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O que é Estilo de Vida?

O que e Estilo de Vida - destaque - Lis Life

Vamos falar sobre o que é estilo de vida?

Por que blogs de estilo de vida estão tão na moda? Qual o segredo da nova febre dos “life coach” ou “lifestyle mentor”?

Temos uma avalanche de Puglieses e Tony Robbins surgindo a cada dia. Influenciadoras que arrastam milhões e faturam igualmente maquiando a vida que tem.

Instagram é a rede social mais nociva a saúde mental – Fonte: Super Interessante.

Ao mesmo tempo que temos uma geração de pessoas que sofre ao tentar se encaixar nos padrões de estilo de vida ideal.

Pessoas que sofrem danos reai na sua autoestima e passam a buscar algo que nem se quer é real a partir da influência.

Estadão: Brasil tem maior taxa de transtorno de ansiedade do mundo. Índice de depressão também é um dos cinco mais elevados do planeta.

Eu me pergunto se a polêmica com “comidinhas da terra” e a guerra contra blogueiras que mostram uma vida perfeita e irretocável cheia de retoque é uma reviravolta ou só mais uma caça as bruxas?

Questiono a onda que grandes revistas e novelas vem surfando ao falar de beleza sem padrão, mas sempre dentro de um padrão, entende?

Porque é incontável o número de pessoas que lidam diariamente com gatilhos emocionais e psicológicos ao não se ver dentro do padrão de estilo de vida aceito, admirado e amplamente divulgado.

Mas, ao mesmo tempo, é gigantesco o crescimento das cifras e ações com blogueiras e gurus de um estilo de vida inatingível.

Não é contraditório?

Por isso quis escrever sobre o que é estilo de vida e como você e eu, gente comum, podemos nos livrar da “admiração ao inatingível”.

Um pouco de ciência social pra gente elevar a conversa:

“Estilo de vida é uma expressão moderna que se refere à estratificação da sociedade por meio de aspectos comportamentais, expressos geralmente sob a forma de padrões de consumo, rotinas, hábitos ou uma forma de vida adaptada ao dia a dia.

A construção de um estilo de vida não foge às regras da formação e diferenciação das culturas: a adaptação ao meio ambiente e aos outros seres humanos. É a forma pela qual uma pessoa ou um grupo de pessoas vivencia o mundo e, em consequência, como se comporta e faz escolhas.”

Há revistas, novelas e jornais anunciando padrões específicos de conduta, alimentação, roupas, práticas de esporte ou lazer como sendo “o estilo de vida” do momento.

No meio dos blogs o nicho estilo de vida ficou associado ao discurso fitness e de viagem, que fala de vida saudável e ativa sempre seguindo um padrão estético.

As imagens que o Google mostra quando pesquisamos o termo lifestyle ilustram bem o formato da caixinha de estilo de vida:

O que é Estilo de Vida - Lis Life

Vocês nunca se questionaram se só essas pessoas magras, ricas e bem dispostas tem um estilo de vida?

Eu me questiono e fui pesquisar para saber.

O termo “estilo de vida” denomina aspectos da vida social relacionadas ao comportamento de grupos específicos e individuos, como, por exemplo:

  • as classes sociais (concebidas numa perspectiva da teoria marxista ou simplesmente como segmentos das estratificação socioeconômica);
  • os novos ricos;
  • os aristocratas (e burgueses);
  • o american way of life;
  • as tribos urbanas punks, góticas, hippies, entre outros.

Ou seja, cada grupo desse é um estilo de vida, que nada tem a ver com um tipo físico, por exemplo. Em algum momento a sociedade fechou um quadro e tagueou como sendo o estilo de vida PADRÃO.

Quando alguém fala sobre estilo de vida a imagem que, geralmente, nos vem a cabeça é: gente magra, loira, branca, rica e sorrindo no meio de alguma atividade física ou viagem.

As imagens do Google para essa busca:

O que é Estilo de Vida - Lis Life

EU NÃO ME ENCAIXO NESSAS IMAGENS NEM NO BRANCO DOS OLHOS!

Mas, péra lá estilo de vida é algo SÓ bonito assim?

Não!

Na verdade, alguns padrões de estilo de vida constituem os principais fatores de risco comportamentais envolvidos em doenças crônicas e incapacidades sérias.

Doenças crônicas como as cardiovasculares e neoplasias, junto com os acidentes e violências, estão entre as principais causas de morte nas sociedades, desenvolvidas ou não.

Tais ocorrências são quase sempre associadas ao estilo de vida dos envolvidos. Numa análise bem rasa, tá? Não vou entrar no conceito social disso.

Pense em estilo de vida sedentário, que está associado a doenças como diabetes, colesterol, problemas cardíacacos, hormonais e etc.

 Qual a imagem que te vem a cabeça?

estilo de vida sedentário

Quando falamos de estilo de vida sedentário a imagem que nosso cerébro reproduz é a de uma pessoa acima do peso sentada no sofá, certo?

Mas, essas doenças essas não acometem só pessoas que estejam com sobrepeso ou obesidade, entendem?

O que é Estilo de Vida - Lis Life

 

Abro um grande parentesis, porém, contudo, entretanto aqui: Na vida real um estilo de vida sedentário não é privilégio (ou falta dele) de um determinado tipo físico, classe social, gênero ou etc…

Há pessoas magérrimas que são sedentárias e tem problemas de saúde. Mas, a imagem formada no subconsciente coletivo é gordofóbica.

Tá acompanhando meu racícionio?

