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Lis

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RoC Pro Correct: antirrugas uma realidade!

RoC Pro Correct antirrugas uma realidade

Roc Pro Correct Creme Antirrugas é mais uma experiência com um oferecimento da VIDA loka REAL do lado de cá.

Antirrugas é uma realidade que tenho que amar ou pelo menos tolerar 🙂

Amor eu tenho mesmo por produtos que funcionam. Se for daqueles de mercado, que acho fácil até em farmácia: melhor ainda!

Mas, na minha experiência, esses produtos de nicho, mesmo de alta qualidade, nem sempre são os melhores por definição. Sempre complemento o uso com soros, manipulados e peelings, se precisar.

É assim que eu crio um mix acessível de cuidados com a pele que funciona bem para mim. Personalização. 😉

Eu tive tempos difíceis, em particular nos últimos meses. Foi isso que deixou claro para mim que uma pele radiante não é apenas resultado de cosméticos e cuidados com a pele. Noites de estresse, preocupação e insônia também deixam minha pele sem brilho e envelhecida.

Em tempo, a vida tá mais calma, saúde e os hormônios se regulando aqui com ajuda médica.

Foi justamente nessa fase que comecei a usar o Roc Pro Correct Creme Antirrugas.

A embalagem é um tubinho bem prático com um pump de pressão que dosa bem ao aplicar. Além de ser o tipo de embalagem que eu acho mais higiênica, é uma das que mais faz o produto render. O formato da embalagem preserva a vida útil dos ingredientes junto com a sua durabilidade.

O Roc Pro Correct Creme Antirrugas é consistente quando sai do tubo. Mas, se transforma em creme leve e bem fácil de espalhar.

roc pro correct antirrugas retinol

O creme absorve rápido, não é pegajoso e deixa um brilho agradável na pele. Mesmo com a minha pele oleosa, não senti que ele aumentou a oleosidade. Aliás, usei muitas vezes antes da maquiagem e foi ótimo. Deixou a pele boa para aplicação da base, não formou massa nem acumulou nas linhas.

O produto tem um perfume que eu acho luxuoso e até intenso para um creme. O que muito me agrada, especialmente depois do banho a noite pra dormir cheirosinha 🙂.

Uma dica: evite os olhos, sério. Não sei porque catso eu consegui a proeza e passei bem dentro do olho, rolou lágrima por mais de uma hora.

A RoC não diferencia o Pro Correct Creme entre dia e noite e, portanto, eu aplico duas vezes ao dia.

A fórmula contém retinol e ácido hialurônico como principais ingredientes.

Segundo meu dermatologista, a quantidade de ácido hialurônico no produto é aparentemente pequena para mim. Mas, com o uso contínuo ele compensa o saldo e faz seu trabalho bem feito.

Noto pequenas rugas e linhas menos visíveis – especialmente onde eu sofro mais que é a região dos olhos. Poros da testa menores e uma sensação bem leve ao aplicar.

Desde o primeiro dia do uso, minha pele ficou com um viço saudável, um aspecto suave e toque macio. Como é um creme para peles acima dos 40 anos uso somente ele, 2 a 3 vezes na semana.

A Kutiz confia na minha avaliação real dos produtos que envia, por isso ela não tem responsabilidade no texto aqui escrito. O texto reflete somente minha opinião pessoal e nenhuma compensação financeira foi recebida por ele.
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Pensamento de Startup: 5 lições de um jovem empreendedor pra nossa vida!

Pensamento de Startup 5 lições de um jovem empreendedor pra nossa vida!

Pensamento de Startup é uma habilidade que todo mundo deveria ter!

Startup Mind set se você quiser estrangeirismo @. Se essa habilidade ainda não foi catalogada pela psicologia, deveria ser!

Dia desses ouvi o Fernando Salaroli falando sobre a sua trajetória com a Lean Survey. De tudo que consegui absorver na apresentação eu defini algo como o pensamento de startup.

