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15 dias para o fim do ano!

Okay! Okay! Antes da Simone surgir cantando eu ainda acredito no poder das pequenas metas!

Simone:

make action GIFs 15 dias para o fim do ano

Faltam 15 dias para o fim do ano e eu sei que ainda dá tempo de fazer alguma coisa.

Seja encerrar, organizar ou ver que F**eu mesmo, já era…

A Thais, do Vida Organizada, escreveu um texto ótimo com 20 coisas bem práticas para serem feitas antes de 2020 e de organização ela entende, viu?

Embora a passagem de dias no calendário possa não ser algo significativo para todo mundo, boa parte de nós humanos não vira a folhinha sem pensar um pouquinho naquilo que queria (ou quer) e o que, de fato, fez.

A pressão da data de um novo ano normalmente implica em olhar para o ano que passou e pensar no que virá. Meio que pelo impulso social ou por nosso instinto mesmo, meio sem motivo, mas é isso.

Eu decidi que quero esses dias mais leves, me centrando na realidade e não nas minhas tentativas de controlar tudo e me isolar do mundo. Porque eu cansada mesmo e para que eu conclua coisas que me comprometi, seja elas quais forem.

Assumindo essa responsabilidade eu me determinei a fazer 10 coisas nesses 15 dias para o fim do ano!

  1. Meu TCC: tenho a primeira parte a ser entregue (exatamente hoje, dia que eu escrevo!). Sentei em cima por meses, mas vou terminar no prazo, assim seja, amém! Feito, dia 16/12!
  2. Finanças (in/out): preciso organizar as coisas aqui, ver o que entrou e o que saiu para fechar o ano sabendo o que posso fazer ano que vem com meu dinheiro até dia 30/12.
  3. Projeto: tenho um projeto estratégico em andamento, preciso concluir 3 tarefas dele até dia 31/12.
  4. Livro: tenho que terminar um livro que enrolei pacas e preciso escrever um artigo sobre ele. O livro é ruim, mas me comprometi a fazer até dia 28/12.
  5. Autocuidado e auto-mimo: vou me dar uns dias/horas de autocuidado, dane-se se eu já sou mimimi demais, se não deveria investir nisso. Eu tive um ano difícil e eu vou me cuidar, tenho uma lista de 4 coisas para fazer só por prazer mesmo.
  6. Curso Linkedin Essencial: preciso concluir as 3 últimas aulas até dia 21/12. Me comprometi com o Reinaldo e farei só por isso.
  7. Organizar o espaço físico que chamo de casa: hoje moro no meu antigo quartinho, emprestado na casa da minha mãe, depois de sair da minha casa de 200 metros! Ou seja, tem caixa até dizer chega para arrumar, dar fim, doar e etc. Preciso desapegar dessas coisas.
  8. Doar roupas: já tenho poucas roupas, mas muitas não condizem mais comigo. Vou tirar 5 peças para doar antes de virar o ano.
  9. Tratamento de saúde: tenho um exame para ficar pronto dia 18 e eu preciso voltar no médico até dia 29, empurrei isso até aqui. Minha saúde não é uma coisa exemplar, então preciso voltar antes dele sair de férias em Janeiro.
  10. Encontrar, agradecer, pedir perdão e dizer eu te amo para pessoas importantes… Essa meta é a que eu quero dobrar o máximo que der nesses 15 dias. Já comecei hoje, 16/12, almoçando com uma amiga muito querida!

Pode parecer pouco, bobo e sem sentido para você, eu sei, deve ser mesmo. Mas, para mim, essas 10 coisas tão pequenas são suficientes para que eu me livre dos pesos, sirva onde posso e viva melhor esse tempo de passagem.

Esse ano fecha um ciclo de 3 anos de mudanças significativas, encerra uma fase marcante na minha vida.

Por isso, meu motivo é só fazer coisas simples, pequenas e cumprir o que me comprometi. fechar esse ano tão intenso, que me mudou e moldou na base da porrada.

Quero focar no que ainda posso fazer aceitando que a realidade é essa mesmo.

Eu tenho esses problemas ou pendências? Não! Mas, você acha mesmo que vou resolver alguma coisa nesses 15 dias que não resolvi nos 350 outros dias do ano?

