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Uma reflexão sobre fazer malas

fazer mala para viagens rápidas_Lis Life

Fazer malas não é uma coisa simples.

Eu admiro quem nasce com a habilidade natural da praticidade à toda prova.

Fazer malas não é só sobre roupas, sapatos, looks!

É sobre estar preparado para lidar com situações desafiadoras à sua autoestima.

Pensando sobre como fazer malas é possível desenvolver outras habilidades, sabia?

Por exemplo, praticidade, organização, melhor uso do tempo, maior autoestima e segurança.

Ah, e ser safa ao fazer malas para viagens te ajuda na franquia de bagagem. Saber fazer uma boa mala é inteligência financeira. 😉

Em um dos meus projetos recentes, uma colega se impressionava que eu levava só uma valise. Em geral, quando ia ficar uma semana longe da casa. A prova está no Instagram:

Mal sabia ela, que até pouco tempo, eu tive muita dificuldade em fazer malas. “Qualquer viagem” era uma bagunça no armário, levava várias peças que não usaria e no destino ainda sentia falta de algo.

Nesse mesmo projeto, tive um imprevisto que colocou a prova meu essencialismo.

Sempre levo uma troca de roupa extra na mala. Mas, já havia usado toda roupa extra e precisei comprar tudo para mais dois dias. Eu, que odeio gastos não planejados, precisei comprar roupas “caras” por falta de opção na cidade.

Quase me arrependo da minha mala pequena, mas foi só um imprevisto.

Essa mesma amiga, levava uma mala enorme! Mesmo que tivesse que pagar para despachar e sempre comprava algo nas cidades que passávamos.

Por outro lado, eu me virava com as mesmas peças durante quase todo o projeto.

Com essas diferenças de comportamento analisei o motivo da minha dificuldade no passado. Pensei sobre todo o contexto de viagens e ocasiões onde sofri ao fazer as malas. Viagens à trabalho ou não, tá?

Identifiquei que, no passado, me faltava praticidade por motivos emocionais. Não necessariamente pela quantidade de peças que eu tinha à disposição.

Passei por ocasiões onde para qualquer viagem eu sentia insegurança ao escolher as roupas. Tinha medo de chegar “lá” e não ter nada para usar. Pensava na possibilidade de me sentir mal com alguma combinação e não ter opção de troca.

Mesmo tendo como lema pessoal “viver o melhor possível com o que tenho a minha disposição”! Ficava insegura de ter poucas opções de roupas ou acessórios e estar ao lado de outras pessoas, ter eventos sociais e etc.

Com o tempo entendi que minha insegurança era de não ser aceita (ou ser julgada) por quem estava ao meu lado. Isso nada tinha a ver com a quantidade de opções na mala.

Eu sempre me virei muito bem com pouco, sempre fiz de um limão seco a melhor caipirinha que pudesse. Analisando meu comportamento e reação à essas situações eu percebi onde errava ao fazer as malas. Percebi minha relação emocional frágil nas viagens que mais sofri com a mala! Onde mais senti medos e inseguranças sobre minha imagem e as situações que vivi nas viagens.

Eu entendi também que é normal ter receio ou até me sentir um pouco deslocada em situações sociais novas. Crescendo no trabalho, tendo contato com níveis hierárquicos e sociais diferentes do meu – até acima do meu e etc. É normal que em certas ocasiões, de trabalho ou vida social, o meio e as pessoas ao meu redor me afetem.

Sempre falo que eu saí da favela, mas a favela não saiu de mim. Isso tem seu lado bom e ruim!

Mas, essas situações novas não podem mudar minha autopercepção e atrapalhar meus hábitos e autoaceitação, entendem?

Se eu deixar me afetar (como já afetou no passado na minha vida pessoal) eu entraria no looping de muita gente por aí.

Sempre uma mala enorme, uma busca excessiva sem saber fazer o melhor com o que tenho a minha disposição. Ainda assim, não se sentir bem consigo, independente da avaliação ou aprovação dos outros.

Temos que cuidar para não confundir o que é nossa reação emocional a fatores externos, causada pelo ambiente ou terceiros. Com nossos medos e inseguranças intimas.

