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Vida online x Vida offline: a vida esfrega as coisas na minha cara!

vida real

Vida online x vida offline: uma longa história sobre como a vida esfrega as coisas na minha cara!

Faz uns 13 anos que mantenho meu diário virtual nessa internet. Via de regra, nunca falo exatamente do meu trabalho ou vida pessoal aqui.

Embora, tudo seja muito pessoal eu sei como publicar com reserva os assuntos.

Já comentei em textos, grupos e até no Instagram, que no passado enfrentei situações bem pesadas por conta do blog. Desde preconceito à constrangimentos. Por postar “look do dia”, selfies, por falar de produtos de beleza, expressar opiniões e etc.

Essas coisas são tidas como “fúteis, inúteis e inferiores”. Tive chefes que afirmaram que meu blog depreciaria minha identidade profissional.

Até clientes, que chegando aqui, me julgavam mal e usavam o que viam aqui para destilar maldade. Ouvi coisas como: “nossa você não tem nada a ver com esse meio, você é tão inteligente pra que manter um blog.?” ou “jura que você tem um blog de moda, mas trabalha com tecnologia?!”. “Você é tão novinha e bonita demais pra entender de finanças”.

Como se ter um blog fosse coisa de gente burra ou diminuísse minha competência na minha profissão.

Sem contar, as inúmeras chacotas e piadinhas de corredor. Dos colegas mais próximos, sempre levei na boa. Mas, a gente enxerga quando é maldade falada pra só pra diminuir e atacar.

Eu trabalho num meio majoritariamente masculino. Mas, por incrível que pareça, as piores críticas sempre vieram de mulheres.

Isso reflete bem o motivo que devemos ensinar mais mulheres sobre o que é sororidade.

Pra lidar com “o problema” eu desassociei qualquer tipo de trabalho daqui. Passei a usar só meu apelido e nunca publiquei nada sobre meu trabalho, estudos, temas que amo e etc.

Mas, aí vem a vida senhoras e senhores.

Dia desses no trabalho, recém chegada, não conhecia ninguém e uma pessoa fala: “você não é a Lis.Life?” e eu em choque falo “sim, como você sabe?”.

Mantive a cabeça baixa arrumando minha bolsa, extremante constrangida!

Pô já me “reconheceram” na rua, mas nunca no escritório, na frente do meu gerente ali.

Tremi!

Mas, olha só a contradição: num texto pouco antes desse eu escrevi que: bons profissionais não podem ser pessoas de merda!

E, me esconder, ter vergonha do meu hobby mais querido, faz de mim uma pessoa de merda! Claro, isso aqui é meu espaço de criação, de desabafo, é uma extensão do meu mind palace.

Vida online vida offline mental palace

Eu sempre falo que não podemos separar nossa vida em caixinhas isoladas. Somos o que somos e devemos nos posicionar no mundo com transparência.

Nunca menti sobre ter um blog, mas não falava dele pra quase ninguém. Escondia não por vergonha, mas por muita gente “atrasada” nesse mundo. Falava pra um ou dois colegas mais próximos. Mas, nunca levei ele numa apresentação ou quando me perguntavam qual o meu hobby numa entrevista.

Mas, que sorte a minha!

Eu aceito que a escrita terapia (ainda vou explicar aqui como funciona) é parte de mim. O blog carrega meu nome ponto life (vida em inglês) ou seja: é minha vida na internet!

Nesse mesmo trabalho, dia 20/06, me dei conta de que estou no lugar certo e na hora certa.

Depois de ser reconhecida como a Lis, do lis.life por uma Business Partner da minha área. Sentir um frio na barriga por medo de “me expor demais”. O meu gerente e novos colegas começarem a me seguir. Eu senti um medo imenso de expor quem eu sou de verdade, minha história e a Lis, essência da Elisangela.

Só que o mundo não é mais dos que fingem ser, que vivem vidas que precisem ser escondidas. O mundo é cada vez mais de quem se expõe, é de verdade e honestamente humano!

Foi assim que, depois de 10 anos atuando na mesma área, eu consegui me desvincular do medo do julgamento. Me desvinculei no susto, com a água batendo na bunda e sem chance de voltar atrás.

Olha que tem tanta coisa feia na minha história pessoal que cruza com a profissional, viu? Tanta cicatriz e ferida que eu até pensei que não fosse o momento de me “assumir“.

Sei bem que o mundo profissional que vivo é um ovinho de codorna. Assim como o mundo hoje é pequeno e quem se esconde (tem o que esconder) não vai longe, nem vive em paz.