Me? Really?

Grandes coisas me aconteceram sem que eu pudesse evitar ou mudar, nada de significativo estava sob meu controle e precisei lidar com coisas que nunca imaginei. Então, minha reta intenção é manter o foco nessas pequenas coisas agradecer pelo TUDO que tenho, NADA que sou e por QUEM (e todos) me sustentou até aqui.

Qualquer meta maior que essas seria só mais um peso e eu fracassaria lindamente.

E você o que vai fazer com esses dias? Não precisa ser nada grande, enorme, mudar o mundo, mas ainda dá tempo de fazer coisas úteis com motivo e significado nesses dias.

Temos 15 dias para o fim do ano, usemos com sabedoria e intensidade!

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Organizar a vida

carros estacionados na garagem, o dia que iniciou essa ideia de começar a organizar a vida

Duas semanas atrás eu estava com hóspedes em casa e uma cena cotidiana me rendeu uma reflexão sobre organizar a vida.

Na euforia do final de semana, chegamos todos em casa e, pronto, não cabiam os carros na garagem.

Olhei por uns segundos com cara de quem sabia o que tava fazendo, mas não sabia… Por sorte, tinha alguém ali que sabia o que fazer; 2 minutos, todos os carros acomodados, em uma organização nível Tetris.Gif animado mostrando ônibus se encaixando

Nunca havia colocado 3 carros grandes na garagem de casa, provavelmente, se eu estivesse sozinha, não conseguiria nem manobrar um que era idêntico ao meu; muito menos colocar outro sedan na frente.

jogo Tetris

Sempre fui péssima no Tetris!

O que isso tem a ver com organizar a vida?

Minha mãe diz que depois de qualquer mudança o primeiro passo é: organizar!

2019 foi um ano calmo, se comparado aos meus dois anos anteriores. Todo sofrimento externo que me torturava foi ficando pra trás, fui vivendo altos e baixos até que chegou uma calmaria  por aqui.

Foi então que chegou a hora, agora mesmo, que me perguntei se era calmaria ou comodismo.

Respondo sem (com) vergonha: comodismo!

Eu me acomodei em tantas coisas boas e ruins nesse ano. Na família, com os amigos, na rotina sem rotina, em casa, no trabalho e na faculdade.

Logo eu? Toda cheia de querer ser a ativa, planejadora e os caramba. Fui me acomodando a ficar bem na merda depois de 2017 e 2018.

Passou tanto tempo e só agora eu vi que preciso começar a organizar a vida.

Organizar a vida toooodaaaaa mesmo!

Desde os espaços vazios, dos móveis que estão saindo da minha casa nos próximos dias, até meus novos cursos para concluir.

Foi pensando nisso que lembrei do dia dos carros.

Naquela dia eu dei a chave na mão de uma pessoa que sabia o que estava fazendo. Ele foi lá, acertou meu carro, outro carro e depois o outro… Eu fiquei de lado, olhando, porquê né? A gente confia desconfiando, mas deu certo.

Lembrei que em 2018, no auge de toda merda que me aconteceu, eu fiz a mesma coisa para organizar a casa. Arrumei uma pessoa de confiança, que eu podia pagar, para manter meus gatos vivos e a casa em ordem.

Depois de um tempo, essa pessoa virou meu coração em casa. Ela que organizou tudo lá, eu fui dando as diretrizes, dizendo o que poderia sair e ela ia lá e tirava. Hoje, ela sabe quem entra e sai, o que tem lá dentro e cuida de todas as minhas coisas.

Teve momentos dela ter que me tirar da cama, arrastada, mas eu levantava e ia trabalhar. Graças a essa ajuda eu me dei conta que, mesmo não conscientemente, eu já havia começado a organizar a vida.

Mesmo terceirizando, pagando para alguém fazer, foi assim que eu consegui me colocar no caminho.

Hoje, ainda está tudo uma bagunça desde a vida financeira a acadêmica, ainda não tenho rotina nenhuma. Mas, me sinto mais feliz com essa bagunça, com a zona dos carros lá em casa, com a Iandressa cuidando de tudo que eu não quero cuidar.