Meu ponto aqui é que estilo de vida não é essa imagem que nos venderam e estamos reproduzindo como forma de opressão.

Estilo de vida não é sobre corpo, cor, raça, cabelo e etc… O “lifestyle” difundido pelo marketing e pela publicidade é que fez parecer isso!

Hoje, estilo de vida é objeto de estudo das ciências sociais (sociologia e etnologia) e da psicologia social/comportamental – e dessa moça que vos fala aqui.

Fato é que o estilo de vida de uma pessoa tem reflexo na sociedade que a cerca, vide o exemplo dos acidentes, doenças e violências citado acima.

Por isso, quando a gente pensa nos exemplos de estilo de vida que vemos na internet a proporção fica mais assustadora.

Quando falamos do poder das redes sociais, do discurso de sofá, da força da reprodução de padrões que o mundo prega e tantas outras coisas, vemos como o estilo de vida aceito pela maioria molda o todo.

Mas, a verdade é que esse formato de caixinha de estilo de vida nasceu e foi perpetuado apenas com o intuito de vender mais produtos e segregar quem os consome para vender mais baseando-se em status e o “aspiracional” do ser humado.

Problemas sociais e comportamentais podem ser compreendidos a partir da observação do estilo de vida de uma pessoa e seu meio de convívio, mesmo que virtual.

Mas, esse aqui é um blog de estilo de vida real. Cadê a coerência?

De tudo que estudei, aprendi que estilo de vida é mais do que reforçar padrões, é mais do que falar de saúde, beleza, bem estar e atividade física.

Vivemos um tempo onde estilo de vida é uma decisão diária de como o indivíduo vai viver a própria vida, não um padrão inatingível aos mortais.

Para mim, é bom estudar, debater e conhecer sobre estilo de vida para que a minha bolha de realidade se amplie, ganhe novas nuances.

Estudei a fundo para poder reforçar que não há padrão ou rótulo que englobe o que é um estilo de vida. Não há caixinha que defina o que é ser mulher independente, ser bonita, ser bem sucedida que vai caber todo mundo, sabe?

Passei a elaborar mais o meu entendimento de vida e a minha experiência quando comecei a observar com empatia o modo de ser da sociedade e dos indivíduos. Por isso, sigo livre para ser quem eu sou!

Organização Mundial da Saúde define estilo de vida como:

“é o conjunto de hábitos e costumes que são influenciados, modificados, encorajados ou inibidos pelo prolongado processo de socialização. Esses hábitos e costumes incluem o uso de substâncias tais como o álcool, fumo, chá ou café, hábitos dietéticos e de exercício. Eles têm importantes implicações para a saúde e são frequentemente objeto de investigações epidemiológicas”

Olha que afirmação reveladora o processo de socialização molda nosso estilo de vida!

Sabe o que é socialização nessa era: é todo tipo de interação que uma pessoa pode ter com o meio externo. Sabe o que pode estar ferrando a sua cabeça aí, fazendo você se odiar ou buscar algo que não é sua essência? O PROCESSO DE SOCIALIZAÇÃO QUE VOCÊ TA VIVENDO!

Ainda da OMS:

Recentes estudos baseados em evidências sobre a redução da mortalidade têm convincentemente demonstrado que intervenções no Estilo de Vida são tão eficazes quanto as terapias médicas.

A redução da mortalidade nos EUA atribuída às mudanças nos fatores de risco em função da melhora no Estilo de Vida e no ambiente alcançou 44%, enquanto que aquelas relacionadas às terapias médicas alcançaram 47%.

Entre os componentes do Estilo de Vida responsáveis pela redução da mortalidade se destacam, em ordem, a abstinência do tabagismo, redução da pressão arterial, prática de atividades físicas regulares, redução do sal na dieta, e aumento da ingestão de frutas e verduras.

Não é um problema que blogs de estilo de vida estejam tão na moda. Ei eu me incluo nesse nicho \o/.

Muito menos que estejamos vivendo o boom dos “life coach” e “lifestyle mentor”.

Sério, não é um problema!

O problema é querer encaixar TODO MUNDO num estilo de vida que é SÓ baseado em padrões estéticos, financeiros e elitistas.

Traduzindo o que disse a OMS, ter um estilo de vida saudável e, eu acrescento, positivo mental e espiritualmente é que deve ser a nossa busca para uma vida melhor. Não uma imagem, um padrão…

Se você sofre ao ver e consumir um estilo de vida, mesmo que seja só nas fotos do Instagram, meu conselho é: crie o seu estilo de vida e se relacione com pessoas e conteúdos que se assemelhem a você.

A gente deve usar a internet como ferramenta de crescimento. Evite conteúdo nocivo, preconceituoso e que só reforce padrões negativos para todas nós. <3

 

Referência científica: PORTES, LA. Estilo de Vida e Qualidade de Vida: semelhanças e diferenças entre os conceitos. Lifestyle J, 2011;1(1):8-10.
PS: As imagens desse post mostram como a busca do Google, simples, sem filtro, ilustra os termos ligados a estilo de vida.
2 In Empoderamento

2017: o ano em que não me reconheci

2017 - o ano

2017 foi o ano em que eu mais repeti a frase: eu não me reconheço!

Dificilmente depois desse 2017 eu voltarei a me re-conhecer*. Viu?

*me reconhecer de me ver igual no passado, entende?

2017 foi o ano mais difícil, sendo o ano mais fácil da minha vida, até aqui.