Isso serve pra tudo na vida, não só autoestima e autoaceitação.

O que é causado pelo outro não pode me nortear, não pode entrar na minha cabeça e virar uma autocobrança excessiva. O que é insegurança minha, por meus traumas e medos, aí sim cabe amadurecer e analisar para curar.

Foi essa noção que me fez mudar minha relação com as malas de viagem, com o ambiente e as pessoas que me cercaram em N situações. Me centrar no meu eu-essencial-real é o único norte que vale a pena ter em qualquer situação. É ele que me mantém consciente de quem sou, além de status ou imagem.

Olhar situações corriqueiras com esse questionamento tem me trazido ótimas reflexões. Até uma coisa comum como fazer mala para viagens rápidas vira a chave para um amadurecimento e uma cura interior.

Quantas malas enorme estamos carregando para não sentir rejeição ou inadequação, mas, na hora H, ainda nos falta algo e vamos buscar lá fora?

Infelizmente, tem coisas que não dá pra comprar em toda viagem, mas pra todas as outras existem Mastercard (não poderia perder a piada!).

Claro que essa reflexão nasceu na hora de fazer mais uma mala. Já sem peso, sem medo, leve e bem resolvida com o que carrego por aí.

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Zeitgeist, inspiração em altíssima octanagem

Zeitgeist inspiracao em altissima octanagem_Lis Life _ Carreira IT _ Inova

Zeitgeist, inspiração em altíssima octanagem.

Meu primeiro contato com o Romeo Busarello, o Busa, foi exatamente há um mês atrás. Levei um fucking entire mês pra assimilar os impactos da apresentação dele. Por isso, escrevo pra guardar na memória depois de muito pensar.

Pensa num impacto?!? Então guarda essa palavra: Zeitgeist!

A “palestra” dele marcou um mês que começou com propostas tão incríveis que, logo eu, precisava de uma inspiração “divina”. Para ter confiança e dar os primeiros passos de uma nova empreitada…

Na verdade, eu já havia dado o primeiro passo, cambaleante, mas havia… A inspiração divina era mais uma confirmaçãozinha que meu lado crédulo precisava pra manter meu lado cético sob controle.

Sim, nada faz sentido na introdução desse texto, mas vai fazer no final. Vem comigo!

O Busa é um daqueles caras que você vê na rua e saca logo que ele é diferente.

Eu tenho vibe de gente velha, por isso, reconheci logo a energia dele, sabem? Ele tem vibe de gente jovem, enérgica e altamente incômoda.

(Eu pensei incomodadora, mas as palavras que eu invento só fazem sentido na minha cabeça).

O Busa me fez ter vergonha da minha idade mental. O discurso dele incomoda, tanto quanto a energia que me deixou com inveja.

Tudo bem que eu estava sem dormir no dia, era cedo, final da semana, mas poxa ele é mais jovem que eu. Shame on me!

A fala do Busa naquele dia foi um mix de cutucão na costela, com soco no estômago e chacoalhão segurando pelos braços.

Busarello é Diretor de Marketing da Tecnisa. Imerso em inovação, tecnologia e tem uma postura/visão totalmente diferente do esteriótipo dos professores do Insper. Escola que leciona como convidado, assim com a FIA e ESPM.

Apesar das frases prontas, que todo palestrante tem no PPT, o conteúdo por trás do clichê me chamou muito a atenção.

Quando Busarello fala da sua carreira, família, escolhas e, principalmente, da sua postura, é diferente de todos os diretores que ouvi nos últimos anos.

Das frases impactantes e do comportamento por trás delas, eu destaco algumas:

“Saio todos os dias para o trabalho com o currículo debaixo do braço”.

Ele explica que ser diretor não é um ponto de chegada, nem local de descanso, pelo contrário! Com pouco mais de 17 anos a frente do Marketing da Tecnisa ele não se sente nem perto de ser “indispensável” para a empresa.

Olha que ele é membro do board, é diretor! Ou seja: ele paga a conta e nem por isso se acomoda no “job title” pra não se atualizar.