Por isso, se eu fosse responder, como começar a organizar a vida, eu diria:

  • Peça ajuda e confie em Deus, há pessoas boas no mundo ainda.
  • Se coloque em movimento, mesmo arrastada.
  • Faça uma coisa de cada vez e tudo bem se você falhar.
  • Não demore a voltar a ter um planejamento, metas, sonhos.
  • Volte a ser você mesma, como der e comece a se organizar por dentro. Depois que o interno fica bem, tudo ao redor se torna mais digerível.

Lembre-se: a única bagunça aceitável e que não deve nunca ser organizada é a que a gente faz com todo amor na vida. É aquela que esquenta o coração, que preenche a vida de alegria e louça pra lavar!

Desse modo, a vida vai ser sempre colorida, mesmo nos momentos mais cinzas e você vai dar conta de qualquer mudança que vier!

cirianças e a tia Lis comendo na cama, fazendo bagunça

Com meus sobrinhos, Isa e Gu, comendo McLanche Feliz na cama em um sábado as 22h… Coisa de Titi!

 

bebê Bernardo, mamando no colo da titia Lis

Com o Bernardo, meu sobrinho mais novo, curtindo uma preguiça no sofá.

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Tudo muda o tempo todo no mundo!

Tudo muda o tempo todo

Tudo muda o tempo todo.

Eu lutei com isso algumas vezes e perdi em todas! Por isso, sabe quantas vezes eu precisei me reinventar na vida?

Eu contei! Só de situações extremas foram cinco as maiores e mais marcantes. Todas antecedidas ou seguidas de frustrações, perda, dor e muita resiliência no processo.

Nessas vezes sempre foi tudo ou nada, uma eu jurei que ia morrer e noutra eu quase morri de verdade!

Me dei conta, há bem pouco tempo, que eu passei pelo vale da sombras da morte algumas vezes e continuei andando.

Eu entendi pela razão que tudo muda o tempo todo e organizo minhas emoções a partir desse entendimento.

Sabe quantas pessoas podem dizer isso? Quantas pessoas tem essa bagagem, esse culhão? Eu sei! São poucas!

Não falo isso com arrogância, não. Falo com a humildade de não saber nem como, nem porquê eu consegui.

Sei e assumo o ser humano falho, fraco e incoerente que sou. Aceitar que tudo muda foi abrir mão do pseudo controle que eu acho ter, do ego exacerbado por pessoas e situações que já não faziam sentido sem mudança e enxergar a confusão constante que eu faço entre felicidade e prazer.

Belchior disse em 1976 “ano passado eu morri mas esse ano eu não morro”; não achei que uma frase fosse caber tão bem na minha vida. Valeu Emicida, por reviver esse refrão!

Mas, sim, ano passado eu morri!

Se você me conheceu antes, ou em 2018, certamente não me conhece hoje.

No último trimestre de 2019, há tanto mais de novo em mim do que eu poderia pedir nas minhas melhores orações.

E, se você pensa, que há uma lista só com coisas boas pra contar, tá bem enganado.

O que me dá a esperança de não morrer de novo, nem me sentar pra chorar em posição fetal no vale das sombras da morte é exatamente ter acontecido somente coisas ruins e eu ainda estar aqui contando a história de cabeça erguida e peito estufado.

Ainda engatinhando em não sentir vergonha, lidando com o medo e buscando ser firme na crença de que a verdade e a realidade são as maiores forças e a melhor escola.

É ótimo, para mim, aceitar que tudo muda o tempo todo, reforçar isso e que está tudo bem com a mudança.

E assim eu posso mudar também, sem medo, sem vergonha, mostrar as cicatrizes e viver.

Nesse meu diário quero compartilhar a lista de músicas que ouvi nesse tempo de mudanças. Literalmente, elas falam sobre mudanças! #tudumtiiss

  • Changes do Black Sabbath, na versão do Charles Bradley.

Essa versão ficou conhecida como o tema de Big Mouth, que aproveito para recomendar. Vai por mim, assiste nos dias mais entediantes, é uma série ótima para rir de si mesmo e ver que quase não saímos da 5º série de verdade. A animação fala das mudanças da vida adolescente que todo mundo viveu – ou vive – e tem um quê de dilemas humanos.

