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Lis

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Minha experiência hospedando com o Airbnb

HOSPEDANDO COM O AIRBNB - LIS LIFE

Tempos de crise e precisando levantar uma graninha? Tem um quarto vago aí na sua casa? Deixa eu te contar minha experiência hospedando com o Airbnb que pode ser útil!

O Airbnb é famoso por ser uma opção de hospedagem acessível e muito usada ao redor do mundo. Aqui no Brasil ainda é muito hype ainda mais aqui na minha região. Não vejo muitos hosts do Airbnb falando das suas experiências fora do fórum da comunidade na plataforma.

Eu achava que aqui no ABC, o interior da grande São Paulo*, a procura fosse mínima. Anunciei um quarto da minha casa e em três dias estava alugado!

*só morador pode zoar com o ABC, fechado?

O Airbnb é uma plataforma, não um intermediário ou administrador. Nele tem recursos e suporte tanto para quem hospeda quanto para quem é hospedado.

  • Primeiras percepções da plataforma

Na criação do anúncio o próprio site mostra uma média de preços dos espaços com as mesmas características que o meu. Cada host define o seu preço, o valor de depósito de emergência em caso de danos e a taxa de limpeza. O hóspede paga para o aplicativo e eu recebo na minha conta bancária já pagando a taxa de serviço do site.

Tudo bem explicado e transparente, com a maior segurança para os dois lados.

A taxa de serviço é bem pequena na minha opinião, considerando todo o suporte e a qualidade da plataforma.

Uma boa surpresa foi o serviço de fotografia profissional, disponível em algumas regiões. Veio uma moça fazer fotos da casa e depois de um tempo estavam no meu anúncio já verificado. Essa fotos garantem anúncios reais e mais completos, o que faz a comunidade Airbnb ainda mais sólida.

O Airbnb preza muito pelo espírito de comunidade e mantém fóruns de ajuda e até uma central de suporte global em português.

Aqui na minha região a maior procura de hospedagem são estadias de longo prazo, a partir de 30 dias. Foi nessa modalidade que eu tive minha experiência hospedando com o Airbnb.

  • Coisas que considerei ao criar meu anúncio

Eu pedi um nível de verificação mínimo para os perfis que poderiam me mandar um pedido de reserva. A pessoa deveria ter pelo menos um documento verificado e rede social autenticada. Esse nível de verificação quem define é quem hospeda. Mas, as validações são feitas na plataforma com documentos escaneados que cada usuário fornece e só o Airbnb tem acesso.

Um dado interessante é que a procura na minha região é, na maioria, de homens. Porém, o Airbnb dá a opção de escolher e restringir o sexo dos seus hóspedes.

  • O que foi mais desafiador em alugar uma parte da minha casa

Exatamente o que todo mundo deve considerar antes de anunciar seu espaço no Airbnb e, eu, não pensei como seria.

O quanto você é aberto e flexível para coisas que mudem sua rotina ou costumes mesmo em níveis básicos de leve?

Ter uma pessoa estranha em casa vai mudar coisas como horários, sons, sua liberdade e até o cheiro da sua casa.

Imagina você acordando em modo automático. Desce pra tomar café da manhã de lingerie, liga o fogo do leite e lembra que tem um hóspede em casa! Volta, sobe correndo, rezando pra ele não estar saindo no corredor, tropeça no gato, quase cai e puts… True fact!

Essa situação é a mais básica que pode acontecer… Entre tantas outras desagradáveis ou menos engraçadas que também acontecem.

Hospedando com o Airbnb você precisa saber lidar com todas as situações da forma mais calma e flexível possível.

O Airbnb deixa claro que é o host quem determina as regras da casa e você descreve todas no anúncio.

Mas, só depois do primeiro hóspede de longo prazo, eu fui entender como deveria funcionar para ser bom para mim. As regras devem ser boas para a casa, para você e para interferir o menos possível na sua vida e rotina.