Enfim, 13 anos de trabalho formal e eis a minha apresentação pessoal mais profissional da vida:

Vida online x vida offline

 

Eu, nunca tive o que esconder. Errados estavam os que me zoavam, por minha aparência, gostos pessoais e até pelo blog!

A louca dos sinais e significados, não poderia deixar passar o que o universo me mostrou com tudo isso.

Bem no dia 20/06 eu estava assumindo meus desafios pessoais e profissionais na Bahia. Sendo recebida por uma empresa nova, colegas novos e ouvindo a todo instante o Rei do Baião.

Lembrei do meu pai a cada segundo dessa viagem.

Vida online x vida offline LIS

* um dos maiorias sinais que eu poderia receber, na simplicidade das memórias que minha irmã compartilhou!

E, como diz no Nordeste, graças a Deus e a São João pela boa colheita depois de uma semeadura tão árdua!

A festa na cidade não era por minha causa, mas eu senti como se fosse <3 até um forrózinho bom eu dancei!

Quem viu meu stories com a vida do viajante sendo tocada por um trio de forró no meio do escritório? Coraçãozinho ficou mais feliz!

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Uma reflexão sobre fazer malas

fazer mala para viagens rápidas_Lis Life

Fazer malas não é uma coisa simples.

Eu admiro quem nasce com a habilidade natural da praticidade à toda prova.

Fazer malas não é só sobre roupas, sapatos, looks!

É sobre estar preparado para lidar com situações desafiadoras à sua autoestima.

Pensando sobre como fazer malas é possível desenvolver outras habilidades, sabia?

Por exemplo, praticidade, organização, melhor uso do tempo, maior autoestima e segurança.

Ah, e ser safa ao fazer malas para viagens te ajuda na franquia de bagagem. Saber fazer uma boa mala é inteligência financeira. 😉

Em um dos meus projetos recentes, uma colega se impressionava que eu levava só uma valise. Em geral, quando ia ficar uma semana longe da casa. A prova está no Instagram:

Mal sabia ela, que até pouco tempo, eu tive muita dificuldade em fazer malas. “Qualquer viagem” era uma bagunça no armário, levava várias peças que não usaria e no destino ainda sentia falta de algo.

Nesse mesmo projeto, tive um imprevisto que colocou a prova meu essencialismo.

Sempre levo uma troca de roupa extra na mala. Mas, já havia usado toda roupa extra e precisei comprar tudo para mais dois dias. Eu, que odeio gastos não planejados, precisei comprar roupas “caras” por falta de opção na cidade.

Quase me arrependo da minha mala pequena, mas foi só um imprevisto.

Essa mesma amiga, levava uma mala enorme! Mesmo que tivesse que pagar para despachar e sempre comprava algo nas cidades que passávamos.

Por outro lado, eu me virava com as mesmas peças durante quase todo o projeto.

Com essas diferenças de comportamento analisei o motivo da minha dificuldade no passado. Pensei sobre todo o contexto de viagens e ocasiões onde sofri ao fazer as malas. Viagens à trabalho ou não, tá?

Identifiquei que, no passado, me faltava praticidade por motivos emocionais. Não necessariamente pela quantidade de peças que eu tinha à disposição.

Passei por ocasiões onde para qualquer viagem eu sentia insegurança ao escolher as roupas. Tinha medo de chegar “lá” e não ter nada para usar. Pensava na possibilidade de me sentir mal com alguma combinação e não ter opção de troca.

Mesmo tendo como lema pessoal “viver o melhor possível com o que tenho a minha disposição”! Ficava insegura de ter poucas opções de roupas ou acessórios e estar ao lado de outras pessoas, ter eventos sociais e etc.

Com o tempo entendi que minha insegurança era de não ser aceita (ou ser julgada) por quem estava ao meu lado. Isso nada tinha a ver com a quantidade de opções na mala.

Eu sempre me virei muito bem com pouco, sempre fiz de um limão seco a melhor caipirinha que pudesse. Analisando meu comportamento e reação à essas situações eu percebi onde errava ao fazer as malas. Percebi minha relação emocional frágil nas viagens que mais sofri com a mala! Onde mais senti medos e inseguranças sobre minha imagem e as situações que vivi nas viagens.

