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Organizar a vida

carros estacionados na garagem, o dia que iniciou essa ideia de começar a organizar a vida

Duas semanas atrás eu estava com hóspedes em casa e uma cena cotidiana me rendeu uma reflexão sobre organizar a vida.

Na euforia do final de semana, chegamos todos em casa e, pronto, não cabiam os carros na garagem.

Olhei por uns segundos com cara de quem sabia o que tava fazendo, mas não sabia… Por sorte, tinha alguém ali que sabia o que fazer; 2 minutos, todos os carros acomodados, em uma organização nível Tetris.Gif animado mostrando ônibus se encaixando

Nunca havia colocado 3 carros grandes na garagem de casa, provavelmente, se eu estivesse sozinha, não conseguiria nem manobrar um que era idêntico ao meu; muito menos colocar outro sedan na frente.

jogo Tetris

Sempre fui péssima no Tetris!

O que isso tem a ver com organizar a vida?

Minha mãe diz que depois de qualquer mudança o primeiro passo é: organizar!

2019 foi um ano calmo, se comparado aos meus dois anos anteriores. Todo sofrimento externo que me torturava foi ficando pra trás, fui vivendo altos e baixos até que chegou uma calmaria  por aqui.

Foi então que chegou a hora, agora mesmo, que me perguntei se era calmaria ou comodismo.

Respondo sem (com) vergonha: comodismo!

Eu me acomodei em tantas coisas boas e ruins nesse ano. Na família, com os amigos, na rotina sem rotina, em casa, no trabalho e na faculdade.

Logo eu? Toda cheia de querer ser a ativa, planejadora e os caramba. Fui me acomodando a ficar bem na merda depois de 2017 e 2018.

Passou tanto tempo e só agora eu vi que preciso começar a organizar a vida.

Organizar a vida toooodaaaaa mesmo!

Desde os espaços vazios, dos móveis que estão saindo da minha casa nos próximos dias, até meus novos cursos para concluir.

Foi pensando nisso que lembrei do dia dos carros.

Naquela dia eu dei a chave na mão de uma pessoa que sabia o que estava fazendo. Ele foi lá, acertou meu carro, outro carro e depois o outro… Eu fiquei de lado, olhando, porquê né? A gente confia desconfiando, mas deu certo.

Lembrei que em 2018, no auge de toda merda que me aconteceu, eu fiz a mesma coisa para organizar a casa. Arrumei uma pessoa de confiança, que eu podia pagar, para manter meus gatos vivos e a casa em ordem.

Depois de um tempo, essa pessoa virou meu coração em casa. Ela que organizou tudo lá, eu fui dando as diretrizes, dizendo o que poderia sair e ela ia lá e tirava. Hoje, ela sabe quem entra e sai, o que tem lá dentro e cuida de todas as minhas coisas.

Teve momentos dela ter que me tirar da cama, arrastada, mas eu levantava e ia trabalhar. Graças a essa ajuda eu me dei conta que, mesmo não conscientemente, eu já havia começado a organizar a vida.

Mesmo terceirizando, pagando para alguém fazer, foi assim que eu consegui me colocar no caminho.

Hoje, ainda está tudo uma bagunça desde a vida financeira a acadêmica, ainda não tenho rotina nenhuma. Mas, me sinto mais feliz com essa bagunça, com a zona dos carros lá em casa, com a Iandressa cuidando de tudo que eu não quero cuidar.

Por isso, se eu fosse responder, como começar a organizar a vida, eu diria:

  • Peça ajuda e confie em Deus, há pessoas boas no mundo ainda.
  • Se coloque em movimento, mesmo arrastada.
  • Faça uma coisa de cada vez e tudo bem se você falhar.
  • Não demore a voltar a ter um planejamento, metas, sonhos.
  • Volte a ser você mesma, como der e comece a se organizar por dentro. Depois que o interno fica bem, tudo ao redor se torna mais digerível.

Lembre-se: a única bagunça aceitável e que não deve nunca ser organizada é a que a gente faz com todo amor na vida. É aquela que esquenta o coração, que preenche a vida de alegria e louça pra lavar!

Desse modo, a vida vai ser sempre colorida, mesmo nos momentos mais cinzas e você vai dar conta de qualquer mudança que vier!

cirianças e a tia Lis comendo na cama, fazendo bagunça

Com meus sobrinhos, Isa e Gu, comendo McLanche Feliz na cama em um sábado as 22h… Coisa de Titi!

 

bebê Bernardo, mamando no colo da titia Lis

Com o Bernardo, meu sobrinho mais novo, curtindo uma preguiça no sofá.

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Tudo muda o tempo todo no mundo!

Tudo muda o tempo todo

Tudo muda o tempo todo.

Eu lutei com isso algumas vezes e perdi em todas! Por isso, sabe quantas vezes eu precisei me reinventar na vida?

Eu contei! Só de situações extremas foram cinco as maiores e mais marcantes. Todas antecedidas ou seguidas de frustrações, perda, dor e muita resiliência no processo.

Nessas vezes sempre foi tudo ou nada, uma eu jurei que ia morrer e noutra eu quase morri de verdade!

Me dei conta, há bem pouco tempo, que eu passei pelo vale da sombras da morte algumas vezes e continuei andando.

Eu entendi pela razão que tudo muda o tempo todo e organizo minhas emoções a partir desse entendimento.