  • Dicas da minha experiência

Você não está recebendo um familiar, amigo ou sendo pago como um hotel. Por isso, reserve espaços da sua casa para a convivência familiar, mesmo que você more sozinha. Isso previne várias situações constrangedoras e que geram climão na convivência.

Liberar o uso total da casa ou não estabelecer regras claras de uso vai te gerar situações desconfortáveis ou até danos. Já pensou um hóspede sem querer quebrar um vaso de valor sentimental? Como você cobra isso na taxa de segurança?

No meu caso um hóspede colocou um copo (que ele não deveria ter usado) na lava louça (que ele não sabia usar) e desbotou toda a coloração do copo. Estragou meu jogo de Whisky que era um xodó.

Foi só um copo, mas é chato, né?

Se você não for flexível em coisas como essa, hospedar com o Airbnb não é para você!

Pessoas tem hábitos diferentes. É mais fácil e menos constrangedor falar sobre barulho e horários do que sobre hábitos de higiene, conceitos de limpeza e organização.

Deixe regras de limpeza dos espaços (inclusive chão) e de eletrodomésticos bem claras. Mas, nada disso garante que a pessoa vai ter o mesmo “padrão” que você, ou vice-versa.

Por via das dúvidas, coloque uma taxa de limpeza que cubra o custo de uma eventual faxina extra, vai que precisa?

Eu tinha três regras básicas na minha casa:

  • Não entro nas dependências de hóspedes.
  • Sujou, limpou.
  • Quebrou, pagou.

Tenho quatro banheiros em casa, um exclusivo para o quarto de hóspedes e por regra eu não entrava nem no quarto, quem dirá no banheiro? Mesmo assim a moça que limpa aqui em casa falava comigo de coisas que estavam fora do meu território, entendem? Por serem coisas muito pessoais eu optava por fazer a Egípcia e fingir que não vi!

No máximo, eu lavava uma louça pro hóspede, deixava comida e até dividi uma pizza e um japa… Uma das partes boas boas de ter mais gente em casa.

Ma, coisas constrangedoras acontecem… Em família já é difícil imagina com estranhos? Agora entendo a utilidade de ter FreeCo em casa 😀 santa Jout Jout já havia previsto que temos menos um problema!

  • A parte boa, além do dinheiro extra…

Se o hóspede for aberto e você também boas amizades podem nascer. Você tem contato com um jeito diferente de viver, novos pontos de vista e até rola uns bons desabafos.

Eu tive interações ricas e bons hóspedes. Meus problemas foram ínfimos perto do quanto eu cresci hospedando com o Airbnb.

O suporte deles foi incrível quando precisei e a grana extra chegou em boa hora 😃

Se você tem perfil para ser host e estava querendo um incentivo: se joga! Usa as ferramentas da plataforma a seu favor, coloque regras e faça um espaço vazio na sua casa virar dinheiro.

Do limão, a gente sempre faz uma limonada, se não der pra fazer uma caipirinha <3

0 In Empoderamento

Autoestima e pensamento: duas forças!

Acontecimentos completamente aleatórios da minha vida me mostraram que autoestima e pensamento são forças que posso usar para me mover em tempos difíceis.

Uma reflexão das coisas loucas que acontecem na minha vida e que poderiam ser enredo de uma novela mexicana, mas que fazem sentido na minha jornada pelo auto conhecimento.

No primeiro acontecimento, eu havia começado o tratamento de disfunção da hipófise. Dentre outras coisas, essa disfunção piorou os meus, já graves, problemas hormonais. Ganhei peso, diabetes, um cansaço extremo, dores e me sentia muito triste o tempo todo.

Eu não me reconhecia e senti raiva do meu corpo, daquele cansaço absurdo, do sono infinito, da falta de paladar e da fome gigantesca. Odiava o fato do meu corpo ter uma doença invisível e que me paralisava.