Seria só um discurso bonito se ele não provasse durante toda a apresentação que ele se atualizou (e muito). Ele passeia bem por temas tão recentes de tecnologia que nem artigos publicados existem!

Convenhamos! Diretores e gerentes que dominam os assuntos do momento pelos links do Linkedin, tá cheio né?

Zeitgeist inspiracao em altissima octanagem_Lis Life _ Carreira IT _ Inova_Romeo Busarello

“Muita conversinha e pouca conversão”

Com um tom de voz quase tão irônico quanto maldoso, o Busa disse:

“Você não é criativo, você não é inovador, sua ideia não é nada. Se não traz resultado é só conversinha, nome bonito pra pouca coisa”.

Na hora lembrei dos inúmeros “líderes” de inovação que se vendem montando sala de design thinking sem nem saber o que é, como faz e etc… Eita, que nosso mundo de inovação em TI, Marketing e whatever tá cheio de nome bonito sem aplicação prática.

É muito discurso e pouco retorno.

Tenho certeza que muito profissional/empresa que se vende como blá blá blá “digital transformation” deveria se envergonhar de colocar isso no Linkedin.

Digo por mim também, viu? Passei o último mês recapitulando ações “inovadoras”, ideias e vendo o quanto de resultado obtive, ou não, com elas para as empresas por onde passei.

“Mantenha o Zeitgeist”

Zeitgeist inspiracao em altissima octanagem_Lis Life _ Carreira IT _ palavra

O termo se traduz como espírito da época, espírito do tempo ou sinal dos tempos. A vibe, a perfomance e o discurso do Busa desenham bem o que é o Zeitgeist.

Cursos aleatórios, passeios, co-working e muita curiosidade focada em absorver conteúdo útil, Busarello destacou o que faz para manter esse espírito.

Cheguei a conclusão que manter o espírito do seu tempo é mais do que se atualizar profissionalmente. É abrir a mente, evoluir com o mundo e como pessoa no mundo. É viver a mundança como protagonista dela em todas as áreas da vida. Porque não existe mais essa do “excelente profissional” que é um merda na vida, uma hora a conta não fecha!

Quando isso não acontece é o que o Busa exemplificou como sendo o comportamento de executivos, gerentes e coordenadores que destoaram o conhecimento técnico das habilidades pessoais de adaptação, mudança e desenvolvimento.

Aliás, outra provocação ótima do Busarello é:

“Mudança de cultura ou cultura de mudança”

Passamos da era onde a mudança é algo 100% planejado e que ocorre aos poucos com uma transição linear em um Project.

Aliás, isso funcionou em algum momento? Pergunto porque na minha experiência a era da mudança de cultura sempre foi muito papo e pouca realidade. Não sei…

Agora, a mudança tem que estar no DNA das pessoas e empresas. Assim como inovação, criatividade, empatia, transparência, ética e tantas outras coisas… Que no passado ficavam fixadas nas paredes como “missão, visão e valores”, mas não refletiam no comportamento de líderes e pessoas.

A mudança precisa ser respirada por todos com adaptabilidade e flexibilidade de processos. Ser condizente com profissionais e perfis alinhados que tenham postura para lidar com esse cenário. É isso que faz uma empresa viver a cultura de mudança que vai determinar sua longevidade nessa era.

Se me falassem só o cargo do Busarello, vice-presidente da Tecnisa, eu imaginaria um senhor de terno e com a típica postura shark tank de ser. E claro, teria ido lá com os dois pés atrás.

Como eu cheguei no workshop sem saber nada sobre o evento, nem sobre ele, uma outra frase me deixou bem feliz.

“A era dos Tubarões no mundo corporativo acabou!”

A postura das lideranças deve ser colaborativa, aberta para aprender e se manter em constante evolução pessoal e profissional.

Chefes/empresas-tubarões vão ser engolidos por profissionais/startups-cardumes. Já temos algumas amostras no mercado com Spotify, Netflix, Facebook e etc..

O Busa diz que para o mercado, em idade, ele é “velho” para estar a frente do Marketing e Inovação de uma empresa.

Comparando com líderes jovens, a postura, mentalidade e a capacidade de adaptação dele. Somados a experiência profissional e de vida, o colocam numa posição que muito gestor novinho não vai atingir nunca.

