrega meu nome ponto life (vida em inglês) ou seja: é minha vida na internet!

Nesse mesmo trabalho, dia 20/06, me dei conta de que estou no lugar certo e na hora certa.

Depois de ser reconhecida como a Lis, do lis.life por uma Business Partner da minha área. Sentir um frio na barriga por medo de “me expor demais”. O meu gerente e novos colegas começarem a me seguir. Eu senti um medo imenso de expor quem eu sou de verdade, minha história e a Lis, essência da Elisangela.

Só que o mundo não é mais dos que fingem ser, que vivem vidas que precisem ser escondidas. O mundo é cada vez mais de quem se expõe, é de verdade e honestamente humano!

Foi assim que, depois de 10 anos atuando na mesma área, eu consegui me desvincular do medo do julgamento. Me desvinculei no susto, com a água batendo na bunda e sem chance de voltar atrás.

Olha que tem tanta coisa feia na minha história pessoal que cruza com a profissional, viu? Tanta cicatriz e ferida que eu até pensei que não fosse o momento de me “assumir“.

Sei bem que o mundo profissional que vivo é um ovinho de codorna. Assim como o mundo hoje é pequeno e quem se esconde (tem o que esconder) não vai longe, nem vive em paz.

Enfim, 13 anos de trabalho formal e eis a minha apresentação pessoal mais profissional da vida:

Vida online x vida offline

 

Eu, nunca tive o que esconder. Errados estavam os que me zoavam, por minha aparência, gostos pessoais e até pelo blog!

A louca dos sinais e significados, não poderia deixar passar o que o universo me mostrou com tudo isso.

Bem no dia 20/06 eu estava assumindo meus desafios pessoais e profissionais na Bahia. Sendo recebida por uma empresa nova, colegas novos e ouvindo a todo instante o Rei do Baião.

Lembrei do meu pai a cada segundo dessa viagem.

Vida online x vida offline LIS

* um dos maiorias sinais que eu poderia receber, na simplicidade das memórias que minha irmã compartilhou!

E, como diz no Nordeste, graças a Deus e a São João pela boa colheita depois de uma semeadura tão árdua!

A festa na cidade não era por minha causa, mas eu senti como se fosse <3 até um forrózinho bom eu dancei!

Quem viu meu stories com a vida do viajante sendo tocada por um trio de forró no meio do escritório? Coraçãozinho ficou mais feliz!

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Uma reflexão sobre fazer malas

fazer mala para viagens rápidas_Lis Life

Fazer malas não é uma coisa simples.

Eu admiro quem nasce com a habilidade natural da praticidade à toda prova.

Fazer malas não é só sobre roupas, sapatos, looks!

É sobre estar preparado para lidar com situações desafiadoras à sua autoestima.

Pensando sobre como fazer malas é possível desenvolver outras habilidades, sabia?

Por exemplo, praticidade, organização, melhor uso do tempo, maior autoestima e segurança.

Ah, e ser safa ao fazer malas para viagens te ajuda na franquia de bagagem. Saber fazer uma boa mala é inteligência financeira. 😉

Em um dos meus projetos recentes, uma colega se impressionava que eu levava só uma valise. Em geral, quando ia ficar uma semana longe da casa. A prova está no Instagram:

Mal sabia ela, que até pouco tempo, eu tive muita dificuldade em fazer malas. “Qualquer viagem” era uma bagunça no armário, levava várias peças que não usaria e no destino ainda sentia falta de algo.

Nesse mesmo projeto, tive um imprevisto que colocou a prova meu essencialismo.

Sempre levo uma troca de roupa extra na mala. Mas, já havia usado toda roupa extra e precisei comprar tudo para mais dois dias. Eu, que odeio gastos não planejados, precisei comprar roupas “caras” por falta de opção na cidade.

Quase me arrependo da minha mala pequena, mas foi só um imprevisto.

Essa mesma amiga, levava uma mala enorme! Mesmo que tivesse que pagar para despachar e sempre comprava algo nas cidades que passávamos.

Por outro lado, eu me virava com as mesmas peças durante quase todo o projeto.

Com essas diferenças de comportamento analisei o motivo da minha dificuldade no passado. Pensei sobre todo o contexto de viagens e ocasiões onde sofri ao fazer as malas. Viagens à trabalho ou não, tá?

Identifiquei que, no passado, me faltava praticidade por motivos emocionais. Não necessariamente pela quantidade de peças que eu tinha à disposição.

Passei por ocasiões onde para qualquer viagem eu sentia insegurança ao escolher as roupas. Tinha medo de chegar “lá” e não ter nada para usar. Pensava na possibilidade de me sentir mal com alguma combinação e não ter opção de troca.

