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Vida Saudável | Diário 3 – Primeira semana com 600 calorias por dia!

vida saudável 600 calorias por dia

O título do post poderia ser: POR QUE QUE COMECEI ESSA DIETA? (em caixa alta porque eu estou gritando comigo).

Eu fiz anotações dessa primeira semana comendo só 600 calorias por dia, o diário 3 é pra contar como meu corpo e minha cabeça estão reagindo a essa mudança brusca na alimentação.

No post anterior eu comentei que estava com a cabeça confusa e assim eu permaneci a semana toda. Como se eu tivesse trocado meu sistema operacional de Linux pra Windows. Os processos comprometidos, processamento de dados lento e com erro, tudo travando.

Minha cabeça ficou lesada mas, fora isso o pior foi sentir fome. Se eu pudesse eu comeria um pouquinho a cada 1h30, mas, não pode tem que esperar 3 horas inteiras para comer um tiquinhozinho de nada de novo.

Como eu comecei a dieta no sábado (12/11/2016), tivemos feriado com direito a almoço de aniversário de casamento escolhido pela nutri e eu fiquei 4 dias em casa. 4 dias olhando minhas barras de cereal com chocolate, minhas latas de leite condensado e comendo comida sem gosto.

Sofrido!

Mesmo temperando com tudo que pode: alho, cebola, pimenta, nada fazia a comida ficar gostosa. Eu não como (comia) salada então a pior parte foi acostumar o paladar com as folhas verdes, a única coisa de quantidade livre na dieta.

Quando voltei ao trabalho e a rotina eu senti menos fome ao longo do dia, mas a marmita de frango ainda estava difícil de comer. Frango é a proteína mais fácil de fazer depois do ovo. Ovo que eu só posso comer a clara que também não tem gosto.

Quem diz que é fácil manter uma dieta de 600 calorias por dia, é doido. Talvez fique mais fácil com o tempo, mas os primeiros dias foram quase tortura. Eu tive tontura, naúseas, vomitei e achei que eu estava sobrecarregando meu corpo a toa (como das outras vezes que me tartei com endócrinos).

O que eu mais tive vontade de comer nessa semana? Tudo, doce, salgado, arroz, feijão, carne, bolo. Tudo que eu sentisse o cheiro meu estômago pulava desejando. Mas, surpreendentemente eu não senti vontade de leite e nem refrigerante, ponto pra mim.

Eu saí da dieta só no dia do meu aniversário de casamento, comi um pouco de doce na sobremesa, bem pouco. Mas, né? Não deveria.

No retorno com a Nutricionista, ela me explicou que a redução de carboidrato causa os sintomas de tontura, lerdeza, náuseas. Como não foi nada exagerado, não foi motivo para mudar a dieta.

A expectativa da Doutora era que eu eliminasse 2kgs em uma semana, mas eu perdi só 1kg. Pode ter sido culpa daquele pouquinho de sobremesa que eu comi? Pode! Mas, também pode ser meu metabolismo que está bem desacelerado, de acordo com a bioimpedância.

Até esse retorno meu emocional estava bem, motivado, mas a possibilidade do meu corpo demorar pra responder a dieta, da saúde não melhorar tão rápido quanto o prometido, me deixou bem emputecida com a vida.

Nem vou falar do fato da Nutri perguntar se eu estava grávida por conta dos meu sintomas serem todos matinais… O coisa chata ter que responder esse tipo de pergunta!

Saí do consultório triste e desestimulada, pensei nos outros médicos que passei e lembrei que ainda tenho alguns exames pra fazer. Talvez esses exames ajudem a entender o motivo de eu não perder peso e do meu metabolismo ser tão lento.

Mas, nessa primeira semana com a dieta de 600 calorias o que mais me irritou foi a pergunta: você tá de dieta? Com aquela cara de desdém ou curiosidade, como se fosse algo engraçado ou ridículo.

Quando alguém vê minhas marmitinhas já vem a pergunta e mentalmente eu respondo assim:

600 calorias por dia - Meme da dieta

Dá pra ver que meu humor tolerância zero não me abandonou, né? Ainda bem, agora eu tô melhor já vivendo a segunda semana com mais força e resiliência!

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1 Comment

  • Reply
    Thaís Abrão
    novembro 24, 2016 at 3:10 pm

    Guria, não estou conseguindo descobrir que dia foi este post, mas essa semana me aconteceu a mesma coisa quanto ao “você está de dieta”? Isso que meu cardápio não é tão restritivo assim…

    Saímos para jantar com minha sogra (sogras… hahaha) e cunhada e todos, com exceção de mim, pediram hambúrguer com fritas. Eu ocupei a garçonete perguntando se ela podia diminuir na metade a salada e o frango grelhado que eu queria. Claro que, quando fiz o pedido, vieram os olhares de reprovação, como se eu não pudesse, não tivesse o direito de comer outra coisa ou fazer uma escolha melhor para mim.
    Sabe, é como se eu estivesse negando a comida delas… E a gente sabe que, às vezes, na nossa cultura, negar comida é uma ofensa.
    Não satisfeita, assim que a garçonete foi embora minha sogra falou “Ihh, a Thaís tá de dieta…”
    Para não “pegar mal”, já que eu vi que as coisas já não estavam caindo redondo, só falei que já tinha comido demais no fim de semana. Afinal, quanto mais eles sabem que estou “me cuidando”, mais tentam boicotar meus esforços.
    Mas a sorte é que naquele dia eu estava disposta a não ceder. Acho que, muitas vezes, a gente impõe limites aos outros com essas pequenas demonstrações de “autonomia”.

    Desculpa o textão. É que fazia tempo que não aparecia por aqui.
    Te adoro.

    Beijos!

  • Vamos conversar?