Afinal, quem poderia parar um terremoto humano como eu, se não o meu próprio corpo? Quem poderia boicotar a pessoa mais sangue nos olhos que eu conheço se não a minha própria cabeça?

Tive raiva de mim.

Com a saúde debilitada a cabeça estava indo pro mesmo caminho, mais um bônus dos hormônios… Tive sorte* de encontrar bons médicos que me apoiaram no processo e comecei a busca pela saúde perdida.

Num dia de muita espera nos médicos,  por sorte*, cai num post no Facebook sobre um ensaio fotográfico que aconteceria em São Paulo. A organização era de duas minas que queriam oferecer os ensaios, num valor acessível, só para outras minas.

Eu estava trabalhando no layout do blog (esse aqui que vocês vêem e que eu fiz 95% sozinha) e queria fotos mais bonitas para usar.

Fui lá e fechei… Não pensei em como seria e na hora nem lembrei de como estava minha relação com meu corpo.

Avança para seis meses depois.

Fiz aniversário, a luta com a saúde continuou, descobri adenomas na tireoide que pioram os sintomas da disfunção e tive uma crise de hemorragia uterina disfuncional. Tudo ao mesmo tempo e sem poder usar minha conta bancária, me senti impotente e repensei sobre como ser independente é mais hard do que parece.

Um dia, ao tentar me arrumar pra seguir me arrastar pela vida eu percebi que não tinha mais base em casa e desatei a chorar.

Sério, chorei por conta de uma maquiagem.

Eu uso maquiagem todos os dias e amo, mas com a grana apertada, fodida da vida e com a vida, precisando comprar maquiagem? Puta que me pariu, Lei de Murphy!

Por sorte*, o bloguinho me dá acesso a informações bem legais e nesse mesmo dia recebi um e-mail falando que uma maquiadora da Revlon estaria numa loja perto de casa e a marca tinha anunciado uma diminuição nos preços do produtos.

Eu fui, nem lembrei que eu passaria por um trajeto emocionalmente difícil e todos os outros poréns que eu sentia comigo.

Nas duas ocasiões, eu sentei numa cadeira e deixei alguém olhar bem de perto pra minha pele machucada pela acne hormonal, ver minhas olheiras aumentadas pelo cansaço, meus olhos fundos…

Parece idiota, mas isso me deixa super desconfortável, pra dizer o minímo, ainda mais naqueles momentos de fragilidade.

Na sessão de fotos, a Dani Cruz me maquiou e eu precisei deixar a Bruna Ferreira olhar para os ângulos do meu corpo e captar de mim uma beleza que eu mesma não via.

Não cheguei lá com pretensão de ser a Gisele, mas eu estava um caco, meu corpo estava um trapo, então como poderiam ficar as fotos?

Eu não via em mim alguma coisa bonita para ser retratada, mas eu estava lá!

No dia do shopping, a Karol Ortiz me tratou tão bem que eu me senti importante e especial, como há anos não me sentia.

Fiquei sentada, conversando como se nada estivesse acontecendo na minha vida, como se eu não estivesse sangrando por dentro.

Eu não esperava dali nada além da base na cor certa, sabem? A vida já tava uma merda, eu só não queria parecer um Oompa-Loompa.

Mas, o primeiro passo foi criar coragem e ir.

É muito comum, quando não estamos bem conosco, nos paralizarmos em coisas, até que pequenas, como ir ao shopping.

Tirar uma pausa e nos dar um tempo no meio do turbilhão, é normal, tá? O que não podemos é permitir que a falta de autoestima ou nossos próprios pensamentos nos paralisem e impeçam de nos colocarmos em movimento.

Comecemos pelos pequenos momentos, aqueles que não nos damos conta na maioria dos dias. Um passo depois do outro, mas nos movimentar é essencial até para nossa sanidade mental.

No meu caso foi uma sessão de fotos onde ninguém me conhecia e uma ida ao shopping.