Mesmo tendo como lema pessoal “viver o melhor possível com o que tenho a minha disposição”! Ficava insegura de ter poucas opções de roupas ou acessórios e estar ao lado de outras pessoas, ter eventos sociais e etc.

Com o tempo entendi que minha insegurança era de não ser aceita (ou ser julgada) por quem estava ao meu lado. Isso nada tinha a ver com a quantidade de opções na mala.

Eu sempre me virei muito bem com pouco, sempre fiz de um limão seco a melhor caipirinha que pudesse. Analisando meu comportamento e reação à essas situações eu percebi onde errava ao fazer as malas. Percebi minha relação emocional frágil nas viagens que mais sofri com a mala! Onde mais senti medos e inseguranças sobre minha imagem e as situações que vivi nas viagens.

Eu entendi também que é normal ter receio ou até me sentir um pouco deslocada em situações sociais novas. Crescendo no trabalho, tendo contato com níveis hierárquicos e sociais diferentes do meu – até acima do meu e etc. É normal que em certas ocasiões, de trabalho ou vida social, o meio e as pessoas ao meu redor me afetem.

Sempre falo que eu saí da favela, mas a favela não saiu de mim. Isso tem seu lado bom e ruim!

Mas, essas situações novas não podem mudar minha autopercepção e atrapalhar meus hábitos e autoaceitação, entendem?

Se eu deixar me afetar (como já afetou no passado na minha vida pessoal) eu entraria no looping de muita gente por aí.

Sempre uma mala enorme, uma busca excessiva sem saber fazer o melhor com o que tenho a minha disposição. Ainda assim, não se sentir bem consigo, independente da avaliação ou aprovação dos outros.

Temos que cuidar para não confundir o que é nossa reação emocional a fatores externos, causada pelo ambiente ou terceiros. Com nossos medos e inseguranças intimas.

Isso serve pra tudo na vida, não só autoestima e autoaceitação.

O que é causado pelo outro não pode me nortear, não pode entrar na minha cabeça e virar uma autocobrança excessiva. O que é insegurança minha, por meus traumas e medos, aí sim cabe amadurecer e analisar para curar.

Foi essa noção que me fez mudar minha relação com as malas de viagem, com o ambiente e as pessoas que me cercaram em N situações. Me centrar no meu eu-essencial-real é o único norte que vale a pena ter em qualquer situação. É ele que me mantém consciente de quem sou, além de status ou imagem.

Olhar situações corriqueiras com esse questionamento tem me trazido ótimas reflexões. Até uma coisa comum como fazer mala para viagens rápidas vira a chave para um amadurecimento e uma cura interior.

Quantas malas enorme estamos carregando para não sentir rejeição ou inadequação, mas, na hora H, ainda nos falta algo e vamos buscar lá fora?

Infelizmente, tem coisas que não dá pra comprar em toda viagem, mas pra todas as outras existem Mastercard (não poderia perder a piada!).

Claro que essa reflexão nasceu na hora de fazer mais uma mala. Já sem peso, sem medo, leve e bem resolvida com o que carrego por aí.

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Zeitgeist, inspiração em altíssima octanagem

Zeitgeist inspiracao em altissima octanagem_Lis Life _ Carreira IT _ Inova

Zeitgeist, inspiração em altíssima octanagem.

Meu primeiro contato com o Romeo Busarello, o Busa, foi exatamente há um mês atrás. Levei um fucking entire mês pra assimilar os impactos da apresentação dele. Por isso, escrevo pra guardar na memória depois de muito pensar.

Pensa num impacto?!? Então guarda essa palavra: Zeitgeist!

A “palestra” dele marcou um mês que começou com propostas tão incríveis que, logo eu, precisava de uma inspiração “divina”. Para ter confiança e dar os primeiros passos de uma nova empreitada…

Na verdade, eu já havia dado o primeiro passo, cambaleante, mas havia… A inspiração divina era mais uma confirmaçãozinha que meu lado crédulo precisava pra manter meu lado cético sob controle.

Sim, nada faz sentido na introdução desse texto, mas vai fazer no final. Vem comigo!

O Busa é um daqueles caras que você vê na rua e saca logo que ele é diferente.

Eu tenho vibe de gente velha, por isso, reconheci logo a energia dele, sabem? Ele tem vibe de gente jovem, enérgica e altamente incômoda.

(Eu pensei incomodadora, mas as palavras que eu invento só fazem sentido na minha cabeça).

O Busa me fez ter vergonha da minha idade mental. O discurso dele incomoda, tanto quanto a energia que me deixou com inveja.