Essa música eu ouvia em looping em um tempo de muita dor, onde eu me enganei tanto que me perdi da verdade. Mas, tão importante quanto a letra desse clássico nessa versão, é a vibe e esse Soul delicioso!

Charles Bradley gravou quando sua mãe faleceu e, se você fechar os olhos e ouvir a letra, dá pra sentir a dor dele.

  • Changes do Tupac Shakur.

Eu ouvia pra me lembrar da raiva que eu tenho desde criança como força vital. Não sei se é raiva, mas sempre foi um inconformismo, uma não aceitação da injustiça, uma força para vida… Enfim.

Vale citar que eu repito essa estrofe adaptada pra endurecer o coração, quando preciso:

…but mama raised no fool and as long as I stay myself, I gotta stay strapped and I never get to lay back!.

 

Complementando a lista com chave de ouro a minha favorita de 2019. Sinceramente, Bowie tem sido um vício no meu rádio esse ano. Já falei dessa música, vejam esse post do meu Instagram e leiam os comentários para entender. 

  • Changes, David Bowie 

Strange fascination, fascinating me changes are taking the pace I’m going through…

Pretty soon now you’re gonna get older. Time may change me!

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Vida online x Vida offline: a vida esfrega as coisas na minha cara!

vida real

Vida online x vida offline: uma longa história sobre como a vida esfrega as coisas na minha cara!

Faz uns 13 anos que mantenho meu diário virtual nessa internet. Via de regra, nunca falo exatamente do meu trabalho ou vida pessoal aqui.

Embora, tudo seja muito pessoal eu sei como publicar com reserva os assuntos.

Já comentei em textos, grupos e até no Instagram, que no passado enfrentei situações bem pesadas por conta do blog. Desde preconceito à constrangimentos. Por postar “look do dia”, selfies, por falar de produtos de beleza, expressar opiniões e etc.

Essas coisas são tidas como “fúteis, inúteis e inferiores”. Tive chefes que afirmaram que meu blog depreciaria minha identidade profissional.

Até clientes, que chegando aqui, me julgavam mal e usavam o que viam aqui para destilar maldade. Ouvi coisas como: “nossa você não tem nada a ver com esse meio, você é tão inteligente pra que manter um blog.?” ou “jura que você tem um blog de moda, mas trabalha com tecnologia?!”. “Você é tão novinha e bonita demais pra entender de finanças”.

Como se ter um blog fosse coisa de gente burra ou diminuísse minha competência na minha profissão.

Sem contar, as inúmeras chacotas e piadinhas de corredor. Dos colegas mais próximos, sempre levei na boa. Mas, a gente enxerga quando é maldade falada pra só pra diminuir e atacar.

Eu trabalho num meio majoritariamente masculino. Mas, por incrível que pareça, as piores críticas sempre vieram de mulheres.

Isso reflete bem o motivo que devemos ensinar mais mulheres sobre o que é sororidade.

Pra lidar com “o problema” eu desassociei qualquer tipo de trabalho daqui. Passei a usar só meu apelido e nunca publiquei nada sobre meu trabalho, estudos, temas que amo e etc.

Mas, aí vem a vida senhoras e senhores.

Dia desses no trabalho, recém chegada, não conhecia ninguém e uma pessoa fala: “você não é a Lis.Life?” e eu em choque falo “sim, como você sabe?”.

Mantive a cabeça baixa arrumando minha bolsa, extremante constrangida!

Pô já me “reconheceram” na rua, mas nunca no escritório, na frente do meu gerente ali.

Tremi!

Mas, olha só a contradição: num texto pouco antes desse eu escrevi que: bons profissionais não podem ser pessoas de merda!

E, me esconder, ter vergonha do meu hobby mais querido, faz de mim uma pessoa de merda! Claro, isso aqui é meu espaço de criação, de desabafo, é uma extensão do meu mind palace.

Vida online vida offline mental palace

Eu sempre falo que não podemos separar nossa vida em caixinhas isoladas. Somos o que somos e devemos nos posicionar no mundo com transparência.