Eu entendi também que é normal ter receio ou até me sentir um pouco deslocada em situações sociais novas. Crescendo no trabalho, tendo contato com níveis hierárquicos e sociais diferentes do meu – até acima do meu e etc. É normal que em certas ocasiões, de trabalho ou vida social, o meio e as pessoas ao meu redor me afetem.

Sempre falo que eu saí da favela, mas a favela não saiu de mim. Isso tem seu lado bom e ruim!

Mas, essas situações novas não podem mudar minha autopercepção e atrapalhar meus hábitos e autoaceitação, entendem?

Se eu deixar me afetar (como já afetou no passado na minha vida pessoal) eu entraria no looping de muita gente por aí.

Sempre uma mala enorme, uma busca excessiva sem saber fazer o melhor com o que tenho a minha disposição. Ainda assim, não se sentir bem consigo, independente da avaliação ou aprovação dos outros.

Temos que cuidar para não confundir o que é nossa reação emocional a fatores externos, causada pelo ambiente ou terceiros. Com nossos medos e inseguranças intimas.

Isso serve pra tudo na vida, não só autoestima e autoaceitação.

O que é causado pelo outro não pode me nortear, não pode entrar na minha cabeça e virar uma autocobrança excessiva. O que é insegurança minha, por meus traumas e medos, aí sim cabe amadurecer e analisar para curar.

Foi essa noção que me fez mudar minha relação com as malas de viagem, com o ambiente e as pessoas que me cercaram em N situações. Me centrar no meu eu-essencial-real é o único norte que vale a pena ter em qualquer situação. É ele que me mantém consciente de quem sou, além de status ou imagem.

Olhar situações corriqueiras com esse questionamento tem me trazido ótimas reflexões. Até uma coisa comum como fazer mala para viagens rápidas vira a chave para um amadurecimento e uma cura interior.

Quantas malas enorme estamos carregando para não sentir rejeição ou inadequação, mas, na hora H, ainda nos falta algo e vamos buscar lá fora?

Infelizmente, tem coisas que não dá pra comprar em toda viagem, mas pra todas as outras existem Mastercard (não poderia perder a piada!).

Claro que essa reflexão nasceu na hora de fazer mais uma mala. Já sem peso, sem medo, leve e bem resolvida com o que carrego por aí.

2 In Estilo de Vida

O que é Estilo de Vida?

O que e Estilo de Vida - destaque - Lis Life

Vamos falar sobre o que é estilo de vida?

Por que blogs de estilo de vida estão tão na moda? Qual o segredo da nova febre dos “life coach” ou “lifestyle mentor”?

Temos uma avalanche de Puglieses e Tony Robbins surgindo a cada dia. Influenciadoras que arrastam milhões e faturam igualmente maquiando a vida que tem.

Instagram é a rede social mais nociva a saúde mental – Fonte: Super Interessante.

Ao mesmo tempo que temos uma geração de pessoas que sofre ao tentar se encaixar nos padrões de estilo de vida ideal.

Pessoas que sofrem danos reai na sua autoestima e passam a buscar algo que nem se quer é real a partir da influência.

Estadão: Brasil tem maior taxa de transtorno de ansiedade do mundo. Índice de depressão também é um dos cinco mais elevados do planeta.

Eu me pergunto se a polêmica com “comidinhas da terra” e a guerra contra blogueiras que mostram uma vida perfeita e irretocável cheia de retoque é uma reviravolta ou só mais uma caça as bruxas?

Questiono a onda que grandes revistas e novelas vem surfando ao falar de beleza sem padrão, mas sempre dentro de um padrão, entende?

Porque é incontável o número de pessoas que lidam diariamente com gatilhos emocionais e psicológicos ao não se ver dentro do padrão de estilo de vida aceito, admirado e amplamente divulgado.

Mas, ao mesmo tempo, é gigantesco o crescimento das cifras e ações com blogueiras e gurus de um estilo de vida inatingível.

Não é contraditório?

Por isso quis escrever sobre o que é estilo de vida e como você e eu, gente comum, podemos nos livrar da “admiração ao inatingível”.

Um pouco de ciência social pra gente elevar a conversa:

“Estilo de vida é uma expressão moderna que se refere à estratificação da sociedade por meio de aspectos comportamentais, expressos geralmente sob a forma de padrões de consumo, rotinas, hábitos ou uma forma de vida adaptada ao dia a dia.

A construção de um estilo de vida não foge às regras da formação e diferenciação das culturas: a adaptação ao meio ambiente e aos outros seres humanos. É a forma pela qual uma pessoa ou um grupo de pessoas vivencia o mundo e, em consequência, como se comporta e faz escolhas.”