Eu estava em uma imersão em inovação que estamos fazendo na firma, mas as ideias tem rendido ensinamentos pra vida.

O Fernando é o típico jovem empreendedor que a gente vê nos filmes. Sei lá, 25 anos? Faz parte da “molecada” das startups que estão crescendo e mudando setores estagnados.

Primeiro conselho da tia Lis! Se você quer desenvolver o pensamento de startup, esquece esse lance de idade biológica.

Assim como o Busarello, o Fernando mostrou que idade não é nada. Ajuda com maturidade e experiência, mas quem tem vontade de fazer, vai lá e faz!

Primeiro pensamento de Startup

Inspire-se nas BOAS pessoas/ideias/postura.

O Fernando comentou que era estagiário na 99 táxis quando teve a vontade de fundar uma startup. Inspirado pelo sucesso dos seus, então, chefes. Ele viu o crescimento rápido da 99, a postura dos fundadores, o ambiente inovador e desafiador que a 99 tinha.

Tudo isso inspirou o Fernando. Mas, imagino que a possibilidade de ganhar muito dinheiro também*.

Ele destaca na sua apresentação que a hoje a 99 táxis é o primeiro unicórnio brasileiro.

*PS: eu só imagino a origem do Fernando, por puro julgamento. Ele fez Poli, pobre loko igual nóis de Utinga ele não é. Mas, garanto que “nóis” que é pobre associa que ganhar dinheiro não pode ser uma motivação, nós somos moldados assim. Eu repito pra mim todo dia: não é feio dizer que dinheiro motiva!

Todo mundo, não só empreendedores, tem que saber valorizar monetariamente o seu trabalho/produto/conhecimento! Vou falar mais disso em breve 🙂

Já emendando no segundo pensamento de startup.

Currículo é bom, ajuda, mas não é o diferencial amiguinhos.

Durante a fala do Fernando, curiosa fui olhar o Linkedin dele (como eu faço com todo mundo da minha área) e vejam só:

 Pensamento de Startup - o que eu aprendi ouvindo um jovem empreendedor!

 

Lembro de ter falado pra Aline que dividia a mesa comigo: “dá vontade de limpar a bunda com o meu CV”. Nesse francês fluente, bem polido e educado, tamanho choque de realidade que tomei.

Não que eu tenha um currículo INVEJÁVEL, pelo contrário sempre digo que estudei onde deu, quando deu e como deu. Mas, tenho experiência profissional, idade e blá blá blá padrões de “sucesso e fracasso” que vem à cabeça quando ouvimos um XÓVEM empreendedor falar.

Aqui entrou a lição de vida, que reforçou o que o Busarello já tinha mostrado (vai lá ler o texto linkado): currículo não é nada gente!

Os tempos mudaram! Certas habilidades não vem com a chancela de faculdade, nem sobrenome de família, nem idiomas que você sabe falar, muito menos, com o cargo que você ocupa.

Esforço, ética, foco, empenho, inteligência, visão e etc…

Claro que para fundar uma startup, ter um pouco de grana pode ajudar. Mas, não é também decisivo ou certeiro, existem casos de startups que nasceram em garagens com pouca grana.

Se você entendeu com isso que você não precisa estudar, volte quatro casas!

O terceiro pensamento de startup é um reforço contra-ponto.

Estude!

Falo muito que o que mudou minha vida foi estudar – sempre e muito! Foi o que abriu portas e oportunidades na minha família. A partir da minha irmã trabalhando e estudando, mesmo sem referências na família que tivessem chegado à faculdade.

Mas, sempre estudei e não só na faculdade, qualquer oportunidade que me dão de aprender eu agarro com unhas e dentes.

O Fernando contou que a ideia do que seria a sua startup surgiu numa mesa de bar, mas só nasceu depois de muito estudo, leituras focadas, discussões e análise de mercado.

É aqui que currículo não faz diferença, mas estudar faz!

