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Autoajuda

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5 TED Talks para inspirar!

5 TED Talks para inspirar sua vida

TED talks são palestras curtas feitas por personalidades das mais inspiradoras possíveis ao redor do mundo.

Se você busca conhecimento e auto melhoramento contínuo TED Talks são uma excelente ferramenta. Além de temas como ciência, tecnologia, comunicação e psicologia, os Talks ainda trazem histórias de vida reais e inpiradoras.

Cada pessoa vai assistir e tirar proveito do conteúdo de acordo com sua vivência, crenças e maturidade. Eu, por exemplo, já assisti esses mesmos Talks várias vezes e ainda me surpreendo com o que retiro de cada um deles.

Sempre que busco esse tipo de conteúdo tento fazer um paralelo com a minha vida, com situações que vivi e tento analisar onde posso amadurecer a partir desse conhecimento.

Essa lista é o top five TED Talks que mais me tocaram nos últimos tempos.

São os que eu assisto para reforçar ideias que me inspiram e me colocam em movimento!

We should all be feminists – Chimamanda Ngozi Adichie

Se você ouviu a música Flawless da Beyonce deve ter decorado a frase: “Feminist: a person who believe in the social, political and economic equality of the sexes”, que é um trecho dessa palestra.

Constantemente, associam algum comportamento meu ou minha personalidade com o termo feminista. Sempre ouço comentários negativos sobre “quando baixa a feminista cangaceira” em mim. Em geral, vem como ofensa de algum homem com o ego fragilizado pelo meu comportamento…

Hoje quando assisti pela milésima vez esse vídeo eu lembrei que essas são algumas das as melhores características do meu comportamento. Exatamente as que me fizeram chegar até aqui, contrariando as estatísticas.

Como Chimamanda explica no vídeo, a criação dos homens dá “por direito” à eles satisfações e pretextos tão ridículos que oprimem eles mesmos. Moldam desvios de caráter no comportamento masculino que acabam oprimindo mulheres, mas também, homens. São comportamentos que parecem pequenos, mas que são tão enraízados na sociedade que moldam a cultura de opressão que afeta a forma como homens e mulheres são educados.

Exatamente por isso, todos deveríamos ser feministas!

Toda vez que assisto essa palestra eu me lembro que tenho que lutar muito, todo dia, só por ter nascido sob o gênero feminino da moeda. Já assisti milhares de vezes, mas assisto de novo e de novo! Para me lembrar da raiva e da não conformismo que é preciso ter para não me curva e criar um mundo melhor pra Isa e para as mulheres que virão depois de mim.

“Você pode ser ambiciosa, mas não muito. Você deve desejar ser bem sucedida, mas não muito. Caso contrário, você vai ameaçar os homens.
Se você for o arrimo em seu relacionamento com um homem, você tem que fingir que não é, especialmente em público ou você vai “castrá-lo”.
Porque sou do sexo feminino, esperam que eu almeje o casamento, esperam que eu faça as escolhas da minha vida. Mas, sempre tendo em mente que o casamento é o mais importante. O casamento pode ser uma fonte de alegria, amor e apoio mútuo. Mas, por que ensinamos as meninas a ansiar ao casamento e não ensinamos a mesma coisa para os meninos?
Criamos as meninas para serem concorrentes. Não para empregos ou para conquistas, o que pode ser uma coisa boa. Mas, para disputar a atenção dos homens!”

My philosophy for a happy life – Sam Berns

Assistam! Assim no imperativo. É um talk rápido, com uma fala simples e leve.

Sam traz lições que eu, constantemente, preciso me lembrar para não me deixar abater pela negatividade na dificuldade.

Ele abre com a frase: “a vida passa muito rápido. Se você não parar e olhar ao redor, de vez em quando, você pode perdê-la”.

Tem feito muito sentido na minha vida pensar desse modo. Tenho reconhecido muito mais felicidade no meu caminho, mesmo em meio as dores.

Nunca houve em mim uma busca pela felicidade externa, padronizada ou inatingível. Mas, já tive meus momentos de cegueira onde não vi a felicidade genuína presente na minha vida.

Pra mim, a grande lição aqui é a simplicidade de viver o melhor que se pode aceitando as dores e delícias da vida, como gosto de dizer. Vivendo e estando de fato presente é possível manter a firme esperança de que, em pequenas coisas, a vida se faz plena, mas não perfeita.

Associo essa filosofia ao texto que postei no stories essa semana:

Se as pessoas se separam tem uma série de incovenientes, se as pessoas não se separam tem uma série de incovenientes. Se as pessoas ficam juntas, tem algumas vantagens, se as pessoas não ficam juntas, também tem vantagens.

Qualquer opção é sempre uma opção dentro do samsara. O samsara é caracterizado por: tem algumas coisas das quais eu gosto, tem algumas coisas das quais eu não gosto, a gente quer o que gosta, não quer o que não gosta. Isso é o samsara. Não temos possibilidade de obter êxito nisso. Porque aquilo que a gente quer e parece favorável dali a pouco apresenta problemas. E aquilo que a gente não quer é desfavorável, é penoso, mas dali a pouco apresenta algumas vantagens. É assim. É melhor desistir disso. Não criticar o samsara. O samsara tem essa característica. – Lama Padma Samten.