Tudo bem que eu estava sem dormir no dia, era cedo, final da semana, mas poxa ele é mais jovem que eu. Shame on me!

A fala do Busa naquele dia foi um mix de cutucão na costela, com soco no estômago e chacoalhão segurando pelos braços.

Busarello é Diretor de Marketing da Tecnisa. Imerso em inovação, tecnologia e tem uma postura/visão totalmente diferente do esteriótipo dos professores do Insper. Escola que leciona como convidado, assim com a FIA e ESPM.

Apesar das frases prontas, que todo palestrante tem no PPT, o conteúdo por trás do clichê me chamou muito a atenção.

Quando Busarello fala da sua carreira, família, escolhas e, principalmente, da sua postura, é diferente de todos os diretores que ouvi nos últimos anos.

Das frases impactantes e do comportamento por trás delas, eu destaco algumas:

“Saio todos os dias para o trabalho com o currículo debaixo do braço”.

Ele explica que ser diretor não é um ponto de chegada, nem local de descanso, pelo contrário! Com pouco mais de 17 anos a frente do Marketing da Tecnisa ele não se sente nem perto de ser “indispensável” para a empresa.

Olha que ele é membro do board, é diretor! Ou seja: ele paga a conta e nem por isso se acomoda no “job title” pra não se atualizar.

Seria só um discurso bonito se ele não provasse durante toda a apresentação que ele se atualizou (e muito). Ele passeia bem por temas tão recentes de tecnologia que nem artigos publicados existem!

Convenhamos! Diretores e gerentes que dominam os assuntos do momento pelos links do Linkedin, tá cheio né?

Zeitgeist inspiracao em altissima octanagem_Lis Life _ Carreira IT _ Inova_Romeo Busarello

“Muita conversinha e pouca conversão”

Com um tom de voz quase tão irônico quanto maldoso, o Busa disse:

“Você não é criativo, você não é inovador, sua ideia não é nada. Se não traz resultado é só conversinha, nome bonito pra pouca coisa”.

Na hora lembrei dos inúmeros “líderes” de inovação que se vendem montando sala de design thinking sem nem saber o que é, como faz e etc… Eita, que nosso mundo de inovação em TI, Marketing e whatever tá cheio de nome bonito sem aplicação prática.

É muito discurso e pouco retorno.

Tenho certeza que muito profissional/empresa que se vende como blá blá blá “digital transformation” deveria se envergonhar de colocar isso no Linkedin.

Digo por mim também, viu? Passei o último mês recapitulando ações “inovadoras”, ideias e vendo o quanto de resultado obtive, ou não, com elas para as empresas por onde passei.

“Mantenha o Zeitgeist”

Zeitgeist inspiracao em altissima octanagem_Lis Life _ Carreira IT _ palavra

O termo se traduz como espírito da época, espírito do tempo ou sinal dos tempos. A vibe, a perfomance e o discurso do Busa desenham bem o que é o Zeitgeist.

Cursos aleatórios, passeios, co-working e muita curiosidade focada em absorver conteúdo útil, Busarello destacou o que faz para manter esse espírito.

Cheguei a conclusão que manter o espírito do seu tempo é mais do que se atualizar profissionalmente. É abrir a mente, evoluir com o mundo e como pessoa no mundo. É viver a mundança como protagonista dela em todas as áreas da vida. Porque não existe mais essa do “excelente profissional” que é um merda na vida, uma hora a conta não fecha!

Quando isso não acontece é o que o Busa exemplificou como sendo o comportamento de executivos, gerentes e coordenadores que destoaram o conhecimento técnico das habilidades pessoais de adaptação, mudança e desenvolvimento.

Aliás, outra provocação ótima do Busarello é:

“Mudança de cultura ou cultura de mudança”

Passamos da era onde a mudança é algo 100% planejado e que ocorre aos poucos com uma transição linear em um Project.

Aliás, isso funcionou em algum momento? Pergunto porque na minha experiência a era da mudança de cultura sempre foi muito papo e pouca realidade. Não sei…

Agora, a mudança tem que estar no DNA das pessoas e empresas. Assim como inovação, criatividade, empatia, transparência, ética e tantas outras coisas… Que no passado ficavam fixadas nas paredes como “missão, visão e valores”, mas não refletiam no comportamento de líderes e pessoas.

A mudança precisa ser respirada por todos com adaptabilidade e flexibilidade de processos. Ser condizente com profissionais e perfis alinhados que tenham postura para lidar com esse cenário. É isso que faz uma empresa viver a cultura de mudança que vai determinar sua longevidade nessa era.

Se me falassem só o cargo do Busarello, vice-presidente da Tecnisa, eu imaginaria um senhor de terno e com a típica postura shark tank de ser. E claro, teria ido lá com os dois pés atrás.