Mas, conheço relatos de várias mulheres que deixaram de se colocar no mundo por conta da baixa autoestima. Deixaram de ir à festas, sair com as amigas e até buscar os filhos no colégio.

O tomar coragem, tentar, enfrentar, por a cara na rua, é um exercício diário. Não que seja fácil, mas só traz benefícios ou, pelo menos, experiências.

Vai lá e faz!

Outro passo importante e bem mais complexo pra mim: estar presente.

O estar presente me força, quase que automaticamente, a me abrir para as situações.

Foi me vendo pelos olhos da Bruna, com a ajuda da Dani, e pelo olhar da Karol que eu saí dessas experiências me sentindo melhor comigo mesma. Não pela maquiagem ou pelas fotos mas, por ter me permitido viver aqueles momentos.

Eu estive presente e me abri, sem que ninguém soubesse das minhas lutas, me distraí do meu momento. Durante algumas horas eu me permiti tentar esquecer da dor que sentia e controlei meus pensamentos sabotadores.

Quando me isolo nos pensamentos de insegurança ou tristeza, eu não me abro para o momento e para os outros.

Talvez você pense que por não me abrir, muito provavelmente não vou me machucar ou ter minha autoestima abalada. Eu concordo, embora não tenha garantias. Mas, me fechando não vou sentir o que a atenção genuína e a entrega real aos momentos pode fazer por mim.

Se eu deixo que pensamentos de tristeza ou autocrítica falem mais alto na minha cabeça dificilmente eu vou estar presente para viver momentos que são únicos: encontros, conhecer novas pessoas, uma entrevista de trabalho ou reuniões de família.

Estar presente pode e deve ser seletivo!

Por exemplo, quando estou com pessoas que EU SEI que são maldosas ou me julgam, eu desvio o pensamento para me blindar. Não permito que minha cabeça fique em looping eterno de críticas, questionamentos, inseguranças e etc.

Tento substituir esses pensamentos repetindo o mantra foda-se não importa a opinião do outro, eu sei das minhas lutas e sei quem sou. Eu busco também me lembrar de qual o objetivo daquela situação e o que é essencial pra mim em cada momento.

Se precisar ainda faço orações e mentalizações, porque a fé é um bom escudo de proteção.

O mundo já nos pressiona demais, por isso todos os dias tento ignorar meus pensamentos excessivos de irritação e os julgamento. Me esforço para calar a minha mente, equilibrar o que eu penso de mim para não me sufocar.

Meditação, terapia, espiritualidade e bons hobbies são aliados na minha busca.

Em geral, o que de melhor eu posso fazer pela minha vida é viver o momento presente, expirando e expirando para não pirar.

Talvez tudo isso te pareça bulshitagem, mas melhorar a autoestima depende do nosso cuidado mental e emocional, mais do que cuidado físico.

Por isso eu proponho que você faça coisas simples como exercícios práticos para domar o pensamento e autoestima:

  1. Vá numa loja de maquiagem, peça uma maquiagem básica de mostruário. Ou pede pra uma amiga te maquiar, mas que seja alguém te maquiando. Depois coloca uma roupa bacana, uma música, abre um vinho e vai pra frente do espelho. Se olhe mil vezes, faça selfies, encha o Instagram de stories, look do dia, whatever… Fale para você mesmo palavras de apreciação, permita se ver produzida e se amar.
  2. Escolha um dia comum, até inusitado. Faça um ritual, um banho demorado, coloca uma roupa que você gosta, seu perfume e se arrume do jeito que você mais gosta. Saia com as pessoas que mais te fazem bem, esteja mesmo que por skype ou só de passagem com alguém que te faz bem. Sorria e esteja presente. Permita-se esquecer dos pensamentos, foque em estar ali.
  3. Faça, se puder, um ensaio fotográfico sem motivo. Não conta ensaio de casamento, gestante e etc. Tem que ser um ensaio seu e para você, pode ser sensual ou casual. Permita-se ter um registro de quem você é hoje, do que você vive e essas memórias vão te fortalecer no momento certo.