Sabe quantas pessoas podem dizer isso? Quantas pessoas tem essa bagagem, esse culhão? Eu sei! São poucas!

Não falo isso com arrogância, não. Falo com a humildade de não saber nem como, nem porquê eu consegui.

Sei e assumo o ser humano falho, fraco e incoerente que sou. Aceitar que tudo muda foi abrir mão do pseudo controle que eu acho ter, do ego exacerbado por pessoas e situações que já não faziam sentido sem mudança e enxergar a confusão constante que eu faço entre felicidade e prazer.

Belchior disse em 1976 “ano passado eu morri mas esse ano eu não morro”; não achei que uma frase fosse caber tão bem na minha vida. Valeu Emicida, por reviver esse refrão!

Mas, sim, ano passado eu morri!

Se você me conheceu antes, ou em 2018, certamente não me conhece hoje.

No último trimestre de 2019, há tanto mais de novo em mim do que eu poderia pedir nas minhas melhores orações.

E, se você pensa, que há uma lista só com coisas boas pra contar, tá bem enganado.

O que me dá a esperança de não morrer de novo, nem me sentar pra chorar em posição fetal no vale das sombras da morte é exatamente ter acontecido somente coisas ruins e eu ainda estar aqui contando a história de cabeça erguida e peito estufado.

Ainda engatinhando em não sentir vergonha, lidando com o medo e buscando ser firme na crença de que a verdade e a realidade são as maiores forças e a melhor escola.

É ótimo, para mim, aceitar que tudo muda o tempo todo, reforçar isso e que está tudo bem com a mudança.

E assim eu posso mudar também, sem medo, sem vergonha, mostrar as cicatrizes e viver.

Nesse meu diário quero compartilhar a lista de músicas que ouvi nesse tempo de mudanças. Literalmente, elas falam sobre mudanças! #tudumtiiss

  • Changes do Black Sabbath, na versão do Charles Bradley.

Essa versão ficou conhecida como o tema de Big Mouth, que aproveito para recomendar. Vai por mim, assiste nos dias mais entediantes, é uma série ótima para rir de si mesmo e ver que quase não saímos da 5º série de verdade. A animação fala das mudanças da vida adolescente que todo mundo viveu – ou vive – e tem um quê de dilemas humanos.

Essa música eu ouvia em looping em um tempo de muita dor, onde eu me enganei tanto que me perdi da verdade. Mas, tão importante quanto a letra desse clássico nessa versão, é a vibe e esse Soul delicioso!

Charles Bradley gravou quando sua mãe faleceu e, se você fechar os olhos e ouvir a letra, dá pra sentir a dor dele.

  • Changes do Tupac Shakur.

Eu ouvia pra me lembrar da raiva que eu tenho desde criança como força vital. Não sei se é raiva, mas sempre foi um inconformismo, uma não aceitação da injustiça, uma força para vida… Enfim.

Vale citar que eu repito essa estrofe adaptada pra endurecer o coração, quando preciso:

…but mama raised no fool and as long as I stay myself, I gotta stay strapped and I never get to lay back!.

 

Complementando a lista com chave de ouro a minha favorita de 2019. Sinceramente, Bowie tem sido um vício no meu rádio esse ano. Já falei dessa música, vejam esse post do meu Instagram e leiam os comentários para entender. 

  • Changes, David Bowie 

Strange fascination, fascinating me changes are taking the pace I’m going through…

Pretty soon now you’re gonna get older. Time may change me!

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Liderança para a vida real | 8 lições que ouvi do Flávio Augusto!

Destaques de um final de semana para ouvir sobre liderança para a vida real!

Dica de leitura dos meus textos:

  • Se você gosta de história, leia esse texto inteiro, mesmo com preguiça.
  • Se quer entender por cima, leia os destaques em negrito.
  • Se quer a versão resumida, vá no meu LinkedIn 🙂.

O tema liderança para a vida real parece um mix de autoajuda com igreja pentecostal. Mas, hoje todos somos liderados e lideramos em alguma esfera da vida.

Seja em casa, na igreja, comunidades, empresas e redes sociais. Todos somos influenciadores e, por consequência, líderes em algum momento.

Ainda mais com o advento de coaches e gurus que vivemos. Aposto que você já se viu na situação que Mateus 15:14 descreve:

“…São guias cegos guiando cegos. Se um cego conduzir outro cego, ambos cairão no buraco.”.

Por isso que quando eu soube que o Flávio Augusto (@geracaodevalor) estaria em um evento, não pensei duas vezes! Fui conferir a energia desse cara que acompanho na internet há 8 anos!

O Flávio foi generoso ao falar de vida pessoal e carreira, sempre de um modo leve como um papo entre amigos.

Impossível não admirar a doce história de amor pela Luciana, sua esposa, e como construíram juntos o caminho “certo”. Mas, também o peso nas palavras duras com quem espera um “salvador” para todos os seus problemas. Em contrapartida esbanjando insights que provam que que liderança é uma habilidade necessária para todos. E, não poupando lições, ao falar de temas “indigestos” citando exemplos da vida dele a cada tópico.

Aqui reuni a lições que, para mim, fizeram sentido pensando numa liderança para a vida real!