A habilidade de aplicar conhecimento e explorar áreas são diferenciais que não vem com diploma. O melhor é que todo mundo pode desenvolver isso.

Entendido, né?

Se eu conseguir coloco a lista de livros que o Fernando mostra na apresentação dele 🙂

UPDATE: O Fernando gentilmente leu meu texto e mandou a lista de livros (os links são da Amazon pra quem quiser ver preços. Algumas versões estão em Inglês, outras em Português):

O quarto pensamento de startup é o mais aplicável na vida!

Foco no problema a ser resolvido = foco no que você resolve melhor.

O Fernando contou que a “expertise core” da Lean Survey era uma área completamente nova para ele e seu sócio. Fora que, nenhum dos dois era programador.

Fundar uma startup de tecnologia é, de cara, querer entregar inovação, disrupção e outros adjetivos que tenho ranço – de tão mal empregados.

Mas, o mundo, as empresas, as pessoas estão cheio de problemas e necessidades. Se você não souber o que você pode resolver, de fato, e qual é o problema real você vai ficar rodando atrás do rabo…

Nunca vai chegar no conceito mais incrível da gestão de inovação: O MVP, Minimum Viable Product.

Aqui o Fernando deu passos bem legais que servem para resolver problemas de todos os tipos:

  1. Divida o problema em partes.
  2. Estude tudo. Ache a parte do problema que vai causar mais impacto de mudança positiva.
  3. Foque em resolver essa parte do problema da melhor e mais simples forma possível.
  4. Faça análises e chegue no produto minimamente viável.

Fechando a palestra…

Eu perguntei se no mercado da Lean Survey existia a possibilidade de melhorar o processo. Com métodos mais humanamente apurados ou até mais tecnológicos.

A Resposta é a cereja do bolo: o método funciona até hoje não tem porque perder tempo tentando mudar.

#LOL 😄 rindo de nervoso com essa resposta.

Moral da história, o quinto pensamento de startup é:

Se não é um problema, não crie um problema!

Mas, startups tem muito de usa o que funciona, otimiza, melhora, mas não cria um problema onde não existe. Talvez você não possa resolver o problema que criou e vai desprender tanta energia, dinheiro e etc… Que não vai valer a pena.

E aí volta no pensamento anterior, foco no que você resolve melhor. O mundo, a vida, já tem problemas demais, não dá pra resolver tudo, mas dá pra não criar mais um. 😄

Isso não é uma bela lição pra vida?

Pensamento de Startup lições de um jovem empreendedor pra nossa vida!

(a metodologia usada para pesquisa de mercado quantitativa é a mesma desde sempre)
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Revlon Uniq One Leave-in: vale mesmo a pena?

revlon-uniq-one-leave-in-resenha

O Revlon Uniq One é famoso faz tempo, eu sei.

7 anos atrás uma amiga já usava e ele já fazia sucesso no Brasil. Não é nenhuma novidade no mundo dos cabelos, mas certamente vale a minha avaliação honesta.

Atrasada eu?

Porém, contudo, entretanto: eu nunca fui de finalizar o cabelo após o banho, muito menos usar leave-in.

Sempre fui adepta do sair com o cabelo molhado e deixar ele secar e ser o que ele quisesse. Rebelde, meio armado e um tanto de frizz inimaginável é o que temos default aqui.

Mas, óbvio que hoje eu me arrependo por não ter cuidado melhor do pouco cabelo que tenho.

Desde que optei pelo cabelo curto como estilo de vida, está mais fácil cuidar e ao mesmo tempo mais difícil domar.

O cabelo curto, fino e seco arma com muita facilidade. Foi aí que eu comecei a comprar leave-ins para testar e o Revlon Uniq One ficou na lista, até que a Kutiz me mandou um de presente.

Famoso por ter 10 efeitos em 1 só produto, eu sempre desconfiei se ele era tudo isso.

Vou pontuar cada quesito e dar um parecer final sobre o Revlon Uniq One.