Todos os dias se desafie a não desistir de fazer coisas por insegurança, por medo da dor ou pelas lembranças das frustrações do passado. Se desafie a se colocar do seu melhor modo no mundo, mesmo que o seu melhor seja com dor, cansada, um caos… Desafie-se a se vencer!

É nessa energia de foco e faca na caveira que eu me apoio quando a coisa fica insana e a cabeça começa a pirar, aos poucos que crio minha blindagem emocional e mental.

Com esses dois acontecimentos simples eu entendi como a força do pensamento e a autoestima caminham juntos na minha evolução.

Foram muitas sessões de autoanálise para reconhecer a riqueza dessas duas experiências e como me senti depois delas.

Hoje, me olho nessas fotos e vejo que mulherão da porra que eu sou. Exatamente por que, apesar de tudo que eu estava vivendo eu não me deixei abater. Não deixei nada me parar, nem mesmo minha saúde, minha cabeça, meus medos.

Dou graças pelo sofrimento e por esses aprendizados em coisas tão pequenas, vai ver tudo isso e a sorte* que me colocaram nesses acontecimentos foi alguém lá de cima do Universo querendo me dar um refresco, né?

Nada acontece por acaso e eu sou uma pessoa de fé. 🙂

Uma observação; Fiz questão de citar a marca da maquiagem por que tenho uma relação emotiva com ela. Da infância pobre, de quem começou a trabalhar com 11 anos de idade, mas só foi ter a oportunidade de se dar algumas pequenas coisas aos 18 anos eu faço questão de manter algumas memórias bem vivas, como conquistas mesmo. Eu sempre tive alergia a alguns componentes de maquiagem e Revlon foi a primeira marca de produtos importados que eu me dei de presente na vida.

 

0 In Estilo de Vida

Como me organizar para começar bem a semana?

como me organizar

Nem toda segunda é dia de começar dieta, ou academia…

Segunda-feira é dia de começar a (minha) semana útil e tenho o hábito de me organizar para começá-la bem.

Todo começo precisa de organização para ser bem sucedido.

Não sou expert em organização, por isso vou me limitar a falar do que eu faço para me organizar e começar qualquer coisa muito bem.

Seja começar a semana/mês/ano, cursos, atividades, projetos, planos, etc…

Listar o que é importante e tudo que precisa ser feito.

Sempre que vou iniciar algo eu faço uma lista de verificação inicial. Um apanhado, desde as pequenas coisas, que tem relação com o que eu vou iniciar.

Anoto tudo que precisa ser feito, comprado ou verificado. Mesmo as coisas básicas que, em geral, faço no automático.

Um exemplo, para começar a semana, minha lista de verificação tem:

  • Ideias de cardápio da semana.
  • Checar a gasolina carro.
  • Compromissos.
  • Contas a pagar
  • Contas a receber.
  • Lista de compras.
  • Cuidados pessoais que preciso fazer.
  • Entregas no trabalho.
  • Eventos.

Se vou fazer algum curso eu listo dias/horário das aulas, materiais a usar, como vou até o local, etc…

Essa lista é uma referência que eu mantenho comigo até concluir tudo. Vou marcando quando concluo algo e faço notas para a próxima semana, se precisar.

Nessas notas eu registro tudo que seja possa ser uma atividade/tarefa futura. Contas não pagas ou não recebidas, compromissos adiados, manutenções que vão chegar, etc.

Eu me dou bem organizando os detalhes a cada semana. Mantenho uma organização mensal macro com grandes acontecimentos e tarefas recorrentes, apenas.

– Quem usa planner, tem uma página de planejamento mensal e a cada semana uma página para a organização semanal.

Planejar depois de listar

Pensando ainda no começo da minha semana: todo domingo eu reviso as finanças. Vejo as contas bancárias, o extrato do cartão e atualizo minha planilha (com gráficos lindos que mostrei no stories).