1. Se você está em posição de influência/liderança, você é responsável pela vida das pessoas ao seu redor.

Não importa se você tem holofote ou cargo. Você é responsável e tem que saber o seu efeito nas pessoas e famílias a seu redor.

Lideranca para a vida real_ Flavio Augusto_Geracao_de_Valor (1)

Me choca ver homens falando sobre família, carreira e sucesso. Ainda mais sabendo o quanto o mercado corporativo e de TI (onde atuo) pode ser podre.

A maioria das pessoas quer fugir da responsabilidade e seus efeitos. Ser responsável pelo “lado humano” é algo grandioso. Há quem prega que ninguém é responsável pelo que o outro entende, sente ou faz para poder justificar suas “mau carátices“.

Outro ponto que me fez pensar muito, foi um dado que ele compartilha ainda pensando sobre famílias.

2. No Brasil, uma família que está hoje nos 10% mais pobre da população, leva 9 gerações para subir para uma classe mediana.

No caso da minha família estamos na 3° geração. Considerando que eu ainda tô lutando pelo pão nosso de cada dia, mas, saímos da linha da pobreza lá pelos meus 20 anos.

O soco no meu estômago veio em forma de conselho:

3. Não se deixe vencer pelo vitimismo.

O Flávio é taxativo pra ninguém esperar meritocracia e não sentar na posição de vitima, viu?

Justiça e meritocracia não existe e ponto, ele conhece a desvantagem que é nascer pobre e diz isso com todas as letras.

Ele fala com todas as letras que NUNCA vai existir meritocracia enquanto um estagiário vai pro trabalho tendo estudado inglês a vida toda, fácil acesso a transporte competir com outro que nem se quer se alimentou.

Sem as mesmas bases, as oportunidades nunca serão iguais! Com esse pensamento ele reforça o que sintetiza a minha gana por estudar AINDA MAIS nos últimos anos.

Contando a história dos pais dele, Flávio reforça que a mobilidade social vem pelo estudo e que hoje o acesso ao conhecimento é um caminho sem volta.

“Mobilidade social só existe com acesso ao estudo, seja formal ou informal (autodidata).”

Trazendo pra minha realidade, eu sei que meritocracia não existe na vida real. Eu ouço pelo menos uma vez ao dia que não existe justiça e o mundo corporativo é assim… Não me acostumo, mas não sento pra ver o que acontece.

Abre aspas, para quem não me conhece:

Cresci dividindo roupa pra ir pra escola, quando minha irmã estava de blusa, eu passava frio. Vice-versa. Estudar sem material e com fome. Ir pra escola pelo lanche, trabalhar/brigar pelo básico todo dia. Sei o que são 3 horas de transporte público para chegar ao trabalho e ser humilhada por isso.

Mesmo hoje, que subi um pouco na “cadeia alimentar”, a meritocracia ainda não existe…

Eu ainda tenho que ralar muito todos os dias para compensar a minha falta de base, de estudo e de marcas no currículo. Nem vou falar o quanto a dificuldade aumenta sendo mulher de “personalidade forte”, não estando no padrão de “feminilidade” esperada. Hoje não é mais com a fome que eu luto todo dia, graças a Deus. Mas, ainda luto pra ter onde morar, como me locomover e estruturar a minha base da pirâmide [de Maslow]. Isso, tenho certeza que poucos no meu ambiente corporativo vivem.

4) Sucesso é uma medida pessoal.

Dentro do que o Flávio entende ser sucesso, respeito é vital. Ele fala que não adianta ter o respeito de colegas de trabalho e não da sua família, vice-versa. Não existe bom profissional e péssima pessoa, uma hora isso se cruza, seus valores e caráter ficam expostos.

Ele conta várias histórias que provam o quanto o respeito das pessoas que vivem perto da essência dele é mais importante do que cargo. Mesmo tendo tanto sucesso e dinheiro, ele afirma que o respeito da família ainda é a maior métrica dele. Ele fala o quanto não arriscar esse respeito e suas bases de valor moral é fundamental para uma carreira longa e uma vida plenamente feliz.

5) Escolha bem a empresa e as pessoas com quem trabalha.

Aliado a isso, a importância de ter a nossa palavra sempre apoiada no nosso caráter e ações. Ele exemplifica falando da “re-compra” da Wiseup somente para reerguer a rede após a venda para o Grupo Abril.

Ah, ainda sobre essa negociação ele fala muito sobre cumprir nossa palavra doa a quem doer (mesmo em nós).

6) Ter de fato uma palavra honrada é o diferencial de um bom líder (de si e outros).

Líderes que tem palavra, conduzem empresas/pessoas de modo honrado. Mesmo num mundo competitivo e cheio de sujeira pelo dinheiro, status e etc.

7) Liderar é ser alguém que compartilha conhecimento por generosidade e impulso de doação.

Uma pessoa que não retém o que é bom pra si é um líder nato.

Por isso, o compartilhar ideias, conhecimento e informação é um motivador pessoal. Esse blog prova isso 🙂.

8) Quando ninguém der nada pra você, dê a si mesmo!

Tento me policiar para não ser a pessoa que aponta o dedo sem olhar pro meu umbigo. Acredito que única e melhor maneira me tornar líder de mim é investindo no meu aperfeiçoamento e fazendo por mim. Para que a minha cegueira não me condene eu me mantenho uma eterna aprendiz. Valorizo cada oportunidades de ouvir quem tem mais estrada e percorreu outros caminhos. São experiências como dessa palestra que me possibilitam ver um viés diferente e muitas vezes, mais motivador, que o meu dia a dia.