A embalagem spray é bem prática e ajuda o produto a render MUITO! Eu uso 4 borrifadas por ser exagerada e por quê eu quis ver se ele deixa a raiz oleosa.

Fora que a embalagem plástica é resistente. Coisa que meus gatos testaram muitas vezes jogando ela da penteadeira.

Sobre os 10 benefícios Revlon Professional Uniq One Leave-in:

  • Reparação para cabelos secos e danificados: Isso foi o que eu mais notei, não sei se é uma reparação imediata ou um efeito muito bom, só que foi notável. Meu cabelo estava bem ressacado antes de começar a usar ele e hoje está com outra aparência.
  • Brilho e anti-frizz: Brilho? Manda mais que tá pouco! AMO! Realmente, cumpre a promessa. Frizz ele controla também, mas tenho muito cabelo fino, novinho e aí não tem milagre que faça eles baixarem.
  • Proteção contra o calor: Não sabemos avaliar, mas tenho usado só ele antes de secar o cabelo. O protetor térmico fica só para dias que faço escova, ou seja, quase nunca.
  • Maciez e maleabilidade: Cumpre e cumpre muito bem! Desde o primeiro dia de uso eu notei o cabelo bem mais macio.
  • Proteção de cor com filtros UVA e UVB: A gente lê no rótulo e pensa: I hope so! Não temos como avaliar.
  • Escovação e suavização mais fáceis: Cumpre, apesar do meu cabelo ser liso.
  • Incrível capacidade de pentear: Sim, também! Tô até modelando as pontinhas do cabelo 🙂
  • Penteado de longa duração: Super sim, meu cabelo fica lindo até a próxima lavagem!
  • Proteção contra pontas duplas: Acredito que pelo potencial nutritivo da fórmula faz sentido ele prevenir pontas duplas.
  • Mais volume: aqui no cabelinho ralo eu acho que ajuda, mas não chega a ser notável.

Outro ponto positivo é a fragrância que fica nos fios, eu adorei. Além da textura não oleosa do creme. Meu cabelo que tem a raiz oleosa, não sofreu nesse aspecto.

revlon-uniq-one-leave-in-textura

Como eu uso o Revlon Professional Uniq One Leave-in:

No cabelo molhado, borrifo 3/4 vezes, solto os fios com as mãos e seco com secador. Quando deixo o cabelo secar sozinho sinto que fica menos rebelde. Mais ajustado e solto, aí sim tenho a visão real do quanto ele ajuda com meu frizz.

Com o cabelo seco borrifo 1 vez na palma da mão e espalho para dar uma ajeitada nos fios.

Parecer final

Eu tenho cabelos muito finos e frágeis. Costumo secar eles bem rápido com o jato do secador e por isso não faço escova com frequência. Evito mesmo a exposição ao calor por isso gosto do efeito Uniq One não estar associado a finalização com o secador.

Geralmente sou sempre cética com tudo, especialmente produtos que prometem mil coisas. Mas, depois de anos que o Uniq One tá no mercado eu testei mantendo a expectativa baixa. Afinal, poderia não funcionar no meu cabelo que estava ressecado.

A Revlon Professional define o Uniq One como leave-in de tratamento capilar, não só de finalização. O que me dá a entender que com o uso contínuo o cabelo vai sendo tratado com mais intensidade.

Sobre as 10 propriedades:

As propriedades realmente atendem, como descrevi ali em cima. Claro que ele não é capaz de salvar o cabelo completamente arruinado em frangalhos. Embora seja um tratamento, isso deve ficar claro! Mas, recomendo o Uniq One especialmente pra quem pinta o cabelo, faz luzes ou química frequente.

No meu caso, ele funcionou muito bem. Acredito que seja porque o ressecamento do meu cabelo é superficial. Graças a viagens, falta de tempo e etc. Mas, não tenho “dano” profundo aos fios.