Become who you really are | Andrea Pennington

O pior momento da minha vida foi quando eu percebi que as frases: “Podemos ser funcionais, mas não estamos realizados. Podemos ser bem sucedidos, mas não estamos satisfeitos” descreviam a minha realidade.

Eu já conhecia esse TED Talks e já havia tido as minhas experiência com fundo do poço e grandes adversidades. Mas, pouco tempo atrás o fundo do poço ficou mais fundo. Não por erro meu, mas por que alguém foi lá e cavou. Entendem a metáfora?

Revendo essa palestra eu encontrei o entendimento para a sensação de vazio, de falta, que eu vivi por algum tempo e que preencheu uma relação que era boa, mas se tornou ruim com o tempo.

Foi refletindo sobre ser eu mesma que comecei a ver que eu não tinha culpa elo que estava acontecendo e encontrei algumas respostas valiosas até sobre o comportamento alheio.

Esse vídeo é um super material de apoio para a terapia, viu? Mas, te adianto que pode ser um tanto too much autoajuda para pessoas céticas, como eu 😀

How to stop screwing yourself over | Mel Robbins

Eu resumo meu mantra motivador da vida com: faça o que tem que ser feito! Começo meus dias, bons e ruins, repetindo esse mantra.

Nesse talk Mel Robins soma a energia de “comece a fazer o básico”, ao comportamento adulto que é preciso ter quando se é um adulto (oras) e a outros comportamentos que ela vai explicando com bom humor.

Ela fala tudo com uma clareza hilária e dá tapas na cara do nosso comodismo. Todos os pensamentos desse discurso vem de encontro a minha crença de que o que estraga a nossa vida somos nós mesmos, com o nosso comportamento.

The Secret of Becoming Mentally Strong | Amy Morin

Todos os pensamentos desse TED podem ser aplicados em tantas áreas da nossa vida, tantos comportamentos, que nem sei numerar.

Amy começa explicando que o preço dos nossos pequenos hábitos/atitudes é o que rouba nossa saúde mental e emocional.

O que mais me tocou nesse TED Talks foi a história pessoal de Amy. Ela relata uma situação extrema da vida onde ela viu que ter bons hábitos/comportamentos não era o suficiente. Eu passei por alguns processos doloridos e tive as mesmas constatações.

Se manter de pé, fazendo o que é preciso ou até mais que isso, às vezes, não é o suficiente. É preciso ter força de não alimentar o que nos faz mal para nos mantermos fortes nos momentos mais necessários.

Ela explica que o segredo para ser mentalmente forte é abandonar de vez os pequenos mau hábitos, mau comportamentos, desde os menores e imperceptíveis que nos seguram no lugar que estamos ou nos fazem retroceder.

O top five mais autoajuda ever, eu sei!

Essa lista é bem pessoal e fala muito dos momentos recentes da minha vida, de coisas que superei ou não. Mas, cada um desses vídeos me ajudou tanto, que fazer esse compilado é uma forma de não esquecer os aprendizados.

Por mais que sejam simples a gente precisa desse reforço, né?

 

TED  é uma organização sem fins lucrativos que defende as “ideias que merecem ser compartilhadas”. Há 26 anos as conferências TED dão espaço para ideias que tem impacto positivo na sociedade; os eventos sob o nome TEDx são a versão independente e licenciada do TED, são eventos locais que reúnem um número limitado de pessoas para compartilhar experiências. TED é a abreviação de Technology, Entertainment and Design, mas os assuntos abordados nas TED Talks vão muito além disso.

 

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Autoestima e pensamento: duas forças!

Acontecimentos completamente aleatórios da minha vida me mostraram que autoestima e pensamento são forças que posso usar para me mover em tempos difíceis.

Uma reflexão das coisas loucas que acontecem na minha vida e que poderiam ser enredo de uma novela mexicana, mas que fazem sentido na minha jornada pelo auto conhecimento.

No primeiro acontecimento, eu havia começado o tratamento de disfunção da hipófise. Dentre outras coisas, essa disfunção piorou os meus, já graves, problemas hormonais. Ganhei peso, diabetes, um cansaço extremo, dores e me sentia muito triste o tempo todo.

Eu não me reconhecia e senti raiva do meu corpo, daquele cansaço absurdo, do sono infinito, da falta de paladar e da fome gigantesca. Odiava o fato do meu corpo ter uma doença invisível e que me paralisava.

Afinal, quem poderia parar um terremoto humano como eu, se não o meu próprio corpo? Quem poderia boicotar a pessoa mais sangue nos olhos que eu conheço se não a minha própria cabeça?

Tive raiva de mim.

Com a saúde debilitada a cabeça estava indo pro mesmo caminho, mais um bônus dos hormônios… Tive sorte* de encontrar bons médicos que me apoiaram no processo e comecei a busca pela saúde perdida.

Num dia de muita espera nos médicos,  por sorte*, cai num post no Facebook sobre um ensaio fotográfico que aconteceria em São Paulo. A organização era de duas minas que queriam oferecer os ensaios, num valor acessível, só para outras minas.

Eu estava trabalhando no layout do blog (esse aqui que vocês vêem e que eu fiz 95% sozinha) e queria fotos mais bonitas para usar.

Fui lá e fechei… Não pensei em como seria e na hora nem lembrei de como estava minha relação com meu corpo.

Avança para seis meses depois.