Só para ilustrar quando o Flávio Augusto, em carne e osso, falou sobre engolir o julgamento e a descrença, eu me vi representada e me emocionei!

Fazer por mim, criar as minhas oportunidades mesmo sem “tapinha nas costas” é o que tento fazer todo dia e não tem mesmo outro jeito, 32 anos contrariando as estatísticas!

Posso dizer que no meu caminho de ser líder da minha vidinha essa palestra foi um bálsamo de ânimo!

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Sobre 2019 por Isaac Asimov

Sobre 2019, por Isaac Asimov

35 anos atrás, Isaac Asimov foi convidado pelo The Star para prever o mundo de 2019.

Sobre 2019 por Isaac Asimov

Aqui está o que ele escreveu:

*tradução livre

Se olharmos para como o mundo pode ser no final de outra geração, digamos 2019? Daqui a 35 anos, será o mesmo número de anos desde 1949. Quando o [livro] 1984 de George Orwell foi publicado pela primeira vez. Três considerações devem dominar nossos pensamentos:

1. guerra nuclear. 2. Informatização. 3. Utilização do espaço.

Se os Estados Unidos e a União Soviética divergirem a qualquer momento entre agora e 2019, não há absolutamente nenhuma utilidade em discutir como será a vida naquele ano! Poucos de nós, nossos filhos e netos, estaremos vivos para que haja algum ponto em descrever a condição precisa da miséria global naquele momento futuro.

Suponhamos, portanto, que não haverá guerra nuclear – não necessariamente uma suposição segura – e continuemos daí.

A informatização, sem dúvida, continuará inevitavelmente. Os computadores já terão se tornado essenciais para os governos das nações industrializadas e para a indústria mundial. Agora, em 2019, estarão começando a se sentir confortáveis dentro das casas.

Como um produto secundário essencial, o objeto computadorizado móvel, ou robô, estará inundando a indústria e, no decorrer da próxima geração, penetrará nas casas.

Certamente haverá resistência à marcha dos computadores, mas, salvo uma revolução ludita bem-sucedida, que não aparece nas cartas, a marcha continuará.

A crescente complexidade da sociedade tornará impossível passar sem os robôs, exceto cortejando o caos. As partes do mundo que ficam para trás a esse respeito sofrerão tão obviamente que seus dirigentes clamarão pela informatização como agora clamam por armas.

O efeito imediato da intensificação da informatização será, naturalmente, mudar totalmente nossos hábitos de trabalho. Isso já aconteceu antes.

Antes da Revolução Industrial, a grande maioria da humanidade estava engajada na agricultura e indiretamente nas profissões aliadas. Após a industrialização, a mudança da fazenda para a fábrica foi rápida e dolorosa.

Com a informatização, a nova mudança da fábrica para algo novo será ainda mais rápida e, em conseqüência, ainda mais dolorosa.

Não é que a informatização signifique menos empregos como um todo. Pois o avanço tecnológico sempre criou, no passado, mais empregos do que destruiu. Não há razão para pensar que isso não será verdade também [em 2019].

No entanto, os empregos criados não são idênticos aos empregos que foram destruídos. Em casos semelhantes no passado, a mudança nunca foi tão radical.

Sobre 2019, destruindo nossas mentes…

Os empregos que desaparecerão tenderão a ser apenas aqueles trabalhos rotineiros clericais e de linha de montagem que são simples o bastante, repetitivos e estupidificantes a ponto de destruir as mentes finamente equilibradas daqueles seres humanos desafortunados o suficiente para terem sido forçados a passar anos fazendo isso para ganhar a vida, mas ainda complicados o suficiente para ficar acima da capacidade de qualquer máquina que não seja um computador ou nem computadorizada.

São estes os computadores e os robôs para os quais eles são perfeitamente projetados.

Os trabalhos que aparecerão envolverão, inevitavelmente, o design, a fabricação, a instalação, a manutenção e o reparo de computadores e robôs, e a compreensão de novas indústrias que essas máquinas “inteligentes” tornarão possíveis.

Isso significa que uma grande mudança na natureza da educação deve ocorrer, e populações inteiras precisam ser “alfabetizadas em computadores” e devem ser ensinadas a lidar com um mundo de “alta tecnologia”.

Mais uma vez, esse tipo de coisa já aconteceu antes.

Uma força de trabalho industrializada deve, necessariamente, ser mais instruída do que a agrícola. As mãos de campo podem se dar bem sem saber ler e escrever. Os funcionários da fábrica não podem.

Consequentemente, a educação pública em larga escala teve que ser introduzida nas nações industrializadas no decorrer do século XIX.

A mudança, no entanto, é muito mais rápida desta vez [em 2019] e a sociedade deve trabalhar muito mais rápido; talvez mais rápido do que eles podem. Isso significa que a próxima geração será de transição difícil, pois milhões de pessoas destituídas se encontram impotentes para fazer os trabalhos que mais precisam.

No ano de 2019, no entanto, devemos descobrir que a transição está acabada. Aqueles que podem ser retreinados e reeducados terão sido. Aqueles que não podem ter sido colocados para trabalhar em algo útil, ou onde os grupos dominantes são menos sábios, terão sido apoiados por algum tipo de arranjo relutante de bem-estar social.