Vivi mudanças profundas e rupturas tão inesperadas que eu custei a entender que esse era o ~destino~ de 2017. Por outro lado, algumas coisas mudaram em mim de forma tão natural, que quase acreditei no poder sobrenatural da minha mediunidade.

Acreditaria nisso, se eu não fosse tão mais cética hoje do que era em 2016. Não perdi a fé, mas…

Em 12 meses eu mudei, fui do meu mal ao meu pior! Fiz das tripas coração para não sucumbir na maldade alheia e não me tornar uma pessoa pior, mas não deu.

Não foi sem luta, mas sei que fecho 2017 sendo a pior versão que eu poderia ser de mim. Terminei pior por dentro, pra mim mesma e para a felicidade daqueles que queriam o meu mal e me fizeram isso.

Mas, eu sei da minha responsabilidade. Eu quem sucumbiu, eu que não me reconheci no meio de tanta coisa nebulosa.

Bendito 2017 que me fez refletir mais sobre o sofrimento envolvido nos prazeres da (minha) vida. Na responsabilidade que tenho, mesmo quando estou vivendo só pro meu prazer

Foi nesse 2017 que, logo eu, que sempre fui tão sedenta de vida e segura das escolhas que havia feito precisei aprender a viver com o luto da perda (em vida) e com a quebra da minha (auto) confiança em todas as áreas da minha vida.

Agora reconheço que sempre fui um pouco escrava do meu imenso auto-controle e da falsa confiança que eu via na vida que construí.

Foi assim que eu optei por me esvaziar.

Me esvaziar de rótulos, de certezas, de status para poder reencontrar o meu tesão por viver. Meu tesão por mim mesma, por tudo que sou e tenho de bom e ruim.

No meio do caminho não teve nada nem ninguém comigo.
Não teve uma ajuda especial.
Não teve força sobrenatural, nem milagre.
Não teve acontecimento marcante.

Teve a vida sendo a vida. Um ciclo sem fim de começos e finalizações.

Teve também muitos questionamentos éticos e morais que domaram a minha raiva impulsiva. Outros tantos questionamentos que me fizeram racionalizar desejos e ponderar decisões.

Tudo isso doeu em lugares inéditos pra mim, lugares que eu nem sabia que existiam.

Admito que, algumas vezes, só as lágrimas fizeram meus olhos brilhar. Não teve decência nem dignidade na luta, teve muita dor, admito, teve ódio que cega…

Por opção e pela dor eu recuei, me afastei e não deixei ninguém se aproximar.
Estive vulnerável e tentando entender o que acontecia comigo. Por isso, o isolamento foi o meu caminho.

Mas, por sorte, o amor, o trabalho e as amizades sobreviveram de um jeito que não mereço e sou infinitamente grata por isso.

Disso tudo eu refiz uma vida, catando as sobras do que eu tinha ali a minha disposição.
Cuidei da minha casa, que é também um reflexo da minha alma.
Trabalhei muito mais horas e muito mais duro do que em qualquer outro ano da minha vida.

Quase perdi um dos meus gatos e quase morri junto com ele. Mas, foi olhando no olhinho abatido dele, deitado na mesa fria do hospital veterinário que eu reaprendi o valor da vida.

Foi na morte do meu Pai que eu aprendi o que tem mesmo valor nessa vida.

Em 2017 não foi diferente…

Foi na noite mais escuro da minha alma que entendi que preciso, todos os dias, despertar com o Sol dentro de mim. Por que no mundo, as pessoas com luz são tão raras…

Quando a minha vida parou bruscamente eu tive tempo de olhar pro lado, pra mim.
Comecei a me interessar e pesquisar sobre assuntos novos. Um desejo de estudar mais, me habilitar para novas atividades. Neurociências, psicologia comportamental, inteligência artificial, filosofias orientais, gênero, criptomoedas, investimentos…

Aprendi mais sobre o meu propósito com o blog, sobre a razão desse espaço existir na minha vida.
Busquei entender meu corpo, minha saúde e a falta dela.
Assumi posições importantes no trabalho, meti a cara e fui fazendo.
Aperfeiçoei meu currículo, estudei mais o idioma que quero me tornar proficiente e vi os frutos disso tudo em convites e propostas de trabalho!

Estive sozinha, não que tivesse tido alguma ajuda no passado. Mas, ainda me espanto com as revoluções que consigo fazer all by myself.
Encarei as batalhas mais difíceis, rindo e chorando a cada derrota ou vitória.

Nesse processo todo eu vi, de novo, a vida sendo a vida.

Em 2017 pude comprovar que todo aquele que merece, recebe a felicidade em dobro, depois de combater o bom combate!

Mais que um testemunho, pela vida que chega, a esperança se tornou viva pra mim!

Fecho o ano esperando ansiosamente a chegada do Bernardo. Que é um sinal de fé e esperança na bondade da vida.

Vai ser nos olhos do Bernardo que vou enxergar quem quero ser daqui pra frente.

Vai ser pela esperança que ele me trouxe, pela Isa e pelo Gu que vou construir um mundo novo.

E pela Gio, que vai casar, eu vou acreditar que toda tampa tem sua panela <3.

Pode vir 2018, eu sei o que me guia.

0 In Empoderamento

A diferença entre gratidão e dívida

A diferença entre gratidão e dívida

A diferença entre gratidão e dívida faz muito sentido, pra mim, no dia de ação de graças.

Nos últimos 10 anos eu celebrei o Thanksgiving com uma atitude de gratidão. Poucas vezes tive a oportunidade de celebrar com um jantar. Na maior parte dos anos me fiz um brigadeiro e fui à Igreja agradecer.