Fiz aniversário, a luta com a saúde continuou, descobri adenomas na tireoide que pioram os sintomas da disfunção e tive uma crise de hemorragia uterina disfuncional. Tudo ao mesmo tempo e sem poder usar minha conta bancária, me senti impotente e repensei sobre como ser independente é mais hard do que parece.

Um dia, ao tentar me arrumar pra seguir me arrastar pela vida eu percebi que não tinha mais base em casa e desatei a chorar.

Sério, chorei por conta de uma maquiagem.

Eu uso maquiagem todos os dias e amo, mas com a grana apertada, fodida da vida e com a vida, precisando comprar maquiagem? Puta que me pariu, Lei de Murphy!

Por sorte*, o bloguinho me dá acesso a informações bem legais e nesse mesmo dia recebi um e-mail falando que uma maquiadora da Revlon estaria numa loja perto de casa e a marca tinha anunciado uma diminuição nos preços do produtos.

Eu fui, nem lembrei que eu passaria por um trajeto emocionalmente difícil e todos os outros poréns que eu sentia comigo.

Nas duas ocasiões, eu sentei numa cadeira e deixei alguém olhar bem de perto pra minha pele machucada pela acne hormonal, ver minhas olheiras aumentadas pelo cansaço, meus olhos fundos…

Parece idiota, mas isso me deixa super desconfortável, pra dizer o minímo, ainda mais naqueles momentos de fragilidade.

Na sessão de fotos, a Dani Cruz me maquiou e eu precisei deixar a Bruna Ferreira olhar para os ângulos do meu corpo e captar de mim uma beleza que eu mesma não via.

Não cheguei lá com pretensão de ser a Gisele, mas eu estava um caco, meu corpo estava um trapo, então como poderiam ficar as fotos?

Eu não via em mim alguma coisa bonita para ser retratada, mas eu estava lá!

No dia do shopping, a Karol Ortiz me tratou tão bem que eu me senti importante e especial, como há anos não me sentia.

Fiquei sentada, conversando como se nada estivesse acontecendo na minha vida, como se eu não estivesse sangrando por dentro.

Eu não esperava dali nada além da base na cor certa, sabem? A vida já tava uma merda, eu só não queria parecer um Oompa-Loompa.

Mas, o primeiro passo foi criar coragem e ir.

É muito comum, quando não estamos bem conosco, nos paralizarmos em coisas, até que pequenas, como ir ao shopping.

Tirar uma pausa e nos dar um tempo no meio do turbilhão, é normal, tá? O que não podemos é permitir que a falta de autoestima ou nossos próprios pensamentos nos paralisem e impeçam de nos colocarmos em movimento.

Comecemos pelos pequenos momentos, aqueles que não nos damos conta na maioria dos dias. Um passo depois do outro, mas nos movimentar é essencial até para nossa sanidade mental.

No meu caso foi uma sessão de fotos onde ninguém me conhecia e uma ida ao shopping.

Mas, conheço relatos de várias mulheres que deixaram de se colocar no mundo por conta da baixa autoestima. Deixaram de ir à festas, sair com as amigas e até buscar os filhos no colégio.

O tomar coragem, tentar, enfrentar, por a cara na rua, é um exercício diário. Não que seja fácil, mas só traz benefícios ou, pelo menos, experiências.

Vai lá e faz!

Outro passo importante e bem mais complexo pra mim: estar presente.

O estar presente me força, quase que automaticamente, a me abrir para as situações.

Foi me vendo pelos olhos da Bruna, com a ajuda da Dani, e pelo olhar da Karol que eu saí dessas experiências me sentindo melhor comigo mesma. Não pela maquiagem ou pelas fotos mas, por ter me permitido viver aqueles momentos.

Eu estive presente e me abri, sem que ninguém soubesse das minhas lutas, me distraí do meu momento. Durante algumas horas eu me permiti tentar esquecer da dor que sentia e controlei meus pensamentos sabotadores.

Quando me isolo nos pensamentos de insegurança ou tristeza, eu não me abro para o momento e para os outros.

Talvez você pense que por não me abrir, muito provavelmente não vou me machucar ou ter minha autoestima abalada. Eu concordo, embora não tenha garantias. Mas, me fechando não vou sentir o que a atenção genuína e a entrega real aos momentos pode fazer por mim.

Se eu deixo que pensamentos de tristeza ou autocrítica falem mais alto na minha cabeça dificilmente eu vou estar presente para viver momentos que são únicos: encontros, conhecer novas pessoas, uma entrevista de trabalho ou reuniões de família.

Estar presente pode e deve ser seletivo!

Por exemplo, quando estou com pessoas que EU SEI que são maldosas ou me julgam, eu desvio o pensamento para me blindar. Não permito que minha cabeça fique em looping eterno de críticas, questionamentos, inseguranças e etc.

Tento substituir esses pensamentos repetindo o mantra foda-se não importa a opinião do outro, eu sei das minhas lutas e sei quem sou. Eu busco também me lembrar de qual o objetivo daquela situação e o que é essencial pra mim em cada momento.

Se precisar ainda faço orações e mentalizações, porque a fé é um bom escudo de proteção.

O mundo já nos pressiona demais, por isso todos os dias tento ignorar meus pensamentos excessivos de irritação e os julgamento. Me esforço para calar a minha mente, equilibrar o que eu penso de mim para não me sufocar.

Meditação, terapia, espiritualidade e bons hobbies são aliados na minha busca.

Em geral, o que de melhor eu posso fazer pela minha vida é viver o momento presente, expirando e expirando para não pirar.