Em todo caso, a geração da transição estará desaparecendo, e haverá uma nova geração crescendo que terá sido educada para o novo mundo. É bastante provável que a sociedade, então, tenha entrado em uma fase que pode ser mais ou menos permanentemente melhorada em relação à situação, como agora existe por uma variedade de razões.

Primeiro: A população continuará a aumentar por alguns anos após o presente e isso tornará as dores da transição ainda mais sofridas.

Os governos não conseguirão esconder de si mesmos o fato de que nenhum problema pode ser resolvido enquanto continuarem a ser intensificados pela adição de números maiores [de pessoas] mais rapidamente do que podem se resolver.

Esforços para impedir que isso aconteça incentivando uma taxa de natalidade menor se tornarão cada vez mais extenuantes. É de se esperar que, em 2019, o mundo como um todo esteja se esforçando para alcançar um patamar populacional.

Segundo: As conseqüências da irresponsabilidade humana em termos de desperdício e poluição se tornarão mais aparentes e insuportáveis ​​com o passar do tempo e as tentativas de lidar com isso se tornarão mais árduas.

É de se esperar que, até 2019, os avanços na tecnologia colocarão ferramentas em nossas mãos que ajudarão a acelerar o processo pelo qual a deterioração do meio ambiente será revertida.

Terceiro: O esforço mundial que deve ser investido nisso e em geral para aliviar as dores da transição pode, assumindo a presença de um nível mínimo de sanidade entre os povos do mundo – mais uma vez não é uma suposição segura – enfraquecer em comparação as causas que alimentaram as disputas consagradas pelo tempo entre e dentro das nações sobre o ódio e as suspeitas mesquinhas.

Em suma, haverá crescente cooperação entre as nações e entre os grupos dentro das nações. Não por qualquer crescimento súbito de idealismo ou decência, mas de uma percepção a sangue-frio de que qualquer coisa menos do que isso significará destruição para todos.

Então, em 2019, pode ser que as nações estejam se dando bem o suficiente para permitir que o planeta viva sob a aparência de um governo mundial por meio da cooperação, mesmo que ninguém admita sua existência.

Além desses avanços negativos – a derrota próxima da superpopulação, poluição e militarismo -, haverá avanços positivos também.

A educação, que deve ser revolucionada no novo mundo, será revolucionada pela própria agência que requer a revolução – o computador.

As escolas, sem dúvida, ainda existirão, mas uma boa professora não pode fazer mais do que inspirar a curiosidade que um aluno interessado pode satisfazer em casa no console de seu computador.

Haverá finalmente uma oportunidade para todos os jovens e, na verdade, todas as pessoas, aprenderem o que querem aprender. Em seu próprio tempo, a sua própria velocidade, a seu próprio modo.

A educação tornar-se-á divertida, porque surgirá a partir de dentro e não será forçada de fora.

Enquanto os computadores e robôs estarão fazendo o trabalho escravo da sociedade para que o mundo, em 2019, pareça cada vez mais estar “correndo”, mais e mais seres humanos se encontrarão vivendo uma vida rica em lazer.

Isso não significa lazer para não fazer nada, mas lazer para fazer algo que se quer fazer. Ser livre para se envolver em pesquisa científica, na literatura e nas artes, para buscar interesses recônditos e hobbies fascinantes de todos os tipos.

E, se parece impossivelmente otimista supor que o mundo poderia estar mudando nessa direção em meros 35 anos, (apenas mudando, é claro, e não necessariamente tendo alcançado a mudança totalmente), então adicione o item final à mistura.

Adicione minha terceira frase: utilização do espaço.

Não é provável que abandonemos o espaço, tendo chegado até aqui. E, se o militarismo se enfraquecer, faremos mais com ele do que torná-lo outra arena para a guerra. Não vamos simplesmente só fazer viagens através dele.

Nós vamos entrar no espaço para ficar.

Com o foguete como veículo, construiremos uma estação espacial e lançaremos as bases para tornar o espaço um lar permanente para um número crescente de seres humanos.

Em 2019, estaremos de volta à lua com vigor. Não haverá apenas americanos, mas uma força internacional de algum tamanho. Não apenas para coletar rochas lunares, mas estabelecer uma estação de mineração que processe o solo lunar e leve-o a lugares no espaço onde ele possa ser fundido em metais e cerâmicas, vidro e concreto. Materiais de construção para as grandes estruturas que serão colocadas em órbita sobre a Terra.

Uma dessas estruturas, que muito provavelmente poderia estar concluída em 2019, seria o protótipo de uma estação de energia solar, equipada para coletar energia solar, convertê-la em microondas e transmiti-la à Terra.

Seria o primeiro de um cinturão desses dispositivos instalados no plano equatorial da Terra. Seria o começo do tempo em que a maior parte da energia da Terra virá do Sol sob condições que não farão dela propriedade de nenhuma nação, mas do globo em geral.

Tais estruturas serão, em si mesmas, garantias de paz mundial e contínua cooperação entre as nações. A energia será tão necessária para todos e tão claramente entregue somente se as nações permanecerem em paz e trabalharem juntas, que a guerra se tornaria simplesmente impensável – pela demanda popular.