Esse ano não comemorei nem mesmo coisas corriqueiras, como meu aniversário e outras datas.

Logo eu que amo uma data comemorativa? Amo um pretexto pra fazer algo especial, amo qualquer dia que seja festivo. Sempre gostei até das datas puramente comerciais para ter um pretexto de festa.

Eu fazia muita questão dos dias especiais serem marcados por pequenos prazeres.

Nunca foi a festa, presente, grana ou algo assim, sempre foi só a celebração das coisas simples com a maior empolgação do mundo.

Celebrar era como pagar uma dívida comigo mesma ou com o universo. Era como se eu devesse ao universo esse gesto de “gratidão” pela tal data feliz.

Mas, os acontecimentos desse ano mexeram com algo que era quase sagrado pra mim. Mudaram o quanto eu enxergava o “especial” na minha vida como um “favor”, seja de Deus ou da vida.

Já falei do meu passado aqui algumas vezes. Não só na infância e adolescência pobre que eu buscava ter esse olhar especial pras coisas, sabe?

Eu sempre levei uma vida ferrada pra caramba! Nunca foi easy peasy, sempre foi luta, suor e quase sempre all by myself! Ainda assim, eu achava que vivia um conto de fadas.

Sempre dei um jeito de ver que tinha sorte de estar onde estava e ter o que tinha. Eu tinha um encantamento, via um conto de fadas na minha vida, sabe?

Por isso que eu TINHA que ser grata, não que eu me forçasse, mas essa dívida intrínseca da felicidade estava ali…

Eu sempre tive facilidade de aceitar o karma ruim, a maldade ou até a falta de sorte na vida, mas não as coisas boas. Por isso a gratidão era como pagar uma dívida pelo bem recebido.

A diferença entre gratidão e dívida

2017 não foi um ano fácil, mesmo não tendo sido até aqui um ano ruim. Mas, foi um ano que me mudou naquilo que eu achava ser minha essência.

Aqui que a diferença entre gratidão e dívida começou a ficar latente pra mim.

Embora eu tenha muito a agradecer, sempre temos né? Eu não tenho mais a visão da dívida com nada, nem ninguém, nem mesmo com Deus tá?

Não que eu ache que sou a imensa merecedora de todo o bem do mundo.

Eu só tenho sentido que minha gratidão está mais associada ao que é meu – só meu – do que ao ato de agradecer por algo.

Dar graças à Deus é parte da minha rotina, dou graças constantemente em pequenos pensamentos e em ações concretas que faço no dia a dia… Não necessariamente para pagar uma dívida pelo bem recebido entendem?

Mesmo quando não recebo o bem, eu tenho dado graças, mesmo com raiva e sem o brilho nos olhos de antigamente.

Tá tudo bem comigo e tudo bem em eu me sentir assim.

Eu reconheço a grande dádiva que é ser quem eu sou e estar onde estou. Não sou ingrata com o universo, com Deus ou com a vida, pelo contrário!

Vejo até um divórcio como uma grande oportunidade, why not? Vejo as pessoas e situações que me fizeram mal como influencia na força que se mostrou em mim, why not?

Mas, não vejo com olhos fofinhos soltando arco-íris pela barriga.

A diferença entre gratidão e dívida

Não vou dizer que sou grata pela vida de quem me fez mal, mas tô tranquila com relação a existência dessas pessoas.

Aqui que eu começo a falar da gratidão que faz sentido pra mim esse ano:

Eu tô tranquila com tudo que acontece na minha vida, bom ou ruim. Seja o karma se manifestando ou se limpando pra vida poder seguir. Estou ainda mais tranquila com tudo o que fiz esse ano, por mim, pelos outros e no meu dia a dia.

Apesar de sentir que minha essência foi mudada, se é que isso é possível, eu me sinto tranquila com a mudança.

Me sinto tranquila com a raiva, com a cangaceira dentro de mim. Até com a tentativa diária de seguir adiante de um jeito diferente, sem conto de fadas e com sangue nos olhos.

É fácil espalhar paz e amor quando tudo é doce. Mas, sem o menor cuidado com a vida – relativamente feliz – muita gente não sabe ser grata pelo que tem e escorrega no quiabo desandando tudo.

É quase um circulo vicioso da vida.

Se você não se sente grata de verdade pelo que tem, dificilmente se empenha em manter ou melhorar as coisas. Se você se sente em dívida com alguém ou com a vida, dificilmente se sente tranquila pra viver o que lhe é merecido ou até mesmo imposto.

A gratidão não nasce da dívida, mas sim do reconhecimento do que tenho, do que sou e do que recebi no caminho. Na minha revisão das metas do ano e quando revejo os meus desejos para a vida eu consigo entender que vivi um processo de anos e que culmiram nessas mudanças em mim.

Os meus motivos pra agradecer são os mesmos, quem mudou fui eu, por dentro.

E, tá tudo bem em mudar!

Aliás, a capacidade de mudar é um dos motivos pelos quais eu mais me sinto grata hoje!

Vai ver minha essência não mudou… Só se alinhou com o sentimento de gratidão e não mais com o de dívida.

Não sei se vai fazer sentido, mas o texto abaixo meio que resume o que eu sinto em relação a diferença entre gratidão e dívida.