Todo planejamento que faço começa pelo financeiro, vida de proletariado! Mas, se dinheiro não é problema por aí, desconsidere esse passo, sua ryca! 😀

Para começar a semana ou qualquer outra atividade eu listo os gastos (na etapa anterior) e planejo cada um.

Com essa lista eu determino se vou usar o cartão de crédito, quantas vezes e etc. Eu planejo até se preciso/posso sacar dinheiro, quando farei isso e para quê usarei o dinheiro.

Aqui eu sei se, por exemplo, preciso comprar material para estudar como vou pagar, em quantas vezes e etc…

Só assim não vou ser pega desprevenida se algum imprevisto chegar. Vai por mim, eu já deixei de fazer isso e confiei à outros essa organização e me ferrei!

Me organizar para começar a semana não é uma tarefa com prazo para acabar.

Aí vem a parte que faço a cada dia!

Controle e foco

Uma coisa comum à todas pessoas organizadas é ter controle e foco. Confesso que o foco ainda é difícil de manter 100%, mas manter controles me ajuda.

Criei o hábito de anotar tudo, gastos, tarefas, ideias. Essas notas me ajudam a controlar cada uma das minhas atividades e a manter, por consequência, o foco.

É chato? Sim! Mas, eu entendo que o controle minucioso das coisas me traz benefícios além da organização.

  • Fico menos ansiosa:

Sabendo exatamente o que tem que ser feito e o que eu já fiz eu controlo minha ansiedade.

  • Mantenho as finanças em ordem:

Proletariado sofre e precisa controlar cada centavo, sim! Não é coisa de gente taurina mão de vaca, grandes coaches financeiros recomendam ter controles.

  • Aproveito melhor meus recursos/tempo para viver mais.

Quando eu controlo as atividades, tempo e dinheiro eu me organizo para ser mais produtiva e viver melhor. Uma coisa vira consequência da outra.

No final da semana, eu reviso e passo as notas e controles para as planilhas definitivas que eu mantenho.

Planilha de projetos pessoais: onde eu planejo cursos, freelas e etc;
Planilha financeira: a menina dos meus olhos, que de Abril/17 prá cá se tornou meu orgulhinho <3

Já falei que eu sou a louca das planilhas, né? Por isso, ainda tenho um texto que eu conto como eu comecei a me organizar melhor.

Aí começa tudo de novo, tanto que virou hábito 🙂

1 In Estilo de Vida

Parrilla Del Carmem: carnes especiais no ABC

Parrilla Del Carmem - ambiente

Eu amo a região que moro em Santo André, é sem dúvida a melhor da cidade. Tenho tudo há poucos minutos de caminhada e eu sou frequentadora assídua do comércio local.

O restaurante Parrilla Del Carmem não é novo, mas levei dois anos morando no bairro para ir conhecer.

O lugar fica ao lado da clínica de estética que frequento há 8 anos! Mas, quase sempre, eu esquecia dele na hora de escolher onde jantar.

Não que não merecesse minha atenção, mas no quesito carnes nobres eu tenho o padrão Templo da Carne como favorito.

Escolhi o Parrilla Del Carmem para um jantar que não seria tão agradável quanto o local.

Mas, eu acredito que tudo regado a vinho e comida termina bem.

Foi uma quinta-feira a noite e, mesmo tendo evento no andar superior, o salão principal estava vazio. O que facilitou a conversa durante o jantar e o atendimento.

A decoração é simples, rústica e aconchegante. Um clima quentinho dos tons terrosos e a luz baixa harmonizam com a expectativa de boas carnes na brasa.

O atendimento foi ágil e muito cordial, teve paciência graças a só seis mesas com clientes. Para quem está conhecendo uma casa é sempre melhor esses dias de menor movimento. Eu pude perguntar características da casa, sobre o dono, sobre o cardápio e o garçom respondeu tudo com um sorriso.