Além disso, observatórios serão construídos no espaço para aumentar nosso conhecimento do universo de forma incomensurável. Como laboratórios, onde podem ser realizados experimentos que podem ser inseguros, ou impossíveis, na superfície da Terra.

Mais importante, em um sentido prático, seria a construção de fábricas que pudessem fazer uso das propriedades especiais do espaço – altas e baixas temperaturas, radiação pesada. Vácuo ilimitado, gravidade zero – para fabricar objetos que poderiam ser difíceis ou impossíveis de fabricar na Terra, para que a tecnologia do mundo pudesse ser totalmente transformada.

Na verdade, os projetos podem até estar nas diretorias de planejamento em 2019 para colocar as indústrias em órbita de maneira ampla. O espaço, você vê, é muito mais volumoso que a superfície da Terra e, portanto, é um repositório muito mais útil para o lixo que é inseparável da indústria.

Nem há coisas vivas no espaço para sofrer com o influxo de lixo. E os resíduos nem sequer permaneceriam na vizinhança da Terra, mas seriam varridos para longe, além do cinturão de asteroides, pelo vento solar.

A Terra estará então em posição de livrar-se dos efeitos colaterais da industrialização e, no entanto, sem se livrar de suas vantagens necessárias. As fábricas vão embora, mas não muito longe, apenas alguns milhares de milhas para cima.

E humanidade, não apenas suas estruturas. acabará por estar no espaço. Em 2019, o primeiro assentamento espacial deve estar nas pranchetas e talvez esteja em construção real.

Seria o primeiro de muitos em que os seres humanos poderiam viver às dezenas de milhares. Em que poderiam construir pequenas sociedades de todos os tipos, dando à humanidade uma nova virada de opções.

Na verdade, embora o mundo de 2019 tenha mudado muito em relação ao mundo atual de 1984, isso será apenas um barômetro de mudanças muito maiores planejadas para os anos que ainda estão por vir.

Nota original do Editor

Como e por que o The Star conseguiu que Asimov escrevesse em 1983?

Vian Ewart, que era editor do Insight, diz que a ideia de uma série da Orwell veio naturalmente, e ele relembra o projeto com carinho até hoje. Ele montou uma equipe incluindo um escritor (Ellie Tesher), um ilustrador e designer de layout.

“Asimov era popular na época” por sua ficção científica, diz Ewart, “então eu simplesmente telefonei para ele em sua casa em Nova York e perguntei a ele. Ele adorou a idéia de uma série de 1984 e ficou satisfeito por ser “o escritor de abertura”. Ele era um homem muito gracioso e cobrava US $ 1 por palavra. ”

Sobre 2019, por Isaac Asimov

Minha pergunta lendo esse texto é será que evoluímos como humanidade e sociedade ou só estamos repetindo os passos dos nossos antepassados ainda muito vagarosamente, só mudando a tecnologia em questão?

Texto originalmente publicado em 31 de dezembro de 1983 no Toronto Star, o maior jornal diário do Canadá. Fiz uma tradução livre e adicionei links interessantes para contextualizar.

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Ter mais mulheres ao meu redor me fez uma mulher melhor!

ter mais mulheres ao meu redor me fez uma mulher melhor_sororidade
Para completar esse texto, eu recomendo que você leia: O PROBLEMA DA FRASE “TENHO MAIS AMIGOS HOMENS”.

Mesmo tendo vindo de uma família matriarcal, a maioria é mulher e mulher porreta! Eu sempre tive mais amigos homens. Me torno “brother” dos caras com muita facilidade!

Minha natureza sempre foi ser bem moleca, boca dura e com personalidade de quem bate a pica na mesa (direta demais pra uma mulher).

Taí um padrão bem machista de que só homens podem ter uma postura assertiva, imponente ou durona, né.

Assim como a maioria das mulheres, cresci ouvindo que mulheres não são amigas, são rivais. Mulheres se vestem para competir com outras mulheres. Mulheres são cheias de dramas, de mimimi e só vivem pensando em homem. Mulheres não são, nem deveriam ser da zoeira. A mulher mais atraente sempre é aquela que destrói outras mulheres. Mulher não fala alto, não ri de piada suja, não sabe ser direta…

Usei muito mais roupas “de menino” enquanto crescia por depender das doações que ganhava. Sempre gostei de subir em árvore, soltar pipa, pular do telhado, andar de skate, tazzo, bolinha de gude, Cavaleiros do Zodíaco.

Cresci sendo comparada (e me comparando) com a minha irmã mais próxima de idade. Ela a delicadinha, gostava de vôlei, boneca e brincar de casinha. Boazinha de temperamento, amiga de todas as meninas na rua. Eu a irmã mais nova, a atentada, briguenta e não tinha espaço na roda das meninas.

Já adultas, minha irmã era a que tinha vocação para mãe e esposa perfeita (isso ela é mesmo e ainda é a melhor tia do mundo) e eu teria sorte se conseguisse ser ótima profissional com esse temperamento.

Por outro lado, mesmo sendo a única mulher da rodinha dos homens nunca carreguei o estigma de ser a vagaba promíscua. Nunca fui odiada pelas namoradas, pelo contrário, sempre fui a mina mais firmeza da banca pra todos!