Há revistas, novelas e jornais anunciando padrões específicos de conduta, alimentação, roupas, práticas de esporte ou lazer como sendo “o estilo de vida” do momento.

No meio dos blogs o nicho estilo de vida ficou associado ao discurso fitness e de viagem, que fala de vida saudável e ativa sempre seguindo um padrão estético.

As imagens que o Google mostra quando pesquisamos o termo lifestyle ilustram bem o formato da caixinha de estilo de vida:

O que é Estilo de Vida - Lis Life

Vocês nunca se questionaram se só essas pessoas magras, ricas e bem dispostas tem um estilo de vida?

Eu me questiono e fui pesquisar para saber.

O termo “estilo de vida” denomina aspectos da vida social relacionadas ao comportamento de grupos específicos e individuos, como, por exemplo:

  • as classes sociais (concebidas numa perspectiva da teoria marxista ou simplesmente como segmentos das estratificação socioeconômica);
  • os novos ricos;
  • os aristocratas (e burgueses);
  • o american way of life;
  • as tribos urbanas punks, góticas, hippies, entre outros.

Ou seja, cada grupo desse é um estilo de vida, que nada tem a ver com um tipo físico, por exemplo. Em algum momento a sociedade fechou um quadro e tagueou como sendo o estilo de vida PADRÃO.

Quando alguém fala sobre estilo de vida a imagem que, geralmente, nos vem a cabeça é: gente magra, loira, branca, rica e sorrindo no meio de alguma atividade física ou viagem.

As imagens do Google para essa busca:

O que é Estilo de Vida - Lis Life

EU NÃO ME ENCAIXO NESSAS IMAGENS NEM NO BRANCO DOS OLHOS!

Mas, péra lá estilo de vida é algo SÓ bonito assim?

Não!

Na verdade, alguns padrões de estilo de vida constituem os principais fatores de risco comportamentais envolvidos em doenças crônicas e incapacidades sérias.

Doenças crônicas como as cardiovasculares e neoplasias, junto com os acidentes e violências, estão entre as principais causas de morte nas sociedades, desenvolvidas ou não.

Tais ocorrências são quase sempre associadas ao estilo de vida dos envolvidos. Numa análise bem rasa, tá? Não vou entrar no conceito social disso.

Pense em estilo de vida sedentário, que está associado a doenças como diabetes, colesterol, problemas cardíacacos, hormonais e etc.

 Qual a imagem que te vem a cabeça?

estilo de vida sedentário

Quando falamos de estilo de vida sedentário a imagem que nosso cerébro reproduz é a de uma pessoa acima do peso sentada no sofá, certo?

Mas, essas doenças essas não acometem só pessoas que estejam com sobrepeso ou obesidade, entendem?

O que é Estilo de Vida - Lis Life

 

Abro um grande parentesis, porém, contudo, entretanto aqui: Na vida real um estilo de vida sedentário não é privilégio (ou falta dele) de um determinado tipo físico, classe social, gênero ou etc…

Há pessoas magérrimas que são sedentárias e tem problemas de saúde. Mas, a imagem formada no subconsciente coletivo é gordofóbica.

Tá acompanhando meu racícionio?

Meu ponto aqui é que estilo de vida não é essa imagem que nos venderam e estamos reproduzindo como forma de opressão.

Estilo de vida não é sobre corpo, cor, raça, cabelo e etc… O “lifestyle” difundido pelo marketing e pela publicidade é que fez parecer isso!

Hoje, estilo de vida é objeto de estudo das ciências sociais (sociologia e etnologia) e da psicologia social/comportamental – e dessa moça que vos fala aqui.

Fato é que o estilo de vida de uma pessoa tem reflexo na sociedade que a cerca, vide o exemplo dos acidentes, doenças e violências citado acima.

Por isso, quando a gente pensa nos exemplos de estilo de vida que vemos na internet a proporção fica mais assustadora.

Quando falamos do poder das redes sociais, do discurso de sofá, da força da reprodução de padrões que o mundo prega e tantas outras coisas, vemos como o estilo de vida aceito pela maioria molda o todo.

Mas, a verdade é que esse formato de caixinha de estilo de vida nasceu e foi perpetuado apenas com o intuito de vender mais produtos e segregar quem os consome para vender mais baseando-se em status e o “aspiracional” do ser humado.

Problemas sociais e comportamentais podem ser compreendidos a partir da observação do estilo de vida de uma pessoa e seu meio de convívio, mesmo que virtual.

