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O básico para planejar o casamento

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Não é muito convencional a noiva fazer mais do que contratar serviços para o casamento.

Mas, além de planejar o casamento, eu fiz decoração, lembrancinhas e muitas outras coisas sozinha.

Pouca gente ajudou, muita gente criticou. Verdade é, que não só foi possível como foi do jeito que eu queria.

Por isso quero contar como foi planejar o casamento DIY e, quem sabe, ajudar outras noivinhas?

Quando começamos a pensar em casar, eu queria uma cerimônia, o Excelentíssimo queria festa, nós dois sonhavamos com a lua de mel. Se isso tudo seria possível, era outra história…

Eu comecei a imaginar possíveis datas para casar, por vontade, não queria um sábado – como é normal aqui no Brasil. Mas, antes de fechar a data comecei a pensar em locais, preços e possibilidades que estariam ao meu alcance.

Foram 2 meses pesquisando tudo sobre casamento, imaginando se seria possível fazer tudo o que eu queria. Acho que é o melhor período de planejar o casamento, é onde a gente fica horas vendo inspirações e sonhando como será a festa, cerimônia, viagem e etc…

Quando decidimos uma data, comecei – efetivamente – a planejar. Escolhi uma sexta-feira, com 1 ano e 6 meses de antecedência.

Depois fiquei 1 mês só fazendo contas, eu já tinha a pesquisa de referência e foquei na contabilidade. O mais importante, para mim, era planejar o orçamento com cuidado. Dentro do possível eu queria prever o quanto eu poderia gastar com o casamento todo.

É comum as noivas começarem pela lista de convidados, mas não adianta ter uma lista enorme e não ter dinheiro para “bancar”, entende? Para mim, começar pelo orçamento foi mais pé no chão.

Para definir o orçamento do meu casamento DIY eu fiz uma conta simples:
(meu salário + salário do noivo) – (despesas fixas + variáveis)

Multipliquei o valor que teria por mês, pela quantidade de meses que falatava para o dia do casamento e cheguei no valor total do orçamento do casamento, o budget.

Exemplo:
planejar-casamento-diy-orcamento-1

Sabendo o orçamento eu escolhi as minhas prioridades no casamento.  Os ítens que eram mais importantes para mim, onde investiria mais % dinheiro.

Com muita paciência e foco que usei um truque meu de gestão financeira que sempre dá certo. Ter um valor emergencial, uma margem de negociação e uma exceção.

  • valor emergencial é para caso algo saísse do planejado. Precisar aumentar a lista, o sapato ficou mais caro, coisas que acontecem de última hora.
  • A margem de negociação é o valor extra que eu estaria disposta a pagar por alguma coisa. Por exemplo, se eu fizesse muita questão de casar no local X, ou do vestido da marca Y, ou da comida Z e eles fossem mais caros do que eu planejei eu tinha um limite para aumentar meu orçamento.
  • exceção eu chamo de o luxinho básico. O dinheiro que vai proporcionar aquela surpresa gostosa para o noivo ou noiva. Uma coisa, que não precisa ser essencial do casamento, mas que me deixaria feliz em ter.

Mesmo depois de tudo isso definido, ainda não era hora de ir para as cotações finais com fornecedores. Mas, sim, fazer a lista de convidados.

Não tive problemas com a lista, só de amigos próximos e familiares eram 180 possíveis convidados.

Usando o exemplo do orçamento acima, 20% para o buffet teria R$ 12.000,00. Numa lista de 150 convidados, seria R$ 80/pessoa, em São Paulo dá pra fazer uma festinha simples, mas decente, viu? Agora para uma lista menor, por exemplo, 100 pessoas o valor do buffet poderia ser de até R$ 120/pessoa.

Foi assim que percebi que tudo ia depedender de como eu queria meu casamento e de quanto estava disposta a pagar.

 

Respeitando o meu budget eu fechei a lista em 150 pessoas, com uma margem de exceção até 180.

Depois de orçamento e lista bem definidos que eu comecei a pedir cotações REAIS para fornecedores de casamento.

 É importante separar pesquisa de planejamento, na pesquisa você pode ver de tudo, pode pirar mesmo!

Eu pesquisei desde a Nossa Senhora do Brasil, Capela da PUC, restaurantes, sítios e até uma praia particular para fazer o meu casamento… Sonho meu!

Mas, no planejamento precisa ter FOCO!

Na pesquisa eu já tinha decidido que eu me casaria ao ar livre e já tinha uma ideia de fornecedores possíveis. Entrei em contato com, pelo menos, 3 fornecedores de cada tipo de serviço para ter uma boa noção de preço.

Mas, selecionei bem a lista, para não perder meu tempo com visitas e degustações a toa.

Foram 4 meses planejando, orçando e visitando fornecedores. Segurei a ansiedade e o medo de perder a data e só comecei a fechar contratos com 12 meses de antecedência.

Meu planejamento do casamento seguiu uma base simples: pesquisa, budget, planejamento, orçamento e contratação/compras.Eu me determinei e cumpri essas etapas com muita calma, depois foi só fechar os contratos e organizar os pagamentos com tranquilidade.

Achei em um site de noivas, que não me lembro o nome, um exemplo de orçamento de 30 mil reais. Com alguns ajustes é bem possível de ser seguido.

 

 Planejar o casamento com 30 mil reais

Eu não segui essas porcentagens porque fiz várias coisas sozinha.

  • Decoração e lembrancinhas, foram todas artesanais e feitas por mim, ao longo de 1 ano.
  • A papelaria foi feita por mim e produzida em uma gráfica de convites de casamento.
  • Os bolos e doces comprei no mesmo buffet que fez o coquetel e o jantar.
  • Os doces da mesa do bolo comprei a parte em pouca quantidade.
  • Não precisei de aluguel de carro, a cerimônia foi no mesmo local da festa.
Tudo o que economizei nesse processo eu usei para ter mais qualidade em outros serviços, que eram minha prioridade. Como jantar servido a francesa, coquetéis especiais, 2 equipes de fotografia, 3 opções de roupas para mim e 2 para noivo e mais algumas coisas… Tive um casamento chic e rico perfeito e feito, boa parte, por mim.

O que eu aprendi ao planejar o casamento:

  • Poucos fornecedores sabem trabalhar em casamentos DIY – onde a noiva faz as coisas, especialmente a decoração.
  • Os fornecedores de casamento jogam com o psicológico das noivas. Isso é péssimo!
  • Ter um plano B seguro e confiável (para tudo) é essencial.
  • Se algum fornecedor te pressionar para fechar contrato, só aceite se ele for muito bom e você fizer questão de ter ele no casamento.
  • Há meses MUITO mais caros para casar, Maio e Dezembro, por exemplo.
  • Investir em um buffet mais caro e completo, valeu a pena!

Minha postura ao planejar meu casamento foi simples e decidida. Mesmo assim tive momentos de chateação, mas eu não desisti do meu casamento DIY e deu muito certo.

Espero que todas as noivas que lerem esse post tenham o mesmo sucesso no seu grande dia. Se quiser conversar ou tirar dúvidas, eu sempre respondo os comentários 🙂

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