Ou vai ralar muito a bunda no chão pra conseguir.

No mercado/mundo atual, bons profissionais buscam por “meaning” e não somente “money“! O líder/empresa vazios, com muito discurso e pouco conteúdo tendem a ser engolidos ou tropeçar no próprio ego.

De modo bem pessoal, me identifiquei com a faísca que o Busa mostrou da jornada da sua vida. A busca por evolução pessoal, os conflitos que ele fala por alto e com delicadeza. Sobre levar anos para ir “pra cama” como pessoa física e não mais jurídica. Sobre sua família e sobre a importância dela e o que define o sucesso para ele ser o casamento, os filhos, a vida fora da empresa.

A frase que ele repete várias vezes:

“Não se apaixone pela meretriz”

e o contexto de “não se perca no caos” é um choque de realidade pra quem está crescendo na carreira. Pra mim, foi um abraço na alma por saber que meu caminho sempre esteve certo, mesmo na contramão.

“Não se perder no caos é sempre estar atento aos 4 S da vida. Sobrevivência (até a faculdade), sucesso (construção de família, carreira, receitas), significado (vida com qualidade) e sossego.

Para nós [profissionais de marketing, tecnologia e inovação] isso é fundamental. Principalmente, cuidar da segunda etapa da vida. Quando um CMO/CTO já não é tão atraente aos 50 anos… Assim como um jogador de futebol ou uma modelo”.

Do texto do Projeto Draft sobre uma aula do Busa.

Ah! Aqui eu completo com o famoso termo que ele cunhou:

“Hora-bar”.

A vida além dos happy hours “da sujeira” do mundo corporativo.

Ele fala para termos mais hora-bar entre equipes e empresas. Aproveitar momentos de descontração com foco em criar laços, conhecer ideias, compartilhar histórias. Conhecer pessoas e formar uma sólida rede de contatos.

Mas, antes que eu levantasse da mesa enjoada, ele completou, ufa!

“Hora bar não é oba-oba (vulgo putaria) é hora-bar com gente que acrescenta, senão é perda de tempo. Não se faz hora-bar com todo mundo o tempo todo.”

Hora-bar só serve se for pra somar alguma coisa, na sua vida e dos outros!

Não é todo mundo que tem postura e maturidade pra lidar com o crescimento da carreira, com mil oportunidades a sua frente e que sabe fazer do happy-hour uma hora-bar produtiva para usar o tanto de novidade que nosso mercado tem…

Ainda bem! Sobra mais oportunidade pra quem é bom de verdade mostrar a que veio nesse mundo.

Os universitários que criam start-ups na mesa do boteco provam isso! Falarei de uma start-up que nasceu assim no próximo texto sobre Carreira aqui!

O problema não é o happy-hour é você perder a vida nele 😉.

No final, perguntei, como é lidar com conflitos de valores pessoais e morais (conflitos internos) numa posição hierárquica tão alta.

Na lata, ele disse:

“Quanto mais você sobe, mais sujeira você vê, mais gente podre se aproxima. O jeito é não se perder do que é essencial. Saber ponderar as situações sempre olhando para o que tem mais valor na sua vida e na empresa. Muitas vezes, você vai ter que tomar decisões dolorosas, amargas. Mas, sendo a melhor decisão você toma com coragem e segue.”

Me fala se essas frases não chutam nossas bundas e fazem o “pense fora da caixa” ser muito mais amplo? Pra mim, fez todo sentido!

Clique aqui para ler mais sobre o Romeo Busarello e, aqui tem artigos assinados por ele na Endeavor.

Renovei meu Zeitgeist com uma ponta de fé no futuro do mundo corporativo.

O Busa quase foi padre, eu quase fui freira… Foi por isso, também, que bateu uma sensação de me abraça aqui e obrigada pelos sinais Universo!

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2017: o ano em que não me reconheci

2017 - o ano

2017 foi o ano em que eu mais repeti a frase: eu não me reconheço!

Dificilmente depois desse 2017 eu voltarei a me re-conhecer*. Viu?