Mas, esse aqui é um blog de estilo de vida real. Cadê a coerência?

De tudo que estudei, aprendi que estilo de vida é mais do que reforçar padrões, é mais do que falar de saúde, beleza, bem estar e atividade física.

Vivemos um tempo onde estilo de vida é uma decisão diária de como o indivíduo vai viver a própria vida, não um padrão inatingível aos mortais.

Para mim, é bom estudar, debater e conhecer sobre estilo de vida para que a minha bolha de realidade se amplie, ganhe novas nuances.

Estudei a fundo para poder reforçar que não há padrão ou rótulo que englobe o que é um estilo de vida. Não há caixinha que defina o que é ser mulher independente, ser bonita, ser bem sucedida que vai caber todo mundo, sabe?

Passei a elaborar mais o meu entendimento de vida e a minha experiência quando comecei a observar com empatia o modo de ser da sociedade e dos indivíduos. Por isso, sigo livre para ser quem eu sou!

Organização Mundial da Saúde define estilo de vida como:

“é o conjunto de hábitos e costumes que são influenciados, modificados, encorajados ou inibidos pelo prolongado processo de socialização. Esses hábitos e costumes incluem o uso de substâncias tais como o álcool, fumo, chá ou café, hábitos dietéticos e de exercício. Eles têm importantes implicações para a saúde e são frequentemente objeto de investigações epidemiológicas”

Olha que afirmação reveladora o processo de socialização molda nosso estilo de vida!

Sabe o que é socialização nessa era: é todo tipo de interação que uma pessoa pode ter com o meio externo. Sabe o que pode estar ferrando a sua cabeça aí, fazendo você se odiar ou buscar algo que não é sua essência? O PROCESSO DE SOCIALIZAÇÃO QUE VOCÊ TA VIVENDO!

Ainda da OMS:

Recentes estudos baseados em evidências sobre a redução da mortalidade têm convincentemente demonstrado que intervenções no Estilo de Vida são tão eficazes quanto as terapias médicas.

A redução da mortalidade nos EUA atribuída às mudanças nos fatores de risco em função da melhora no Estilo de Vida e no ambiente alcançou 44%, enquanto que aquelas relacionadas às terapias médicas alcançaram 47%.

Entre os componentes do Estilo de Vida responsáveis pela redução da mortalidade se destacam, em ordem, a abstinência do tabagismo, redução da pressão arterial, prática de atividades físicas regulares, redução do sal na dieta, e aumento da ingestão de frutas e verduras.

Não é um problema que blogs de estilo de vida estejam tão na moda. Ei eu me incluo nesse nicho \o/.

Muito menos que estejamos vivendo o boom dos “life coach” e “lifestyle mentor”.

Sério, não é um problema!

O problema é querer encaixar TODO MUNDO num estilo de vida que é SÓ baseado em padrões estéticos, financeiros e elitistas.

Traduzindo o que disse a OMS, ter um estilo de vida saudável e, eu acrescento, positivo mental e espiritualmente é que deve ser a nossa busca para uma vida melhor. Não uma imagem, um padrão…

Se você sofre ao ver e consumir um estilo de vida, mesmo que seja só nas fotos do Instagram, meu conselho é: crie o seu estilo de vida e se relacione com pessoas e conteúdos que se assemelhem a você.

A gente deve usar a internet como ferramenta de crescimento. Evite conteúdo nocivo, preconceituoso e que só reforce padrões negativos para todas nós. <3

 

Referência científica: PORTES, LA. Estilo de Vida e Qualidade de Vida: semelhanças e diferenças entre os conceitos. Lifestyle J, 2011;1(1):8-10.
PS: As imagens desse post mostram como a busca do Google, simples, sem filtro, ilustra os termos ligados a estilo de vida.
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2017: o ano em que não me reconheci

2017 - o ano

2017 foi o ano em que eu mais repeti a frase: eu não me reconheço!

Dificilmente depois desse 2017 eu voltarei a me re-conhecer*. Viu?

*me reconhecer de me ver igual no passado, entende?

2017 foi o ano mais difícil, sendo o ano mais fácil da minha vida, até aqui.

Vivi mudanças profundas e rupturas tão inesperadas que eu custei a entender que esse era o ~destino~ de 2017. Por outro lado, algumas coisas mudaram em mim de forma tão natural, que quase acreditei no poder sobrenatural da minha mediunidade.