“Ontem eu destravei uma metralhadora em cima de uma pessoa, depois até fiquei com pena!
A pessoa, virou pra mim e falou que eu não sou a mesma Carol que morava no Preventorio. Falou que eu sou ambiciosa, falou que eu sou fria que não amo ninguém e falou que eu sempre to armada e que eu n sou mais humilde!

Muitas pessoas acham isso e realmente eu mudei! Mudei muito, na época que essa pessoa me conheceu a minha maior ambição era conseguir um emprego de carteira assinada no posto de gasolina. Comprar um dvd e comprar todas as cores da melissa/dona, que na época só quem tinha na favela mais de 2, era as mulher de Bandido.

Hoje eu tenho ambição de ter umas 2 mansões, na praia e no campo, ter uns 3 carroes, uma xj6, um onibus personalizado pra fazer show, um jatinho, uma lancha! Eu quero ter dinheiro pra contratar o Roberto Carlos pra cantar no aniversário da minha bisavó e sobre a melissa eu tenho ambição de ser patrocinada pela marca.

Sobre ser fria, não me acho tanto assim não, eu gosto de crianças e de pássaros! Eu nunca fui muito sentimental/carente, eu aprendi cedo a não precisar de ninguém pra ser feliz, a ter amor próprio e, se tiver que morar 1 anos nos Estados Unidos sozinha, pra fazer dinheiro, eu vou sem olhar pra trás.

Ganância é quando você pisa em qualquer um pra conseguir o quer.
Ambição é quando você se sacrificar sem pisar em ninguém para ter o melhor.

Se aquela Carol que morava, naquele barraco sem porta nem janela, agradava mais e era humilde, desculpe! Eu não vou me diminuir pra caber em ninguém, eu já aceitei muita humilhação nessa vida… Humilhação, assédio, opressão!

Sabe o que é cantar com 4 bandido passando o fuzil e a mão na sua perna? Sabe o que é um contratante da casa de show, querer tirar você do soro no hospital, te ameaçando armado?
Sabe o que é um cara passar a mão na sua xereca tu subindo pro palco pra trabalhar?
Sabe quando vem aquela vontade de ver a pessoa sangrando, quando você fica cego e só consegue ouvir sua respiração?

Isso aconteceu comigo, mas eu precisava daquele dinheiro pra pagar meu aluguel!
Eu segurei minhas lágrimas, minha personalidade! Segurei anos o leão dentro de mim, porque eu precisava da grana.

Eu durmo e acordo armada porque ninguém vai me esculachar nunca mais!”*

Cara, me identifico em tantos níveis com esse texto!

Lembremo-nos sempre que a diferença entre gratidão e dívida é que gratidão se sente e dívida se paga.

*corrigi algumas palavras e as pontuações, mas o texto na íntegra é da MC Carol!
8 In Empoderamento

5 TED Talks para inspirar!

5 TED Talks para inspirar sua vida

TED talks são palestras curtas feitas por personalidades das mais inspiradoras possíveis ao redor do mundo.

Se você busca conhecimento e auto melhoramento contínuo TED Talks são uma excelente ferramenta. Além de temas como ciência, tecnologia, comunicação e psicologia, os Talks ainda trazem histórias de vida reais e inpiradoras.

Cada pessoa vai assistir e tirar proveito do conteúdo de acordo com sua vivência, crenças e maturidade. Eu, por exemplo, já assisti esses mesmos Talks várias vezes e ainda me surpreendo com o que retiro de cada um deles.

Sempre que busco esse tipo de conteúdo tento fazer um paralelo com a minha vida, com situações que vivi e tento analisar onde posso amadurecer a partir desse conhecimento.

Essa lista é o top five TED Talks que mais me tocaram nos últimos tempos.

São os que eu assisto para reforçar ideias que me inspiram e me colocam em movimento!

We should all be feminists – Chimamanda Ngozi Adichie

Se você ouviu a música Flawless da Beyonce deve ter decorado a frase: “Feminist: a person who believe in the social, political and economic equality of the sexes”, que é um trecho dessa palestra.

Constantemente, associam algum comportamento meu ou minha personalidade com o termo feminista. Sempre ouço comentários negativos sobre “quando baixa a feminista cangaceira” em mim. Em geral, vem como ofensa de algum homem com o ego fragilizado pelo meu comportamento…

Hoje quando assisti pela milésima vez esse vídeo eu lembrei que essas são algumas das as melhores características do meu comportamento. Exatamente as que me fizeram chegar até aqui, contrariando as estatísticas.

Como Chimamanda explica no vídeo, a criação dos homens dá “por direito” à eles satisfações e pretextos tão ridículos que oprimem eles mesmos. Moldam desvios de caráter no comportamento masculino que acabam oprimindo mulheres, mas também, homens. São comportamentos que parecem pequenos, mas que são tão enraízados na sociedade que moldam a cultura de opressão que afeta a forma como homens e mulheres são educados.

Exatamente por isso, todos deveríamos ser feministas!

Toda vez que assisto essa palestra eu me lembro que tenho que lutar muito, todo dia, só por ter nascido sob o gênero feminino da moeda. Já assisti milhares de vezes, mas assisto de novo e de novo! Para me lembrar da raiva e da não conformismo que é preciso ter para não me curva e criar um mundo melhor pra Isa e para as mulheres que virão depois de mim.