Vale pontuar que o Uniq One é um pouco caro para um leave-in, mas honestamente acho que vale a pena. Especialmente para quem quer usar apenas um produto após o banho e ter mais do que somente a finalização.

A fórmula tem o famoso pantenol, aminoácidos da seda, quartenium-80 (condicionador) e um emulsificante derivado do coco.

Ah, não levei ele nas minhas viagens recentes e senti muita falta, quero um travel size.

Pra ver toda a linha da Revlon Professional, que sempre tem promo na Kutiz, clica nos links 🙂 o blog não ganha porcentagem sobre nada, tá?
A Kutiz confia na minha avaliação real dos produtos que me envia, por isso ela não tem responsabilidade no texto aqui escrito.  O texto reflete somente minha opinião pessoal e nenhuma compensação financeira foi recebida por ele.
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Vida online x Vida offline: a vida esfrega as coisas na minha cara!

vida real

Vida online x vida offline: uma longa história sobre como a vida esfrega as coisas na minha cara!

Faz uns 13 anos que mantenho meu diário virtual nessa internet. Via de regra, nunca falo exatamente do meu trabalho ou vida pessoal aqui.

Embora, tudo seja muito pessoal eu sei como publicar com reserva os assuntos.

Já comentei em textos, grupos e até no Instagram, que no passado enfrentei situações bem pesadas por conta do blog. Desde preconceito à constrangimentos. Por postar “look do dia”, selfies, por falar de produtos de beleza, expressar opiniões e etc.

Essas coisas são tidas como “fúteis, inúteis e inferiores”. Tive chefes que afirmaram que meu blog depreciaria minha identidade profissional.

Até clientes, que chegando aqui, me julgavam mal e usavam o que viam aqui para destilar maldade. Ouvi coisas como: “nossa você não tem nada a ver com esse meio, você é tão inteligente pra que manter um blog.?” ou “jura que você tem um blog de moda, mas trabalha com tecnologia?!”. “Você é tão novinha e bonita demais pra entender de finanças”.

Como se ter um blog fosse coisa de gente burra ou diminuísse minha competência na minha profissão.

Sem contar, as inúmeras chacotas e piadinhas de corredor. Dos colegas mais próximos, sempre levei na boa. Mas, a gente enxerga quando é maldade falada pra só pra diminuir e atacar.

Eu trabalho num meio majoritariamente masculino. Mas, por incrível que pareça, as piores críticas sempre vieram de mulheres.

Isso reflete bem o motivo que devemos ensinar mais mulheres sobre o que é sororidade.

Pra lidar com “o problema” eu desassociei qualquer tipo de trabalho daqui. Passei a usar só meu apelido e nunca publiquei nada sobre meu trabalho, estudos, temas que amo e etc.

Mas, aí vem a vida senhoras e senhores.

Dia desses no trabalho, recém chegada, não conhecia ninguém e uma pessoa fala: “você não é a Lis.Life?” e eu em choque falo “sim, como você sabe?”.

Mantive a cabeça baixa arrumando minha bolsa, extremante constrangida!

Pô já me “reconheceram” na rua, mas nunca no escritório, na frente do meu gerente ali.

Tremi!

Mas, olha só a contradição: num texto pouco antes desse eu escrevi que: bons profissionais não podem ser pessoas de merda!

E, me esconder, ter vergonha do meu hobby mais querido, faz de mim uma pessoa de merda! Claro, isso aqui é meu espaço de criação, de desabafo, é uma extensão do meu mind palace.

Vida online vida offline mental palace

Eu sempre falo que não podemos separar nossa vida em caixinhas isoladas. Somos o que somos e devemos nos posicionar no mundo com transparência.

Nunca menti sobre ter um blog, mas não falava dele pra quase ninguém. Escondia não por vergonha, mas por muita gente “atrasada” nesse mundo. Falava pra um ou dois colegas mais próximos. Mas, nunca levei ele numa apresentação ou quando me perguntavam qual o meu hobby numa entrevista.

Mas, que sorte a minha!