Talvez tudo isso te pareça bulshitagem, mas melhorar a autoestima depende do nosso cuidado mental e emocional, mais do que cuidado físico.

Por isso eu proponho que você faça coisas simples como exercícios práticos para domar o pensamento e autoestima:

  1. Vá numa loja de maquiagem, peça uma maquiagem básica de mostruário. Ou pede pra uma amiga te maquiar, mas que seja alguém te maquiando. Depois coloca uma roupa bacana, uma música, abre um vinho e vai pra frente do espelho. Se olhe mil vezes, faça selfies, encha o Instagram de stories, look do dia, whatever… Fale para você mesmo palavras de apreciação, permita se ver produzida e se amar.
  2. Escolha um dia comum, até inusitado. Faça um ritual, um banho demorado, coloca uma roupa que você gosta, seu perfume e se arrume do jeito que você mais gosta. Saia com as pessoas que mais te fazem bem, esteja mesmo que por skype ou só de passagem com alguém que te faz bem. Sorria e esteja presente. Permita-se esquecer dos pensamentos, foque em estar ali.
  3. Faça, se puder, um ensaio fotográfico sem motivo. Não conta ensaio de casamento, gestante e etc. Tem que ser um ensaio seu e para você, pode ser sensual ou casual. Permita-se ter um registro de quem você é hoje, do que você vive e essas memórias vão te fortalecer no momento certo.

Todos os dias se desafie a não desistir de fazer coisas por insegurança, por medo da dor ou pelas lembranças das frustrações do passado. Se desafie a se colocar do seu melhor modo no mundo, mesmo que o seu melhor seja com dor, cansada, um caos… Desafie-se a se vencer!

É nessa energia de foco e faca na caveira que eu me apoio quando a coisa fica insana e a cabeça começa a pirar, aos poucos que crio minha blindagem emocional e mental.

Com esses dois acontecimentos simples eu entendi como a força do pensamento e a autoestima caminham juntos na minha evolução.

Foram muitas sessões de autoanálise para reconhecer a riqueza dessas duas experiências e como me senti depois delas.

Hoje, me olho nessas fotos e vejo que mulherão da porra que eu sou. Exatamente por que, apesar de tudo que eu estava vivendo eu não me deixei abater. Não deixei nada me parar, nem mesmo minha saúde, minha cabeça, meus medos.

Dou graças pelo sofrimento e por esses aprendizados em coisas tão pequenas, vai ver tudo isso e a sorte* que me colocaram nesses acontecimentos foi alguém lá de cima do Universo querendo me dar um refresco, né?

Nada acontece por acaso e eu sou uma pessoa de fé. 🙂

Uma observação; Fiz questão de citar a marca da maquiagem por que tenho uma relação emotiva com ela. Da infância pobre, de quem começou a trabalhar com 11 anos de idade, mas só foi ter a oportunidade de se dar algumas pequenas coisas aos 18 anos eu faço questão de manter algumas memórias bem vivas, como conquistas mesmo. Eu sempre tive alergia a alguns componentes de maquiagem e Revlon foi a primeira marca de produtos importados que eu me dei de presente na vida.

 

4 In Empoderamento

Como ser independente?

ser independente

Esse foi O ANO de pensar sobre as dores e delícias de ser independente. Não gente. Não é a crise dos 30, que já passou, aleluia amém!

Faz algum tempo que tenho um certo grau de independência. Conquistada na porrada, mas tenho. Eu revi os pilares do que, para mim, era ser independente para poder tomar algumas decisões pessoais e resolvi compartilhar.

No auge dos meus 15 anos eu pensava que ser independente seria um conto de fadas urbano se realizando. Uma mistura da Gilmore Girls com Sex and The City!

Mas, minha vida real não é nada parecida com esses seriados, viu? Tá mais pra enredo de filme de tragédia cômica ou novela mexicana.

Comecei a descobrir como ser independente bem cedo, mas isso não facilitou as coisas, só moldou meu jeito de ser.

Antes de começar a trabalhar, aos 11 anos de idade, eu já era um tanto “independente”, apesar de ser uma criança tinha uma autonomia inerente a minha criação.

Mãe, pai e meus irmãos mais velhos trabalhavam fora; Nani, minha irmã do meio, e eu, ficávamos muito tempo sozinhas. Ela é só 1 ano e 4 meses mais velha que eu, éramos duas crianças sozinhas pra comer, ir e voltar da escola, cuidar da casa e começamos a cuidar de crianças pra ganhar um dinheirinho.

Esse resumo já ajuda a entender como fazer as coisas sozinha ou por mim mesma, nunca foi um problema, certo?

Mas, senhoras e senhores, sinto dizer: ser independente é bem mais que isso!

Lembro bem como era trabalhar e pegar meu pagamento feliz da vida, chegar em casa e dar pra Mamis. Era chato, um saco! Meu dinheiro não ficava comigo e eu não sabia o tanto que ele rendia pra ajudar a pagar auguel, água, luz, comida. Não tinha luxos, mas não tinha preocupações, não tinha decisões, planejamentos ou contas.

Eu não era independente mesmo, só me achava a badass da 5° série.

Quando decidi prestar uma bolsa de estudos para o colégio técnico, me achava a mais fodona independente das meninas de 15 anos.