“Você pode ser ambiciosa, mas não muito. Você deve desejar ser bem sucedida, mas não muito. Caso contrário, você vai ameaçar os homens.
Se você for o arrimo em seu relacionamento com um homem, você tem que fingir que não é, especialmente em público ou você vai “castrá-lo”.
Porque sou do sexo feminino, esperam que eu almeje o casamento, esperam que eu faça as escolhas da minha vida. Mas, sempre tendo em mente que o casamento é o mais importante. O casamento pode ser uma fonte de alegria, amor e apoio mútuo. Mas, por que ensinamos as meninas a ansiar ao casamento e não ensinamos a mesma coisa para os meninos?
Criamos as meninas para serem concorrentes. Não para empregos ou para conquistas, o que pode ser uma coisa boa. Mas, para disputar a atenção dos homens!”

My philosophy for a happy life – Sam Berns

Assistam! Assim no imperativo. É um talk rápido, com uma fala simples e leve.

Sam traz lições que eu, constantemente, preciso me lembrar para não me deixar abater pela negatividade na dificuldade.

Ele abre com a frase: “a vida passa muito rápido. Se você não parar e olhar ao redor, de vez em quando, você pode perdê-la”.

Tem feito muito sentido na minha vida pensar desse modo. Tenho reconhecido muito mais felicidade no meu caminho, mesmo em meio as dores.

Nunca houve em mim uma busca pela felicidade externa, padronizada ou inatingível. Mas, já tive meus momentos de cegueira onde não vi a felicidade genuína presente na minha vida.

Pra mim, a grande lição aqui é a simplicidade de viver o melhor que se pode aceitando as dores e delícias da vida, como gosto de dizer. Vivendo e estando de fato presente é possível manter a firme esperança de que, em pequenas coisas, a vida se faz plena, mas não perfeita.

Associo essa filosofia ao texto que postei no stories essa semana:

Se as pessoas se separam tem uma série de incovenientes, se as pessoas não se separam tem uma série de incovenientes. Se as pessoas ficam juntas, tem algumas vantagens, se as pessoas não ficam juntas, também tem vantagens.

Qualquer opção é sempre uma opção dentro do samsara. O samsara é caracterizado por: tem algumas coisas das quais eu gosto, tem algumas coisas das quais eu não gosto, a gente quer o que gosta, não quer o que não gosta. Isso é o samsara. Não temos possibilidade de obter êxito nisso. Porque aquilo que a gente quer e parece favorável dali a pouco apresenta problemas. E aquilo que a gente não quer é desfavorável, é penoso, mas dali a pouco apresenta algumas vantagens. É assim. É melhor desistir disso. Não criticar o samsara. O samsara tem essa característica. – Lama Padma Samten.

Become who you really are | Andrea Pennington

O pior momento da minha vida foi quando eu percebi que as frases: “Podemos ser funcionais, mas não estamos realizados. Podemos ser bem sucedidos, mas não estamos satisfeitos” descreviam a minha realidade.

Eu já conhecia esse TED Talks e já havia tido as minhas experiência com fundo do poço e grandes adversidades. Mas, pouco tempo atrás o fundo do poço ficou mais fundo. Não por erro meu, mas por que alguém foi lá e cavou. Entendem a metáfora?

Revendo essa palestra eu encontrei o entendimento para a sensação de vazio, de falta, que eu vivi por algum tempo e que preencheu uma relação que era boa, mas se tornou ruim com o tempo.

Foi refletindo sobre ser eu mesma que comecei a ver que eu não tinha culpa elo que estava acontecendo e encontrei algumas respostas valiosas até sobre o comportamento alheio.

Esse vídeo é um super material de apoio para a terapia, viu? Mas, te adianto que pode ser um tanto too much autoajuda para pessoas céticas, como eu 😀

How to stop screwing yourself over | Mel Robbins

Eu resumo meu mantra motivador da vida com: faça o que tem que ser feito! Começo meus dias, bons e ruins, repetindo esse mantra.

Nesse talk Mel Robins soma a energia de “comece a fazer o básico”, ao comportamento adulto que é preciso ter quando se é um adulto (oras) e a outros comportamentos que ela vai explicando com bom humor.

Ela fala tudo com uma clareza hilária e dá tapas na cara do nosso comodismo. Todos os pensamentos desse discurso vem de encontro a minha crença de que o que estraga a nossa vida somos nós mesmos, com o nosso comportamento.

The Secret of Becoming Mentally Strong | Amy Morin

Todos os pensamentos desse TED podem ser aplicados em tantas áreas da nossa vida, tantos comportamentos, que nem sei numerar.

Amy começa explicando que o preço dos nossos pequenos hábitos/atitudes é o que rouba nossa saúde mental e emocional.

O que mais me tocou nesse TED Talks foi a história pessoal de Amy. Ela relata uma situação extrema da vida onde ela viu que ter bons hábitos/comportamentos não era o suficiente. Eu passei por alguns processos doloridos e tive as mesmas constatações.

Se manter de pé, fazendo o que é preciso ou até mais que isso, às vezes, não é o suficiente. É preciso ter força de não alimentar o que nos faz mal para nos mantermos fortes nos momentos mais necessários.

Ela explica que o segredo para ser mentalmente forte é abandonar de vez os pequenos mau hábitos, mau comportamentos, desde os menores e imperceptíveis que nos seguram no lugar que estamos ou nos fazem retroceder.

O top five mais autoajuda ever, eu sei!

Essa lista é bem pessoal e fala muito dos momentos recentes da minha vida, de coisas que superei ou não. Mas, cada um desses vídeos me ajudou tanto, que fazer esse compilado é uma forma de não esquecer os aprendizados.

Por mais que sejam simples a gente precisa desse reforço, né?