Acreditaria nisso, se eu não fosse tão mais cética hoje do que era em 2016. Não perdi a fé, mas…

Em 12 meses eu mudei, fui do meu mal ao meu pior! Fiz das tripas coração para não sucumbir na maldade alheia e não me tornar uma pessoa pior, mas não deu.

Não foi sem luta, mas sei que fecho 2017 sendo a pior versão que eu poderia ser de mim. Terminei pior por dentro, pra mim mesma e para a felicidade daqueles que queriam o meu mal e me fizeram isso.

Mas, eu sei da minha responsabilidade. Eu quem sucumbiu, eu que não me reconheci no meio de tanta coisa nebulosa.

Bendito 2017 que me fez refletir mais sobre o sofrimento envolvido nos prazeres da (minha) vida. Na responsabilidade que tenho, mesmo quando estou vivendo só pro meu prazer

Foi nesse 2017 que, logo eu, que sempre fui tão sedenta de vida e segura das escolhas que havia feito precisei aprender a viver com o luto da perda (em vida) e com a quebra da minha (auto) confiança em todas as áreas da minha vida.

Agora reconheço que sempre fui um pouco escrava do meu imenso auto-controle e da falsa confiança que eu via na vida que construí.

Foi assim que eu optei por me esvaziar.

Me esvaziar de rótulos, de certezas, de status para poder reencontrar o meu tesão por viver. Meu tesão por mim mesma, por tudo que sou e tenho de bom e ruim.

No meio do caminho não teve nada nem ninguém comigo.
Não teve uma ajuda especial.
Não teve força sobrenatural, nem milagre.
Não teve acontecimento marcante.

Teve a vida sendo a vida. Um ciclo sem fim de começos e finalizações.

Teve também muitos questionamentos éticos e morais que domaram a minha raiva impulsiva. Outros tantos questionamentos que me fizeram racionalizar desejos e ponderar decisões.

Tudo isso doeu em lugares inéditos pra mim, lugares que eu nem sabia que existiam.

Admito que, algumas vezes, só as lágrimas fizeram meus olhos brilhar. Não teve decência nem dignidade na luta, teve muita dor, admito, teve ódio que cega…

Por opção e pela dor eu recuei, me afastei e não deixei ninguém se aproximar.
Estive vulnerável e tentando entender o que acontecia comigo. Por isso, o isolamento foi o meu caminho.

Mas, por sorte, o amor, o trabalho e as amizades sobreviveram de um jeito que não mereço e sou infinitamente grata por isso.

Disso tudo eu refiz uma vida, catando as sobras do que eu tinha ali a minha disposição.
Cuidei da minha casa, que é também um reflexo da minha alma.
Trabalhei muito mais horas e muito mais duro do que em qualquer outro ano da minha vida.

Quase perdi um dos meus gatos e quase morri junto com ele. Mas, foi olhando no olhinho abatido dele, deitado na mesa fria do hospital veterinário que eu reaprendi o valor da vida.

Foi na morte do meu Pai que eu aprendi o que tem mesmo valor nessa vida.

Em 2017 não foi diferente…

Foi na noite mais escuro da minha alma que entendi que preciso, todos os dias, despertar com o Sol dentro de mim. Por que no mundo, as pessoas com luz são tão raras…

Quando a minha vida parou bruscamente eu tive tempo de olhar pro lado, pra mim.
Comecei a me interessar e pesquisar sobre assuntos novos. Um desejo de estudar mais, me habilitar para novas atividades. Neurociências, psicologia comportamental, inteligência artificial, filosofias orientais, gênero, criptomoedas, investimentos…

Aprendi mais sobre o meu propósito com o blog, sobre a razão desse espaço existir na minha vida.
Busquei entender meu corpo, minha saúde e a falta dela.
Assumi posições importantes no trabalho, meti a cara e fui fazendo.
Aperfeiçoei meu currículo, estudei mais o idioma que quero me tornar proficiente e vi os frutos disso tudo em convites e propostas de trabalho!

Estive sozinha, não que tivesse tido alguma ajuda no passado. Mas, ainda me espanto com as revoluções que consigo fazer all by myself.
Encarei as batalhas mais difíceis, rindo e chorando a cada derrota ou vitória.

Nesse processo todo eu vi, de novo, a vida sendo a vida.

Em 2017 pude comprovar que todo aquele que merece, recebe a felicidade em dobro, depois de combater o bom combate!

Mais que um testemunho, pela vida que chega, a esperança se tornou viva pra mim!