Comparando com as minhas colegas de classe, eu era independente e responsável (cof-cof na responsabilidade eu dava umas deslizadas). Única aluna de família realmente pobre no colégio, que trabalhava para pagar os estudos e negociava com o diretor quando precisava atrasar.

Mas, eu tive a ajuda da minha irmã mais velha para pagar o colégio e tantas outras ajudas, doações de livros e etc.

Estava bem longe de ser independente, mas já tinha autonomia, responsabilidade e idade. Mesmo assim não me ensinaram que ser independente era algo bom, pelo contrário!

Na minha criação mulheres independentes eram taxadas de “fortes demais para os homens” que “assustam” e, consequentemente não se casam, ficam sozinhas e não são 100% realizadas.

Independência é um sinônimo de liberdade, mas para mulheres, isso nunca foi algo 100% bom. Mesmo tendo vindo de uma família matriarcal, com mais mulheres que homens, vi minhas primas, tias, irmã e mãe, serem taxadas por seus relacionamentos (ou pela falta deles) e comportamentos.

Minha família mudou e, por sorte, a sociedade está mudando.

Ser independente é ter domínio e responsabilidade irrestrita sobre sua vida, suas escolhas e lidar SOZINHA com as consequências no caminho.

LIDAR SOZINHA com as consequências quer dizer que se você corre pro empréstimo de mamãe e papai quando não consegue pagar as contas que fez, você não é independente. É no máximo uma pessoa mimada e irresponsável, sorry!

Você sabe lavar sua roupa? Você sabe cozinhar uma refeição completa? Você sabe limpar a casa? Sabe fazer sua própria unha e maquiagem? Ou pelo menos consegue bancar tudo isso sem precisar de nada além do seu próprio esforço e vontade?

Ok. Mas, nada disso te faz independente se na hora do VAMO VÊ você sempre corre para alguém resolver seus problemas ou te ajudar, mana!

É claro que posso ser independente, auto-suficente, mas nunca me achar onipotente.

Não estou dizendo que ser independente é não precisar de ajuda pra nada nunca mais nessa vida. Mas, é precisar de ajuda por motivos certos e não por erros irresponsáveis, entende?

Tem uma grande diferença quando você precisa de ajuda por um acidente, doença, imprevisto e etc. Receeber e dar ajuda é essencial na vida, falo disso mais adiante. Mas, uma pessoa independente e madura deve arcar com suas escolhas, especialmente, quando erra.

Ter a humildade de reconhecer que minha independência não me torna uma Deusa é uma das coisas que me mantém equilibrada e faz com que eu não me isole nessa vida.  Eu sou no máximo uma Amazona Guerreira com muito sangue nos olhos 🙂 mas…

Recentemente fiquei 3 meses sem poder usar minha conta bancária e cartões por conta de um processo de divisão de bens. Nesse período eu paguei contas que caiam automaticamente, mas para coisas básicas do dia a dia (comida, gasolina e outros gastos) eu recorri a santa ajuda da minha mãe.

Entre ir comer todos os dias na casa dela e pequenas quantidades de dinheiro, foram 3 meses que precisei de ajuda. Sem contar todo amparo emocional, né?

Minha mãe não deixou eu jogar carro em cima de ninguém, nem tacar fogo em nada 😀

Eu deixei de ser independente por isso? Não.

Isso aconteceu sem que eu pudesse retirar meu dinheiro da conta antes, foi um imprevisto. Não uma ajuda sem data para acabar. Não fiz nada usando o nome/dinheiro de outras pessoas como se fossem meus e mantive minha independência mesmo com essa ajuda. Assim que tudo se resolveu a primeira coisa que fiz foi devolver toda a ajuda.

Ser independente é também saber reconhecer quando preciso de ajuda, qual ajuda é boa de verdade e ser responsável/honesta para retribuir/devolver toda ajuda assim que possível.

A primeira coisa para ser independente é a consciência de que sou a única responsável por como me comporto e pelas escolhas que faço diante das situações.

Errar é humano, pedir ajuda quando erro é inteligente, mas precisar de muletas o tempo todo para reparar meus erros é dependência e fraqueza.

Existe Deus, existe destino, existe um monte de coisa, mas meu único inimigo e amigo é aquele reflexo que vejo no espelho.

Ter domínio da minha vida é decidir cada passo de forma pensada, alinhada com meus planos e metas, sabendo que meu caminho é só meu. Mesmo que tenha alguma ajuda no trajeto, o caminho é meu!

Com a independência precisamos cada vez menos da aprovação dos outros, passamos a filtrar quem pode opinar e qual opinião é importante de ser ouvida. Isso muda nossas relações pessoais e familiares, começamos a nos fortalecer internamente e com o tempo ficamos mais fortes mentalmente.

Independência é força, força bem medida e que deve ser bem usada.

Quando morei sozinha pela primeira vez, por 1 ano, aprendi uma lição que carrego até hoje. Não é pagar as contas, trabalhar, ter dinheiro, um carro e etc., que faz de mim independente.

Foi um momento de luto e dor. Mas, também de descoberta de uma nova vida longe da igreja, novas amizades, lidar com contas, a vida sem meu pai e minha mãe, esse mundão doido e uma casa.

Eu não era independente, mesmo sem precisar de dinheiro emprestado, morando sozinha e pagando as contas, eu fazia péssimas escolhas pra mim só para preencher o luto. Eu não me sentia bem em casa, não estava bem no trabalho, vivia em baladas e não tinha equilíbrio.