*me reconhecer de me ver igual no passado, entende?

2017 foi o ano mais difícil, sendo o ano mais fácil da minha vida, até aqui.

Vivi mudanças profundas e rupturas tão inesperadas que eu custei a entender que esse era o ~destino~ de 2017. Por outro lado, algumas coisas mudaram em mim de forma tão natural, que quase acreditei no poder sobrenatural da minha mediunidade.

Acreditaria nisso, se eu não fosse tão mais cética hoje do que era em 2016. Não perdi a fé, mas…

Em 12 meses eu mudei, fui do meu mal ao meu pior! Fiz das tripas coração para não sucumbir na maldade alheia e não me tornar uma pessoa pior, mas não deu.

Não foi sem luta, mas sei que fecho 2017 sendo a pior versão que eu poderia ser de mim. Terminei pior por dentro, pra mim mesma e para a felicidade daqueles que queriam o meu mal e me fizeram isso.

Mas, eu sei da minha responsabilidade. Eu quem sucumbiu, eu que não me reconheci no meio de tanta coisa nebulosa.

Bendito 2017 que me fez refletir mais sobre o sofrimento envolvido nos prazeres da (minha) vida. Na responsabilidade que tenho, mesmo quando estou vivendo só pro meu prazer

Foi nesse 2017 que, logo eu, que sempre fui tão sedenta de vida e segura das escolhas que havia feito precisei aprender a viver com o luto da perda (em vida) e com a quebra da minha (auto) confiança em todas as áreas da minha vida.

Agora reconheço que sempre fui um pouco escrava do meu imenso auto-controle e da falsa confiança que eu via na vida que construí.

Foi assim que eu optei por me esvaziar.

Me esvaziar de rótulos, de certezas, de status para poder reencontrar o meu tesão por viver. Meu tesão por mim mesma, por tudo que sou e tenho de bom e ruim.

No meio do caminho não teve nada nem ninguém comigo.
Não teve uma ajuda especial.
Não teve força sobrenatural, nem milagre.
Não teve acontecimento marcante.

Teve a vida sendo a vida. Um ciclo sem fim de começos e finalizações.

Teve também muitos questionamentos éticos e morais que domaram a minha raiva impulsiva. Outros tantos questionamentos que me fizeram racionalizar desejos e ponderar decisões.

Tudo isso doeu em lugares inéditos pra mim, lugares que eu nem sabia que existiam.

Admito que, algumas vezes, só as lágrimas fizeram meus olhos brilhar. Não teve decência nem dignidade na luta, teve muita dor, admito, teve ódio que cega…

Por opção e pela dor eu recuei, me afastei e não deixei ninguém se aproximar.
Estive vulnerável e tentando entender o que acontecia comigo. Por isso, o isolamento foi o meu caminho.

Mas, por sorte, o amor, o trabalho e as amizades sobreviveram de um jeito que não mereço e sou infinitamente grata por isso.

Disso tudo eu refiz uma vida, catando as sobras do que eu tinha ali a minha disposição.
Cuidei da minha casa, que é também um reflexo da minha alma.
Trabalhei muito mais horas e muito mais duro do que em qualquer outro ano da minha vida.

Quase perdi um dos meus gatos e quase morri junto com ele. Mas, foi olhando no olhinho abatido dele, deitado na mesa fria do hospital veterinário que eu reaprendi o valor da vida.

Foi na morte do meu Pai que eu aprendi o que tem mesmo valor nessa vida.

Em 2017 não foi diferente…

Foi na noite mais escuro da minha alma que entendi que preciso, todos os dias, despertar com o Sol dentro de mim. Por que no mundo, as pessoas com luz são tão raras…

Quando a minha vida parou bruscamente eu tive tempo de olhar pro lado, pra mim.
Comecei a me interessar e pesquisar sobre assuntos novos. Um desejo de estudar mais, me habilitar para novas atividades. Neurociências, psicologia comportamental, inteligência artificial, filosofias orientais, gênero, criptomoedas, investimentos…

Aprendi mais sobre o meu propósito com o blog, sobre a razão desse espaço existir na minha vida.
Busquei entender meu corpo, minha saúde e a falta dela.
Assumi posições importantes no trabalho, meti a cara e fui fazendo.
Aperfeiçoei meu currículo, estudei mais o idioma que quero me tornar proficiente e vi os frutos disso tudo em convites e propostas de trabalho!