Eu já sabia que o grupo Parrilla Del Carmem tem uma rede de açougues e um empório de carnes especiais na Rua das Figueiras. No próprio restaurante eles ministram cursos de churrasco, que muito me interessa. Preciso saber usar a churrasqueira daqui de casa, de churrasco eu só sei comer mesmo.

O cardápio é bem completo, de saladas a massas e tem carnes em três opções: nacional, Wagyu e argentino. A carta de vinhos é bem selecionada, com bons achados e garrafas de 375 ml a 750 ml.

Nas opções de taças são ofertados dois vinhos apenas, mas em garrafas a variação é respeitável.

Eu dispensei o couvert de queijos combinados com molhos e fui direto para as entrdadas. O que me chamou atenção foi variedade e versatilidade de pratos “iniciais”. Além de pratos de entrada, ainda tem tapas, achuras e saladas, para abrir o apetite.

Escolhi um carpaccio de rosbife Wagyu com molho de alcaparras e mostarda Dijon. Uma entrada satisfatória para duas pessoas, nada pesado, mas saboroso. O carpaccio bem fininho com molhos que casam bem com a carne suculenta do Wagyu.

 

O prato principal foi bife Ancho de Angus Uruguaio que era a sugestão do Parrilleiro no dia.

Parrilla Del Carmem - PRATO PRINCIPAL

Depois do prato principal eu ainda quis experimentar o mix de linguiças, por pura gula e curiosidade. Não me arrependi! Recomendo a linguiça Parrilleira, uma delícia, apimentada e saborosa.

Parrilla Del Carmem - mix de linguiças

Para acompanhar tudo isso foram duas garrafas de vinho. Um Uruguaio e um Chileno, muito bem avaliados no Evino e Vivino.

Parrilla Del Carmem - Vinhos

Fechei com a sobremesa especialidade da casa. Sfogliatine, uma massa folhada com creme de chocolate branco e morangos.

Parrilla Del Carmem - sobremesa

O Parrilla Del Carmem é, sem dúvida, uma das melhores opções em carne de Santo André.

Se não é a melhor, mas não sou categorica nesse nível.

É uma ótima escolha para ocasiões especiais, ou para comer muito bem e ter um bom ambiente pra conversar. É silencioso, mesas numa posição confortável, não muito próximas e que deixam o clima bem reservado. Pratos bem executados e bem servidos, porções que servem bem duas pessoas e sobremesas idem.

Uma dica: eles fazem mini eventos, me pareceu um ótimo lugar para casamentos charmosos ou pequenas comemorações!

Voltarei mais vezes e vou fazer o curso de churrasco, anotem!

Eu sempre escrevo aqui no blog sobre os restaurantes que conheço e gosto 🙂

0 In Estilo de Vida

Lámen em São Paulo é modinha: Hirá Ramen Izakaya

Lámen em São Paulo é modinha Hirá Ramen Izakaya - destaque

Lámen em São Paulo é modinha desde 2016. Temos opções variadas, dos japoneses na Liberdade aos points na Vila Madalena.

Eu nunca havia comido Lámen, 30 anos de quebrada e ainda tenho um mundo pra conhecer. Muito menos havia ido em um IZAKAYA, eu nem sabia o que era.

Naquela quinta feira eu vi uma foto de um Lámen tão bonita no Instagram que fiquei com vontade – a loka das lombrigas. Por coincidência, a noite eu estava em frente ao Hirá Ramen Izakaya e decidi me aventurar.

Primeiro pesquisei o que é Izakaya, né? É um típico bar japonês para beber e comer refeições rápidas, mas completas. Não é petiscar, é comer mesmo. Não é pub, nem barzinho, é uma mistura de Brasil com Egito dos restaurantes japoneses.