Como eu cheguei no workshop sem saber nada sobre o evento, nem sobre ele, uma outra frase me deixou bem feliz.

“A era dos Tubarões no mundo corporativo acabou!”

A postura das lideranças deve ser colaborativa, aberta para aprender e se manter em constante evolução pessoal e profissional.

Chefes/empresas-tubarões vão ser engolidos por profissionais/startups-cardumes. Já temos algumas amostras no mercado com Spotify, Netflix, Facebook e etc..

O Busa diz que para o mercado, em idade, ele é “velho” para estar a frente do Marketing e Inovação de uma empresa.

Comparando com líderes jovens, a postura, mentalidade e a capacidade de adaptação dele. Somados a experiência profissional e de vida, o colocam numa posição que muito gestor novinho não vai atingir nunca.

Ou vai ralar muito a bunda no chão pra conseguir.

No mercado/mundo atual, bons profissionais buscam por “meaning” e não somente “money“! O líder/empresa vazios, com muito discurso e pouco conteúdo tendem a ser engolidos ou tropeçar no próprio ego.

De modo bem pessoal, me identifiquei com a faísca que o Busa mostrou da jornada da sua vida. A busca por evolução pessoal, os conflitos que ele fala por alto e com delicadeza. Sobre levar anos para ir “pra cama” como pessoa física e não mais jurídica. Sobre sua família e sobre a importância dela e o que define o sucesso para ele ser o casamento, os filhos, a vida fora da empresa.

A frase que ele repete várias vezes:

“Não se apaixone pela meretriz”

e o contexto de “não se perca no caos” é um choque de realidade pra quem está crescendo na carreira. Pra mim, foi um abraço na alma por saber que meu caminho sempre esteve certo, mesmo na contramão.

“Não se perder no caos é sempre estar atento aos 4 S da vida. Sobrevivência (até a faculdade), sucesso (construção de família, carreira, receitas), significado (vida com qualidade) e sossego.

Para nós [profissionais de marketing, tecnologia e inovação] isso é fundamental. Principalmente, cuidar da segunda etapa da vida. Quando um CMO/CTO já não é tão atraente aos 50 anos… Assim como um jogador de futebol ou uma modelo”.

Do texto do Projeto Draft sobre uma aula do Busa.

Ah! Aqui eu completo com o famoso termo que ele cunhou:

“Hora-bar”.

A vida além dos happy hours “da sujeira” do mundo corporativo.

Ele fala para termos mais hora-bar entre equipes e empresas. Aproveitar momentos de descontração com foco em criar laços, conhecer ideias, compartilhar histórias. Conhecer pessoas e formar uma sólida rede de contatos.

Mas, antes que eu levantasse da mesa enjoada, ele completou, ufa!

“Hora bar não é oba-oba (vulgo putaria) é hora-bar com gente que acrescenta, senão é perda de tempo. Não se faz hora-bar com todo mundo o tempo todo.”

Hora-bar só serve se for pra somar alguma coisa, na sua vida e dos outros!

Não é todo mundo que tem postura e maturidade pra lidar com o crescimento da carreira, com mil oportunidades a sua frente e que sabe fazer do happy-hour uma hora-bar produtiva para usar o tanto de novidade que nosso mercado tem…

Ainda bem! Sobra mais oportunidade pra quem é bom de verdade mostrar a que veio nesse mundo.

Os universitários que criam start-ups na mesa do boteco provam isso! Falarei de uma start-up que nasceu assim no próximo texto sobre Carreira aqui!

O problema não é o happy-hour é você perder a vida nele 😉.

No final, perguntei, como é lidar com conflitos de valores pessoais e morais (conflitos internos) numa posição hierárquica tão alta.

Na lata, ele disse:

“Quanto mais você sobe, mais sujeira você vê, mais gente podre se aproxima. O jeito é não se perder do que é essencial. Saber ponderar as situações sempre olhando para o que tem mais valor na sua vida e na empresa. Muitas vezes, você vai ter que tomar decisões dolorosas, amargas. Mas, sendo a melhor decisão você toma com coragem e segue.”

Me fala se essas frases não chutam nossas bundas e fazem o “pense fora da caixa” ser muito mais amplo? Pra mim, fez todo sentido!

Clique aqui para ler mais sobre o Romeo Busarello e, aqui tem artigos assinados por ele na Endeavor.

Renovei meu Zeitgeist com uma ponta de fé no futuro do mundo corporativo.

O Busa quase foi padre, eu quase fui freira… Foi por isso, também, que bateu uma sensação de me abraça aqui e obrigada pelos sinais Universo!