Minha personalidade, postura e caráter me blindaram de certos julgamentos, mas me expuseram a outros tão pesados quanto.

Julgam que eu me porto de modo masculino e não sou feminina – oi? – só por não ser APARENTEMENTE de personalidade delicada ou frágil.

Sempre convivi em meios masculinos no trabalho, faculdade, internet, até na Igreja e ministério que exercia. Desenvolvi um bro code interno e reproduzi em mim o discurso de que eu “me dou melhor com homens do que com mulheres” justificando que tenho uma personalidade forte, não sou de dramas, gosto de ser direta e blábláblá…

Ou seja, eu interiorizei um julgamento como se fosse um defeito meu e me afastei de outras mulheres, por anos!

A American Pshychological Association diz que mulheres que tem mais amigos homens são propensas a ter uma deformação de caráter. São mais inseguras e tem padrões distorcidos em relação a outras mulheres e seu papel na sociedade.

Um estudo mostrou que mulheres que tem mais amigos homens acabam criando padrões mentais e de comportamento, como:

  • Sexualidade de aspecto negativo, são propensas a promiscuidade.
  • Não se relacionam de modo saudável com outras mulheres que julgam mais bonitas ou superiores.
  • Tendem a competir e depreciar, a todo custo, mulheres que enxergam como melhores em qualquer aspecto. Seja competindo diretamente, falando mal, menosprezando e etc.
  • São mulheres que não se enxergam bem como mulher (a história de ter um jeito masculino). Que associam fatores negativos ao ser mulher (cheias de drama, mimimi, sou mais direta e tal).
  • São mulheres que reforçam a rivalidade e camuflam seus defeitos no discurso de que são diferente das demais, como forma de chamar atenção.
  • Tendem a se dar bem e se relacionar apenas com mulheres que julgam inferiores, feias ou desinteressantes.

A neurociência afirma que mulheres que se cercam de homens tendem a ser mais desejadas por outros homens. Algumas usam isso a seu favor, criando mais rivalidade.

A psicologia diz que mulheres que se cercam mais de homens mascaram insegurança e inabilidade de ser decentes com outras mulheres e consigo mesma. São mulheres que se mostram “frágeis” ou mais “gente boa” com homens do que com mulheres. Por isso, fica a percepção de que elas se dão melhor com homens, por que elas se fecham para outras mulheres.

A meu ver, só se fecham por que não lidam bem com o seu jeito de ser mulher, com as próprias nuances delas mesmas.

É uma tristeza sem tamanho saber que (às vezes) aquela mina firmeza ali do grupo não lida bem nem com ela mesma! Por isso precisa estar ao redor de homens fingindo sua insegurança e carência afetiva.

E, o ponto mais tocante, é que algumas escondem seu medo, suas incapacidades e se perdem no ser mulher com outras mulheres.

Isso explica o bendito fruto de anos de machismo construído em todos nós! Anos de padrões não questionados que moldaram até a psiqué das mulheres. Moldou nossa percepção uma das outras para nos separar.

  • Estudem o contexto da rivalidade feminina desde a antiguidade e vocês vão ver que a sociedade se beneficia dessa separação entre mulheres em vários momentos.

Enquanto homens seguem unidos, vivendo seus BRO CODE a cena abaixo, de apoio mútuo em algo comum, ainda é um tabu entre mulheres.

A amiga Miss @KarenPorfiro tira foto da amiga Blogueira @cindereladementira. Só amor e parceria, sem exaltação, egotrip, rivalidade 🙂

 

É assim com todas as mulheres que tem mais amigos homens? Não generalizo! Existe culpa de todas as mulheres ou todos os homens? Não também!

Até destaquei aqui no texto pontos onde eu sou vista de modo “diferente” pro bem e pro mal

Mas, são raras as pessoas que conseguem questionar seu comportamento a ponto de sair do modo automático. Por isso EMPATIA é tão importante para TODOS os seres humanos!

Mas, SORORIDADE é algo que nós mulheres precisamos desenvolver e espalhar como um vírus!

ter mais mulheres ao meu redor me fez uma mulher melhor_sororidade_vamos juntas

Sororidade é a união e aliança entre mulheres A origem da palavra sororidade está no latim sóror, que significa “irmãs”. Este termo pode ser considerado a versão feminina da fraternidade, que se originou a partir do prefixo frater, que quer dizer “irmão”.

 

Respira e pensa comigo!

Feminilidade não tem nada a ver com fragilidade. Esses padrões criam mulheres cada vez mais inseguras e longe do seu sagrado feminino único.

A máscara de mulher bem resolvida e isolada de outras mulheres não cura nossas feridas emocionais.

Conviver com mulheres incríveis que tem histórias mais lindas ou tão feias quanto a nossa, nos ajuda a evoluir!

Só uma mulher curada ou tão ferida como nós estamos consegue respeitar, ajudar e nos levar a amar nosso jeito de ser mulher.

A pesquisa Strong Men Caring Woman, que postei no meu Linkedin, mostra que os mesmos adjetivos são usados de forma diferente para homens e mulheres. Por exemplo:

  • Powerful (poderoso) é 67% positivo quando associado a homens, mas é 92% negativo quando associado a mulheres.
  • Strength (força) é listada como uma característica positiva para homens e negativa para as mulheres.
  • Liderança e ambição são características mais valorizadas em homens do que em mulheres.
  • Agressivo e masculino são vistos como traços negativos em geral, mas são mais frequentemente utilizados negativamente para as mulheres.
  • Compaixão e cuidado são consideradas características positivas para as mulheres, mas são vistas negativamente para os homens.
  • Palavras como multitarefa, independente e promíscuo são majoritariamente atribuídas para mulheres.