Estive sozinha, não que tivesse tido alguma ajuda no passado. Mas, ainda me espanto com as revoluções que consigo fazer all by myself.
Encarei as batalhas mais difíceis, rindo e chorando a cada derrota ou vitória.

Nesse processo todo eu vi, de novo, a vida sendo a vida.

Em 2017 pude comprovar que todo aquele que merece, recebe a felicidade em dobro, depois de combater o bom combate!

Mais que um testemunho, pela vida que chega, a esperança se tornou viva pra mim!

Fecho o ano esperando ansiosamente a chegada do Bernardo. Que é um sinal de fé e esperança na bondade da vida.

Vai ser nos olhos do Bernardo que vou enxergar quem quero ser daqui pra frente.

Vai ser pela esperança que ele me trouxe, pela Isa e pelo Gu que vou construir um mundo novo.

E pela Gio, que vai casar, eu vou acreditar que toda tampa tem sua panela <3.

Pode vir 2018, eu sei o que me guia.

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A diferença entre gratidão e dívida

A diferença entre gratidão e dívida

A diferença entre gratidão e dívida faz muito sentido, pra mim, no dia de ação de graças.

Nos últimos 10 anos eu celebrei o Thanksgiving com uma atitude de gratidão. Poucas vezes tive a oportunidade de celebrar com um jantar. Na maior parte dos anos me fiz um brigadeiro e fui à Igreja agradecer.

Esse ano não comemorei nem mesmo coisas corriqueiras, como meu aniversário e outras datas.

Logo eu que amo uma data comemorativa? Amo um pretexto pra fazer algo especial, amo qualquer dia que seja festivo. Sempre gostei até das datas puramente comerciais para ter um pretexto de festa.

Eu fazia muita questão dos dias especiais serem marcados por pequenos prazeres.

Nunca foi a festa, presente, grana ou algo assim, sempre foi só a celebração das coisas simples com a maior empolgação do mundo.

Celebrar era como pagar uma dívida comigo mesma ou com o universo. Era como se eu devesse ao universo esse gesto de “gratidão” pela tal data feliz.

Mas, os acontecimentos desse ano mexeram com algo que era quase sagrado pra mim. Mudaram o quanto eu enxergava o “especial” na minha vida como um “favor”, seja de Deus ou da vida.

Já falei do meu passado aqui algumas vezes. Não só na infância e adolescência pobre que eu buscava ter esse olhar especial pras coisas, sabe?

Eu sempre levei uma vida ferrada pra caramba! Nunca foi easy peasy, sempre foi luta, suor e quase sempre all by myself! Ainda assim, eu achava que vivia um conto de fadas.

Sempre dei um jeito de ver que tinha sorte de estar onde estava e ter o que tinha. Eu tinha um encantamento, via um conto de fadas na minha vida, sabe?

Por isso que eu TINHA que ser grata, não que eu me forçasse, mas essa dívida intrínseca da felicidade estava ali…

Eu sempre tive facilidade de aceitar o karma ruim, a maldade ou até a falta de sorte na vida, mas não as coisas boas. Por isso a gratidão era como pagar uma dívida pelo bem recebido.

A diferença entre gratidão e dívida

2017 não foi um ano fácil, mesmo não tendo sido até aqui um ano ruim. Mas, foi um ano que me mudou naquilo que eu achava ser minha essência.

Aqui que a diferença entre gratidão e dívida começou a ficar latente pra mim.

Embora eu tenha muito a agradecer, sempre temos né? Eu não tenho mais a visão da dívida com nada, nem ninguém, nem mesmo com Deus tá?

Não que eu ache que sou a imensa merecedora de todo o bem do mundo.

Eu só tenho sentido que minha gratidão está mais associada ao que é meu – só meu – do que ao ato de agradecer por algo.