Fecho o ano esperando ansiosamente a chegada do Bernardo. Que é um sinal de fé e esperança na bondade da vida.

Vai ser nos olhos do Bernardo que vou enxergar quem quero ser daqui pra frente.

Vai ser pela esperança que ele me trouxe, pela Isa e pelo Gu que vou construir um mundo novo.

E pela Gio, que vai casar, eu vou acreditar que toda tampa tem sua panela <3.

Pode vir 2018, eu sei o que me guia.

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A diferença entre gratidão e dívida

A diferença entre gratidão e dívida

A diferença entre gratidão e dívida faz muito sentido, pra mim, no dia de ação de graças.

Nos últimos 10 anos eu celebrei o Thanksgiving com uma atitude de gratidão. Poucas vezes tive a oportunidade de celebrar com um jantar. Na maior parte dos anos me fiz um brigadeiro e fui à Igreja agradecer.

Esse ano não comemorei nem mesmo coisas corriqueiras, como meu aniversário e outras datas.

Logo eu que amo uma data comemorativa? Amo um pretexto pra fazer algo especial, amo qualquer dia que seja festivo. Sempre gostei até das datas puramente comerciais para ter um pretexto de festa.

Eu fazia muita questão dos dias especiais serem marcados por pequenos prazeres.

Nunca foi a festa, presente, grana ou algo assim, sempre foi só a celebração das coisas simples com a maior empolgação do mundo.

Celebrar era como pagar uma dívida comigo mesma ou com o universo. Era como se eu devesse ao universo esse gesto de “gratidão” pela tal data feliz.

Mas, os acontecimentos desse ano mexeram com algo que era quase sagrado pra mim. Mudaram o quanto eu enxergava o “especial” na minha vida como um “favor”, seja de Deus ou da vida.

Já falei do meu passado aqui algumas vezes. Não só na infância e adolescência pobre que eu buscava ter esse olhar especial pras coisas, sabe?

Eu sempre levei uma vida ferrada pra caramba! Nunca foi easy peasy, sempre foi luta, suor e quase sempre all by myself! Ainda assim, eu achava que vivia um conto de fadas.

Sempre dei um jeito de ver que tinha sorte de estar onde estava e ter o que tinha. Eu tinha um encantamento, via um conto de fadas na minha vida, sabe?

Por isso que eu TINHA que ser grata, não que eu me forçasse, mas essa dívida intrínseca da felicidade estava ali…

Eu sempre tive facilidade de aceitar o karma ruim, a maldade ou até a falta de sorte na vida, mas não as coisas boas. Por isso a gratidão era como pagar uma dívida pelo bem recebido.

A diferença entre gratidão e dívida

2017 não foi um ano fácil, mesmo não tendo sido até aqui um ano ruim. Mas, foi um ano que me mudou naquilo que eu achava ser minha essência.

Aqui que a diferença entre gratidão e dívida começou a ficar latente pra mim.

Embora eu tenha muito a agradecer, sempre temos né? Eu não tenho mais a visão da dívida com nada, nem ninguém, nem mesmo com Deus tá?

Não que eu ache que sou a imensa merecedora de todo o bem do mundo.

Eu só tenho sentido que minha gratidão está mais associada ao que é meu – só meu – do que ao ato de agradecer por algo.

Dar graças à Deus é parte da minha rotina, dou graças constantemente em pequenos pensamentos e em ações concretas que faço no dia a dia… Não necessariamente para pagar uma dívida pelo bem recebido entendem?

Mesmo quando não recebo o bem, eu tenho dado graças, mesmo com raiva e sem o brilho nos olhos de antigamente.

Tá tudo bem comigo e tudo bem em eu me sentir assim.

Eu reconheço a grande dádiva que é ser quem eu sou e estar onde estou. Não sou ingrata com o universo, com Deus ou com a vida, pelo contrário!

Vejo até um divórcio como uma grande oportunidade, why not? Vejo as pessoas e situações que me fizeram mal como influencia na força que se mostrou em mim, why not?

Mas, não vejo com olhos fofinhos soltando arco-íris pela barriga.

A diferença entre gratidão e dívida

Não vou dizer que sou grata pela vida de quem me fez mal, mas tô tranquila com relação a existência dessas pessoas.

Aqui que eu começo a falar da gratidão que faz sentido pra mim esse ano:

Eu tô tranquila com tudo que acontece na minha vida, bom ou ruim. Seja o karma se manifestando ou se limpando pra vida poder seguir. Estou ainda mais tranquila com tudo o que fiz esse ano, por mim, pelos outros e no meu dia a dia.