Todos esses dados mostram que os padrões que nos limitam enquanto mulheres na essência da nossa personalidade ainda são fortes.

Em pleno 2018 traços relacionados à força e à ambição são especialmente valorizados para os homens. Já compaixão, bondade e responsabilidade são valorizadas, quase exclusivamente, para mulheres.

O que isso quer dizer?

Que por anos nos fizeram ir contra nossa real natureza. Nossa essência única, linda e que nos torna um universo imenso por nós mesmas! Cada uma a seu jeito, por isso, muitas vezes, só uma mulher vai entender o que outra mulher passa.

Eu tenho sorte de me cercar de mulheres empoderadas, com uma empatia ímpar e maturidade para me ajudar.

Mas, enquanto reproduzirmos o consenso de rivalidade entre mulheres não vamos longe. Pelo contrário, nos limitaremos cada vez mais.

Levei anos para construir uma relação saudável com o meu lado “oposto” do convencionado para as mulheres. Hoje questiono quando alguém fala que eu tenho que mudar meu tom de voz, que eu sou agressiva no trabalho, que eu sou dura demais…

Será que falariam isso para um homem na mesma posição que eu? Vivendo as mesmas situações?

Nos últimos dois anos eu me cerquei de mulheres incríveis! Mais inteligentes, mais bonitas, mais ricas, empoderadas e bem sucedidas que eu!

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a gente sai de olho fechado, mas com o sorriso tão sincero que nem liga <3

 

E, não me sinto nem um pouco menos que elas. Não me sinto competindo, nem em desvantagem, me sinto abençoada por ter cada uma delas no meu caminho.

Tenho resgatado o meu sagrado feminino do jeito que eu sou, com meus valores e com meu temperamento. Me vejo com outros olhos, muito graças aos olhos das mulheres que tenho a sorte de encontrar no caminho.

O melhor presente que a vida pode me dar <3 a pessoa que ressignificou minha noção de irmandade!

 

Incrivelmente hoje eu ouço que sou uma pessoa fácil de lidar, que sou companheira, leal e até cuidadora: VEJAM SÓ!

Não precisei mudar meu perfil de dar porrada a três por quatro pra isso. Só precisei me cercar de pessoas que me ajudam a olhar com amor para tudo que me torna única.

As mulheres maravilhosas que me cercam me dão porrada a granel quando preciso! Mas, também curam e apoiam cada dor, cada trauma, cada momento onde quero questionar se eu sou um mulherão da porra mesmo.

Quando não estou sendo a melhor mulher que posso ser, elas que me lembram o caminho. Com seus exemplos, seus sorrisos e as broncas.

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Sinceramente, hoje, me sinto tão mais segura de mim, dos meu fracassos e do meu jeito de ser. Graças a convivência com mulheres que são profissionais exemplares, mães, esposas, amigas! Mulheres que mostram em tudo que fazem um caráter admirável e me puxam cada dia mais pra cima.

É no meio das amigas que eu me sinto curada e empoderada para postar minha foto anual de biquíni!

Reconheço que, por ignorância, reproduzi um discurso que me excluía e excluía outras mulheres. Aceito que meu temperamento e personalidade não mudam meu sagrado feminino. Reconheço que tem homem que usa esse pensamento para me diminuir por medo de que eu cresça e diminua eles.

Lamento que existam mulheres que não conseguem conviver bem com outras e sofrem sozinhas com seus monstros. Se debatendo com inseguranças e carências para ter um lugar no mundo exterior e não no seu mundo interior.

Acredito num mundo onde todo mundo respeite o sagrado alheio, sem padrões, sem esteriótipos. Quero um mundo onde nossa mente, nossos medos, os padrões que nos impõe não nos moldem e nem nos mudem.

É isso! 🙂 Impossível não voltar inspirada de um encontro com mulheres do Brasil inteiro se apoiando e admirando em sua natureza!

Ame sua natureza!

Referências que vale ler:

DelPriore, D. J., Bradshaw, H. K., & Hill, S. E. (2018). Appearance enhancement produces a strategic beautification penalty among women. Evolutionary Behavioral Sciences. Advance online publication.
Fisher, M. L., & Candea, C. (2012). You ain’t woman enough to take my man: Female intrasexual competition as portrayed in songs. Journal of Social, Evolutionary, and Cultural Psychology, 6(4), 480-493.
Reiber, C. (2010). Female gamete competition: A new evolutionary perspective on menopause. Journal of Social, Evolutionary, and Cultural Psychology, 4(4), 215-240.
The insecurity of girls with only guy friends

 

Strong Men, Caring Women: How Americans describe what society values (and doesn’t) in each gender

 

 

 

PS: não abandonei meus amigos homens – os de verdade – pelo contrário! 🙂 Continuo fazendo novos amigos do sexo masculino com facilidade, mas já venci o mito de me dar bem (ou melhor) só com homens por conta do meu temperamento.

 

eles que marcaram meu aniversário de 2018 de um modo especial!