Eu tinha 21 anos e descobri que eu não funcionava bem sozinha naquela situação, imatura e inexperiente eu jamais seria independente.

Uma pessoa independente precisa funcionar MUITO BEM sozinha! Ter equílibrio e superar momentos difícieis sem cometer erros e piorar sua situação.

Independência é também maturidade e resiliência.

Independência emocional e psicológica eu tento construir no dia a dia, sabendo o que é meu de verdade, o que é carência e o que é do outro.

A vida é complexa demais para ter a pretensão de achar que sou 100% segura da minha independência emocional e psicológica. Por isso eu cuido para não perder o que conquistei ao longo dos anos com terapia, escrita e espiritualidade.

Sigo aprendendo!

Dia desses aconteceram duas coisas na minha vida que vale contar aqui para falar de outro nível de independência.

Nos últimos quatro meses eu guardei uma reserva de dinheiro, que era uma reserva de emergência. Estava feliz com ela até que meu celular quebrou e eu quis comprar um novo. Como eu não gosto de parcelar compras, comprei outro iPhone à vista, com o desconto do usado, até que… 1 mês depois…

Roubaram o step do carro e quebraram o suporte dele, uma emergência de verdade…

Não posso dirigir sem step e também não queria comprar em lojas ilegais, sem nota e pagar mais barato incentivando o crime. Com minha reserva de emergência defasada eu tinha algumas opções para seguir:

  • Parcelar a compra da roda e pneu (que eu não gosto);
  • Pedir dinheiro emprestado (que eu evito até a morte);
  • Ficar andando sem step até que eu completasse o dinheiro ou o pior acontecesse (que seria uma burrada enorme);
  • Comprar o step novo, consertar a gaiola e pagar a vista com o dinheiro da minha conta corrente e não cometer excessos ou burradas até formar a reserva de emergência de novo.

O que eu fiz?

A última opção que não era, nem de longe, a mais fácil ou mais gostosa.

Alcançar a independência financeira é saber usar o dinheiro que tenho e a liberdade que ele me dá com consciência de que cada escolha pode implicar em uma renúncia mais adiante.

Ser independente não é só liberdade, é responsabilide e culhões, viu?

Outro pilar importante, para mim, é reconhecer a “Lei da Interdependência”, Innen no Hou, um dos princípios básicos do Budismo:

“Quando você é jovem, saudável e forte, às vezes tem a sensação de ser totalmente independente, de não precisar de ninguém. Mas isso é uma ilusão. Mesmo na flor da idade, simplesmente por ser humano, você precisa de amigos, não? Isso é especialmente verdade quando fica velho e precisa contar mais e mais com a ajuda dos outros. Essa é a natureza de nossas vidas como seres humanos.

Em pelo menos um sentido, podemos dizer que as outras pessoas são realmente a principal fonte de todas as nossas experiências de alegria, felicidade e prosperidade, e não apenas em relação a nossas interações diárias. É possível ver que as experiências desejáveis que cultivamos dependem da cooperação e interação com os outros; é um fato óbvio.

Mesmo de uma perspectiva totalmente egoísta – querendo apenas nossa própria felicidade, conforto e satisfação na vida, sem consideração pelo bem dos outros – eu ainda argumentaria que a realização de nossas aspirações dependem dos outros. Mesmo a execução de ações nocivas dependem da existência dos outros. Por exemplo, para trapacear, você precisa de alguém como objeto do seu ato.

Todos os eventos e incidentes na vida estão tão intimamente conectados com a vida dos outros que uma pessoa sozinha por si só não pode sequer começar a agir.

 ~ XIV Dalai Lama Tenzin Gyatso, em “The Compassionate Life” (cap. 1, pgs. 5 e 6)”

Uma das atitudes que Buda diz ser a causa do sofrimento é ignorar a realidade da interdependência.

Compreender que tudo o que faço impacta o mundo e as pessoas ao meu redor me traz a responsabilidade necessária para ser independente e não egoísta.

Aceitar que eu preciso me relacionar de forma saudável e íntegra com os que me cercam faz com que minhas escolhas, mesmo independentes, sejam mais sábias.

Seja na carreira, em família ou no mundo ninguém constrói sua independência sozinho, nem pode desfrutar dela completamente se estiver isolado.

Por isso independência é também desempenhar com responsabilidade os meus papeis no mundo. Compreender que minhas ações causam reações que são ciclícas… Vão e voltam.

O que eu causo com a minha independência volta pra mim com a força aumentada do que minha ação gerou no mundo nos outros. Ser independente não é ser individualista, egocêntrico ou egoísta. Para ser independente não posso me desligar do fato de que ninguém pode viver só.

Com tudo isso eu estou construíndo minha independência e tenho curtido a experiência até aqui, com suas dores e delícias. E você?

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Como saber o que é certo e o que é errado?

Nesses tempos de valores morais e éticos flexíveis e questionáveis eu tenho pensado muito sobre como saber o que é certo ou errado. Qual o juiz interno que determina o que fazer ou não, onde e o que eu devo flexibilizar?

Eu acredito que meu caráter é formado por minhas constatações interiores, aprendizados e pelo que absorvo do meio e das pessoas com quem eu vivo. Meu modo de pensar e agir foi construído ao longo da minha vida e é um eterno trabalho inacabado.