Dar graças à Deus é parte da minha rotina, dou graças constantemente em pequenos pensamentos e em ações concretas que faço no dia a dia… Não necessariamente para pagar uma dívida pelo bem recebido entendem?

Mesmo quando não recebo o bem, eu tenho dado graças, mesmo com raiva e sem o brilho nos olhos de antigamente.

Tá tudo bem comigo e tudo bem em eu me sentir assim.

Eu reconheço a grande dádiva que é ser quem eu sou e estar onde estou. Não sou ingrata com o universo, com Deus ou com a vida, pelo contrário!

Vejo até um divórcio como uma grande oportunidade, why not? Vejo as pessoas e situações que me fizeram mal como influencia na força que se mostrou em mim, why not?

Mas, não vejo com olhos fofinhos soltando arco-íris pela barriga.

A diferença entre gratidão e dívida

Não vou dizer que sou grata pela vida de quem me fez mal, mas tô tranquila com relação a existência dessas pessoas.

Aqui que eu começo a falar da gratidão que faz sentido pra mim esse ano:

Eu tô tranquila com tudo que acontece na minha vida, bom ou ruim. Seja o karma se manifestando ou se limpando pra vida poder seguir. Estou ainda mais tranquila com tudo o que fiz esse ano, por mim, pelos outros e no meu dia a dia.

Apesar de sentir que minha essência foi mudada, se é que isso é possível, eu me sinto tranquila com a mudança.

Me sinto tranquila com a raiva, com a cangaceira dentro de mim. Até com a tentativa diária de seguir adiante de um jeito diferente, sem conto de fadas e com sangue nos olhos.

É fácil espalhar paz e amor quando tudo é doce. Mas, sem o menor cuidado com a vida – relativamente feliz – muita gente não sabe ser grata pelo que tem e escorrega no quiabo desandando tudo.

É quase um circulo vicioso da vida.

Se você não se sente grata de verdade pelo que tem, dificilmente se empenha em manter ou melhorar as coisas. Se você se sente em dívida com alguém ou com a vida, dificilmente se sente tranquila pra viver o que lhe é merecido ou até mesmo imposto.

A gratidão não nasce da dívida, mas sim do reconhecimento do que tenho, do que sou e do que recebi no caminho. Na minha revisão das metas do ano e quando revejo os meus desejos para a vida eu consigo entender que vivi um processo de anos e que culmiram nessas mudanças em mim.

Os meus motivos pra agradecer são os mesmos, quem mudou fui eu, por dentro.

E, tá tudo bem em mudar!

Aliás, a capacidade de mudar é um dos motivos pelos quais eu mais me sinto grata hoje!

Vai ver minha essência não mudou… Só se alinhou com o sentimento de gratidão e não mais com o de dívida.

Não sei se vai fazer sentido, mas o texto abaixo meio que resume o que eu sinto em relação a diferença entre gratidão e dívida.

“Ontem eu destravei uma metralhadora em cima de uma pessoa, depois até fiquei com pena!
A pessoa, virou pra mim e falou que eu não sou a mesma Carol que morava no Preventorio. Falou que eu sou ambiciosa, falou que eu sou fria que não amo ninguém e falou que eu sempre to armada e que eu n sou mais humilde!

Muitas pessoas acham isso e realmente eu mudei! Mudei muito, na época que essa pessoa me conheceu a minha maior ambição era conseguir um emprego de carteira assinada no posto de gasolina. Comprar um dvd e comprar todas as cores da melissa/dona, que na época só quem tinha na favela mais de 2, era as mulher de Bandido.

Hoje eu tenho ambição de ter umas 2 mansões, na praia e no campo, ter uns 3 carroes, uma xj6, um onibus personalizado pra fazer show, um jatinho, uma lancha! Eu quero ter dinheiro pra contratar o Roberto Carlos pra cantar no aniversário da minha bisavó e sobre a melissa eu tenho ambição de ser patrocinada pela marca.

Sobre ser fria, não me acho tanto assim não, eu gosto de crianças e de pássaros! Eu nunca fui muito sentimental/carente, eu aprendi cedo a não precisar de ninguém pra ser feliz, a ter amor próprio e, se tiver que morar 1 anos nos Estados Unidos sozinha, pra fazer dinheiro, eu vou sem olhar pra trás.