Eu aceito que a escrita terapia (ainda vou explicar aqui como funciona) é parte de mim. O blog carrega meu nome ponto life (vida em inglês) ou seja: é minha vida na internet!

Nesse mesmo trabalho, dia 20/06, me dei conta de que estou no lugar certo e na hora certa.

Depois de ser reconhecida como a Lis, do lis.life por uma Business Partner da minha área. Sentir um frio na barriga por medo de “me expor demais”. O meu gerente e novos colegas começarem a me seguir. Eu senti um medo imenso de expor quem eu sou de verdade, minha história e a Lis, essência da Elisangela.

Só que o mundo não é mais dos que fingem ser, que vivem vidas que precisem ser escondidas. O mundo é cada vez mais de quem se expõe, é de verdade e honestamente humano!

Foi assim que, depois de 10 anos atuando na mesma área, eu consegui me desvincular do medo do julgamento. Me desvinculei no susto, com a água batendo na bunda e sem chance de voltar atrás.

Olha que tem tanta coisa feia na minha história pessoal que cruza com a profissional, viu? Tanta cicatriz e ferida que eu até pensei que não fosse o momento de me “assumir“.

Sei bem que o mundo profissional que vivo é um ovinho de codorna. Assim como o mundo hoje é pequeno e quem se esconde (tem o que esconder) não vai longe, nem vive em paz.

Enfim, 13 anos de trabalho formal e eis a minha apresentação pessoal mais profissional da vida:

Vida online x vida offline

 

Eu, nunca tive o que esconder. Errados estavam os que me zoavam, por minha aparência, gostos pessoais e até pelo blog!

A louca dos sinais e significados, não poderia deixar passar o que o universo me mostrou com tudo isso.

Bem no dia 20/06 eu estava assumindo meus desafios pessoais e profissionais na Bahia. Sendo recebida por uma empresa nova, colegas novos e ouvindo a todo instante o Rei do Baião.

Lembrei do meu pai a cada segundo dessa viagem.

Vida online x vida offline LIS

* um dos maiorias sinais que eu poderia receber, na simplicidade das memórias que minha irmã compartilhou!

E, como diz no Nordeste, graças a Deus e a São João pela boa colheita depois de uma semeadura tão árdua!

A festa na cidade não era por minha causa, mas eu senti como se fosse <3 até um forrózinho bom eu dancei!

Quem viu meu stories com a vida do viajante sendo tocada por um trio de forró no meio do escritório? Coraçãozinho ficou mais feliz!

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Uma reflexão sobre fazer malas

fazer mala para viagens rápidas_Lis Life

Fazer malas não é uma coisa simples.

Eu admiro quem nasce com a habilidade natural da praticidade à toda prova.

Fazer malas não é só sobre roupas, sapatos, looks!

É sobre estar preparado para lidar com situações desafiadoras à sua autoestima.

Pensando sobre como fazer malas é possível desenvolver outras habilidades, sabia?

Por exemplo, praticidade, organização, melhor uso do tempo, maior autoestima e segurança.

Ah, e ser safa ao fazer malas para viagens te ajuda na franquia de bagagem. Saber fazer uma boa mala é inteligência financeira. 😉

Em um dos meus projetos recentes, uma colega se impressionava que eu levava só uma valise. Em geral, quando ia ficar uma semana longe da casa. A prova está no Instagram:

Mal sabia ela, que até pouco tempo, eu tive muita dificuldade em fazer malas. “Qualquer viagem” era uma bagunça no armário, levava várias peças que não usaria e no destino ainda sentia falta de algo.

Nesse mesmo projeto, tive um imprevisto que colocou a prova meu essencialismo.

Sempre levo uma troca de roupa extra na mala. Mas, já havia usado toda roupa extra e precisei comprar tudo para mais dois dias. Eu, que odeio gastos não planejados, precisei comprar roupas “caras” por falta de opção na cidade.

Quase me arrependo da minha mala pequena, mas foi só um imprevisto.