 

TED  é uma organização sem fins lucrativos que defende as “ideias que merecem ser compartilhadas”. Há 26 anos as conferências TED dão espaço para ideias que tem impacto positivo na sociedade; os eventos sob o nome TEDx são a versão independente e licenciada do TED, são eventos locais que reúnem um número limitado de pessoas para compartilhar experiências. TED é a abreviação de Technology, Entertainment and Design, mas os assuntos abordados nas TED Talks vão muito além disso.

 

0 In Empoderamento

Autoestima e pensamento: duas forças!

Acontecimentos completamente aleatórios da minha vida me mostraram que autoestima e pensamento são forças que posso usar para me mover em tempos difíceis.

Uma reflexão das coisas loucas que acontecem na minha vida e que poderiam ser enredo de uma novela mexicana, mas que fazem sentido na minha jornada pelo auto conhecimento.

No primeiro acontecimento, eu havia começado o tratamento de disfunção da hipófise. Dentre outras coisas, essa disfunção piorou os meus, já graves, problemas hormonais. Ganhei peso, diabetes, um cansaço extremo, dores e me sentia muito triste o tempo todo.

Eu não me reconhecia e senti raiva do meu corpo, daquele cansaço absurdo, do sono infinito, da falta de paladar e da fome gigantesca. Odiava o fato do meu corpo ter uma doença invisível e que me paralisava.

Afinal, quem poderia parar um terremoto humano como eu, se não o meu próprio corpo? Quem poderia boicotar a pessoa mais sangue nos olhos que eu conheço se não a minha própria cabeça?

Tive raiva de mim.

Com a saúde debilitada a cabeça estava indo pro mesmo caminho, mais um bônus dos hormônios… Tive sorte* de encontrar bons médicos que me apoiaram no processo e comecei a busca pela saúde perdida.

Num dia de muita espera nos médicos,  por sorte*, cai num post no Facebook sobre um ensaio fotográfico que aconteceria em São Paulo. A organização era de duas minas que queriam oferecer os ensaios, num valor acessível, só para outras minas.

Eu estava trabalhando no layout do blog (esse aqui que vocês vêem e que eu fiz 95% sozinha) e queria fotos mais bonitas para usar.

Fui lá e fechei… Não pensei em como seria e na hora nem lembrei de como estava minha relação com meu corpo.

Avança para seis meses depois.

Fiz aniversário, a luta com a saúde continuou, descobri adenomas na tireoide que pioram os sintomas da disfunção e tive uma crise de hemorragia uterina disfuncional. Tudo ao mesmo tempo e sem poder usar minha conta bancária, me senti impotente e repensei sobre como ser independente é mais hard do que parece.

Um dia, ao tentar me arrumar pra seguir me arrastar pela vida eu percebi que não tinha mais base em casa e desatei a chorar.

Sério, chorei por conta de uma maquiagem.

Eu uso maquiagem todos os dias e amo, mas com a grana apertada, fodida da vida e com a vida, precisando comprar maquiagem? Puta que me pariu, Lei de Murphy!

Por sorte*, o bloguinho me dá acesso a informações bem legais e nesse mesmo dia recebi um e-mail falando que uma maquiadora da Revlon estaria numa loja perto de casa e a marca tinha anunciado uma diminuição nos preços do produtos.

Eu fui, nem lembrei que eu passaria por um trajeto emocionalmente difícil e todos os outros poréns que eu sentia comigo.

Nas duas ocasiões, eu sentei numa cadeira e deixei alguém olhar bem de perto pra minha pele machucada pela acne hormonal, ver minhas olheiras aumentadas pelo cansaço, meus olhos fundos…

Parece idiota, mas isso me deixa super desconfortável, pra dizer o minímo, ainda mais naqueles momentos de fragilidade.

Na sessão de fotos, a Dani Cruz me maquiou e eu precisei deixar a Bruna Ferreira olhar para os ângulos do meu corpo e captar de mim uma beleza que eu mesma não via.

Não cheguei lá com pretensão de ser a Gisele, mas eu estava um caco, meu corpo estava um trapo, então como poderiam ficar as fotos?

Eu não via em mim alguma coisa bonita para ser retratada, mas eu estava lá!

No dia do shopping, a Karol Ortiz me tratou tão bem que eu me senti importante e especial, como há anos não me sentia.

Fiquei sentada, conversando como se nada estivesse acontecendo na minha vida, como se eu não estivesse sangrando por dentro.

Eu não esperava dali nada além da base na cor certa, sabem? A vida já tava uma merda, eu só não queria parecer um Oompa-Loompa.

Mas, o primeiro passo foi criar coragem e ir.

É muito comum, quando não estamos bem conosco, nos paralizarmos em coisas, até que pequenas, como ir ao shopping.

Tirar uma pausa e nos dar um tempo no meio do turbilhão, é normal, tá? O que não podemos é permitir que a falta de autoestima ou nossos próprios pensamentos nos paralisem e impeçam de nos colocarmos em movimento.

Comecemos pelos pequenos momentos, aqueles que não nos damos conta na maioria dos dias. Um passo depois do outro, mas nos movimentar é essencial até para nossa sanidade mental.

No meu caso foi uma sessão de fotos onde ninguém me conhecia e uma ida ao shopping.

Mas, conheço relatos de várias mulheres que deixaram de se colocar no mundo por conta da baixa autoestima. Deixaram de ir à festas, sair com as amigas e até buscar os filhos no colégio.