Apesar de sentir que minha essência foi mudada, se é que isso é possível, eu me sinto tranquila com a mudança.

Me sinto tranquila com a raiva, com a cangaceira dentro de mim. Até com a tentativa diária de seguir adiante de um jeito diferente, sem conto de fadas e com sangue nos olhos.

É fácil espalhar paz e amor quando tudo é doce. Mas, sem o menor cuidado com a vida – relativamente feliz – muita gente não sabe ser grata pelo que tem e escorrega no quiabo desandando tudo.

É quase um circulo vicioso da vida.

Se você não se sente grata de verdade pelo que tem, dificilmente se empenha em manter ou melhorar as coisas. Se você se sente em dívida com alguém ou com a vida, dificilmente se sente tranquila pra viver o que lhe é merecido ou até mesmo imposto.

A gratidão não nasce da dívida, mas sim do reconhecimento do que tenho, do que sou e do que recebi no caminho. Na minha revisão das metas do ano e quando revejo os meus desejos para a vida eu consigo entender que vivi um processo de anos e que culmiram nessas mudanças em mim.

Os meus motivos pra agradecer são os mesmos, quem mudou fui eu, por dentro.

E, tá tudo bem em mudar!

Aliás, a capacidade de mudar é um dos motivos pelos quais eu mais me sinto grata hoje!

Vai ver minha essência não mudou… Só se alinhou com o sentimento de gratidão e não mais com o de dívida.

Não sei se vai fazer sentido, mas o texto abaixo meio que resume o que eu sinto em relação a diferença entre gratidão e dívida.

“Ontem eu destravei uma metralhadora em cima de uma pessoa, depois até fiquei com pena!
A pessoa, virou pra mim e falou que eu não sou a mesma Carol que morava no Preventorio. Falou que eu sou ambiciosa, falou que eu sou fria que não amo ninguém e falou que eu sempre to armada e que eu n sou mais humilde!

Muitas pessoas acham isso e realmente eu mudei! Mudei muito, na época que essa pessoa me conheceu a minha maior ambição era conseguir um emprego de carteira assinada no posto de gasolina. Comprar um dvd e comprar todas as cores da melissa/dona, que na época só quem tinha na favela mais de 2, era as mulher de Bandido.

Hoje eu tenho ambição de ter umas 2 mansões, na praia e no campo, ter uns 3 carroes, uma xj6, um onibus personalizado pra fazer show, um jatinho, uma lancha! Eu quero ter dinheiro pra contratar o Roberto Carlos pra cantar no aniversário da minha bisavó e sobre a melissa eu tenho ambição de ser patrocinada pela marca.

Sobre ser fria, não me acho tanto assim não, eu gosto de crianças e de pássaros! Eu nunca fui muito sentimental/carente, eu aprendi cedo a não precisar de ninguém pra ser feliz, a ter amor próprio e, se tiver que morar 1 anos nos Estados Unidos sozinha, pra fazer dinheiro, eu vou sem olhar pra trás.

Ganância é quando você pisa em qualquer um pra conseguir o quer.
Ambição é quando você se sacrificar sem pisar em ninguém para ter o melhor.

Se aquela Carol que morava, naquele barraco sem porta nem janela, agradava mais e era humilde, desculpe! Eu não vou me diminuir pra caber em ninguém, eu já aceitei muita humilhação nessa vida… Humilhação, assédio, opressão!

Sabe o que é cantar com 4 bandido passando o fuzil e a mão na sua perna? Sabe o que é um contratante da casa de show, querer tirar você do soro no hospital, te ameaçando armado?
Sabe o que é um cara passar a mão na sua xereca tu subindo pro palco pra trabalhar?
Sabe quando vem aquela vontade de ver a pessoa sangrando, quando você fica cego e só consegue ouvir sua respiração?

Isso aconteceu comigo, mas eu precisava daquele dinheiro pra pagar meu aluguel!
Eu segurei minhas lágrimas, minha personalidade! Segurei anos o leão dentro de mim, porque eu precisava da grana.

Eu durmo e acordo armada porque ninguém vai me esculachar nunca mais!”*

Cara, me identifico em tantos níveis com esse texto!

Lembremo-nos sempre que a diferença entre gratidão e dívida é que gratidão se sente e dívida se paga.

*corrigi algumas palavras e as pontuações, mas o texto na íntegra é da MC Carol!