Essa mesma amiga, levava uma mala enorme! Mesmo que tivesse que pagar para despachar e sempre comprava algo nas cidades que passávamos.

Por outro lado, eu me virava com as mesmas peças durante quase todo o projeto.

Com essas diferenças de comportamento analisei o motivo da minha dificuldade no passado. Pensei sobre todo o contexto de viagens e ocasiões onde sofri ao fazer as malas. Viagens à trabalho ou não, tá?

Identifiquei que, no passado, me faltava praticidade por motivos emocionais. Não necessariamente pela quantidade de peças que eu tinha à disposição.

Passei por ocasiões onde para qualquer viagem eu sentia insegurança ao escolher as roupas. Tinha medo de chegar “lá” e não ter nada para usar. Pensava na possibilidade de me sentir mal com alguma combinação e não ter opção de troca.

Mesmo tendo como lema pessoal “viver o melhor possível com o que tenho a minha disposição”! Ficava insegura de ter poucas opções de roupas ou acessórios e estar ao lado de outras pessoas, ter eventos sociais e etc.

Com o tempo entendi que minha insegurança era de não ser aceita (ou ser julgada) por quem estava ao meu lado. Isso nada tinha a ver com a quantidade de opções na mala.

Eu sempre me virei muito bem com pouco, sempre fiz de um limão seco a melhor caipirinha que pudesse. Analisando meu comportamento e reação à essas situações eu percebi onde errava ao fazer as malas. Percebi minha relação emocional frágil nas viagens que mais sofri com a mala! Onde mais senti medos e inseguranças sobre minha imagem e as situações que vivi nas viagens.

Eu entendi também que é normal ter receio ou até me sentir um pouco deslocada em situações sociais novas. Crescendo no trabalho, tendo contato com níveis hierárquicos e sociais diferentes do meu – até acima do meu e etc. É normal que em certas ocasiões, de trabalho ou vida social, o meio e as pessoas ao meu redor me afetem.

Sempre falo que eu saí da favela, mas a favela não saiu de mim. Isso tem seu lado bom e ruim!

Mas, essas situações novas não podem mudar minha autopercepção e atrapalhar meus hábitos e autoaceitação, entendem?

Se eu deixar me afetar (como já afetou no passado na minha vida pessoal) eu entraria no looping de muita gente por aí.

Sempre uma mala enorme, uma busca excessiva sem saber fazer o melhor com o que tenho a minha disposição. Ainda assim, não se sentir bem consigo, independente da avaliação ou aprovação dos outros.

Temos que cuidar para não confundir o que é nossa reação emocional a fatores externos, causada pelo ambiente ou terceiros. Com nossos medos e inseguranças intimas.

Isso serve pra tudo na vida, não só autoestima e autoaceitação.

O que é causado pelo outro não pode me nortear, não pode entrar na minha cabeça e virar uma autocobrança excessiva. O que é insegurança minha, por meus traumas e medos, aí sim cabe amadurecer e analisar para curar.

Foi essa noção que me fez mudar minha relação com as malas de viagem, com o ambiente e as pessoas que me cercaram em N situações. Me centrar no meu eu-essencial-real é o único norte que vale a pena ter em qualquer situação. É ele que me mantém consciente de quem sou, além de status ou imagem.

Olhar situações corriqueiras com esse questionamento tem me trazido ótimas reflexões. Até uma coisa comum como fazer mala para viagens rápidas vira a chave para um amadurecimento e uma cura interior.

Quantas malas enorme estamos carregando para não sentir rejeição ou inadequação, mas, na hora H, ainda nos falta algo e vamos buscar lá fora?

Infelizmente, tem coisas que não dá pra comprar em toda viagem, mas pra todas as outras existem Mastercard (não poderia perder a piada!).

Claro que essa reflexão nasceu na hora de fazer mais uma mala. Já sem peso, sem medo, leve e bem resolvida com o que carrego por aí.