O tomar coragem, tentar, enfrentar, por a cara na rua, é um exercício diário. Não que seja fácil, mas só traz benefícios ou, pelo menos, experiências.

Vai lá e faz!

Outro passo importante e bem mais complexo pra mim: estar presente.

O estar presente me força, quase que automaticamente, a me abrir para as situações.

Foi me vendo pelos olhos da Bruna, com a ajuda da Dani, e pelo olhar da Karol que eu saí dessas experiências me sentindo melhor comigo mesma. Não pela maquiagem ou pelas fotos mas, por ter me permitido viver aqueles momentos.

Eu estive presente e me abri, sem que ninguém soubesse das minhas lutas, me distraí do meu momento. Durante algumas horas eu me permiti tentar esquecer da dor que sentia e controlei meus pensamentos sabotadores.

Quando me isolo nos pensamentos de insegurança ou tristeza, eu não me abro para o momento e para os outros.

Talvez você pense que por não me abrir, muito provavelmente não vou me machucar ou ter minha autoestima abalada. Eu concordo, embora não tenha garantias. Mas, me fechando não vou sentir o que a atenção genuína e a entrega real aos momentos pode fazer por mim.

Se eu deixo que pensamentos de tristeza ou autocrítica falem mais alto na minha cabeça dificilmente eu vou estar presente para viver momentos que são únicos: encontros, conhecer novas pessoas, uma entrevista de trabalho ou reuniões de família.

Estar presente pode e deve ser seletivo!

Por exemplo, quando estou com pessoas que EU SEI que são maldosas ou me julgam, eu desvio o pensamento para me blindar. Não permito que minha cabeça fique em looping eterno de críticas, questionamentos, inseguranças e etc.

Tento substituir esses pensamentos repetindo o mantra foda-se não importa a opinião do outro, eu sei das minhas lutas e sei quem sou. Eu busco também me lembrar de qual o objetivo daquela situação e o que é essencial pra mim em cada momento.

Se precisar ainda faço orações e mentalizações, porque a fé é um bom escudo de proteção.

O mundo já nos pressiona demais, por isso todos os dias tento ignorar meus pensamentos excessivos de irritação e os julgamento. Me esforço para calar a minha mente, equilibrar o que eu penso de mim para não me sufocar.

Meditação, terapia, espiritualidade e bons hobbies são aliados na minha busca.

Em geral, o que de melhor eu posso fazer pela minha vida é viver o momento presente, expirando e expirando para não pirar.

Talvez tudo isso te pareça bulshitagem, mas melhorar a autoestima depende do nosso cuidado mental e emocional, mais do que cuidado físico.

Por isso eu proponho que você faça coisas simples como exercícios práticos para domar o pensamento e autoestima:

  1. Vá numa loja de maquiagem, peça uma maquiagem básica de mostruário. Ou pede pra uma amiga te maquiar, mas que seja alguém te maquiando. Depois coloca uma roupa bacana, uma música, abre um vinho e vai pra frente do espelho. Se olhe mil vezes, faça selfies, encha o Instagram de stories, look do dia, whatever… Fale para você mesmo palavras de apreciação, permita se ver produzida e se amar.
  2. Escolha um dia comum, até inusitado. Faça um ritual, um banho demorado, coloca uma roupa que você gosta, seu perfume e se arrume do jeito que você mais gosta. Saia com as pessoas que mais te fazem bem, esteja mesmo que por skype ou só de passagem com alguém que te faz bem. Sorria e esteja presente. Permita-se esquecer dos pensamentos, foque em estar ali.
  3. Faça, se puder, um ensaio fotográfico sem motivo. Não conta ensaio de casamento, gestante e etc. Tem que ser um ensaio seu e para você, pode ser sensual ou casual. Permita-se ter um registro de quem você é hoje, do que você vive e essas memórias vão te fortalecer no momento certo.

Todos os dias se desafie a não desistir de fazer coisas por insegurança, por medo da dor ou pelas lembranças das frustrações do passado. Se desafie a se colocar do seu melhor modo no mundo, mesmo que o seu melhor seja com dor, cansada, um caos… Desafie-se a se vencer!

É nessa energia de foco e faca na caveira que eu me apoio quando a coisa fica insana e a cabeça começa a pirar, aos poucos que crio minha blindagem emocional e mental.

Com esses dois acontecimentos simples eu entendi como a força do pensamento e a autoestima caminham juntos na minha evolução.

Foram muitas sessões de autoanálise para reconhecer a riqueza dessas duas experiências e como me senti depois delas.

Hoje, me olho nessas fotos e vejo que mulherão da porra que eu sou. Exatamente por que, apesar de tudo que eu estava vivendo eu não me deixei abater. Não deixei nada me parar, nem mesmo minha saúde, minha cabeça, meus medos.

Dou graças pelo sofrimento e por esses aprendizados em coisas tão pequenas, vai ver tudo isso e a sorte* que me colocaram nesses acontecimentos foi alguém lá de cima do Universo querendo me dar um refresco, né?

Nada acontece por acaso e eu sou uma pessoa de fé. 🙂

Uma observação; Fiz questão de citar a marca da maquiagem por que tenho uma relação emotiva com ela. Da infância pobre, de quem começou a trabalhar com 11 anos de idade, mas só foi ter a oportunidade de se dar algumas pequenas coisas aos 18 anos eu faço questão de manter algumas memórias bem vivas, como conquistas mesmo. Eu sempre tive alergia a alguns componentes de maquiagem e Revlon foi a primeira marca de produtos importados que eu me dei de presente na vida.