Somos assim, vivemos as mesmas condições, situações e tendo a mesma rede de relacionamentos, mas cada um tira pra si e vê o que pode e o que lhe apetece, não é?
Há quem só veja o mal por não conhecer o que é mal de verdade, há quem só veja o bem porque deseja só ver o bem.

Mas, tem uma coisinha que nos diferencia nos momentos cruciais da vida, quando temos que escolher entre o certo e o errado.

Eu sei que o CERTO ou o ERRADO não é um conceito imutável e comum à todos. Esses conceitos podem mudar de acordo com a cultura, religião, crenças e até a criação familiar que uma pessoa teve. Esses conceitos também podem mudar por coisas racionais, como nossas escolhas ou emocionais como maturidade, a capacidade de resiliência e superação que cada um tem ou não.

Dito isso, eu fico mais tranquila em falar do que me ajuda a saber o que é certo e o que é errado.

Eu acredito que existe uma bússula interna que TODO MUNDO tem. O mundo está esse pantano nebuloso de mau caratismo, maldade e destruição por quê poucas pessoas usam.

Tem gente que chama essa bússula de Deus, Espírito Santo, feeling, intuição… Eu chamo de Grilo Falante!

Como saber o que é certo e o que é errado

O meu Grilo Falante usa uma afirmação do filósofo alemão Immanuel Kant quando precisa me guiar para saber o que é certo e o que é errado:

“Tudo que não puder contar como fez, não faça!”

Trocando pelo Cristianismo “tudo me é lícito, mas nem tudo me convém” quando o Grilo Falante quer me lembrar da minha base espiritual e do bom uso do livre harbítrio.

Esse vídeo que destaquei aqui fala uma coisa que ajudou muito a formar o meu caráter. A noção de envergonhar a quem eu admiro, minha mãe e meu pai, especialmente.

Eu lembro que eu era uma criança virada no capeta e fazia coisas inimagináveis. A vida pobre me deu muita liberdade desde cedo, na minha quebrada ou você se vira ou te viram do avesso.

Uma vez eu estava numa baladinha matinê e fui fumar um cigarro no banheiro, escondido, com uma colega… Eu tinha uns 10 anos de idade gente! Sim, precoce! Estava experimentando e o que aconteceu? Nos acharam e como sempre fui daquelas que enfrenta as merdas que faz eu não fugi. Fiquei, assumi e ainda bati boca, falei pra uma das moças que estavam me dando um sermão: vocês não são minha mãe!

Aí duas meninas mais velhas decidiram me levar pra casa, pra contar pra minha mãe o que eu havia feito.

[A tal matinê era no meu bairro e todo mundo se conhece na quebrada ou conhece alguém da família. Aprendi cedo que o mundo é um ovinho de codorna!]

Quando estávamos na minha rua, minha mãe vinha descendo para ir à missa. Meu coração doeu, o olho marejou e porque? Minha mãe nunca me bateu, não lembro nem dos merecidos chinelos voadores. Nunca fui punida com violência ou injustamente, minha mãe tem uma severidade cheia de amor que é própria da Dona Helenice.

Meu pai era mais bravo e exigente, mas não agressivo. O alcoolismo que fazia ele violento, nunca uma bronca ou repreensão.

Quando eu fazia merda minha mãe não falava pro meu Pai quando ele estava bêbado. Em geral, as broncas do meu Pai em mim, era em casa, pelo que ele me via fazendo ali no convívio. Coisas “da rua” era mamãe mesmo que cuidava, junto com a Kelly e o Carlinhos, meus irmãos mais velhos.

Então por que eu fiquei tão impactada? Por que não fui bocuda, como sempre, e peitei como faria em outras situações?

Eu peitava minha mãe e meu pai com medinho, mas desde criança. Defendia minhas opiniões com uma força quase brutal, mas naquela ocasião tinha uma única coisinha que me impedia de fazer isso.

Foi assim que conheci meu Grilo Falante, a minha bússula interior: um sentimento de vergonha por decepcionar minha mãe, uma coisa estranha no peito, uma consciência nascendo no forcêps…

Naquele dia, minha mãe foi forte como sempre. Agradeceu as meninas, me mandou pra casa e disse que conversaríamos depois com um olhar de decepção, dureza e vergonha. Sem raiva, sem nervoso, sem agressividade, só aquele olhar…

Aí eu cheguei em casa e vi um bilhete escrito por ela: “Tata, fui pra missa, tem janta no fogão.”
Essas palavras tão simples tinham tanto significado e força, que você não imaginam o quanto me afetou. Era um esforço da minha mãe em escrever vencendo suas limtações, pra cozinhar e pensar em mim, mesmo eu estando na baladinha fazendo merda e, possivelmente, naquele domingo meu pai bêbado, a vida difícil e etc…

Como saber o que é certo e o que é errado

Eu caí num choro, era tanto arrependimento, tanta vergonha, chorei de soluçar, sozinha, sem nenhuma palmada ou bronca.

Quando minha mãe chegou só recebeu meu pedido de desculpas e mandou eu arrumar alguma coisa na casinha simples de taco de madeira. Lembro disso com tanta clareza, lembro da minha sensação de vergonha ao ver minha mãe, da dor de decepcionar alguém tão bom pra mim.

Foi nessa experiência que eu entendi que fazer o certo ou o errado é uma escolha pessoal, mas que sempre tem consequências que afetam aqueles que convivem comigo e, se me amam, vai doer neles.