Ganância é quando você pisa em qualquer um pra conseguir o quer.
Ambição é quando você se sacrificar sem pisar em ninguém para ter o melhor.

Se aquela Carol que morava, naquele barraco sem porta nem janela, agradava mais e era humilde, desculpe! Eu não vou me diminuir pra caber em ninguém, eu já aceitei muita humilhação nessa vida… Humilhação, assédio, opressão!

Sabe o que é cantar com 4 bandido passando o fuzil e a mão na sua perna? Sabe o que é um contratante da casa de show, querer tirar você do soro no hospital, te ameaçando armado?
Sabe o que é um cara passar a mão na sua xereca tu subindo pro palco pra trabalhar?
Sabe quando vem aquela vontade de ver a pessoa sangrando, quando você fica cego e só consegue ouvir sua respiração?

Isso aconteceu comigo, mas eu precisava daquele dinheiro pra pagar meu aluguel!
Eu segurei minhas lágrimas, minha personalidade! Segurei anos o leão dentro de mim, porque eu precisava da grana.

Eu durmo e acordo armada porque ninguém vai me esculachar nunca mais!”*

Cara, me identifico em tantos níveis com esse texto!

Lembremo-nos sempre que a diferença entre gratidão e dívida é que gratidão se sente e dívida se paga.

*corrigi algumas palavras e as pontuações, mas o texto na íntegra é da MC Carol!
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Ainda dá tempo de fazer em 2017!

Ainda dá tempo de fazer em 2017!

Um título afirmativo: Ainda dá tempo de fazer em 2017!

Sim, reforço mentalmente: dá tempo.

Li um texto esses dias, sobre o que ainda dá tempo de fazer em 2017…

Fiquei pensando o quanto a gente se desespera antecipadamente com o final do ano. Sou uma das pessoas que reclama que o ano passou rápido – não esse, 2017, nem 2016 que eu quero mais que fiquem lá no passado logo!

Mas, em 90% das conversas que tive, desde Outubro, teve alguém reclamando que o ano acabou e não fez nada.

Mas, gente? Como assim o ano acabou?

Aqui só acaba quando termina – tirando a merda de 2016 que se repetiu em 2017, 7×0 que não acaba…

(tô rindo de nervoso)

Falando sério.

Falta 1 mês (pelo menos) para o ano acabar e eu, que nem otimista sou, sei que ainda dá tempo de fazer um bocado de coisa em 2017!

Sou do tipo de pessoa que gosta de se puxar pra frente, que se desafia a fazer mais e melhor. Não vou deixar esse ano vai passar com a marca de ter sido um péssimo ano.

Fiz um compromisso mental, agora público, de coisas que dá ainda tempo de fazer em 2017.

Tenho de hoje até dia 31 de dezembro, 40 dias, para conciliar a vida/trabalho e fazer estas coisas:

  • Organizar meus objetos pessoais e meu closet.
  • Organizar roupas de cama e banho.
  • Organizar e limpar os armários da minha cozinha.
  • Separar tudo que puder ser doado nessa organização.
  • Fazer o backup e arrumar arquivos digitais.
  • Terminar, pelo menos, 3 cursos que comprei.
  • Ler mais 1 livro.
  • Pequenos cuidados pessoais – minha lista tem 5 coisas que preciso/vou me dar.
  • Fazer os exames do check up pedido pelo endócrino.
  • Adotar mais cartinhas do Papai Noel dos Correios.

Olhando aqui, de longe, parece pouco e até sem valor né?

Mas, essas coisas pequenas são as que eu fui deixando de priorizar, colocando de lado, mas que queria fazer! Só não dava tempo, nunca… Na verdade, eu não arranjava tempo!

Em 40 dias muita coisa pode acontecer e a verdade é que da tempo mesmo de fazer muita coisa!

Basta querer 🙂

Uma das atitudes mais empoderadoras e difíceis da vida é saber que nós somos responsáveis por como vivemos. A gente não controla o tempo, mas controla o que fazemos com ele e como vivemos apesar dele.