O nome “izakaya” é uma palavra composta de “i” (“sentar”) e “sakaya” (“loja de saquê”), o que mostra sua origem como estabelecimentos que vendiam bebidas alcoólicas e permitiam que os clientes se sentassem em suas dependências para bebê-las. Wikipédia <3

Espiei um pouco e olhei o cardápio disponibilizado do lado de fora da casa – ponto positivo. O ambiente é pequeno, mesas bem próximas em frente ao sofá que circula o salão.

Mas, me pareceu agradável, meia luz e mesas disponíveis, entrei.

Na mesa ao lado, um casal falava Francês, Inglês e Português. Tudo ao mesmo tempo com uma garrafa de saquê aberta. Os playboys na outra mesa falavam de drogas e baladas, as patricinhas topzêra da balada tiravam fotos dos pratos. Dois homens com pinta de executivo bebiam e conversavam no balcão.

A garçonete chegou, deixou o cardápio e se retirou.

Óbvio que fiquei perdida, entre os nomes dos ingredientes, molhos e opções eu precisei do Google, de novo. Quando a garçonete chegou ela deu uma explicação bem ruim, que me confundiu um pouco, mas consegui escolher.

– O atendimento não foi ruim, a moça era gentil, mas não se saiu bem ao explicar e o barulho da casa atrapalhou e me irritou um pouco.

Minhas opções foram básicas para conhecer o tal do Lámen em São Paulo no restaurante eleito o melhor Izakaya de 2016 pela Veja Comer & Beber.

Das bebidas eu destaco com louvor o Midori Citrus. Um suco de capim limão, gengibre na medida, limão tahiti e água com gás. Como entrada pedi o Tataki do dia, peixe com molho ponzu, shisso, gengibre e cebola roxa*.

– eu não gosto de gengibre em excesso, mas não pedi para maneirarem a mão e, ainda assim, estava na medida.

Agora o Ramen, Lámen, ou o miojo que subiu na vida como diz o Marco Gomes :).

Das inúmeras opções, o escolhido foi o Miso: macarrão no caldo ton tori paitan, temperado com miso dare, servido com chashu, ovo cozido, takenoko, chingensai, tomate picado e cebolinha*.

O que deacho é caldo ton tori paitan, miso dare, chashu, takenoko, chingensai… Google it! Sim, preferi buscar no celular do que pedir explicações e ficar ainda mais confusa.

Para completar pedi um peixe grelhado da casa, o Sanma que é cavalinha do pacífico grelhada inteira (importada do Japão)*. Que não me ganhou em nada, tem sabor de anchova e eu não gostei da apresentação inteira, espinhosa, com as vísceras e etc.

Lamen em Sao Paulo Hira Ramen Izakaya - Sanma

Fechei com um mix de sashimi do dia, os peixes frescos e bem saborosos em cortes largos, diferente do convencional.

*Informações do cardápio da casa.

De sobremesa a casa tem apenas três opções,  ganha ponto por ter uma sem glúten. Eu escolhi o doce que me pareceu mais apetitoso, o Choux Cream um pãozinho com creme de baunilha. Saboroso eu admito, bem saboroso.

Lámen em São Paulo - Hirá Ramen Izakaya - sobremesa

A luz do local não me ajudou a tirar fotos decentes, por isso recorri ao perfil do Hirá na internet para ter mais fotos no post 🙂

Uma avaliação geral?

Considerando o local, o atendimento, mas principalmente a comida: eu achei tudo SUPERVALORIZADO! Pagamos o preço do bairro badalado, da modinha, mas faltou o fator WOOOOWW na comida. É o fator wooowww que me diz que uma comida vale o preço, entende?

Fiquei desapontada com a modinha do Lámen em São Paulo, me senti enganada pelas fotos de comida. Achei o Lámen gostoso, sim, bem servido, mas o sabor não me ganhou muito não.

Os demais pratos da casa seguem a mesma linha, são saborosos, mas simples, sem aquele sabor que faz a gente voltar na casa. Entendem?

Super comeria Lámen de novo, mas que vou procurar uma casa mais tradicional na Liberdade para ver se acho meu fator wow!