Nunca menti sobre ter um blog, mas não falava dele pra quase ninguém. Escondia não por vergonha, mas por muita gente “atrasada” nesse mundo. Falava pra um ou dois colegas mais próximos. Mas, nunca levei ele numa apresentação ou quando me perguntavam qual o meu hobby numa entrevista.

Mas, que sorte a minha!

Eu aceito que a escrita terapia (ainda vou explicar aqui como funciona) é parte de mim. O blog carrega meu nome ponto life (vida em inglês) ou seja: é minha vida na internet!

Nesse mesmo trabalho, dia 20/06, me dei conta de que estou no lugar certo e na hora certa.

Depois de ser reconhecida como a Lis, do lis.life por uma Business Partner da minha área. Sentir um frio na barriga por medo de “me expor demais”. O meu gerente e novos colegas começarem a me seguir. Eu senti um medo imenso de expor quem eu sou de verdade, minha história e a Lis, essência da Elisangela.

Só que o mundo não é mais dos que fingem ser, que vivem vidas que precisem ser escondidas. O mundo é cada vez mais de quem se expõe, é de verdade e honestamente humano!

Foi assim que, depois de 10 anos atuando na mesma área, eu consegui me desvincular do medo do julgamento. Me desvinculei no susto, com a água batendo na bunda e sem chance de voltar atrás.

Olha que tem tanta coisa feia na minha história pessoal que cruza com a profissional, viu? Tanta cicatriz e ferida que eu até pensei que não fosse o momento de me “assumir“.

Sei bem que o mundo profissional que vivo é um ovinho de codorna. Assim como o mundo hoje é pequeno e quem se esconde (tem o que esconder) não vai longe, nem vive em paz.

Enfim, 13 anos de trabalho formal e eis a minha apresentação pessoal mais profissional da vida:

Vida online x vida offline

 

Eu, nunca tive o que esconder. Errados estavam os que me zoavam, por minha aparência, gostos pessoais e até pelo blog!

A louca dos sinais e significados, não poderia deixar passar o que o universo me mostrou com tudo isso.

Bem no dia 20/06 eu estava assumindo meus desafios pessoais e profissionais na Bahia. Sendo recebida por uma empresa nova, colegas novos e ouvindo a todo instante o Rei do Baião.

Lembrei do meu pai a cada segundo dessa viagem.

Vida online x vida offline LIS

* um dos maiorias sinais que eu poderia receber, na simplicidade das memórias que minha irmã compartilhou!

E, como diz no Nordeste, graças a Deus e a São João pela boa colheita depois de uma semeadura tão árdua!

A festa na cidade não era por minha causa, mas eu senti como se fosse <3 até um forrózinho bom eu dancei!

Quem viu meu stories com a vida do viajante sendo tocada por um trio de forró no meio do escritório? Coraçãozinho ficou mais feliz!

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Uma reflexão sobre fazer malas

fazer mala para viagens rápidas_Lis Life

Fazer malas não é uma coisa simples.

Eu admiro quem nasce com a habilidade natural da praticidade à toda prova.

Fazer malas não é só sobre roupas, sapatos, looks!

É sobre estar preparado para lidar com situações desafiadoras à sua autoestima.

Pensando sobre como fazer malas é possível desenvolver outras habilidades, sabia?

Por exemplo, praticidade, organização, melhor uso do tempo, maior autoestima e segurança.

Ah, e ser safa ao fazer malas para viagens te ajuda na franquia de bagagem. Saber fazer uma boa mala é inteligência financeira. 😉

Em um dos meus projetos recentes, uma colega se impressionava que eu levava só uma valise. Em geral, quando ia ficar uma semana longe da casa. A prova está no Instagram:

Mal sabia ela, que até pouco tempo, eu tive muita dificuldade em fazer malas. “Qualquer viagem” era uma bagunça no armário, levava várias peças que não usaria e no destino ainda sentia falta de algo.

Nesse mesmo projeto, tive um imprevisto que colocou a prova meu essencialismo.