Vocês acham que depois do episódio do cigarro eu me tornei uma criança exemplar? Filha irrepreensível de Dona Helenice e Seu Luis?
Of course que not!

Vieram tantos outros episódios, tantas coisas que tentei esconder da minha mãe e só fui contar anos depois. O primeiro baseado, as “amizades” erradas, as aulas matadas, um crush, um negócio mal feito e tantas outras coisas…

Ah, mas hoje você parou de errar Lis?
Of course que not!
Como saber o que é certo e o que é errado

Estamos aí acho que errando um pouquinho menos a cada um dos 30 anos vividos. Mas, ainda errando.

Hoje antes de fazer alguma coisa, eu penso se estou disposta a lidar ou não com as consequências daquilo. Ainda me pergunto se eu posso ir correndo contar isso pra minha mãe. Se meu Pai estivesse aqui ele se orgulharia de mim? Eu teria vergonha de falar disso na mesa de domingo com a Isa no colo?

Esses são meus parâmetros…

Hoje, meus erros não são mais molecagem, coisa de quem quer conhecer novas coisas sabem? Agora eu erro como gente grande, é uma sociedade mal escolhida, um dinheiro desperdiçado, uma briga irresponsável… As consequências e os erros crescem com a gente e não dá nem pra colocar a culpa na imaturidade ou na vontade de experimentar mesmo.

Como eu disse, fui precoce, aos 11 anos comecei a trabalhar e ganhar meu dinheirinho, mas não foi isso que me fez amadurecer. Eu amadureci a partir da minha decisão pessoal de fazer o que era certo e o que me orgulharia por dentro e por fora.

Não tenho uma vida irrepreensível, mas dos meus 15 anos (mais ou menos) em diante eu decidi fazer cada vez mais o que é certo e menos o que é errado. Baseada nos meus valores pessoais não voltei mais atrás.

Como sei que não voltei mais atrás?

Minha bússula interna, a medição do meu orgulho em contar os caminhos da minha vida, o quanto eu consigo manter a cabeça erguida quando falo das minhas escolhas.

Claro que eu posso sempre usar o auto-engano se eu quiser. Mas, escrevo esse texto com minha mãe dormindo aqui na minha frente. Acabamos de almoçar falando da minha infância e adolescência, do meu Pai e dos conselhos que ele me daria no meu momento atual.

Sabe o que ela me disse?

“Você sempre foi terrível, pro bem e pro mal, aprontou mais que seus irmãos. A mais nova e que fez mais estripulia, deu mais trabalho e sempre foi diferente dos outros. Quando você se emendou na vida foi de vez e não voltou mais. Ainda é a diferente dos outros e é a rapa do tacho que se remendou sozinha. Você precisa continuar com a cabeça boa e não se importar com as pessoas, os outros só fazem o que querem e você sabendo o que você quer só precisa andar no caminho certo.”

Precisei parar e escrever por que não quero esquecer do dia de hoje, nem dessas palavras. Nem de nenhum dos questionamentos que a vida me trouxe até aqui e nem de como eu lidei com eles.

Não quero que o auto-engano e o desejo de seguir o caminho mais fácil me vençam, nunca.

Sou grata pelo amor justo dos meus Pais, pela bondade e sabedoria da minha mãe, pelas exigências e condições do amor do meu Pai. Por eles nunca terem passado a mão na minha cabeça e terem me ensinado cedo que tudo me é licíto, mas nem tudo me convém. Por terem me permitido errar em coisas que não trariam grandes consequências na minha vida e terem me parado quando foi preciso. Isso me ensinou o que é amor de verdade e que ele não é cego, sabe bem o que é certo e errado.

E você? Qual é a sua bússula para saber o que é certo e o que é errado?

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Como a internet mudou minha vida?

A internet mudou a minha vida e se tornou mais que um passatempo ou ferramenta de trabalho.

Foi pela internet que grandes encontros aconteceram na minha vida, conheci gente, estudei e achei oportunidades. Foi assim que a internet mudou a minha vida.

No meio do #30paraos30 eu quase desisti de tudo por um problema. Não um problema pequeno ou um desânimo, um problema que me fez perder o chão sabe?

Mas, foi revendo esse vídeo gravado há mais de 1 mês atrás que eu lembrei que todas as vezes que perdi o chão, primeiro eu caí, depois aprendi a voar!

Quem disse que aprender a voar é fácil?

A gente caí, se machuca, perde as peninhas finas e bate com o bico no chão. Mas, pra voar mesmo a gente não pode desistir.

Eu já desisti de muita coisa nessa vida, mas decidi que não posso vou desistir de olhar pra mim.

O projeto #30paraos30 é meu, pra mim, para o meu crescimento. Então não poderia desistir dele bem no momento em que eu mais preciso aprender a voar!

Aí eu parei, respirei e assisti esse vídeo pra falar pra mim mesma: que se dane eu vou postar mesmo, vou seguir mesmo, vou me olhar e fazer isso por mim.

Eu sei que já cheguei tão longe pra desistir de aprender a voar!
Que venham os 365 dias dos 30!

No vídeo eu conto um pouco mais de como a internet mudou minha vida e me ajudou e ajuda a superar muitas coisas pessoais ou não.

E, claro, de como a internet vai me ajudar a superar grandes coisas daqui por diante, criar novas habilidades e descobrir novos modos de vôo.