Sempre levo uma troca de roupa extra na mala. Mas, já havia usado toda roupa extra e precisei comprar tudo para mais dois dias. Eu, que odeio gastos não planejados, precisei comprar roupas “caras” por falta de opção na cidade.

Quase me arrependo da minha mala pequena, mas foi só um imprevisto.

Essa mesma amiga, levava uma mala enorme! Mesmo que tivesse que pagar para despachar e sempre comprava algo nas cidades que passávamos.

Por outro lado, eu me virava com as mesmas peças durante quase todo o projeto.

Com essas diferenças de comportamento analisei o motivo da minha dificuldade no passado. Pensei sobre todo o contexto de viagens e ocasiões onde sofri ao fazer as malas. Viagens à trabalho ou não, tá?

Identifiquei que, no passado, me faltava praticidade por motivos emocionais. Não necessariamente pela quantidade de peças que eu tinha à disposição.

Passei por ocasiões onde para qualquer viagem eu sentia insegurança ao escolher as roupas. Tinha medo de chegar “lá” e não ter nada para usar. Pensava na possibilidade de me sentir mal com alguma combinação e não ter opção de troca.

Mesmo tendo como lema pessoal “viver o melhor possível com o que tenho a minha disposição”! Ficava insegura de ter poucas opções de roupas ou acessórios e estar ao lado de outras pessoas, ter eventos sociais e etc.

Com o tempo entendi que minha insegurança era de não ser aceita (ou ser julgada) por quem estava ao meu lado. Isso nada tinha a ver com a quantidade de opções na mala.

Eu sempre me virei muito bem com pouco, sempre fiz de um limão seco a melhor caipirinha que pudesse. Analisando meu comportamento e reação à essas situações eu percebi onde errava ao fazer as malas. Percebi minha relação emocional frágil nas viagens que mais sofri com a mala! Onde mais senti medos e inseguranças sobre minha imagem e as situações que vivi nas viagens.

Eu entendi também que é normal ter receio ou até me sentir um pouco deslocada em situações sociais novas. Crescendo no trabalho, tendo contato com níveis hierárquicos e sociais diferentes do meu – até acima do meu e etc. É normal que em certas ocasiões, de trabalho ou vida social, o meio e as pessoas ao meu redor me afetem.

Sempre falo que eu saí da favela, mas a favela não saiu de mim. Isso tem seu lado bom e ruim!

Mas, essas situações novas não podem mudar minha autopercepção e atrapalhar meus hábitos e autoaceitação, entendem?

Se eu deixar me afetar (como já afetou no passado na minha vida pessoal) eu entraria no looping de muita gente por aí.

Sempre uma mala enorme, uma busca excessiva sem saber fazer o melhor com o que tenho a minha disposição. Ainda assim, não se sentir bem consigo, independente da avaliação ou aprovação dos outros.

Temos que cuidar para não confundir o que é nossa reação emocional a fatores externos, causada pelo ambiente ou terceiros. Com nossos medos e inseguranças intimas.

Isso serve pra tudo na vida, não só autoestima e autoaceitação.

O que é causado pelo outro não pode me nortear, não pode entrar na minha cabeça e virar uma autocobrança excessiva. O que é insegurança minha, por meus traumas e medos, aí sim cabe amadurecer e analisar para curar.

Foi essa noção que me fez mudar minha relação com as malas de viagem, com o ambiente e as pessoas que me cercaram em N situações. Me centrar no meu eu-essencial-real é o único norte que vale a pena ter em qualquer situação. É ele que me mantém consciente de quem sou, além de status ou imagem.

Olhar situações corriqueiras com esse questionamento tem me trazido ótimas reflexões. Até uma coisa comum como fazer mala para viagens rápidas vira a chave para um amadurecimento e uma cura interior.

Quantas malas enorme estamos carregando para não sentir rejeição ou inadequação, mas, na hora H, ainda nos falta algo e vamos buscar lá fora?

Infelizmente, tem coisas que não dá pra comprar em toda viagem, mas pra todas as outras existem Mastercard (não poderia perder a piada!).

Claro que essa reflexão nasceu na hora de fazer mais uma mala. Já sem peso, sem medo, leve e bem resolvida com o que carrego por aí.